EUA – Passo-a-passo para fazer mestrado ou doutorado com tudo pago

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Vai dar trabalho, mas vai ser maravilhoso! Você tem duas opções: conseguir uma bolsa ou ser aprovado em algum programa da mesma forma que um aluno americano seria, e então o programa pagará você. Essa segunda opção foi o que eu fiz, e este passo-a-passo explicará como chegar lá.

Se você quer uma bolsa, o Ciência sem Fronteiras e a Fulbright estão sempre abrindo editais. Ir independentemente dá tanto trabalho quanto conseguir uma bolsa, mas você vai sem a obrigação de voltar para o Brasil – e rende um dinheirinho a mais.

1. Junte dinheiro e organize-se

Você vai precisar de um ano inteiro para estudar, fazer provas, se inscrever em universidades e enviar a documentação necessária por correio. As inscrições ocorrem uma vez por ano, de setembro até novembro ou dezembro.

Você vai precisar juntar uma grana também: o TOEFL custa US$ 215; o GRE, US$ 205; o GRE específico, US$ 150; a inscrição em cada universidade, de US$ 50 a 100; a tradução juramentada de documentos, de R$ 40 a 100 por página.

Eu me inscrevi em 20 universidades e tive que fazer cursinho de inglês, repetir provas e viajar de Porto Alegre para Curitiba para fazer essas provas, então gastei ao todo 10 mil reais no ano de 2012.

2. Aprenda inglês e tire um boa nota no TOEFL (de 80 a 100 pontos dependendo do seu programa de interesse)

O TOEFL é uma prova de proficiência em inglês. A maioria das capitais brasileiras oferece a prova em várias datas por ano. Se você tem pouco conhecimento em inglês, saiba que eu também mal sabia algumas palavras. Estudei no total 4 meses, 6 horas por dia, para conseguir 100 (de 120) pontos. Não consegui de primeira, tive que repetir a prova. Fiz cursinho e aula particular. Comprei dois livros para estudar: o da Kaplan e o da Bruce Rogers. Existe uma quantidade imensa de material gratuito na internet, especialmente no YouTube.

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3. Enfrente seus demônios e tire uma nota mínima no GRE (e no GRE específico também)

Os GREs são oferecidos em algumas capitais brasileiras e bem menos frequentemente que o TOEFL. O GRE é uma prova que inclui redação, inglês e toda a matemática do ensino médio. A redação e o inglês são muito difíceis, até mesmo para os americanos – para mim, parecia impossível de início. Eu estudei para essa prova com a internet e o livro da Kaplan durante 6 meses, 8 horas por dia, e fiz no total 15 provas de treino antes da prova de verdade. Não consegui nota mínima na primeira tentativa, então repeti a prova.

O GRE é obrigatório, o GRE específico não – mas recomendo muito fazer para aumentar suas chances. Eu fiz a prova de bioquímica, biologia celular e molecular (o seu programa vai recomendar uma área). Estudei durante 2 meses, 11 horas por dia.

Ainda que as universidades exijam todas essas provas, muitas vezes os programas só querem ver uma nota mínima, não excelente. Se você tirou notas um pouquinho abaixo das mínimas nos GREs, inscreva-se igual! No TOEFL não; você realmente precisa da nota mínima requerida pela universidade.

4. Traduza seu histórico escolar e seu diploma

Traduções juramentadas são caras e levam tempo para ficarem prontas. Mande seu histórico escolar com todas as cadeiras, créditos e notas e seu diploma (da graduação e do mestrado) para a tradução o quando antes possível. Cada universidade vai pedir uma via original e uma tradução de cada um desses documentos por correio em envelope selado pela sua universidade brasileira. Se a universidade americana pedir um diploma original, explique que a sua universidade brasileira só disponibiliza um único diploma e que você levará o original se aceito.

Campus da Universidade
Campus da Universidade

5. Prepare seu currículo, a sua carta de apresentação e a sua declaração de diversidade

Cada programa exige certos textos; você pode escrever e usar praticamente os mesmos textos para cada universidade. Estou disponibilizando os meus textos e inscrição no link do dropbox nos comentários.

6. Inscreva-se nas universidades e mande seus documentos por correio

Todas as inscrições são feitas pela internet. Você precisará de cartas de recomendação (geralmente três). Quando você se inscrever, seus professores receberão um link por email para enviar a carta. Você pode começar uma inscrição e demorar meses para submetê-la. Aconselho a começar suas inscrições o quanto antes possível nos sites das universidades; assim você já fica sabendo os documentos e textos que vai precisar.

7. Contate professores que você gostaria de ter como orientadores

O principal fator determinante da sua aprovação é o QI: quem indica! Ter contatos é muito mais importante do que currículo e notas no TOEFL e GREs. Mande um email para cada professor em cada programa de seu interesse se apresentando, falando como seus interesses fecham bem com o trabalho da pessoa, mandando seu currículo e perguntando se a pessoa estará em busca de novos estudantes quando você entrar no programa caso for aceito. Mande esse email meses antes das inscrições, antes mesmo de ter notas de TOEFL e GREs. Se você vai a congressos ou viaja, converse pessoalmente com possíveis futuros orientadores.

Das 20 universidades, fui aprovada apenas em uma, onde dois colegas meus de faculdade já tinham passagem.

Mande-me seu currículo e textos ([email protected]) que eu dou uma ajudinha. Tiro dúvidas no seu comentário aqui. Um abraço a todos! E boa sorte!

(Clique aqui para respostas a perguntas frequentes sobre o tema!)

