Holanda – Sistema de saúde e a curiosa relação dos holandeses com a dor

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Um dos itens mais importantes ao mudar de país é se informar sobre o sistema de saúde e seu funcionamento, isso porque existe a tendência a tomar como base de comparação o funcionamento em nosso próprio país de origem ou ainda criar altas expectativas, principalmente para quem se muda para a Europa.

Então, já aviso, se você estiver de mudança para a Holanda abaixe suas expectativas e saiba que a forma como, de uma forma geral, os holandeses lidam com as dores e as doenças é bem distinta da nossa e até você tentar entender e se adaptar (se conseguir) vai demorar um pouco.

Primeiramente é importante saber que não existe sistema público de saúde por aqui: ou seja, desde 2006, quando uma profunda mudança foi realizada nessa área, todos os residentes no país precisam obrigatoriamente ter um seguro. Os que não o possuem estão sujeitos a multa. A não existência de um sistema público de saúde não significa que o governo não interfira nessa área; na verdade ele trabalha conjuntamente com as seguradoras, definindo o que deve ser coberto e o quanto.

O valor do seguro básico fica em torno de 80 euros mensais (não inclui dentista) e o mais caro, aproximadamente 160 euros (incluindo dentista e outros serviços como por exemplo, fisioterapia, ortondontia, etc). É importante ficar atento à franquia que atualmente é de 375 euros e que precisa ser paga caso se utilize determinados serviços; para informações mais detalhadas sobre franquia você deve contatar sua seguradora.

Crianças e adolescentes até os 18 anos não pagam seguro. Atés os 4 anos os pequenos fazem suas consultas periódicas nos consultatiesbureaus (consultórios específicos para esse público) e dos 4 aos 18 os profissionais de saúde estão vinculados á escola.

Diferentemente do Brasil, onde a filosofia nessa área é “quanto mais caro o seguro, mais completos, de qualidade e luxuosos são os serviços e hospitais”, isso aqui não acontece. A diferença de valor diz respeito somente aos extras que você quer acrescentar e não à qualidade dos profissionais ou dos hospitais, pois aquele que paga o seguro básico vai ao mesmo hospital e ao mesmo profissional da saúde que aquele que paga o mais caro.

Tudo gira em torno do médico de família (huisarts). Isso significa que ao se mudar para a Holanda você deve procurar um huisarts no bairro em que vai residir. Esse será o seu médico; distintamente do Brasil, onde podemos ir a vários médicos ao mesmo tempo, aqui você permanece com um só.

huisarts

Fonte: www.gelderlander.nl

Crédito da Foto : ANP

É ele quem vai definir se você precisa ir a um especialista – o huisarts é um clínico geral. Ou seja, você não pode simplesmente ligar para um gastroenterologista e marcar uma consulta. Primeiro você deve ir ao seu médico de família e é ele quem decidirá se você irá ao especialista. Caso decida que sim, ele faz uma recomendação escrita explicando os motivos. Essa recomendação é enviada via sistema ao hospital de sua região, e você recebe deste um telefonema de confirmação e posteriormente uma carta com a data e dia da consulta.

Também é necessário se cadastrar na farmácia mais próxima de sua residência ou naquela com a qual o seu médico trabalha. Isso mesmo, não dá para sair comprando remédios em qualquer farmácia, só naquela em que você é cadastrado e com a receita.

Saiba que ao ligar para o seu médico para marcar uma consulta a assistente vai perguntar qual é a reclamação. Pois é, você terá que dizer primeiramente a ela o que está sentindo; assim, além de já deixar registrado no sistema, ela percebe se é algo que necessita de atendimento imediato ou não. Caso tenha dúvidas, geralmente ela pergunta imediatamente ao médico. Essas assistentes têm uma formação específica, mesmo assim não consigo evitar um certo constrangimento quando tenho que ligar e relatar a elas os sintomas, mas me consolo pensando que já devem ter escutado coisas piores antes.

Algo muito importante de saber é que, exceto em casos graves, ninguém vai ao Pronto Socorro.

Isso mesmo! Está sentindo uma dor aguda? Primeiro você deve ligar para o seu médico de família, ou para o médico de plantão na clínica, e ele vai pedir informações detalhadas e decidir se você terá que ir ao hospital e se necessário mandar uma ambulância, ou até mesmo um médico até sua residência.

