Dinamarqueses e o Amor

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Desde o meu texto Casando no reino eu tenho recebido, toda semana, contato de brasileiros interessados nos procedimentos para casar com dinamarqueses e também mensagens perguntando sobre relacionamento entre brasileiros e dinamarqueses. Por isso, sendo maio o mês das noivas no Brasil, senti que era o momento de tentar desmistificar e contar pra vocês como é que é. Conversei com meus amigos brasileiros que estão em relacionamento com dinamarqueses, e com meus amigos dinamarqueses que estão em relacionamento com brasileiros, e vou tentar resumir pra vocês um pouco dessas conversas e assim, dar um panorama de como as coisas funcionam por aqui.

Uma sociedade feminina

A Dinamarca tem uma cultura feminina. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que é uma sociedade onde se dá mais importância à cooperação, à família e sua estrutura, à modéstia e caridade. Isso gera uma flexibilidade na hora de determinar os papéis que homens e mulheres têm nessa sociedade, o que acaba permitindo uma postura mais flexível também na hora do relacionamento afetivo. Homens podem ser sensíveis e usar jeans colados sem serem tachados de nomes pejorativos, assim como o mesmo se aplica para as mulheres, que podem ser motoristas de caminhão e cortar o cabelo curtíssimo sem se sentirem masculinizadas por isso.

Ana e Mikkel

Mas então, o que atrai os dinamarqueses num relacionamento com um brasileiro/estrangeiro (a)?

Ao contrário do que se pensa, não é o ‘sangue latino’ e sexualidade à flor da pele que atraem os dinamarqueses. Os homens da Dinamarca são menos machistas e controladores e mais calmos, tranquilos, tímidos e passivos que os homens do Brasil. E segundo a opinião de alguns dinamarqueses que consultei, as mulheres daqui são mais enérgicas, irritam-se com facilidade e têm mais necessidade de estar no controle da situação, o que acaba fazendo com que elas se cansem dos seus parceiros pacatos e estejam sempre em busca de novidades. É justamente aí que as estrangeiras, incluindo as brasileiras, encontram sua brecha. Estrangeiras provenientes de países em desenvolvimento tendem a serem mais doces, mais afetuosas e até mais submissas na relação, e isso atrai o dinamarquês que está tentando se livrar da megera indomada que muitas vezes a mulher dinamarquesa representa para eles.

Por isso, mesmo quando há dificuldade na comunicação por conta de barreiras linguísticas entre as duas culturas de países diferentes, a relação tem chances de prosperar. Nos casos em que a mulher é dinamarquesa, homens com perfil mais controlador tendem a ter sucesso, e aí os brasileiros também têm sua vez garantida. Nos casos de relacionamentos homoafetivos, pelo fato de haver um canal de diálogo aberto e fluente entre os parceiros, muitos casais conseguem encontrar equilíbrio, apesar das diferenças culturais.

Dennis & Sheila Harboe

A paquera e o sexo

Fato: dinamarqueses e flerte são palavras difíceis de combinar. Os dinamarqueses, acostumados a serem diretos e objetivos, desconhecem o significado da palavra paquera. Eles simplesmente não conseguem improvisar na hora de flertar ou paquerar. Para encontrar um futuro pretê a maioria prefere recorrer a uma forma moderna de comunicação: a internet. Por meio de sites de encontros é mais fácil encontrar pessoas com um perfil mais parecido com o que se procura, e como os dinamarqueses gostam de objetividade, isso torna a coisa mais fácil na hora de se relacionar. Acrescente a isso uma boa dose de timidez e pronto! O homem dinamarquês, sendo tímido e reservado, encontra na internet o terreno para ousar sem se expor tão diretamente, e aí ele consegue se liberar um pouco mais. Jogo de olhares, fazer charme, sensualizar nas roupas e comportamento? Se você espera isso de um dinamarquês, esqueça. É confronto demais para eles.

Não tem a coisa da sedução-ataque como estamos acostumados no Brasil. As pessoas conversam online, discutem afinidades, decidem se encontrar e na maioria dos casos, já vão para a cama logo no primeiro encontro. Considerado um comportamento imoral por muitos brasileiros devido à forte herança cristã que permeia o Brasil, por aqui, esse comportamento é visto como normal e saudável. A visão dinamarquesa do sexo é mais liberal e sem amarras morais religiosas. O sexo é tratado com naturalidade. A Dinamarca foi o primeiro país do mundo a legalizar a pornografia e um dos pioneiros a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo – inclusive na igreja.

Topless é permitido, assim como a prostituição é um trabalho regulamentado por lei. Por essas bandas o sexo é visto como uma parte saudável (e necessária) do relacionamento. Normalmente, o parceiro é escolhido depois do test drive sexual; se o sexo foi bom e se há afinidades suficientes entre os dois, o relacionamento continua; se não foi lá essas coisas, eles abrem o jogo e sem mais delongas passam para próximas opções. E nos casos em que o sexo é bom, porém as afinidades não justificarem um relacionamento, é possível, também, manter o parceiro para sexo casual sem a necessidade de se evoluir para um compromisso futuro, estando os dois de acordo.

Parece cruel, mas é muito mais fácil e prático evitar o laço afetivo com alguém com quem não se tem muitas afinidades, evitando, assim, dramas futuros. Mas calma, não se escandalizem! Os dinamarqueses não são depravados! Eles priorizam muito a família e o fato de não darem continuidade a um relacionamento onde há poucas afinidades é apenas uma maneira de evitar perder tempo com um relacionamento fadado ao fracasso.

Agora, ficou curioso pra saber o que acontece no segundo estágio do relacionamento? Calma que eu já vou explicar…

Geisa & Flemming

O modo de se relacionar e o dia-a-dia

As palavras-chave que definem os relacionamentos na Dinamarca são compromisso, negociação, respeito e admiração. Dinamarqueses são muito carinhosos e atenciosos com seus parceiros, apesar de demonstrarem seu afeto publicamente menos que os brasileiros. Também gostam de encorajar o parceiro e manifestam sua alegria a cada conquista dele, incentivando-o. O diálogo flui abertamente e é possível ter as famosas DRs sem dramas e sem histeria. Os dinamarqueses adoram a troca de ideias e trazem isso também para os seus relacionamentos. Dificilmente haverá uma discussão violenta com o seu parceiro dinamarquês: ele estará aberto para ouvir o que você diz, e caso discorde, irá expor seu ponto de vista, ou se calar. Uma coisa importante a se saber é que os dinamarqueses não sabem, não gostam e não vão lidar com o confronto (tudo em nome do hygge, lembra-se dele?), portanto, o lance é ser diplomático na hora de expor um ponto de vista. Pode ser que você diga o que está sentindo e o silêncio domine a sala, mas nunca espere uma reação histérica ou exacerbadamente emocional da parte deles. E também não adianta usar de histeria pra se fazer ouvir, você será solenemente ignorado (a).

A lealdade é algo muito prezado pelos dinamarqueses; eles são leais à família, aos amigos, às pessoas que amam, às leis e normas da sociedade dinamarquesa. A família é o centro da vida. Muitos ou a maioria dos dinamarqueses buscam constituir família, casando-se ou não, e querem dar o suporte necessário para que essa família continue junta e se apoiando e crescendo ao longo dos anos. As mulheres brasileiras com quem conversei, casadas com dinamarqueses, todas foram unânimes (e eu me incluo nessa) em afirmar que os homens dinamarqueses são muito fiéis quando amam. Outra característica interessante é a divisão de papéis: no Brasil, há uma divisão muito clara e sexual dos papéis desempenhados por homens e mulheres. Enquanto no Brasil se espera do homem que ele seja o provedor da casa, trabalhando para manter a família e da mulher, que seja a rainha do lar e cuide do marido e dos filhos – muitas vezes sozinha, ainda que tenha um emprego fora – na Dinamarca tanto o homem quanto a mulher são igualmente responsáveis pela família e pela manutenção da casa e das tarefas do dia-a-dia como lavar a louça, cozinhar, limpar a casa, levar e buscar as crianças na escola, supervisionar o dever de casa e educar. Essa distribuição igualitária de papéis tem ligação direta com o caráter feminino dessa sociedade.