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Paula é gaúcha de Cruz Alta, vegana e feminista. Bacharel em Biomedicina e mestre em Microbiologia pela UFRGS, Paula mora com o marido desde 2013 em Columbus, Ohio, nos EUA, onde faz doutorado em Microbiologia na Ohio State University, o que inclui dar aulas para a graduação e fazer pesquisa científica. Paula adora ferramentas bioinformáticas e estatísticas aplicadas ao sequenciamento de DNA diretamente de amostras ambientais, área conhecida como metagenômica. Ama comidas (principalmente as do melhor chef do mundo, o maridão), rock, viagens, caminhadas no meio do mato, bichos, yoga e uma boa cerveja.

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  1. Aqui vai um link do dropbox com o meu CV que usei na época (com notas de GREs), cartas de apresentação e diversidade e ainda algumas perguntas que eles podem te fazer na entrevista. Das 4 entrevistas que tive, 3 giraram em torno do trabalho que eu havia desenvolvido no mestrado – então essas perguntas de entrevista não se aplicaram muito para mim, mas vou compartilhar igual. https://www.dropbox.com/sh/0tg1mttplmwk1x3/AACLQiBRs7zHajCpsG-tyauba?dl=0

  2. Excelente post sobre o processo de application! Finalizei o meu processo para o Ph.D. em Economia recentemente e gostaria de chamar atenção para a parte que acho mais importante do processo: a escolha das faculdades. Pode parecer óbvio, mas é muito importante ter em mente quais os centros que você gostaria de pesquisar e principalmente avaliar suas chances de entrar em cada centro. Conversar com os seus recomendantes é um dos melhores jeitos de fazer essa decisão e funcionou muito bem para mim! Parabéns pelo post novamente!

      • Oi, Paula. Ótimo post. Fiquei com uma dúvida. Quem paga o seu doutorado na Ohio State e a sua despesa lá ? Que universidade te paga salário ? Obrigada !

        • Oi Anna! A própria Ohio State University paga meu salário – mais especificamente, o departamento de microbiologia da universidade, em semestres em que dou aula, ou então o meu orientador, em semestres em que não dou aula. De qualquer forma, esse salário é sempre garantido. Todos os estudantes do programa de doutorado em microbiologia são pagos desta maneira – basta ser aceito no programa. Eles também nos pagam todas as viagens a trabalho, como experimentos ou trabalhos a campo, e congressos. Um abraço e obrigada por ler e comentar!

          • Mas o seu salário é suficiente pra pagar o tuition, mas as suas outras despesas como aluguel,comida, etc?
            Obrigada

          • Tudo, Camila. O meu salário é suficiente para sustentar duas pessoas adultas morando juntas levando uma vida simples =) ps.: o que eu pago da tuition é 100 dólares por ano – todos os grandes custos da minha educação são pagos pelo departamento de microbiologia quando dou aula (como GTA) ou o pelo meu orientador quando não dou aula (como GRA).

  3. Oi Paula,

    O processo pra quem quer tentar mestrado é o mesmo né? Qual parte você achou mais difícil?

    Obrigada pelas suas dicas! 😀

    • Oi Marina! Sim, o processo para o mestrado é todo o mesmo (requer as mesmas provas e documentos). Nem todos os programas de pós-graduação oferecem mestrado e doutorado, pois aqui nos EUA mestrados não são obrigatórios para doutorado, e boa parte das pessoas sai da faculdade e entra direto no doutorado. Então, se você está procurando um mestrado, certifique-se de que o programa oferece M.S.(mestrado) também, não apenas Ph.D (doutorado). A parte que eu achei mais difícil foi o GRE – que prova chata! Mas é aquela coisa – com persistência, consegue-se! Um abraço e obrigada por ler e comentar!

  4. Paula que gentileza sua em compartilhar seu trajeto. Muito Obrigada. Me formei em farmácia ha algum tempo, minha pos é em Citologia, penso em fazer o Mestrado em Analises Clinicas fora do país. Me animei vendo seu depoimento.

    Muito Obrigada

  5. parabens paula, foi bastante esclarecedor para mim, penso bastante nesta possibilidade de fazer um mestrado no EUA ou Canada, me formei em 2015,2 em fisioterapia pretendo ingressar em um mestrado, tirou bastante duvidas, obrigado 😀

  6. Olá, mt boas e relevantes as informações. Só uma dúvida, programas de todas as áreas pagam seus alunos? Ou só algumas áreas específicas?

    • Oi Gabriela! A maioria dos programas paga seus alunos sim, independentemente da área. Tenho amigos aqui fazendo doutorado em ciências políticas, filosofia, feminismo e engenharias – todos pagos. Se você está pensando em pós nos EUA, manda um email para o secretário ou coordenador do programa perguntando se eles oferecem Graduate Research Assistantships (GRAs) – em que você é pago para fazer pesquisa – ou Graduate Teaching Assistantships (GTAs) – em que você é pago para dar aula. Muitas vezes eles tem esse informação no site do programa de pós-graduação na parte sobre o funding. Um abraço!

  7. Olá Paula, tudo bem?
    Sou graduada em Serviço Social com Especialização em Saúde Pública e da Família, tenho interesse de fazer doutorado em Serviço Social ou relacionado com a saúde, pois, tenho curso específico em Gestão em Saúde Pública. Tenho muitas dúvidas, uma delas é qual universidade eu deveria me escrever? Será que eu consigo vaga no ensino médio para minha filha? E quanto a residência e transporte como seria?
    Parabéns pela iniciativa de prestar informações e tirar as dúvidas.
    Abraços!
    Antônia.

