Como é morar em Budapeste?

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Como é morar em Budapeste?

Budapeste, que até 1873 era formada por duas cidades divididas pelo Rio Danúbio, Buda e Peste, é um lugar encantador que impressiona qualquer visitante.

Ao chegar, logo notam-se algumas características que são bem diferentes do Brasil. Talvez certos comportamentos também possam ser observados em outros países, mas reparei aqui por ser meu atual lar. Seguem alguns exemplos:

a) No supermercado, você se sente em uma linha de produção. A caixa é muito rápida ao passar as compras e enquanto isso você já deve guardar as coisas e com o dinheiro em mãos (já esqueci de pegar a carteira e levei uma bronca!).

b) A sustentabilidade é levada a sério: existe o hábito de separar o lixo e descartá-lo corretamente. As ruas são limpas e eu particularmente nunca vi ninguém jogando nada na rua.

c) Outro ponto positivo é que se você não levar sua própria ecobag (sacola ecológica) ou mochila, precisará pagar pela sacola plástica (evita o desperdício de maneira consciente e logo acostuma).

d) Apesar de estar na União Europeia, a Hungria não adotou o euro. Sua moeda é o forint húngaro, o que torna o destino bem vantajoso e com baixo custo.

e) Diferente de outros países, é acessível alimentar-se fora de casa sem que isso prejudique consideravelmente o orçamento.

f) Bebidas em geral também são baratas, uma pint (quase meio litro de cerveja) pode sair por 1 euro. É garantia de diversão gastando pouco!

g) Atrás apenas do britânico, Budapeste tem o segundo maior Parlamento do mundo, são 700 salas e 27 entradas.

h) Possui o metrô mais antigo da Europa Continental. Existem opções de transporte público desde 1866, através de bondes puxados por cavalos.

i) O transporte é excelente e variado, possui trens, metrô, ônibus e uma espécie de VLT (veículo leve sobre trilhos), com opções que cobrem a cidade 24 horas por dia e com um valor único você pode utilizar à vontade.

j) Em várias rotas de trem, até 26 anos o preço é mais em conta, o que certamente incentiva o turismo e atrai mochileiros.

k) O idioma é considerado o 3º mais difícil do mundo. Felizmente, grande parte da população fala inglês, principalmente os jovens.

l) Budapeste possui o maior sistema de águas termais do mundo. Além disso, é mundialmente conhecida pelas propriedades curativas de sua água.

m) Aqui você encontrará a maior sinagoga da Europa, perde o título mundial apenas para a Emanu-El, encontrada em Nova York.

n) O cubo mágico foi inventado aqui.

o) É um país sem litoral, no entanto, 7 países fazem fronteira com a Hungria, facilitando a vida de viajantes que gostam de explorar o Leste Europeu e economizar.

p) É comum utilizar primeiro o sobrenome e depois o nome, não apenas em casos formais, mas no dia-a- dia.

q) O tempero mais comum é a páprica, uma espécie de pimentão húngaro. Pode ser encontrada em diversos tipos de comida e produtos no supermercado.

q) É palco de diversos festivais culturais.

r) Possui muitas oportunidades de trabalho, tem-se destacado como um importante centro de terceirização que atrai muitas multinacionais e fortalece a economia.

A tranquilidade aqui é claramente percebida, mesmo sendo uma grande capital e importante centro econômico. A qualidade de vida é alta, está se tornando um destino cada vez mais desejado para turistas e, principalmente, pessoas que buscam trabalho no exterior. A segurança é um dos aspectos que mais valorizo, poder andar nas ruas sem preocupação era uma sensação que não sentia há anos, já que vivia com medo de alguém me assaltar durante o dia ou noite em qualquer lugar.

Outra coisa que me deixa realmente satisfeita aqui é ninguém mexer com você na rua, no Brasil isso me incomodava diariamente, essa abordagem me deixava nervosa e infelizmente nós mulheres sofremos muito e não reagia pensando em uma possível retaliação que poderia sofrer. Se resolver sair a noite e voltar de madrugada, tudo bem também, muitas mulheres voltam sozinhas com o transporte público sem nenhum problema. É claro que não devemos nos descuidar, ficar atenta pode evitar que algo de ruim aconteça, todos estamos sujeitos, não é verdade? O fato é que aqui a probabilidade é pequena, pode até ser que como em outras grandes capitais da Europa você seja roubado, só que os assaltantes vão aproveitar da sua distração e é bem diferente de estar sendo ameaçada, com certeza a maioria da população já sentiu isso pelo menos uma vez (lamentável que seja “comum”).

O custo de vida baixo é um atrativo para quem gosta de viver em uma cidade grande sem um gasto mensal equivalente a São Paulo por exemplo. Itens como comida, aluguel, roupas, transporte e entretenimento variam de 27 a 65% menos que a maior cidade do Brasil.

Diferente da realidade que tinha na minha cidade, com o meu salário consigo arcar com aluguel, supermercado, lazer e transporte. Por ser em forint, é comum comparar com o euro e parecer pouco, mas garanto que o salário é justo, dá pra pagar contas, aproveitar e viajar!

Recomendo a todos que explorem esse país cheio de cultura, história e traga sapatos confortáveis, a melhor forma de curtir as cidades é andando a pé.

10 Comentários

  1. Show parabéns pro texto, bem explicativo e de fácil leitura e entendimento. Abordou vários aspectos com os detalhes sem ser cansativo.

  2. Ola, Mayra.

    Me encantei mais ainda por essas suas aventuras. Um dia vou seguir seu exemplo, conhecer vários países e adquirir diversas culturas.

    • Olá Bianca,

      Desculpe a demora! Comece a participar de grupos no Facebook com temas relacionados, assim terá várias dicas e motivação para cair na estrada.
      Realmente cada país te transforma e te agrega muito, obrigada por acompanhar meus textos 🙂

      Bjs,
      May

  3. […] Mayra é de Santos, litoral de São Paulo. É formada em MBA de Negócios e já viajou para mais de 15 países. Entrou em um avião pela primeira vez com 6 meses e não parou mais. Atualmente vive em Budapeste, na Hungria. Ela é uma jovem que serve de exemplo, para muitos que desejam viajar, conhecer o mundo, estudar no exterior, buscar novas experiências fora do seu país de origem. Confira seu artigo, publicado no site www.brasileiraspelomundo.com […]

  4. Olá Mayara amei seus textos, quero conhecer em agosto/18 pois este país me encantou, só tenho um receio… Não falo inglês fluente, mas dá pra me arranjar, somente este é o meu medo, do resto estou impolgada para. Conhecer a Hungria….

    • Olá Nalva, como vai?

      Muito obrigada por acompanhar!
      A Hungria é realmente maravilhosa, além de outros países super próximos que também recomendo a visita.
      Caso você consiga se comunicar e domine o básico para turismo (pedir informação, perguntar quanto custa, etc.) não deve ter grandes problemas.
      Entendo seu medo, mas a sua realidade com o inglês é a mesma de muitos brasileiros, e não se prenda a isso.
      Espero te ver por aqui em 2018 🙂

      May

  5. Olá Mayra,

    Trabalho em uma multinacional q sempre tem vagas em Budapeste, mas se eu quiser me mudar, vou apenas com o emprego garantido, teria q arcar com todas as custas de mudança, e toda a parte burocrática sozinha. Vc tem alguma dica pra essa parte burocrática? Algum site onde eu possa obter maiores informações? Vc sabe de bons bairros para quem tem crianças pequenas?

    Desde já agradeço pela atenção

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