Romantismo e cavalheirismo

Sim, dinamarqueses são românticos. Eles adoram uma casa à luz de velas, flores decorando o ambiente, e gostam de surpreender seus parceiros com pequenos mimos fora de hora, como flores, por exemplo. Normalmente eles se lembram das datas especiais para o casal, como a comemoração do dia do início do namoro. E sim, dinamarqueses gostam de cavalheirismo, principalmente por terem pouca chance de exercê-lo com as dinamarquesas, por vezes tão autossuficientes na visão deles – porém isso não significa que ele sempre vai querer pagar a conta do restaurante, por exemplo, sozinho. Lembre-se que a Dinamarca é um país onde as mulheres têm os mesmos direitos e deveres que os homens, e ofereça-se a pagar o jantar de vez em quando, revezando. Seu dinamarquês vai ver que você é tão moderna quanto ele!

hos Laina & Hans

A individualidade e o ciúme

Dinamarqueses têm uma cultura de foreningsliv ou vida em grupos sociais. A maioria dos dinamarqueses faz parte de algum grupo ou atividade social, e eles gostam de manter sua individualidade e sua vida fora da relação. Portanto, para os brasileiros pode parecer um tanto chocante que seu parceiro o deixe sozinho em casa numa quarta-feira à noite para ir jogar futebol ou jantar com os amigos. Nas festas de empresas também é normal que os familiares fiquem de fora, participando apenas os colaboradores. O que se deve entender é que a individualidade é parte da cultura dinamarquesa e não, ele não vai mudar de comportamento porque seu parceiro não gosta que ele saia sozinho. O negócio é se adaptar e perceber que um pouco de individualidade faz bem à relação. Outra coisa que pode surpreender o brasileiro é a falta de demonstrações de ciúme dos dinamarqueses. Já aconteceu comigo de eu estar num bar e receber cantadas de outros homens e até de mulheres e meu marido ficar estático, observando. Isso também tem a ver com a questão da individualidade e da capacidade do indivíduo de fazer escolhas, por isso o parceiro não interfere: ele espera pela sua reação.

E o fator financeiro na relação, como é que fica?

No Brasil existe uma cultura capitalista, onde o valor das pessoas parece ser medido pela quantidade de posses materiais que ela dispõe. Ou seja, existe a busca do parceiro rico por muitos, principalmente por mulheres, devido à cultura machista. Na sociedade dinamarquesa as pessoas têm oportunidades iguais, deveres iguais e portanto, o fator riqueza e bens materiais é algo que não é tão preponderante numa relação como parece ser no Brasil.  Sendo assim, ninguém vai se escandalizar se o lixeiro for casado com a administradora da empresa, ou se a faxineira for casada com o cientista de laboratório. Quem ganha mais, contribui mais, independentemente de ser o homem ou a mulher.  As escolhas das profissões são individuais e não interferem no relacionamento como fator preponderante para seu sucesso, porque as pessoas não são medidas pelo seu poder aquisitivo. Certo é que num casamento entre um dinamarquês e um estrangeiro, o governo dinamarquês exige que o cônjuge dinamarquês deposite um valor de 51.714,40 (valor atualizado 2014) como seguro financeiro no caso de seu parceiro precisar usar os serviços de saúde do país, porém não é o fator financeiro que determina o sucesso dos casamentos e sim o modo como os parceiros se respeitam, negociam concessões, admiram um ao outro e estão comprometidos com a relação.

E como se diz eu te amo em dinamarquês? É bem parecido com sueco e norueguês, e se diz ‘jeg elsker dig‘.

Quer saber mais sobre o amor na Dinamarca? Assista “Elsker dig for evigt” de Susanne Bier. E ainda no embalo do amor, ouça uma canção que fala de amor e que é a representante da Dinamarca no Eurovision 2014.

E feliz mês das noivas, Brasil!

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Cristiane é formada em Comércio Exterior e Marketing Internacional, é colunista da Dinamarca desde maio de 2013 e foi editora-geral do Brasileiras Pelo Mundo de janeiro de 2015 a setembro de 2016. Também é sommelière, consultora independente em importação e exportação e foi colunista do blog para expatriados Expat in Denmark, que fechou em julho de 2015. Mora com o marido e a filha na Jutlândia Ocidental.

104 Comentários

  1. Ai, que fofura…. A gente fica sempre com aquela sensaçao de que europeu é frio demais, mas lendo sobre os costumes de cada país, chegamos a conclusao de que há diferentes formas de amar e respeitar. Muito legal. Parabéns pelo texto 😉

    • Obrigada, Georgina! É engraçado ver que muitos países do norte da Europa têm tantas similaridades. Noruega, Suécia, Dinamarca, Países Baixos… a gente poderia até escrever em conjunto um texto sobre esses países e suas similaridades. Obrigada pelo comentário! Beijos

      • Oi Cristiane! Eu faço parte do grupo casadas com estrangeiros! , e foi lá que eu cliquei nesse link para ler sobre os dinamarqueses! E posso te dizer que, os suecos são exatamente iguais, não? Pelo o que eu li sobre os dinamarqueses, eu já tinha escutado falar a mesma coisa sobre os suecos!( eu vivo há quase 2 anos com um sueco)
        Apesar de que…, o meu sueco é um pouco diferente!! É escandaloso! Ciumento! Estressadinho! Explosivo! (Acho que é já da personalidade dele ser assim! E outra parte, é por culpa da mãe dele! Que foi uma péssima mãe pra ela! lembrando que a mãe dele não é sueca! É inglesa e louca!)

        • Oi Andrea, obrigada por ler e comentar! Eu tenho amigos suecos e eles são tão discretos que fica difícil imaginar um sueco ‘de sangue quente’, como você descreve o seu! Acredito que é isso mesmo: apesar de certas semelhanças no comportamento geral, as pessoas são indivíduos e, portanto, possuem características próprias de sua personalidade. Continue lendo o blog, tem muita coisa interessante! Bjo

      • Olá Cristiane Leme!! Muito boa sua matéria! Eu gostaria de saber mais sobre os direitos da família na Dinamarca se for possível… Tenho um amigo muito querido que perdeu tudo para a ex esposa, inclusive a filha! A propriedade, parece que todos os direitos…. A esposa com personalidade tão forte, conseguiu destruir a amizade e carinho que existia entre ele e os outros filhos do primeiro casamento! Eu vi esse homem perder tudo em uma maratona, de porta em porta nos palácios da Dinamarca, buscando por justiça!! Não por causa da propriedade, mas por causa da filhinha! Desculpe invadir… Mas tenho tentado pesquisar as leis mas não consegui pela Internet!
        Então a gente não ter como ajudar! Ter uma excelente semana! E Obrigado pela sua atenção!

        • Rachel, obrigada pelo comentário e por nos acompanhar no BPM.
          A verdade é que cada caso é tratado isoladamente, ou seja, tem muitas brechas na lei que podem favorecer tanto um lado quanto o outro, e fica difícil saber dar uma posição sem conhecer a história do casal, pois tudo é tratado com jurisprudência. Normalmente se dá a prioridade para a mãe, mas há casos em que a mãe perde todos os direitos sobre os filhos – como eu disse, depende muito de cada caso. Inclusive a TV dinamarquesa fez um documentário a respeito do que por aqui se chama forældremyndigheden, que nada mais é que o direito de tutela e custódia dos filhos. Também tenho um amigo dinamarquês cuja ex-mulher brasileira fez da vida dele um rebuliço até que conseguiram ajustar e finalmente ele voltou a ter direito de ver o filho e passar um fim de semana junto com ele a cada 15 dias.
          Neste link podem ser acessadas informações sobre custódia e tutela na Dinamarca, há essa versão em inglês e também uma versão em dinamarquês: http://www.statsforvaltningen.dk/site.aspx?p=6398
          O melhor mesmo é contratar um advogado especializado para tratar do assunto. Eu não sou advogada, portanto, só posso aconselhar que busquem alguém especializado na área.

          Tenha igualmente uma boa semana e siga nos acompanhando!

          • Há muitas maneiras de se conhecer estrangeiros: em grupos internacionais na cidade onde vive, em grupos na Internet, sites de relacionamento, salas de bate papo etc. Recomenda-se falar uma língua estrangeira (em geral, inglês ajuda bastante com todos os países) para poder se comunicar.

        • Para visitar é só comprar a passagem e vir, não precisa de visto e pode visitar por até 90 dias como turista. É um pouco mais complicado pra se virar na alfândega e no país se você não souber falar inglês, mas dá pra visitar assim, mesmo.