    • Oi Antônia! Aqui vai uma lista de universidades que oferecem pós em saúde pública: http://www.gradschools.com/programs/public-health E aqui, em serviço social: http://www.gradschools.com/programs/social-work Diria para você selecionar as 20 que mais te interessam e contatar professores com o seu currículo – isso vai te dar uma ideia de quais universidades estariam mais abertas ao seu perfil de aluno. Outra coisa legal também é depois que você tiver as notas de todas as provas, ver em que universidades as suas notas seriam suficientes.
      Quando você passa num programa de doutorado, os membros da sua família ganham visto de acompanhante (F2), e a sua filha pode sim estudar aqui. Vocês todos não ganham a residência americana, mas ganham o visto F, que dá a vocês o direito de livre entrada e permanência nos EUA durante todo o seu doutorado. Quanto ao transporte, se você perguntou sobre passagens aéreas para os EUA, essas teriam que sair do seu bolso. Se você perguntou sobre o transporte na cidade, vai depender da cidade em que você morar – quanto menor a cidade, maior a tendência de não ter metrô e maior a dependência de um carro.
      Quaisquer outras dúvidas, mande mais mensagens!
      Um abraço!

      • Obrigada por responder!

        Tenho muita dúvidas,mas, um passo de cada vez, vou seguir sua indicação quanto ao curso de inglês, sendo, que não sei nada do idioma e sempre tive vontade de aprender.

        Um forte abraço!

  8. Olá Paula!
    Muito obrigada pela generosidade e empenho em publicar essas dicas! Sou Terapeuta Ocupacional e estou concluindo minha residência em atenção oncológica. Pretendo dar continuidade em meu trabalho com o mestrado e doutorado e estou pensando bastante em fazer nos EUA ou Canadá. Peguei algumas informações sobre as pesquisas no Canadá, pois uma professora minha estava no pós doc dela por lá. Pelos EUA, você tem alguma informação da área? Se existem centros de oncologia possíveis de se ingressar em mestrado ou doutorado? E, mais uma pergunta, vi que falou sobre entrar em contato com os professores da instituição e mostrar seu interesse, mas tenho dificuldade de achar informações específicas dos programas nos sites das universidades (como, por exemplo, o nome do programa e o professor responavel). Quando você fez este contato, foi muito difícil? Eles costumam ser receptivos? O que me falaram foi da possibilidade de tentar um mestrado-sanduíche com um professor que eu tenha contato aqui no Brasil, para depois tentar terminar nos EUA; mas gostaria muito de fazê-lo todo por ai.
    Muitas dúvidas né? rsrs
    Muito obrigada! E parabéns novamente pelo empenho no post e pelas respostas enriquecedoras dos comentários!

  9. Oi Paula, é super legal ver alguém falar tão abertamente sobre suas experiências.Tenho 36 anos e sou formado em Odontologia há 14 anos, tenho 2 pós, e vou me mudar para os EUA até o final do ano. É muito difícil deixar de ser dentista, ainda mais depois de tantos anos. Por isso estou querendo fazer um mestrado em alguma área que eu possa não sair da área da saúde, Pensei em Master in Public Health ou Master in Public Administration. Minhas dúvidas são as seguinte:
    -vc estudou inglês no Brasil? Ou foi para os EUA fazer esses cursos preparatórios de inglês para mestrados?
    -estou um pouco perdido com relação ao caminho a seguir. Embora tenha um Inglês intermediário, não acredito que esteja pronto para aproveitar um mestrado, muito menos pra defender uma tese em inglês. Mas acredito que em pouco tempo adquiro isso, pois tenho um aprendizado muito rápido.
    -já investiguei algumas universidades, como UMiami, UMass, EKU. O que pesa na decisão é o valor de cada uma, pois varia muito de uma para outra. Vc acha melhor ser aprovado primeiro para depois tentar uma bolsa ou um trabalho na Universidade? Ou já me concentro nas Universidades que eu possa pagar?
    Desculpa fazer tantas perguntas,

  10. Oi Paula, gostei muito do seu post. Foi bastante esclarecedor! Obrigada por compartilhar essa informações, elas são realmente valiosas para quem está buscando aplicar para mestrado ou doutorado no exterior e muitas vezes são raras as experiências compartilhadas por brasileiros, muito obrigada mesmo!

    Gostaria de esclarecer uma dúvida com você em relação as tuitions das universidades americanas. Você poderia explicar melhor sobre a forma em que o programa paga para o aluno estudar? Você se refere as scholarships que são fornecidas de acordo com o GPA do estudante? O coeficiente de rendimento das universidades brasileiras, se convertidos para o GPA americano possibilitam que o aluno estrangeiro receba a bolsa de estudo também? Gostaria de mais informações sobre as bolsas de estudos fornecidas pela universidade americana. Muito obrigada desde já! Beijo, Larissa

    • Oi Larissa, que bom que o texto ajudou! 🙂 O pagamento que recebo não é bolsa, é um salário – sou contratada pela universidade como Graduate Teaching Assistant (GTA) no momento, o que significa que sou paga para dar aula. Em alguns semestres não dou aula e meu orientador me paga (agora no semestre de verão esse vai ser o caso), e aí meu contrato é como Graduate Research Assistant (GRA). Aqui nos EUA o governo também dá bolsas (fellowships), mas elas são quase que exclusivamente para americanos. A pessoa já tem que estar no doutorado para se inscrever para essas bolsas. Mas na verdade a maioria dos estudantes de pós-graduação não tem uma bolsa – é o programa de pós-graduação que paga. Geralmente eles pedem um GPA maior que 3.2 (na escada de 0 a 4). Aqui nos EUA as matérias são muito fáceis e todo mundo fica com As, então é bastante injusto pedir um mesmo GPA de um brasileiro na minha opinião, mas é assim que funciona, estamos em desvantagem. Se o teu GPA por um pouco abaixo de 3.2, tenta igual, principalmente se tu tiver outras coisas de importância acadêmica como estágios, apresentação de trabalho em congressos, experiência em laboratório e artigos – isto os americanos geralmente não tem. Quanto a bolsas, além das da CAPES, CNPQ, FAPESP oferecidas por órgãos brasileiros, tem as da Fulbright (http://fulbright.org.br/), oferecidas pelo governo americano – essa é uma das raras para que estrangeiros podem se inscrever. Qualquer dúvida que tu ainda tenha, entra em contato comigo de novo! Um abraço, Paula.

