As melhores lendas urbanas da Bélgica

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Sempre é bom descobrirmos coisas novas sobre o país que passamos a chamar de casa. Passamos a nos sentir mais próximos daquela nova cultura e o lugar, que antes nos parecia tão “estranho”, começa a fazer mais sentido frente aos nossos olhos e coração e, sem perceber, vamos adquirindo novos hábitos em nosso dia.

No meu texto 40 fatos que você não sabia sobre a Bélgica, percebi o tanto que ainda quero aprender sobre esse país, ainda pouco explorado pelos brasileiros quando comparado à França, Itália ou Espanha. Então resolvi escrever mais um post nesse estilo “curiosidades”. Quem é da década de 80 e cresceu no Brasil, provavelmente já escutou em algum momento da vida sobre o Fofão Maldito, a Loira do Banheiro ou o Homem do Saco…não?

Pois vamos às lendas urbanas tipicamente belgas…

  • O Sorriso: assassino que dizem ter espalhado o terror em grandes cidades da Bélgica em 2002. Não se sabe direito se era uma gangue ou apenas um homem que seguia mulheres no metrô e as atacava em um beco abandonado, oferecendo sempre duas opções: ser estuprada ou sorrir para sempre. Sempre escolhiam a segunda opção, resultando então no corte na boca dos cantos ao ouvido, semelhante ao sorriso de um palhaço a la Curinga do Batman. A lenda urbana acabou se tornando filme de terror em 2012, com seu assassino em série com uma boca de sorriso grotesco e o slogan “O demônio usa um sorriso”.
  • O Ataque de Agulha: tenha sempre cuidado antes de se sentar nas cadeiras de cinema vermelhas luxuosas da UGC de Brouckère, pois existem loucos escondendo agulhas com sangue contaminado pelo HIV nelas. A agulha geralmente tem uma nota de “bem-vindo ao mundo do HIV”, ou você pode encontrar uma etiqueta anexada em você com a mesma mensagem – depende de quem espalha a história, claro. Outras versões dessa lenda urbana completamente falsa têm circulado pelas principais cidades do mundo desde os anos 80, quando o susto da Aids começou a tomar forma e, se não me engano, recentemente ouvia-se algo semelhante nos metrôs de São Paulo. À medida que esses contos começaram a se espalhar, os contadores de histórias anexaram o nome de um local de Bruxelas para adicionar um pouco mais de veracidade e tornar as coisas mais credíveis.

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  • O Cachorro do Microondas: Um clássico para muitos belgas, onde a vítima é um cachorro inocente. Diz a lenda que uma família havia decidido comprar um cachorrinho, o que levou as duas crianças à loucura de felicidade pelo seu novo animal de estimação. Os pais, então enfermeiros, foram chamados para uma emergência e pediram aos filhos que não levassem o cãozinho para fora. Assim que se viram sozinhas, as crianças rebeldes levam o cachorro para o jardim durante uma chuva forte e depois, para encobrir a desobediência o colocam dentro do microondas, na tentativa de secá-lo. Os pais chegam do trabalho e se deparam com o forno e o cachorrinho igualmente assados.
  • O Carona dos Braços Peludos: outra lenda urbana que vitimiza as mulheres jovens. Segunda a história que escutamos por aí, uma jovem de aproximadamente 20 anos voltando do complexo cinematográfico Kinepolis, em Antuérpia, ao chegar em seu carro no estacionamento viu que havia uma idosa dentro, no banco de trás. Espantada, a jovem perguntou à idosa o que ela fazia em seu carro, e a mulher respondeu que havia se perdido procurando o ônibus, pedindo então uma carona até sua casa ou até o ponto de ônibus mais próximo. Percebendo que a história estava bastante suspeita, a jovem vai até um policial para pedir ajuda e, quando voltam, descobrem que na verdade era um homem disfarçado de idosa, com uma pequena machadinha na bolsa. Apesar de ser escutada até recentemente, as primeiras raízes desse conto fictício vêm desde os anos de 1830.
  • O Perfume: a versão de Bruxelas de “O Perfume” se passa na Rue Neuve, uma rua comercial movimentada. Quando uma mulher encontra dois homens que lhe oferecem um perfume caro por um preço baixo, ela os segue em um beco para cheirar a fragrância, mas é nocauteada pelo clorofórmio enquanto os ladrões fugiam com sua bolsa. Esta história foi compartilhada amplamente na Bélgica desde a virada do século passado, muitas vezes por meio de emails que se tornaram virais e até mesmo de notícias fictícias na internet.
  • Os Anjos de Mons: finalmente uma lenda urbana com um final raro e feliz. A história correu desenfreada pela Bélgica e pela Inglaterra, meses após a Batalha de Mons durante a I Guerra Mundial. Depois de um ataque surpresa das tropas alemãs, soldados britânicos se viram encurralados em uma cidade na região de Ardenas, no norte da Bélgica. Quando a situação estava aparentemente em seu pior momento, dizem que São George flutuou do céu junto com outros anjos para deter os alemães e dar uma chance de vitória ao ingleses. As origens dessa lenda vêm do escritor de contos de terror e fantasia, Arthur Machen, que publicou uma história curta similar no jornal London Evening News, sendo absurdamente confirmado por relatos de veteranos que disseram ter visto criaturas aladas durante a batalha.

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E então? Já escutou histórias semelhantes e achou que eram verdade? Espero ter te ajudado a andar mais tranquilo pelas ruas da Bélgica…

Fonte: The Culture Trip

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