  2. Cristiane, adorei a materia….e olha que me fez ver o homem dinamarques com outros olhos….quem sabe!hehehehehe
    Parabens pelo artigo. xx

    • Pois é, Ana Paula! A gente tende a ver e perceber as pessoas de maneiras diferentes. Eu confesso que nunca nem tinha pensado em me mudar pra Dinamarca até conhecer o Flemming, e isso que eu já tinha amigos dinamarqueses muito antes… A internet é uma ferramenta fascinante e medonha ao mesmo tempo. Fico feliz por quem (como eu) deu sorte de encontrar uma pessoa bacana online, mas há casos que eu acompanhei onde as coisas não deram muito certo. Meu texto foi escrito baseado em depoimentos de pessoas brasileiras que estão casadas com dinamarqueses e que por sorte estão felizes na relação, mas sempre há dois lados. Em termos gerais, o panorama do homem dinamarquês é bom!
      Obrigada por comentar e siga acompanhando o blog, lendo e comentando as matérias!
      Beijos

  3. Cris, ameeeeei o texto. !!! Quanto mais leio seus textos sobre a Dinamarca, mais percebo as semelhanças com a Holanda. Aqui por esses lados, a imagem da mulher holandesa é igual á que voce menciona na Dinamarca, assim como o objetividade em resolver questões sentimentais. Bjs

  4. Cristiane, particularmente sempre fui fascinada pelos homens escandinavos, e se nao tivesse encontrado minha cara metade ingles, certamente a minha alternativa seria encontra-lo na Dinamarca. Eles sao tudo isso que vc relatou com sensibilidade e precisao. Adorei seu texto de A a Z. Abracos!

  5. Nossa Cris, eu nao consigo nem me imaginar ter outro tipo de relacionamento a dois, que baseado nos valores de admiração, respeito, afinidade, cooperação, sem dramas e com carinho. Eu ADORO homens Nordicos, e meu chucrutinho com certeza é na minha vida o resgate da imagem do homem, Eu so posso dizer que naturalmente, neste tipo de relacionamento com voce bem relatou, este tipo de homem procura uma companheira de carne e osso, e não uma barbie, uma princesa a ser idolatrada, uma mulher que também esteja interessada em ter preitos mas também deveres e acima de tudo, independencia, e a vários iceis, emocional, nos afazeres do dia a dia, nas decisões, querem estar do lado de uma companheira que admiram e respeitam! Amei o texto! Quando voce falou de uma sociedade feminina, me lembrou muito do livro http://en.wikipedia.org/wiki/Spiral_Dynamics, Bjus querida e paragens pelo texto! 🙂 namasté 🙂

  6. Ola Cris.
    O seu texto e simplesmente magnifico, embora nao concorde com o carinho dinamarques,
    na minha opiniao eles sao frios como pedras!!! fui casado com uma dinamarquesa e falo sem sombra de duvidas que foi a pior experiencia da minha vida, so nao foi pior , pois acabei encontrando o amor da minha vida uma vez que ja estava aqui na Dinamarca!!! Ps a minha adoravel, meiga linda e extremamente linda esposa e russa, isso sim e mulher de verdade!!!!! completamente louco por ela!!!

    • Oi Vinicius e obrigada por ler o texto e pelos elogios!
      Na verdade, o que penso é que pro homem brasileiro (e também para o dinamarquês) às vezes é difícil lidar com uma mulher tão bem resolvida, assertiva e autossuficiente como as dinamarquesas. As russas são bem parecidas com as brasileiras no que diz respeito à feminilidade à flor da pele e a uma certa ‘dependência’ do seu homem, e também são muito bonitas e carinhosas. Tenho amigas russas e ucranianas que não me deixam mentir! Em todo caso, penso que todo relacionamento se baseia principalmente na alquimia entre o casal e na vontade de fazer dar certo. Uma pena que seu relacionamento com a dinamarquesa tenha sido uma má experiência, mas fico feliz em saber que já encontrou um novo amor!
      Sobre os dinamarqueses serem carinhosos, acho que é uma questão de perspectiva e paciência ao mesmo tempo. Nós, seres humanos, tendemos a enxergar as coisas pelo viés que nos convém, ou da forma como queremos ver. Eu falei sobre isso no meu texto sobre amizades na Dinamarca – os dinamarqueses são como uma noz de coco: é duro de abrir, mas quando a gente consegue, é uma cremosidade só! Vale a pena o esforço!
      Obrigada por ler o texto e continue acompanhando o blog!
      Bjs

  7. Olá Cris, não poderia concordar mais! Depois de dois anos de relacionamento , o meu amor dinamarques é exatamente como descrito acima: extremamente respeitador, amigo, parceiro, cabeça aberta e não consigo mais imaginar minha vida sem ele. Eu gostaria de poder ensinar esse valor do relacionamento com o dinamarques aos meus amigos homens no Brasil, que pouco sabem sobre cavalheirismo e romantismo. Bom, sou extremamente apaixonada pelo meu príncipe e depois de ele ter morado no Brasil por 10 meses, logo estarei indo morar na Dinamarca e não tenho medo nenhum da mudança, pois ele se tornou meu melhor amigo e minha melhor companhia, me encorajando todos os dias. Obrigada pelo texto ! um beijo.

    • Que bom! Fico feliz que vocês tenham conseguido um equilíbrio e que você já está se preparando pra grande mudança! Siga acompanhando o blog e caso tenha alguma dúvida ou sugestão de matéria, avise! Bjs

  8. Oi Cristiane! Sou casada com um austríaco, e percebo muitas das coisas que voce falou em seu texto nele também. Ele nao tem ciumes, é super fiel (coloco minha mae no fogo por ele) e também é super romantico (mais que eu, por sinal). As nossas DRs sao as mais tranquilas que existem, e quase nunca acontecem. É um amor muito lindo. Sempre falo para minhas amigas, queria que cada uma tivesse um marido igual ao meu… a vida é tao mais facil quando se tem alguém que te apoia né? Parabens pelo texto e sucesso aí na Dinamarca!!! Abracos!

  9. Olá Cristiane!
    Apesar de já ser um texto que já havia comentado que iria escrever, gostaria de agradecer por fazê-lo. Sempre é interessante ver a cultura de outros países, principalmente daqueles que divergem tanto da nossa. Deixe-me perguntar algo: sei que vocês pagam um alto imposto que, diferentemente do Brasil, tem real retorno à população, entretanto, Cristiane, você disse que o cônjuge dinamarquês deve pagar um tal valor que serviria como seguro financeiro. Você não estaria pagando, então, duas vezes pelo mesmo serviço? Obrigado!

    • Luiz, obrigada por comentar. Sobre seu questionamento, cada coisa é uma coisa. O Skat (imposto) é cobrado sobre a renda de cada cidadão, seja essa renda qual for. O seguro-fiança que é cobrado dos dinamarqueses que se casam com estrangeiros não é um imposto, e sim, uma garantia financeira para cobrir os custos no caso do cônjuge estrangeiro (que nunca contribuiu com impostos no país) precisar usar os serviços públicos de saúde e bem-estar social dinamarqueses. Ressalto que esse valor é devolvido pelo governo ao depositário da seguinte forma: 40% desse valor é devolvido no momento em que o cônjuge estrangeiro passa a Danskprøve A1; mas se optar pela Danskprøve A2 e passar, pouco mais de 50% do valor depositado é devolvido. Essa prova tem que ser prestada 6 meses após a obtenção da permissão temporária de residência pelo cônjuge estrangeiro, e é obrigatória para todos os estrangeiros não integrantes da Comunidade Europeia que requeiram permissão de residência por reunificação familiar. O restante do valor é devolvido em 5 ou 10 anos, dependendo de cada caso, no caso em que o estrangeiro cumpra os requerimentos para tal. Essa prova é uma prova de conhecimentos em dinamarquês e é aplicada em Glostrup, região da Grande Copenhague.
      Espero ter esclarecido sua dúvida!
      Abraços

      • Olá Cristiane! Agora sim eu entendi, eu pensava que se pagaria a quantia e nunca mais se veria esse dinheiro de novo, mas com sua explicação consegui entender perfeitamente. Obrigado pela resposta. A propósito, eu gosto das suas postagens, por favor continue com ela. Se possível, fale-nos um dia desses sobre os pontos turísticos dinamarqueses. 🙂

  10. Olá Cristiane, adorei o seu texto! Me entender melhor algumas coisas. Estou há dois meses e meio ficando com um Dinamarquês e por conta da diferença de cultura e costumes sempre fico na dúvida sobre algumas coisas. Aproveitando a deixa, como eu sei que o relacionamento está sério ou não, afinal pelo que entendi eles não te pedem em namoro. Fazemos tudo como se fossemos namorados, mas fico meio assim de perguntar sabe? Já fiquei com alguns europeus antes e eles não costumam rotular o relacionamento, somente curte o momento, então fico na dúvida seria só um amor passageiro ou não?
    Adorei seu site, muito esclarecedor. ;D