  11. Oi Paula, amei seu texto! Super me ajudou.
    Fiz intercâmbio no EUA para estudar inglês e meu sonho é voltar para fazer uma especialização na minha área. Sou nutricionista e estou cursando pós graduação em pediatria, é a área que mais amo! Você tem alguma informação sobre um programa desse, nesta área? Mestrado, doutorado ou até mesmo uma pós? Muito sucesso pra você!!!
    Beijos Thaiane Bravo

  12. Oi Anna, tenho um filho 19 anos com nivel de ingles fluente e pretende ir embora para EUA, porém o custo dos cursos está fora do.meu padrão ou problema que ele precisa de um emprego para se manter. Tem algumas dicas para mim?
    Abs

    • Oi Vera,
      Acho que o melhor caminho seria ele ou vir para cá com um emprego já certo ou então vir fazer uma pós-graduação aqui, daí depois procurar emprego tento um diploma daqui. É muito difícil conseguir emprego aqui sem visto de trabalho – nenhum empresa quer dar, pois o processo é um tanto burocrático (a não ser que o seu filho esteja na área de tecnologia da informação, a única área em que conheço pessoas que ficaram aqui porque suas empresas patrocinaram o visto). Manda esse site pra ele buscar programas de pós-graduação caso esteja interessado: http://www.gradschools.com/programs
      Um abraço,
      Paula

  13. BOM DIA! EMBORA NÃO SEJA SUA ÁREA, TEM ALGUMA NOÇÃO DE INSTITUIÇÕES QUE POSSUEM DOUTORADO PARA PSICOLOGIA? CASO NÃO SAIBA, ONDE EU POSSO PROCURAR? DESDE JA AGRADEÇO AS INFORMAÇÕES AQUI POSTADAS, É ALGO DE IMENSA GENEROSIDADE CONOSCO. ATENCIOSAMENTE,

  14. Paula, não sou da área de biológicas, mas o seu texto foi excelente e aplicável para qualquer área. Sucinto, porém esclarecedor e muito bem vindo! Realmente um exemplo de que persistência e amor pelo seu objetivo dão resultados positivos. Obrigada! Compartilhando!

  15. Paula, parabéns primeiramente, pela excelente iniciativa de criar esse passo-a-passo, segundo, pelo empenho em responder todas as perguntas de maneira muito completa. Eu tenho dois questionamentos: Quero fazer um mestrado em Engenharia de Soldagem na OSU, já tenho além da graduação uma pós-graduação “lato sensu” (acho que esse programa não existe no EUA, estou certo?), como é composto o GPA para esse caso? A San José State University (http://www.sjsu.edu/gape/prospective_students/international/) utiliza apenas seus 2 últimos anos de curso, outras não informam como agem para esse tipo de composição, qual o posicionamento da OSU? É verdade que para estudantes internacionais a OSU aceita o GRE em lugar do GPA, para notas abaixo de 3 (http://admissions.osu.edu/apps/pdfs/g-info.pdf) ?
    Gostaria de lhe enviar outros questionamentos mais específicos do processo de mestrado da OSU, principalmente sobre o GRA via e-mail, pode ser?

    Fica com Deus,

    Marcos Barros

  16. Incrível Como existem Brasileiros como você Paula que nos ajudam a superar nossas expectativas e nos ajudam a continuar lutando pelos nossos sonhos. Parabéns pelo Post, Você tirou muitas dúvidas minha. Com certeza irei precisar de sua ajuda, pois estou terminando meu Mestrado em Dezembro e quero já planejar para os próximos anos meu Doutorado.

    Novamente Muito obrigado por compartilhar conosco seu Sucesso.

  17. Paula parabéns pelo artigo! Tá ajudando muita gente!
    O mundo precisa de mais pessoas generosas como você!
    =)

  18. Ola Paula, amei suas dicas! Gostaria de saber mais sobre as oportunidades de pós, mestrado e doutorado para a área de engenharia de controle e automação. Meu namorado se forma em engenharia no fim do ano e queria estudar fora. Voce sabe se existe essa possibilidade de receber para estudar e pesquisar nos Eua? Muito obrigada

    • Oi Giovanna,
      Tem muitaaaa coisa. Ele tem que ver com o que ele gostaria de trabalhar. Não tem uma engenharia específica com esse nome aqui nos EUA, mas com certeza tem, dentro de alguma outra engenharia, algo que ele poderia estudar. Vou te mandar o link dos programas de pós-graduação em engenharia da Ohio State University: https://engineering.osu.edu/academics/graduate-students
      Coisas na elétrica, mecânica e “Industrial and Systems” podem fecham legal.
      Sim, os estudantes de mestrado e doutorado em engenharia recebem salário, da mesma forma que eu, com possibilidade de Graduate Teaching Assistantship (GTA) ou Graduate Research Assistantship (GRA) – dá uma olhadinha nos comentários acima que em algum lugar expliquei esses termos 🙂
      Um abraço,
      Paula

  19. Oi, Paula!

    Os estudantes de Mestrado nos EUA tbm tem a possibilidade de receber pra dar aula ou fazer pesquisa?

    Há a possibilidade de conseguir alguma bolsa governamental de auxílio etc e ainda ter esse salário por dar aula/fazer pesquisa?