Acho que nem preciso mencionar o impacto que senti com isso, já que no Brasil ia diretamente ao PS quando sentia uma dor mais forte ou algo esquisito. Não adianta reclamar, espernear, sapatear, girar a cabeça no melhor estilo “O Exorcista”: é assim que funciona e ponto. A vantagem é se um dia precisar do Pronto Socorro, não precisará ficar esperando 5 horas na fila.

Werken en leren - Contact
Hospital na cidade de Zaandam

Fonte : www.zaansmedischcentrum.nl

Cada clínica tem seu próprio modo funcionamento; na qual eu sou cadastrada, por exemplo, os médicos atendem 4 vezes na semana, por meia hora, os telefonemas dos pacientes que têm dúvidas, e também há a possibilidade de consultas online ou em casa. Pode acontecer também de ter consulta com um residente, não é frequente mas pode acontecer, entretanto os residentes estão sob supervisão direta do(s) huisarts que estará por ali caso haja necessidade.

O huisarts pode rejeitar o paciente nas seguintes situações :

  • quando não há mais vagas para novos pacientes;
  • quando o paciente mora longe (em termos de Holanda, isso significa a mais de 15 minutos da clínica);
  • se foi tratado em regime temporário nos últimos seis meses

Bom, mas e você pode trocar de huisarts? Poder, pode, mas não é tão simples assim. Se a troca for por motivo de mudança, ok sem problema, mas se for por insatisfação, aí você pode encontrar dificuldade. Há um acordo implícito entre os médicos de não pegarem pacientes uns dos outros. Aconselha-se sempre o paciente a conversar com o médico e explicar os motivos de sua insatisfação, se não funcionar então faz-se a troca. Se ainda assim houver resistência,  o paciente pode recorrer à Klachtencommissie Huisartsenzorg, uma comissão de reclamações sobre o serviço de huisarts (mais informações aqui e aqui).

O sistema de saúde holandês foi pensado da maneira como descrevi acima, mas…

Como funciona na prática?

  • As consultas com o huisarts são curtas, com duração média de 15 a 20 minutos; se quiser tempo extra tem que solicitar à assistente quando da marcação da consulta.
  • Os médicos são bastante objetivos e dão poucas explicações sobre o resultado dos exames, portanto aproveite bem o seu tempo e faça quantas perguntas achar necessárias.
  • O paciente não recebe o resultado dos exames: este é diretamente enviado ao médico, que apenas dirá se está tudo bem ou não.
  • O sistema de informação sobre o histórico do paciente é integrado.
  • A filosofia aqui é de interferir o menos possível no processo de cura, ou seja, deixar que o corpo combata a doença com seus próprios recursos, portanto remédio só é dado em último caso. Geralmente o receitado é o Paracetamol, que é um tipo “serve para tudo”. Aliás, o Paracetamol me lembra aquelas “gafarradas milagrosas” que encontramos no Norte e Nordeste do Brasil, que curam desde dor de cabeça e impotência até “nó nas tripa”.
  • Caso um remédio seja indicado, o receituário é enviado diretamente à farmácia.
  • Não há filosofia de medicina preventiva, portanto o médico não vai solicitar um check-up anual e nem exames que ele não ache que sejam realmente necessários. Isso pode se tornar uma fonte de estresse para quem está acostumado a uma bateria de exames toda vez que vai ao médico; realmente aqui eles são bastante resistentes até mesmo para solicitar um simples hemograma.
  • Exames de detecção de cancêr do colo de útero e mamografia são solicitados a cada 5 anos. Isso mesmo, 5 anos! Você recebe um comunicado em casa, aconselhando a marcar uma consulta com seu médico e recebe o resultado em aproximadamente 4 semanas. Quando soube disso, questionei muito esse prazo tão longo entre os exames. Afinal, pode ser que quando chegar o momento da mulher fazer seu exame, já seja tarde demais. Quanto à questão da medicina preventiva eu não canso de debater com amigos e conhecidos holandeses, afinal existem doenças que são silenciosas, mas nunca chegamos a um consenso.
  • Mesmo com prazos tão extensos para os exames acima citados, não custa explicar ao seu médico o motivo de querer realizá-los anualmente. Foi o que fiz e deu resultado.
  • Caso consiga um encaminhamento do huisarts para um especialista, saiba que as filas para os especialistas são longas e pode ser que você tenha que esperar bastante por uma consulta. Mas, em caso de urgência o huisarts pode acelerar o processo.
  • Devido à inflexibilidade de muitos médicos com relação à solicitação de exames e check ups, muitos residentes estrangeiros preferem se consultar em seus países de origem quando em férias.