    • Olá Ana e obrigada pelos elogios! É muito bom saber que nosso trabalho serve para orientar as pessoas de alguma forma, eu me sinto feliz por isso 🙂
      Sobre sua pergunta, penso que a melhor coisa é conversar com ele a respeito das suas expectativas em relação ao relacionamento, pois é a única maneira de você saber. Lembre-se que os dinamarqueses pensam e agem diferentemente de nós, brasileiros, e que em toda regra há exceções, e que mesmo sendo a Dinamarca um país homogêneo, onde as pessoas mais ou menos pensam e agem da mesma forma, pode ser que o rapaz com quem você está se relacionando seja diferente dos demais. O que você realmente quer e espera dessa relação deve ser verbalizado para ele, claramente. Encontre a brecha e toque no assunto com ele. Dinamarqueses evitam confronto a todo custo, então é bom você começar dizendo a ele o que você espera de um relacionamento, e perguntando em seguida a ele o que ele espera. Dessa forma vocês estabelecerão um diálogo, e diálogo é fundamental em qualquer relação. Realmente são poucos os europeus que gostam de rotular a relação e muitos inclusive mantêm apenas relações para sexo casual. Alguns chegam a ter filhos e morar juntos sem nunca se casar. Isso é normal por aqui. Mas há também os dinamarqueses que pedem em namoro: meu marido pediu pra namorar comigo. Talvez ele tenha tomado essa atitude porque desde quando nos conhecemos eu deixei muito claro a ele que tipo de relacionamento eu estava buscando, e também deixei claras as minhas intenções em relação a uma possível relação que surgisse. Então meu conselho é: seja clara e honesta consigo mesma e com ele. Se o seu desejo é ter um namorado, diga isso pra ele. E vou até mais longe na ousadia: se essa é a sua intenção e se achar apropriado, você mesma pode tomar a dianteira e perguntar se ele quer namorar você! E claro, prepare-se também para uma resposta negativa ou diferente do que você espera ouvir, pois ela pode eventualmente acontecer – e se acontecer, lembre-se que não é o fim do mundo!
      Espero que ajude a esclarecer sua dúvida!
      Beijos e continue seguindo o blog 🙂

    • Oi Elania! Há muitos sites de relacionamento onde você pode conhecer dinamarqueses, tanto os que estão na Dinamarca quanto os que moram no Brasil. É difícil, no entanto, encontrar dinamarqueses que moram na Dinamarca e que sejam fluentes em português, sendo mais fácil conversar em inglês nesse caso. Sugiro também ficar atenta para obter o máximo de informação possível nos relacionamentos online, para se certificar de que está em contato com uma pessoa idônea: há pouco tempo atrás acompanhei de perto o caso de uma moça que conheceu um dinamarquês online e que enquanto estavam pela internet tudo era lindo, mas quando ela chegou aqui descobriu que o rapaz tinha transtornos mentais e de comportamento, chegando inclusive a agredi-la fisicamente. O pior foi descobrir que esse mesmo rapaz era reincidente, e fez igual no ano passado com outra brasileira. É bom também ter em mente que os europeus são diferentes dos brasileiros em muitos aspectos, e que justamente essas diferenças podem pesar na relação, para bem ou para mal. Cuidado e boa sorte!

  11. Oi Cristiane. Tudo bom? Primeiramente, parabéns pelo blog. Bom, a respeito de relacionamentos com dinamarqueses, minha experiência é parecida em alguns pontos. por um acaso encontrei seu canal e ainda mais incrível foi ver o tema abordado. Conheci meu “namorado” dinamarquês pela internet, jcasualmente, já mantemos contato frequente há oito meses e sempre nos “encontramos” no skype. Tenho 18 anos e ele também, e apesar de sermos jovens, muita coisa se encaixa no que você disse sobre os casamentos, e coisas mais sérias e experientes. Porém, o ruim é que realmente, a cultura diferente tem seu peso. O que posso dizer é que ele é a pessoa mais incrivel que já conheci mas sinto que as vezes ele parede ser meio frio e daí fico na duvida se é por alguma coisa comigo, a insegurança toma conta mesmo nessas horas, ou se faz parte mesmo da cultura, relacionamento deles. O que você me diz do comportamento dos jovens nessa faixa etária aí? Eles costumam ficar muito com diferentes meninas? Você acha que eles estão na fase de aproveitar mesmo e uma estrangeira não tem muita relevância? Por favor, a unica pessoa que pode me ajudar é só você mesmo, visto que eu não conheço nenhum dinamarquês além dele.
    Ah! Quando citei “namorado” é porque ele está com viagem marcada pra vim em breve e disse que aqui nos aceitaríamos e veríamos o que acontece, mas nosso envolvimento é forte e verdadeiro. (Pelo menos frente às cameras)
    Ambos somos universitários.
    Forte Abraços

    • Oi Tainá! Obrigada por comentar. Sua dúvida é uma questão difícil, pois mesmo sendo a Dinamarca um país homogêneo, cada pessoa é uma pessoa e fica difícil saber quais as intenções das pessoas sem ao menos conhecê-las. O que posso dizer nesse momento é que vocês estão seguindo o curso natural das coisas e em breve vão se encontrar, o que vai ser ótimo pra saber se ‘vai ou racha’, na verdade. Aconselho que você também o visite no futuro, caso as coisas entre vocês deem certo. Relacionamentos à distância já são complicados e se uma das partes é estrangeira, há muita coisa que se colocar na balança. O choque cultural é uma delas. Vejo muita brasileira reclamando da frieza dos dinamarqueses, porque somos demasiadamente carentes ao ponto de às vezes sufocar o parceiro que também precisa do espaço próprio dele, pras coisas dele. Na verdade não é frieza, é individualidade: ele precisa ficar na dele de vez em quando. Nós, mulheres brasileiras, parecemos ter uma necessidade de atenção muito grande da parte dos nossos parceiros, e isso é uma situação conflitante quando pensamos na individualidade dinamarquesa e europeia em geral. Eu vejo a individualidade como algo positivo, pois casais que vivem grudados o tempo todo não têm tempo de sentir saudade ou de viver outras experiências além da vida a dois, e considero que o espaço e até um pouco de distância é saudável e benéfico para o casal. Um conselho que eu poderia dar é: encontrem-se, vejam como é na vida real, e aí sim tomem decisões e conclusões. A vida virtual faz a gente criar mil expectativas e muitas vezes passa falsas impressões. Sobre ele querer levar a sério a relação ou não, penso que vocês dois são bastante jovens e que o barato da vida nessa idade é mesmo curtir e aproveitar. Viajar, conhecer pessoas, estudar, aprender línguas, tudo isso é mais importante que procurar um parceiro amoroso na idade em que vocês estão, na minha opinião. O que posso desejar é boa sorte e que as expectativas sejam baixas para ambos, pois assim, caso as coisas aconteçam de forma diferente do que vocês pensaram, a frustração será menor e caso sejam melhores do que o esperado, é um bônus especial. Espero poder ter ajudado.
      Beijos e continue seguindo o blog!

  12. Olá, Cristiane. Simplesmente o seu texto esta incrível. Era exatamente o que eu precisava entender. Conheci uma Dinamarquesa pela internet e quando viajei para a Europa ficamos juntos. Tudo o que você escreveu esta corretíssimo. Existem muitas diferenças entre nossas culturas e o importante é negociar e seguir um dia de cada vez. No incio estranhei muito, mas lendo o seu blog entendi melhor o comportamento Dinamarque. Parabéns!

  13. Eu já namorei um Dinamarquês, e vou lhe falar que tudo que citou acima é verdade. nunca tive um relacionamento tão bom quanto o que tive com esse dinamarquês. Fui muito feliz ! E confesso que sou atraída pelos escandinavos. Acho eles lindos por dentro e por fora. No começo achei meu namorado um pouco “mão amarrada” mas, depois vi que era da cultura dele e tive que aceitar e me acostumar rsrsrs… eu sempre tava acostumada aos meus ex namorados pagarem. Parabéns ! Tudo que falou é verdade!

  14. Ola Cristiane Leme ?

    Eu estou namorando um dinamarques pela internet a pouco tempo.

    E ele é muito carinhoso ,cuidadoso, já falou em vir me ver ,aliais por ele já estaria aqui

    para me conhecer..então o que voce escreveu me tirou muitas dúvidas..

    Obrigada você é uma mulher muito inteligente parabêns beijos..

    • Obrigada por ler e comentar! Se você nunca saiu do Brasil, eu aconselho mesmo que ele venha te visitar primeiro, e tente descobrir o máximo possível sobre ele, para ter certeza de que é uma pessoa idônea. Eu digo isso porque já socorri algumas mulheres que foram vítimas de um rapaz dinamarquês vigarista, que mora na cidade de Viborg, aqui na Dinamarca, e que enganava brasileiras com seu charme e carisma para trazê-las para a Dinamarca e fazer com que elas se tornassem prostitutas. Todo cuidado em relacionamentos na internet é pouco. Espero que seu relacionamento floresça e que vocês se encontrem em breve! Beijos e continue nos acompanhando!