    Vc disse que aí da pra ir da graduação direto para o Doutorado… Quais vantagens você vê nisso? Sou estudante de engenharia eletrônica e pretendia fazer Mestrado/Doutorado Instrumentação para física de partículas. O que vc acha mais interessante fazer? O mestrado ou o doutorado logo? Poderia perguntar para alguém dessa área na sua universidade?
    Meu emai: [email protected]

    Ahh, e vc acha que um estdante da graduação indo direto para o doutorado está em desvantagem a outros candidatos (por não ter o mestrado)?

    Obrigada pelos esclarecimentos 😀

    • Oi Nathalia,
      Sim, mestrado também conta com as mesmas possibilidades! Acredito que uma bolsa do governo (americano ou brasileiro) seja incompatível com GTAs e GRAs. Quando a pessoa ganha uma fellowship aqui, o salário dela passa a vir completamente dessa bolsa. Na sua área, engenharia, é muito mais comum fazer mestrado – ainda que eles priorizem a entrada de alunos no doutorado. Aqui, quem faz mestrado é geralmente quem já sabe que não quer seguir carreira acadêmica, ou quem tem dúvidas se quer fazer um doutorado depois, ou quem não tem um currículo muito bom e quer usar o mestrado pra melhorar o currículo e assim conseguir entrar no doutorado. Acho que não é uma questão de vantagens sabe, acho que a escolha entre um mestrado ou doutorado depende do porquê tu quer fazer uma pós-graduação e dos teus objetivos profissionais. Se tu quiser me mandar um email ([email protected]) contando o que tu quer fazer da vida, posso te ajudar nessa decisão 🙂 Se tu já sabe que quer carreira científica/ acadêmica e tem um bom currículo, te diria que podes tentar de cara um doutorado. É interessante que, enquanto no Brasil haveria sim desvantagem se um aluno quisesse entrar direto num doutorado sem mestrado, aqui não há! Vou chutar que mais de 80% dos alunos de doutorado aqui não tem mestrado. Eu vou contatar algum graduate student aqui pra ver o que a pessoa diria e te encaminhar o email. Dei uma olhadinha no site da OSU e vi que física de partículas ficaria dentro do departamento de física mesmo, não no de engenharia (http://www.physics.ohio-state.edu/~astro/ccapp/people.html).
      Um abraço,
      Paula

  20. Boa noite Paula,

    Tenho interesse em fazer um doutorado em engenharia civil e tenho uma dúvida.

    Com relação a bolsas de estudos, é possível conseguir bolsas nas universidades? como devo proceder?

    Obrigado !!

    • Oi Rodrigo,
      Não existe inscrição para “bolsa” – que na verdade, não é bolsa, é um salário mesmo. Quanto tu te inscreve para um programa e é aprovado, tu automaticamente vai receber esse dinheiro, seja para dar aula (GTA) ou somente fazer pesquisa (GRA) – dá uma olhadinha nos outros comentários que eu expliquei um pouquinho mais sobre essas formas de receber dinheiro. Nunca vi um programa de doutorado em engenharia que não oferecesse essas possibilidades, então acho que tu está muito bem, é só escolher uma universidade e um programa e se inscrever, que tu vai receber dinheiro de certeza quando começar o doutorado. Aliás, a OSU tem um excelente programa na tua área: https://ceg.osu.edu/graduate
      Um abraço,
      Paula

  21. Olá, Paula.

    Parabéns pela iniciativa de compartilhar sua experiência. Seu texto é realmente muito útil. Você comentou que muitos estudantes americanos entram para o doutorado sem passar por um mestrado. Nesse sentido, existe alguma diferença sobre a experiência no currículo do estudante? Por que aqui no Brasil, geralmente aqueles que querem seguir carreira acadêmica buscam entrar num mestrado (stricto sensu) logo após o fim da graduação . Sou estudante de matemática bacharelado em final de graduação e estou pesquisando opções para o futuro profissional. Outra pergunta: o salário de um graduate assistent é via de regra suficiente para pagar todas as despesas de um graduate student, tipo tuition fees, moradia, alimentação etc ou é necessário complementar este salário com outro tipo de financial aid ou isso depende da instituição de interesse?

    Abraço,

    Douglas Bispo

    • Oi Douglas! Vamos ver se eu entendi a tua primeira pergunta. Aqui nos EUA mesmo as pessoas que querem carreira acadêmica costumam ingressar diretamente no doutorado, não fazendo falta o mestrado. Mas, na tua área, um mestrado é um pouco mais comum. Inclusive o departamento de matemática da OSU oferece mestrado e doutorado (https://math.osu.edu/graduate). Se você se interessar, eu tenho um amigo no doutorado em matemática aqui do qual poderia te passar o contato.
      Quanto ao salário, sim, ele é mais que suficiente, chega a sobrar dinheiro. Fica entre 1500 e 2000 dólares por mês dependendo da universidade. Claro, isso depende muito de onde você morar também. Em algumas cidades da Califórnia, como Los Angeles, San Francisco, San Diego, e também em Nova Iorque, eu sei que os salários mal dão para cobrir as despesas com a vida. Quanto à tuition, o departamento cobre praticamente todos os custos – bem, eu pago apenas 100 dólares por ano. Então, em resumo, o dinheiro dá pra viver muito bem.
      Qualquer outra pergunta, pode mandar aqui.
      Um abraço,
      Paula

      • Obrigado pelo esclarecimento. Sobre a primeira pergunta que fiz, realmente não havia ficado claro 🙂 rsrs, mas eu estava querendo falar sobre a diferença de experiência (currículo Lattes, por exemplo) de um candidato à vaga de mestrado em comparação com a de um candidato a vaga de doutorado. Geralmente a do primeiro é menor do que a do segundo. Se a maioria das pessoas dos EUA que querem carreira acadêmica ingressam diretamente no doutorado somente com diploma de graduação, um recém-graduado brasileiro estaria no mesmo nível? É que não tenho ideia do nível para ter uma base de comparação. Além das aulas da faculdade, a meu ver só iniciação científica (um PIBIC da vida….) incrementa o currículo do graduando (talvez monitoria tbm), ao menos na minha área. Pelo menos saindo daqui do BR com mestrado a gente sente mais segurança. Você pode me passar o contato do seu amigo no doutorado em matemática? Talvez ele possa comentar algo sobre isso. Thank you!

        Abraço.

        Douglas.

        • Oi Douglas,
          Pois bem, em teoria um recém graduado brasileiro teria (no mínimo!) que estar no mesmo nível que um americano, mas na prática, como estrangeiros, estamos em desvantagem. Eu super aconselho fazer o mestrado no Brasil pra dar aquela reforçada no CV e vir pra cá pra fazer o doutorado. É interessante que, na minha experiência como professora aqui – e a partir da experiência de tantos estudantes brasileiros aqui, tanto na graduação quando em mestrado e doutorado – concluo que os cursos no Brasil são muito mais difíceis, mais densos em conteúdo e experiência com estágios e laboratório. Aqui os estudantes são muito “mimados”, praticamente todo mundo fica com A em tudo, ganham o conteúdo super mastigado, tem mil revisões para a prova, enfim. E ainda raros são os que fazem iniciação científica ou tem um estágio durante a faculdade. Eles passam só tendo aulas a graduação inteira. Nem tese de conclusão é obrigatória – quem faz sai super bem da faculdade. O brasileiro tem muito mais experiência, então tinha que inclusive ter vantagem. Mas como pra nós muitas vezes uma nota B ou até mesmo C é sofrida para se conseguir, o CV do brasileiro aparenta ser mais fraco. Infelizmente as coisas são como são. Bem, aconselho então a fazer como eu fiz: fazer o mestrado no Brasil e aproveitar pra fazer as provas e se inscrever para universidades durante o mestrado. É um tempo legal pra se organizar enquanto se ganha mais currículo, definitivamente aumenta as chances. Meu amigo se chama Atique e pediu pra você contatar ele pelo facebook: https://www.facebook.com/sm.a.chowdhury?fref=ts.
          Um abraço,
          Paula

  22. Oi Paula, Não sei como te agradecer tanta gentileza ao compartilhar sua experiência. Que Deus te abençoe com muita saúde e sucesso. Estou entrando no sexto período da faculdade de química. Gostaria muito de tentar o doutorado aí, inclusive minha dúvida é se posso tentar direto o doutorado ao invés de pós ou mestrado. Já salvei sua página aqui, e conforme eu for chegando perto da minha graduação vou seguindo os passos que vc postou. Aliás, já vou me dedicar mais no inglês desde agora hehehe. Obrigada mais uma vez querida!!!

    • Que bom Joice! Acho que você está com bastante tempo para se organizar e estudar. Dá sim para tentar o doutorado direto. É mais difícil, mas se você tem um bom CV e principalmente contatos com professores, é possível. Geralmente aconselho fazer mestrado no Brasil e então vir para o doutorado aqui, mas tenho uma grande amiga que saiu direto da graduação em biologia na UFRGS e entrou no doutorado na Rutgers, que é uma excelente universidade aqui. Enquanto estava na graduação, ela fez um ano de Ciência sem Fronteiras aqui e teve a oportunidade de estagiar nesse grupo de pesquisa em que acabou entrando! Se você tivesse como vir para cá por um tempo durante a graduação seria ótimo. Mas se não tem como, dá sim igual. Tenho contatos na química da OSU que poderia te passar. Se você tiver interesse de vir pra cá, o departamento de química daqui é muito bom e tem muito dinheiro para a pesquisa. Já vou te mandar o site do processo de inscrição deles pra tu ter uma ideia: https://chemistry.osu.edu/graduate/apply
      Um abraço e bons estudos!

  23. Paula, encontrar seu blog e saber que você trabalha na OSU foi um verdadeiro achado!
    Meu esposo fará um pós-doc em 2017 na OSU na área de metabolômica por ressonância magnética e irei acompanhá-lo. Sou formada em Direito, servidora pública, onde atuo dando suporte a contratos de TI. Estou querendo aproveitar a oportunidade e fazer um mestrado/doutorado na área de direito e TI, mas não faço a menor ideia de como procurar e se há instituições de ensino voltadas para a área. Seu post foi extreamamente esclarecedor e animador. Obrigada por compartilhar sua experiência e encorajar outros que pretendem trilhar o mesmo caminho. Desde já agradeço sua atenção.

    • Oi Thaís, que bom que o post ajudou! Em que departamento seu esposo vai estar? Eu também trabalho com ressonância magnética, e também utilizo espectrometria de massa, especificamente FTICR-MS. Me passa o contato dele que de repente podemos colaborar nas nossas pesquisas 🙂 Aliás, me avisa quando vocês estiverem aqui que podemos nos encontrar! Se precisarem de ajuda para achar uma casa ou conhecer a cidade, fala comigo. Tem sim mestrado e doutorado na OSU nas tuas áreas, dá uma olhadinha na lista de programas que a OSU oferece: https://gradsch.osu.edu/programs-admissions/find-your-program Eu tenho amigos no doutorado em Ciências Políticas caso te interesse. Sei também que existe coisa de TI pelo mestrado em Computer Sciences (https://cse.osu.edu/current-students/master-science-program). Alguma coisa vai ter!