        • Bom… Se você descobrir a receita de bolo para uma pessoa perfeita, avise! Relacionar-se é um risco para ambos os lados, e num relacionamento entre duas culturas diferentes podem acontecer diversos desentendimentos devido a choque cultural, falta de fluência no idioma para se comunicar com o outro, diferenças de personalidade, enfim… É uma série de coisas a se considerar. Não há como garantir que alguém seja 100 % idôneo, mas há formas de perceber alguns comportamentos que podem ser indícios de um relacionamento que tende a ser abusivo. Leia o texto que escrevi sobre violência doméstica na Dinamarca (http://www.brasileiraspelomundo.com/dinamarca-quando-o-sonho-vira-pesadelo-o-que-fazer-351013915) para saber o que fazer para evitar esse tipo de relação. No mais é apostar na sorte e buscar em sites de relacionamento online, aplicativos, Facebook…
          Boa sorte!

  15. Ola Cristiane Leme ?

    Obrigada por ter lido tão rápido : sabe Cristiane gostaria de saber

    porque os rapazes que ainda são tão jovens vão morar sozinhos : eles são

    rapazes responsaveis.? Dinamarca.

    E também não se importam de se relacionarem com mulheres mais velhas

    que eles ,não tem preconceito com idade ?

    Obrigada um abraço amiga !!….

    • Oi Nilza. Por aqui é normal os jovens (tanto homens quanto mulheres) saírem de casa por volta dos 17-18 anos para estudar e aprender a ter responsabilidade com a própria vida. Alguns jovens que optam por continuar morando com os pais às vezes também pagam ‘aluguel’ do quarto onde moram. Isso existe para que o jovem aprenda desde cedo a se virar sozinho e a ter sua vida independente e é algo bastante normal e comum na Europa em geral. Sobre a questão de relacionamento com pessoas mais velhas, eu não sei lhe dizer, pois cada pessoa é uma pessoa e as preferências de cada um são individuais. Não há um padrão por aqui nesse sentido, se é o que você quer saber. Em todo caso, é bom ficar de olho, se o que você espera é um relacionamento sincero, principalmente se vocês não se comunicam num idioma em comum e fazem uso de tradutor eletrônico, pois isso dá margem a muito desentendimento. Boa sorte pra você! Abraços

  16. Oi cristiane eu estou gostando de um rapaz dinamarques mas acho que ele me encaixou Na parte so do sexo porque sempre que pergunto se podemos nos ver ele sempre esta ocupado mas quando ele quer me ver eu aceito e fica so no sexo e acabo acho que porque nao falo ingles e nem danes pode ser isso tambem eu estou Aqui a poco tempo e ja pude perceber esse fato

    • Olá Bernadete. Você mora na Dinamarca? Pelo seu relato, dá a impressão de ser bem isso, mesmo: ele gosta do sexo com você mas provavelmente essa deve ser a única razão pela qual ele te quer, porém o único jeito de saber exatamente o que ele sente é perguntando direto pra ele. Tome cuidado para não se magoar. Se achar que deve, tente falar para ele abertamente como se sente e o que espera do relacionamento. Somente aí é que você vai ter certeza das intenções dele. É preciso ser muito clara e direta com ele. Claro que a barreira do idioma pode atrapalhar, mas já conheci pessoas que desenvolveram um relacionamento e até se casaram com dinamarqueses apesar do problema do idioma. Boa sorte pra você e obrigada por comentar! Beijos

      • Os sites da Dinamarca costumam ter mais dinamarqueses, obviamente, porém é preciso saber dinamarquês para participar, já que tudo está escrito nesse idioma. Procure opções mais internacionais, como o Brazilcupid e Par Perfeito, por exemplo, que pode ser que tenha um dinamarquês ou outro nesses sites.

  17. Cristiane e demais colegas que moram no exterior . Já visitei 5 países na Europa e estou tirando a cidadania . Gostaria de saber com mais detalhes sobre arrumar um amor na Dinamarca , pois minha breve passagem pela Europa me encantei com os homens e seu cavalheirismo . Gostaria de saber mais detalhes . Quem puder me ajudar a desvendar os mistérios posso planejar minha próxima visita ai , e quem sabe achar um grande amor que no Brasil ta tenso

    • Camila, obrigada por comentar. Acredito que a primeira coisa que uma pessoa deve fazer para encontrar um parceiro que combine com ela é se reconciliar consigo mesma. Estar de bem consigo mesmo, saber o que se quer, ser verdadeiro consigo mesmo são chaves importantes para a vida, eu diria. É possível encontrar amor em qualquer lugar, mas é preciso que a pessoa seja honesta consigo mesma e esteja de bem com seu corpo, com sua alma, enfim, completa e realizada, para evitar despejar no outro a responsabilidade pela própria felicidade. Quem está incompleto deve procurar se completar antes de querer compartilhar sua vida com alguém, penso eu.
      Sobre encontrar um amor no exterior, muita gente opta por apostar na Internet como facilitadora. É preciso, contudo, ater-se aos diversos obstáculos que podem surgir no meio do caminho nesse tipo de relação, e manter os olhos abertos e a mente alerta para eventuais decepções. Há diversos aplicativos e sites onde você pode se inscrever e, assim, conhecer alguém que seja compatível com o que você procura. Também há riscos de se enganar e de se iludir, e um relacionamento que parece maravilhoso pode de repente se mostrar um castelo de areia – é preciso ter cuidado. Escrevi um texto sobre violência doméstica aqui no blog e lá eu dou dicas a respeito de como se precaver de relacionamentos abusivos e evitar ser vítima de violência moral, psicológica e até física – sim, na Dinamarca também acontece esse tipo de coisa!
      Desejo boa sorte nos seus planos e continue nos acompanhando e lendo mais sobre a Dinamarca aqui no blog 🙂

  18. Meu nome é Ana Lúcia tenho 1,70 cm altura, peso 70kg, cor do castanho claro, solteira, tenho 34 anos, sou enfermeira, gostaria de relacionameto serio, um namorado dinamarquês, um homem sincero. Gostei desse site achei os relacionamentos sincero. Meu mail é esse. Bjs!!!

    • Agradeço imensamente a leitura e seu interesse pelo tema, mas preciso deixar claro que o blog Brasileiras Pelo Mundo não é uma plataforma de encontros e sim, um espaço onde brasileiras que moram em diversos lugares do mundo contam a respeito de suas experiências em países no exterior usando sua ótica pessoal e explicando a respeito de aspectos culturais, sociais e práticos de cada país.
      Se o seu desejo é encontrar o amor no exterior, divulgue seus dados em sites de relacionamento. Há muitos sites por aí onde você pode encontrar homens para se relacionar, inclusive dinamarqueses, mas deixe a idealização de lado na hora de buscar um parceiro. Há homens bons e ruins em qualquer lugar do mundo, é bom saber.
      Recomendo que leia outros textos meus sobre a Dinamarca, inclusive o texto onde falo sobre violência doméstica e os riscos de se envolver num relacionamento afetivo online. Aqui vai o link: http://www.brasileiraspelomundo.com/dinamarca-quando-o-sonho-vira-pesadelo-o-que-fazer-351013915

  19. Olá guria, tudo bem? Acabei encontrando teu blog devido ao meu interesse pelos diversos temas que tu abordas aqui. Sou brasileira e estou vivendo em Barcelona, por destino ou por sorte -não sei- comecei a namorar com um Danés. O problema é que ele tem 21 anos (E eu 25), e acabo de ver que segundo tuas informações só é permitido o casamento a partir dos 24 anos. Se eu caso com ele no Brasil é viável depois eu pedir o permisso para morar na Dinamarca?
    Agradeço desde já tua atenção. Grande abraço.