      Tu me perguntou por email sobre morar em Columbus, vou responder por aqui que de repente mais pessoas aproveitam a informação. É frio pra caramba no inverno – chega a fazer -25°C, com certeza -17°C vocês vão pegar. Comprar roupas para o frio aqui é mais barato. Aliás, precisa de umas roupas térmicas que nunca vi no Brasil. Outono e primavera variam entre -5°C e 15°C, e no verão chega a 32°C. As temperaturas médias anuais são bem menores que no Brasil. Mas aprende-se a viver no frio e inclusive aproveitar. Aqui ninguém liga se está frio ou não, todo mundo vai fazer as coisas normalmente, ano passado tava -8°C e o povo tava fazendo festa bêbado na rua. Columbus é uma delícia – tem excelentes restaurantes, tem vida noturna, tem festivais, tem onde esquiar aqui perto, muitas cervejarias artesanais da cidade, é uma cidade muito viva. Alguns incidentes ruins nos aconteceram por sermos estrangeiros aqui, mas foram poucas vezes. Na grande maioria do tempo que estivemos aqui, fomos tratados muito bem, especialmente na universidade, onde há muita diversidade de pessoas, culturas e vidas. Para mais informações, tenho um texto sobre as dificuldades daqui (http://www.brasileiraspelomundo.com/eua-vencendo-a-dificuldade-de-se-adaptar-a-cultura-americana-371829649) e outro sobre as coisas tão maravilhosas daqui (http://www.brasileiraspelomundo.com/eua-o-que-e-um-pontinho-liberal-no-meio-de-um-estado-conservador-061931721). Fica de olho na página do blog no facebook que esse mês o BPM vai publicar o meu texto sobre custo de vida em Columbus, onde detalho bem todos os gastos. Mas em resumo, 1800 dólares por mês dá pra duas pessoas viverem juntas e bem!
      Um abraço,
      Paula

    • Oi Guilherme,
      Obrigada!
      Não sei sobre custos, mas sei que boa parcela dos mestrados te pagam um salário ao invés de você pagar pelo curso! Tem que procurar no site de cada programa e mandar um email para a secretaria do programa perguntando caso essa informação não esteja clara pelo site.

  24. Boa noite Paula, adorei o blog e as dicas, estou fazendo mestrado em Odontologia na UFPR, e estou estudando a opção de tentar doutorado nos EUA ou Canadá, poderia me dizer se o salário que você recebe dá para se manter aí, ou se você precisa de outra fonte de renda?

  25. Boa noite, Paula. Sou nutricionista formada na UFPE e estou muito interessada em fazer mestrado nos EUA. Na epoca da graduacao fiz iniciacao cientifica e publiquei ate 1 artigo. Minha duvidas Sao: 1) Voce Fez um curso para passar no TOEFL ou oa livros que citou no post foram sufucientes? Faco a mesma pergunta para o GRE. 2) voce sabe de universidades que oferecem mestrado em nutricao na area de fisioligia ou imunoligia? Minha pesquisa na graduacao era nesse Tema. Muito obrigada!

  26. Oi, Paula, tudo bom? 🙂

    Sou estudante de oceanografia na UFSC e me formo fim do ano que vem. Quero estudar e morar fora desde sempre. No fim do ensino médio consegui passar um mês no Canadá e quase não voltei para fazer a graduação hahaha (quem dera $$).
    Nos primeiros anos da graduação tentei ir para a Austrália pelo CSF, cheguei a fazer o TOEFL (tirei 74 na época) e agora estou querendo começar a me preparar para um mestrado fora. Vi aqui nos comentários que existe a possibilidade de ir direto da graduação para o doutorado nos USA. É possível, então? E seria só se candidatar para o programa de doutorado ao invés de mestrado? Outra dúvida, eu não consigo validar esse doutorado no Brasil depois, certo? Penso em seguir a área acadêmica, então precisaria do mestrado aqui no Brasil, né?
    E no caso do mestrado, eu precisaria ser aceita e depois tentar uma bolsa, seria isso? Porque os programas são bem caros por aí…
    Como falta um pouco mais de um ano, quero me decidir logo e começar a estudar pra valer.
    Muuuito obrigada pelas dicas :)))

    Luiza

    • Oi Luiza,

      Sim, é possível ir pro doutorado direto – mas é mais difícil de conseguir para brasileiros, então precisa de um bom currículo, experiência com pesquisa, talvez uma publicação (não precisa ser primeiro autor daí). Basta se inscrever para o doutorado direto. O doutorado daqui é absolutamente válido no Brasil.

      Para o mestrado, alguns programas também oferecem GRAs e GTAs. Se vc ainda não viu, confere meu texto sobre o assunto: http://www.brasileiraspelomundo.com/eua-mestrado-e-doutorado-nos-estados-unidos-perguntas-frequentes-451839287

      Eu sempre aconselho a fazer o mestrado no Brasil para dar um up no currículo e aumentar as chances, e estudar e fazer as provas enquanto se está no mestrado, e aí então fazer o doutorado todo aqui. Acho que o mestrado é um bom tempo preparatório para o doutorado – eu teria ficado bem perdida e até assustada se tivesse ido direto da graduação para o doutorado.

      Vi que a tua nota do TOEFL está bem pertinho do mínimo de 80 requerido por vários programas – mas vários, como o meu, requerem 100 de 120. Acho que tu está em ótimo de tempo de estudar e com certa facilidade já vai tirar as notas necessárias! =)

      Um abraço,
      Paula

      • Oi Paula,

        Fiquei bem feliz com as respostas! Muito obrigada! 😀
        Vou me inscrever para o mestrado ano que vem então! Já dei uma olhada em várias universidades pelo site que mandasse por aqui e vi várias que oferecem essas assistantships, inclusive no hawaiiiiiii hahahaha vi alguns programas que não tem um viés tão acadêmico e que não pedem, digamos, ‘muita experiência’. Bom.. de qualquer forma ainda vou apresentar meu TCC e tentar publicar… E depois me inscrevo pro mestrado nos USA… Não custa tentar, né?! Alguém tem que ser aceito hahaha

        Muito obrigada de novo!