    • Olá Bárbara e obrigada por ler. Casar no Brasil ou na Dinamarca não faz diferença, o que se tem que considerar é a lei da Dinamarca para solicitação de visto, caso a sua intenção seja morar no país. Vocês podem eventualmente casar no Brasil, residir no país até ele completar 23 anos e meio e aí fazer o pedido para residência na Dinamarca, dentro da lei daqui. Sobre a idade mínima para se casar, funciona assim: vocês têm permissão para se casar na Dinamarca a partir dos 18 anos, porém a permissão para residir no país só é concedida quando ambos têm 24 anos completos. Conheci casais que se casaram tendo menos de 24 anos e tiveram que ir residir em outro país até a idade mínima – a maioria opta pela Suécia. Além disso há outras formalidades que a parte dinamarquesa deve comprovar, como por exemplo tamanho mínimo da residência, meios para sustentar o cônjuge estrangeiro, depósito caução para acesso à parte estrangeira aos serviços de saúde e bem-estar social dinamarqueses, etc. Tá tudo bem explicadinho no site http://www.nyidanmark.dk, que inclusive conta com uma versão em inglês. Leia aqui sobre a lei dos 24 anos para solicitação de permissão de residência no país: https://www.nyidanmark.dk/en-us/coming_to_dk/familyreunification/spouses/the_24_year_rule.htm
      Espero ter ajudado! Boa sorte pra vocês, abraços e continue nos acompanhando aqui no blog 🙂

    • Olá, Raquel, e obrigada por nos ler!
      Sobre a sua pergunta, temo em dizer que para ter contato exclusivamente com escandinavos o mais indicado seria algum dos muitos sites de encontros que existem nesses países, mas há obviamente a barreira do idioma (a maioria desses sites só oferece versões no idioma local do país ou no máximo em inglês).O idioma pode se tornar um empecilho num relacionamento, sobretudo se não houver um idioma em comum entre os dois para se comunicarem adequadamente. Muitas mulheres tentam sites como o Par Perfeito, E-harmony e Brazilcupid para encontrarem parceiros no exterior.
      Boa sorte!

      • Obrigado Cristiane Lemo pela sua gentileza em me responder! a esposa dele é dinamarquesa, eu o conheço desde 2008, a filha nasceu em 2010, desde então as coisas mudaram… Passou um pouco ela arrumar um namorado e

        a partir daí tudo ficar diferente, Ele me é muito querido, porque em um momento difícil me ajudar sem exigir nada, mas é muito fechado com relação a isso… E no final do ano passado perder tudo pra ela! Foi bom falar com Você! Fique certa que Você ganhou uma amiga aqui no Brasil! Seja sempre bem vinda! E… være meget glad ❤

    • Sim e eu inclusive conheço brasileiros casados com dinamarquesas. Há vários sites dinamarqueses de relacionamento, porém para se cadastrar é preciso saber inglês e/ou dinamarquês. Algumas sugestões: Dating.dk, Partner Med Niveau, Brazilcupid. Boa sorte!

  20. Ola Cristiane venho tendo dificuldade de encontra minha prima que mora a muitos ano na Dinamarca,se vc poder me ajuda eu agradeço muito, seu nome e Eliane Alves da Silva,vou fica acompanhado e muito dificio daqui do brasil de encontra conhecidos .

    • Marcos, é muito difícil encontrar uma pessoa, assim. São mais de 6 mil brasileiros morando na Dinamarca e apesar de o país ser pequeno, não conhecemos todos os brasileiros que aqui moram. Sem saber pelo menos o nome da cidade onde ela mora, fica difícil. Desculpe mas não sei se consigo ajudar no seu caso.

  21. Oi Cristane. Conheci um dinamarquês na minha cidade….nós saímos alguns dias juntos e ele é muito romântico, muito carinhoso. Ele voltou para Dinamarca, mas volta para minha cidade em agosto, ficará por 15 dias e retorna À Dinamarca novamente. Ele vem a minha cidade de três em três meses. O curioso que quando ele foi embora eu achava que ele não fosse nem entrar em contato. Ele fala comigo várias vezes ao dia, está me ensinando a melhorar meu ingles, ou seja é EXTREMAMENTE paciente. E ele tem falado de eu ir morar na Dinamarca. Achei um tanto apressado. Será isso mesmo??? Achei que esse cavalherismo e romantismo seria pra me conquistar e galanteio (rsrsrs). Esse convite pra eu ir morar na Dinamarca pode ser real mesmo??? Estou começando a gostar muito dele. Fora que ele é muito lindo….rsrsrs…bjus, aguardo resposta.

    • Olá Fernanda, obrigada por ler o texto e comentar.
      É difícil dizer quais são as reais intenções de uma pessoa. Apesar de haver uma homogeneidade no comportamento geral dos dinamarqueses, há também os ‘picaretas’, então sugiro que siga o seu instinto e ouça o que ele lhe dirá. Talvez o cara esteja falando sério, mas só o tempo vai dizer, eu acho. Na minha opinião os relacionamentos são uma loteria, a gente nunca sabe se vai tirar a sorte grande se não apostar, mas também corre-se o risco de perder. O importante é ter equilíbrio e saber dosar os riscos com a precaução.
      Minha sugestão é contar a ele como se sente em relação a tudo isso. Se acha que ele está apressado, pergunte o porquê da pressa. Tenha uma conversa franca e honesta e coloque suas cartas na mesa, abertamente, faça perguntas, seja direta e objetiva.

      Boa sorte com seus planos e continue nos acompanhando para saber mais sobre a Dinamarca!

  22. Olá Cristiane, matéria encantadora mesmo!!! Então, como atualmente me sinto um tanto quanto frustrada com as atitudes de alguns homens brasileiros, vou procurar a minha alma gêmea na Dinamarca. Obrigado pelas informações valiosíssimas. bjs
    Ps: Se puder, manda alguns canais de sites de relacionamentos dinamarqueses. Obrigado!

    • Vanessa, obrigada por ler e comentar.
      Gostaria de ressaltar que é recomendável falar pelo menos um pouco de inglês para se comunicar com os dinamarqueses, já que uma boa parte da população fala bem o idioma. Isso facilita bastante a comunicação no início.
      Para entrar nos sites dinamarqueses é necessário falar dinamarquês, já que os sites locais são nesse idioma.
      Tente usar sites alternativos internacionais como Brazilcupid e um app do Facebook, chamado ‘Are You Interested?’ – eu conheci meu marido nesse último.

      Boa sorte pra você e continue nos acompanhando para saber mais sobre a Dinamarca 🙂

      • Oi, sou eu de novo a Fernanda. Eu ainda estou conversando com o dinamarquês, mas noto que ele se distanciou um pouco ,que pena. Deve ser pela distância mesmo. Mas vivemos um tempo em legal juntos. Pelo facebook dele vi tanta brasileira casada com dinamarqueses e pareciam tão felizes. Parece que os dinamarqueses tratam bem as brasileiras, mesmo as mulheres dinamarquesas que se tornaram amigas dessas brasileiras. Parece um povo sem preconceito em relação a nós brasileiras. Qual seria esse app do facebook é um pp ou é uma página do facebook? Tem como baixar no celular? Obrigada. P.S – não quero mais brasileiro…….rsrsrsrs

    • Eu também não quero mais brasileiros. Conheci um dinamarquês num bar em minha cidade. Foi muito legal!!!! :). Brasileiros no more…..hahaha

  23. Boa noite Cristiane Leme , quero parabenizar pelo seu texto perfeito <3 muito explicativo. Eu gostaria que vc me respondesse 2 dúvidas se pudesse e me desse conselhos sobre pois sei que és uma pessoa madura e especial 🙂

    Minhas dúvidas: Eu sou uma moça virgem embora já adulta , e gostaria de fazer um intercâmbio ,sonho em crescer profissionalmente e encontrar meu grande amor,mas fiquei preocupada com esse trecho do texto:

    ''Não tem a coisa da sedução-ataque como estamos acostumados no Brasil. As pessoas conversam online, discutem afinidades, decidem se encontrar e na maioria dos casos, já vão para a cama logo no primeiro encontro. ''

    Soube pelo seu texto e por tantos outros que os homens europeus se encontram com a mulher e se gostarem dela, a beijam e quando finalmente beijam, rola o SEXO. Totalmente o contrário do Brasil.

    e se no caso a mulher for virgem ou não quiser transar, o que dizer a eles? Sou insegura quanto a isso pois sou virgem e claro : NÃO QUERO PERDER A OPORTUNIDADE DE BEIJAR O BOY, só não sei o que dizer na hora … Alguma sugestão?

    – Não quero perder logo assim sem mal conhecer,comigo as coisas é com o tempo,sou romântica.

    O que acha que eles achariam de mim?

    Isso me prejudicaria nas ficadas e em relacionamentos?

    e outra dúvida:

    Nesse trecho que você diz:

    '' O homem dinamarquês, sendo tímido e reservado, encontra na internet o terreno para ousar sem se expor tão diretamente, e aí ele consegue se liberar um pouco mais. Jogo de olhares, fazer charme, sensualizar nas roupas e comportamento? Se você espera isso de um dinamarquês, esqueça. É confronto demais para eles.''

    Minha dúvida: JÁ que eles SÃO MUITO TIMIDOS O IDEAL É SE A BRASILEIRA ESTIVER EM UM BAR/FESTA/OUTRO LUGAR E GOSTAR DO CARA, O IDEAL É ELA PRÓPIA TOMAR A ATITUDE DE IR CONVERSAR COM ELE? E QUEM SABE ROLAR ALGO A MAIS?

    Puxar um papo e continuar se encontrando cm ele (se ele gostar da brasileira) e se caso role afinidades, a própia BRASILEIRA depois de sair alguns encontros,chegar pra ele e dizer : Olha eu tou gostando de você ?

    Beijão linda e Sucesso sempre!!!! <3*

    • Olá de novo.

      Na Dinamarca preza-se o diálogo aberto. Caso se envolva com um homem dinamarquês, se você é virgem, diga isso para o seu pretendente, assim ele saberá o que esperar e o que não esperar. Explique os limites desde o início e não terá problemas. Pode ser que o cara aceite, pode ser que não. Se o cara achar que não dá pé pra ele, ele simplesmente vai partir pra outra. É o risco que se corre. Dinamarqueses não fazem drama nesse sentido. Dificilmente um dinamarquês vai forçar a barra pra transar com alguém que não queira – lógico que pode haver exceções, mas via de regra, eles respeitam bastante a mulher e suas escolhas.

      Você pode tomar a iniciativa, se quiser, mas lembre-se do fator de risco que existe em tomar um fora, mesmo o cara dando toda a pinta de que está a fim. E se já rolou um clima, o papo engrenou etc., pode ser que role um beijo, porém acho bastante difícil de um relacionamento evoluir sem sexo. Acredito que, hoje em dia na Dinamarca, só os homens muito religiosos é que topam um relacionamento desses, mas posso estar perfeitamente enganada.

      • Cristiane Leme,obrigada pela resposta rápida, e muito obrigada por me dizer essas verdades e pelo conselho que me deu,não tinha idéia em como agir e agora já sei o que fazer, tudo na vida é um risco,é preciso ter sabedoria para escolher.

        Concordo cm vc, és uma pessoa sábia!

        Bom dia! 🙂

  24. Olá Cristiane , amei seu texto e a forma como vc fala *–*. Parabéns ! <3

    Adorei saber sobre a Dinamarca ,adquiri muitos conhecimentos. Além da Dinamarca tem um país que me chama muito a atenção: A Escócia, belo lugar e frio,mas não tenho muito conhecimento sobre os homens de lá.

    Eu gostaria de saber se os homens da Escócia são parecidos com os dinamarqueses no sentido de não serem machistas e controladores,respeitar o espaço da mulher e sua individualidade.

    Você sabe sobre os homens de lá? Acho que devem ser parecidos,não sei…

    Ahh! e antes que me esqueça : Li sobre a Dinamarca e a maioria dos paises europeus, e vi que com o VISTO DE ESTUDANTE ,o estrangeiro intercambista NÃO PODE TRABALHAR. Então como as pessoas vão ficando no país?

    Somente se casando com o europeu que o estrangeiro(a) pode TRABALHAR E ESTUDAR O QUE QUISER E SEM RESTRIÇÕES?

    Vejo que a maioria dos paises impõem LIMITES QUANTO AO VISTO DE ESTUDANTE, que QUANDO ACABA O PRAZO DO VISTO DE ESTUDANTE, O ESTRANGEIRO(A) TEM QUE VOLTAR PARA O brasil… 🙁

    Então a única maneira de ficar PERMANENTEMENTE No PAÍS DESEJADO É CASANDO?

    E dai o estrangeiro adquire todos os direitos após um tempo?

    Meu sonho é fazer intercambio e quando fizer quero encontrar meu grande amor e não voltar mais pro Brasil.

    Ficarei grata se puder responder <3

    Muita luz e felicidade pra vc !!! 🙂

    • Olá e obrigada por comentar. Vi que comentou em diversos textos do blogue, usando pseudônimos diferentes e endereços eletrônicos variados, porém sempre do mesmo IP. Estou curiosa para saber o motivo.

      Sobre seus questionamenos:
      A única experiência que tive com escoceses foi ruim, então me abstenho de comentar, já que devem existir escoceses bons, possivelmente.

      Em relação à sua pergunta sobre ‘como as pessoas vão ficando por lá’: ninguém aqui na Dinamarca vai ‘ficando por lá’. A lei é dura, as pessoas são honestas- pelo menos, a grande maioria tenta ser – e temem fazer coisas erradas. Sem visto, sem moradia, por aqui. Quando alguém é descoberto indocumentado, é deportado imediatamente. As pessoas denunciam, se souberem que alguém está no país de maneira irregular. A Dinamarca é o país menos corrupto do mundo e isso afeta também a questão da imigração. Então, pra resumir a ópera, não tem historinha de ‘ir ficando’, por aqui, não.

      Há diversas maneiras de se conseguir o visto permanente para a Dinamarca e todas são longas e difíceis. Mesmo se casando com um dinamarquês a pessoa ainda pode ter seu visto negado pelas autoridades. Em alguns casos a polícia da imigração chega a fazer visitas surpresa ao casal para comprovar a veracidade do relacionamento. Casamento de protocolo, com finalidade de obtenção de visto, é punido com multa e advertência, além da deportação da parte estrangeira.

      Se você estiver no país com visto por reunificação familiar por casamento com cidadão dinamarquês, terá que esperar para poder estudar gratuitamente. Primeiramente, todo cônjuge estrangeiro precisa, obrigatoriamente, assinar um termo de integração, que é um contrato entre o migrante e a prefeitura do município onde ele reside. Nesse contrato, assinado quando do recebimento do visto temporário de residência, o migrante declara que utilizará o prazo de 3 anos para aprender o idioma dinamarquês e se esforçará para conseguir um emprego. Os custos do curso de integração e dinamarquês são cobertos pelo governo nesse período, porém a pessoa só pode começar a estudar gratuitamente a partir da emissão do seu visto. Para fazer curso superior na Dinamarca nestas mesmas condições (visto de reunificação familiar) é preciso ter terminado o curso de dinamarquês e fazer um intermediário de admissão para equivalência de matérias, já que o sistema de ensino daqui é diferente do Brasil. Se o estrangeiro tiver curso superior, pode tentar pedir reconhecimento do seu diploma e ir direto para a faculdade fazer um bacharelado ou cursar um mestrado ou doutorado, dependendo do grau de instrução que tiver. Estrangeiros só adquirem plenos direitos depois de 9-10 anos morando no país, que é quando podem pedir a cidadania dinamarquesa, e só adquirem direito a pedir cidadania se estiverem em dia com as exigências do governo para tal. Só pode pedir a cidadania quem já tem visto permanente. Só tem visto permanente quem já está no país há mais de 5 anos e trabalhou e contribuiu com impostos no país nos últimos 4 anos antes da solicitação do visto permanente. Há outros critérios, ainda, mas escreverei um texto a respeito no futuro.

      O dinamarquês que se casa com estrangeiro(a) precisa dispor de uma quantia alta em dinheiro para fazer um depósito caução para o governo, pois somente mediante esse depósito é que o cônjuge estrangeiro poderá adquirir o direito de viver na Dinamarca. Explico isso no meu texto sobre casamento.
      Em todo caso, é possível vir como estudante por tempo determinado e estender o visto em caso de conseguir um emprego – no caso, se o empregador se comprometer com isso. Porém é um ciclo: para conseguir emprego, além de um currículo vistoso, é preciso falar inglês em nível elevado. Ter conhecidos que indiquem para uma vaga também funciona e se usa muito.

      Quem mora na Paraíba pode vir a ter problemas com climas frios como os da Escócia e da Dinamarca, porque seu corpo está habituado ao calor. Aconselho fortemente a visitar os países para onde pretende migrar – Nova Zelândia, Austrália, Escócia, Irlanda e Dinamarca (pelo que vi dos comentários) antes de tomar uma decisão final, já que o clima pode ser um fator decisivo na sua escolha.

      Espero ter respondido de maneira satisfatória.
      Boa sorte!

      • Olá Cristiane, Bom dia!
        Sobre o ip:

        Na verdade isso aconteceu porque não sou só eu que acesso esse computador em minha casa,prima e irmãs tbm acessam ,e adoram seu site.
        A Dinamarca está certa,tudo deve ser feito na lei, e é bom saber como funciona o país,muito boa sua explicação, detalhada do jeito que gosto. Muito obrigada pela paciência em responder e passar tão boas informações.

        <3
        Realmente para quem mora em Pb tou muito acostumada com o CALOR, vou pensar melhor sobre os paises.

        Beijos ^^

  25. Oi, amei o texto, li alguns comentários fiquei super interessada, já tive alguns relacionamentos e infelizmente não deram certo, e vi em seu texto tudo que espero de um homem, respeito, fidelidade, companheirismo e Amor, vejo que a questão cultural e bem diferente, e por isso me encantei com o perfil do dinamarquês, vou tentar, e como você sugere, o que eu posso fazer para me relacionar com um dinamarquês? Obrigada.

    • Ana Lidia, obrigada por ler e comentar.