        Luiza

  27. Olá, Paula. Parabéns pela iniciativa de compartilhar sua experiência, que para mim foi muito útil e informativa. Sou formada em Engenharia e fiz Mestrado na área ( puxando muitas cadeiras de matemática), mas gostaria de fazer doutorado em Matemática ( fui professora da área no bacharelado) e fiquei interessada na Universidade de Ohio. Já fiz o GRE e farei o Toefl no próximo mês. Se você pudesse me dar algumas outras informações, agradeceria imensamente.

    • Oi Clara,
      Ah, se você já fez o GRE, o pior já passou 😉 A minha maior dica é fazer quantas provas você puder de treino para o TOEFL – cronometradas e sem sem interrupções como se fosse no dia. Se a ETS ainda mantém o sistema, você ganha uma prova para treino online quando se inscreve para fazer o TOEFL. Também tem um monte de material na internet e no youtube. O prazo para as inscrições do teu programa na OSU é 18 de dezembro agora, caso você já vá se inscrever agora pra começar na metade do ano que vem https://math.osu.edu/grad/future
      Um abraço,
      Paula

  28. Oi Paula, tudo bem? Sou graduada em fisioterapia e estou concluindo o mestrado em Biotecnologia em Medicina Regenerativa, Optei por sair da área específica de fisioterapia. No meu mestrado, trabalho com proteínas recombinantes. Gostaria muito de fazer o doutorado aí, mas também encontrei algumas dificuldades em me direcionar às universidades que recebam alunos estrangeiros ou que disponibilizam a minha área de pesquisa. Você teria alguma dica para me dar à respeito de Universidades as quais eu poderia me direcionar para dar continuidade ao meu trabalho? Voce tem conhecimento de alguma na Região de San Diego – CA?

  29. Olá, Paula! Tudo bem?
    Muito obrigada pelo cuidado e pela paciência de todo o post e de todas as respostas. Parabéns pela delicadeza e gentileza! 😉 Eu estou pesquisando um pouco mais sobre mestrado e doutorado em Nova York na área de Comunicação e Artes e fiquei com uma dúvida em todos os site das Universidades que entrei: não acho o programa dos cursos, nem de mestrado, nem de doutorado. E por isso não consigo dizer se me interessa ou não ou qual programa eu gostaria mais. Como funciona a grade curricular de cada curso? É diferente do Brasil? Fiquei com a impressão que undergrates, Master e PhD frequentam as mesmas aulas, e que o que muda são as exigências de cada programa? É isso?
    Agradeço muitíssimo se puder esclarecer isso!
    Muito obrigada!

    Um abraço !

    • Oi Flora,
      Cada curso vai ter uma grade curricular diferente. Eu dei uma olhadinha num mestrado aleatório na tua área na NYU e encontrei a programação de cursos: http://steinhardt.nyu.edu/mcc/masters/degree_requirements Vou mandar também a do meu programa como exemplo: https://microbiology.osu.edu/gradstudents/firstyear De repente é só uma questão de não buscar por termos específicos e explorar o site do programa, ou então mandar email para a secretaria do programa pedindo pelos course requirements 😉

      Aqui nos EUA existem níveis de classes: de 1000 a 4000 é exclusivo para a graduação; de 5000 a 6000 o curso é para tanto graduação quanto pós; de 7000 para cima é só mestrado e doutorado. Eu tive algumas matérias com undergrads, mas a maioria foi só com o pessoal do doutorado. Para mestrados, acredito que a maioria terá aulas obrigatórias e eletivas, mas para doutorados nem sempre existem sequer aulas obrigatórias. Já no meu programa tivemos 2 anos de aulas obrigatórias e eletivas. Cada programa vai ser diferente!

      Espero ter ajudado!
      Um abraço,
      Paula

  30. Paula, conheci seu blog agora e adorei de verdade!

    Sou de Porto Alegre \o/
    Tenho o mesmo sonho (objetivo) que você, em conseguir ir desta forma estudar. Se puderes me dar algumas dicas 🙂 Eu faço graduação a distância e isso não me permite ter muita proximidade com os professores, me formo em 2017, estava pensando se é melhor eu me acalmar e fazer um mestrado antes, pela proximidade e projetos que poderei estar desenvolvendo, e também melhorar meu inglês.
    Se puderes me dar as dicas mais essenciais que teve, sei que faz um tempinho, mas agradeço de coração. Vi que você estudou bastante e isso me preocupa, porque trabalho e não sei se vou conseguir me dedicar como você 🙁

    Beijos e adorei o blog!

    • Oi Michele,

      Sempre aconselho as pessoas a fazer um mestrado no Brasil porque aumenta muito as chances de fazer doutorado no exterior com todas as publicações, contatos e experiência que vem pro teu currículo com o mestrado. Faz um plano de estudo a longo prazo – ainda mais tu que trabalha. Tu vai ter que estudar de noite e nos finais de semana e talvez precise de mais de um ano de preparação já que vai estudar e fazer as burocracias para inscrições enquanto trabalha. Tu que vai ter que ver quanto tempo vai precisar. De repente tu consegue um programa integral de mestrado que pague bolsa, daí tu poderia largar teu emprego e se dedicar exclusivamente aos estudos (de repente algo na UFRGS?). Mas mesmo que isso não seja possível, dá sim pra estudar à noite e nos finais de semana (não é fácil, mas dá). Eu faria um plano de estudo com objetivos semanais, mensais e para um ano, e ainda colocaria um alarme no celular para sentar e averiguar como o plano está indo e como tu está rendendo de 3 em 3 meses. A maior dica é se organizar e planejar tudo!

      Um abraço,
      Paula

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