      Antes de sair procurando o ‘parceiro ideal’ eu recomendo fortemente estar bem consigo mesma e segura de si. Muitas pessoas se queixam de relacionamentos que dão errado porque a pessoa tinha os defeitos x, y, z, quando na verdade o que acontece é que a gente acaba projetando uma imagem do outro na nossa cabeça em vez de conhecê-lo e aceitá-lo. É muito injusto colocar alguém de fora como responsável pela nossa felicidade: devemos nos bastar em primeiro lugar para, aí, sim, dividir, compartilhar, multiplicar com outros. Nunca procure um relacionamento para preencher um vazio.

      Na verdade, ninguém é perfeito, nem no Brasil, nem na Dinamarca! O primeiro passo é desconstruir a ilusão de que existe a pessoa perfeita e aceitar o parceiro como ele é, com defeitos e qualidades, desde que o relacionamento seja saudável. Na Dinamarca as pessoas são muito francas e diretas e acho que esse método funciona bem.

      Se o seu interesse é mesmo conhecer dinamarqueses, em primeiro lugar tenha em mente que é muito mais fácil se relacionar com alguém que fala o mesmo idioma que você. Tenha um idioma em comum com a pessoa, se possível – isso facilita MUITO. É raro encontrar dinamarqueses fluentes em português, mas nada no mundo é impossível. Procure por sites de relacionamento que abram também para estrangeiros, como Par Perfeito, Brazil Cupid, entre outros. No mais, desejo boa sorte e que você encontre o que procura!

      Abraços e continue nos acompanhando!

  26. Oi, Cristiane, tudo bem? Venho me relacionando com um dinamarquês desde o início desse ano e descobri seu blog e sempre acompanho para conhecer um pouco mais dessa cultura tão rica.. 🙂 Ele já veio pra minha cidade me conhecer e tá louco para que eu vá passar umas semanas com ele em Copenhagen, a gente conversa todos os dias e ele demonstra estar bem apaixonado mesmo a gente tendo se relacionado mais virtualmente do que pessoalmente. Eu tenho 22 anos e ele 32 e eu fico um pouco receosa. Ele diz que já me imagina como namorada dele. Esses dias atrás ele se declarou(o que já fazia antes mas dessa vez ele fez propostas sérias e um texto bem longo), disse que queria que eu conhecesse a cidade dele e queria que nos tornássemos noivos para que eu pudesse morar com ele, e que faria o que fosse para que eu pudesse estar junto dele. Que ele estava sendo honesto e para eu não ficar assustada e parar de falar com ele, Mas a pergunta seria, ele como dinamarquês não saberia das regras rígidas para um estrangeiro viver no país dele? Que para casar tem que ter 24 anos e eu só tenho 22.

    • Olá e obrigada por ler a minha coluna.
      Acho normal ele não saber sobre as regras da imigração, afinal, nem nós, brasileiros, sabemos dessas coisas no Brasil, e não é porque uma pessoa é de um determinado país que ela sabe tudo sobre ele…

      Num primeiro momento, acho válido você ir visitá-lo e ver como é Copenhague, como são as pessoas e, principalmente, como ele se comporta estando em casa. Acho, inclusive, que é uma vantagem você mesma ter meios de vir para cá sem depender dele. Leia o meu texto que fala de violência doméstica na Dinamarca (Quando o sonho vira pesadelo, o que fazer?). No Brasil existe essa cultura machista de achar que o homem tem de arcar com as responsabilidades financeiras, mas na Dinamarca, a coisa é bem diferente, como explico no texto. Se ele já veio lhe visitar no Brasil, acho bem justo você retribuir a visita, mas venha com recursos próprios e tome as precauções devidas para casos de emergência, afinal a gente nunca sabe.

      A questão da diferença de idade talvez seja irrelevante agora, mas pode ser que venha a incomodar mais pra frente.
      Para morar na Dinamarca é preciso que você se case com ele. Noivado não dá direito a morar aqui.
      Entretanto, se eu pudesse eu recomendaria a você viajar muito, conhecer muitas pessoas, namorar bastante, se divertir, aprender novos idiomas, terminar os estudos antes de pensar em se casar. Casamento não é essencial na vida de ninguém, embora façam a nossa cabeça aí no Brasil no sentido de que temos que casar e reproduzir para ter uma vida plena. E sobre casar para vir morar aqui, já adianto que não basta casar e pronto. Acredito que você deva ter lido outros textos meus a respeito e a situação para os migrantes na Dinamarca está afunilando cada vez mais. Os vistos estão demorando bastante para ser emitidos e no período de espera a pessoa fica com mobilidade restrita, isto é, só pode sair do país se pedir autorização do governo, caso contrário o processo todo de visto é automaticamente cancelado.

      Obviamente que as decisões são suas, então pense com muito carinho sobre o que você quer fazer e siga firme no seu objetivo.

      Abraços e continue nos acompanhando!

  27. Outra perguntinha que esqueci de fazer no outro comentário.. Ele no início falava em comprar minha passagem pra lá, mas nesses últimos meses não tem se manifestado sobre isso. Eu pensei em comprar mas minha mãe disse que ele deveria pagar, que a situação no Brasil com a crise está difícil, entre outras coisas. Que se ele estivesse mesmo afim de me ver lá não teria problemas com isso. Eu fico meio sem saber o que fazer, me dá uma luz! E mais uma vez, obrigada..

  28. Sou casado e quer me corresponder com dinamarquesas ou russas meu nome é Marcelo Gabriel sou brasileiro resido em Guarulhos na Grande São Paulo

  29. ”e isso atrai o dinamarquês que está tentando se livrar da –>megera indomada<– que muitas vezes a mulher dinamarquesa representa para eles.''
    Você sendo machista. Que chato.
    Fora esse tipo de coisa gostei muito do seu texto, assim como os outros que já li…

    • Natalia, desculpe se o trecho reproduz discurso machista. Essa não é a minha opinião pessoal, mesmo porque sou feminista, tanto que por isso mesmo eu grifei o termo. Foi infeliz dizer isso e nunca me dei conta. Obrigada por reparar e por deixar seu comentário aqui. Irei revisar o texto com um trecho mais adequado, assim que puder. O que eu quis demonstrar é que alguns homens daqui também têm dificuldade em lidar com a mulher forte, decidida e independente que é a dinamarquesa e que, uma vez sentindo-se ameaçados, acabam por encará-la de uma forma errada, como se ela representasse um perigo ou ameaça.
      Perdoe o mau jeito.

  30. Adorei o Texto!

    Feliz de saber que em algum cantinho desse mundo tem mais gente com idéias bem parecidas com as minhas. Quem sabe minha alma gêmea estará na Dinamarca??

  31. Boa noite Cristiane…queria conhecer um dinamarques mórmon….como que faço???….meu nome é Maria e tenho 33 anos…vc poderia me ajudar???

    • Maria, a Igreja de Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem filial por aqui, também.
      Talvez se você conversar com algum Elder da sua igreja eles possam te colocar em contato com pessoas na Dinamarca.
      É importante que você fale pelo menos inglês para conseguir se comunicar com os dinamarqueses.
      Aqui vai o site da filial dinamarquesa: http://www.mormon.dk/
      Use o Google Translate para ler.
      Abraços e boa sorte!

    • Olá e obrigada pelo comentário.
      Posso indicar alguns mas não me comprometo sobre sua credibilidade. Para a vida, geralmente não há garantias, não é mesmo?
      Acho importante dizer que é mais eficaz se você falar inglês ou dinamarquês, pois sem um idioma em comum o relacionamento fica difícil.
      Opções conhecidas: Badoo, Tinder, Brazil Cupid, Par Perfeito. Pode ser que tenha a chance de conhecer dinamarqueses nesses.
      Se falar dinamarquês pode tentar Dating.dk, Partner Med Niveau, Single.dk. Esses sites são exclusivamente em dinamarquês e há a garantia 100% de encontrar muitos dinamarqueses.
      Boa sorte!

  32. Meu amor é dinamarquês , gosto demais dele, mas acho ele muitooo devagar rsrs.. mas tadinho ele é muito romântico, muito mesmo rs, mas é devagar quase parando pra esses lances de sedução, meio tímido rs

    • Evelyn, acho que no Brasil estamos acostumadas a um comportamento mais agressivo da parte dos homens. Temos que considerar as diferenças culturais e tentar enxergar o lado positivo do parceiro, colocando sempre tudo na balança do equilíbrio. Na Dinamarca esse tipo de sedução que conhecemos no Brasil e nos países latinos é considerado um comportamento invasivo à individualidade da pessoa, por isso eles são mais comedidos e até desajeitados para a paquera.
      Obrigada por comentar e continue nos acompanhando!

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