Lentamente procuro entender e me adaptar com algumas coisas, mas definitivamente uma coisa que está além do meu entendimento é a relação dos holandeses com a dor.

Estou quase certa de que ao povoarem estas terras alagadas o DNA dos holandeses sofreu uma alteração que os fez resistentes à dor. É sério! Mesmo o Paracetamol só é utilizado em último caso. Muitas pessoas esperam a dor passar naturalmente.
O marido de uma conhecida teve um deslocamento de vértebra, e não tomou nem mesmo o tal Paracetamol/”garrafada”, pois disse que podia aguentar a dor, mesmo gemendo o dia inteiro pela casa. Ele não foi o único caso que vi. Pequenos mal-estares e incômodos são sumariamente ignorados.

dor holandes

Fonte: http://www.zazzle.nl/afraid+of+pain+ornamenten

A filosofia de interferir o menos possível no processo de cura é cultural e está fortemente arraigada na maneira dos holandeses lidarem com a dor. Percebo que até mesmo com doenças mais sérias, eles lidam de maneira mais serena. Veja bem, não estou falando que não sofrem e não se abalam, mas sim que encaram com mais serenidade. Talvez isso seja resultado da tal alteração de DNA que acho que sofreram.

Vale saber que mesmo com todos os “poréns”que existem no sistema de saúde holandês, ele é considerado modelo em toda a Europa: a expectativa de vida por aqui é 81,1 anos e a Holanda está em oitavo lugar no ranking dos países mais saudáveis em pesquisa feita pela Bloomberg (ver a lista de países aqui).

17 Comentários

  1. Adorei seu texto e aproveito pra notar as semelhanças do sistema neerlandês com o dinamarquês. Agora, em relação à suposta relação que o pessoal daí (e daqui também) tem com a dor, eu acredito que seja uma questão cultural, mesmo. Nesses países os exames e consultas custam caro aos cofres do governo… Não sei como é o sistema tributário daí, mas no caso daqui, isso tem um impacto bem profundo no sistema de bem-estar social, e muita gente não se incomoda em não ter um diagnóstico mais refinado, por assim dizer, porque se ficar doente sabe que terá uma assistência no futuro. Eu ainda acho incrível que não se invista mais em prevenção aqui no norte da Europa.
    Bjs

  2. Que interessante Cintia!
    Também fiquei surpresa quando mudei para a Suíça e me deparei com uma medicina mais curativa que preventiva. Achava que medicina curativa fosse coisa de país subdesenvolvido…. continuo defendendo o preventivo sempre que posso.
    Como não queria mais gastar meus dias de férias no Brasil entre consultas médicas, investi tempo e encontrei profissionais super competentes e flexíveis. Estou finalmente satisfeita e segura.
    Abraço!

  3. Oi Cris,

    Obrigada ! sim, a relação com a dor acredito mesmo ser cultural e já li inclusive que teria relação com a forte base protestante que o país teve aqui no Norte. Quanto ao sistema tributário ele impacta de forma contundente o bem estar social, sim, e por isso mesmo os médicos são parcimoniosos na solitação de exames. Mas, eu assim como voce, também fico impressionada com essa filosofia de medicina não preventiva. Bjnhs

  4. Olá, Cintia,

    Depois de ler o seu texto penso que tenho sangue holandês…porque apesar de brasileira e viver aqui, não vou ao médico. Só mesmo em caso de extrema necessidade. Sou resistente à dor, não ligo muito se tenho alguma, aliás me adapto bem; não tomo remédios, só homeopáticos e pronto, dá tudo certo.
    Estou pensando em morar um pouco de tempo na Itália, só uns meses e estou acalentando o desejo, por isto entrei no blog e acabei vendo os artigos.

    Saudações,
    Roseliane

    • Olá Roseliane,

      Obrigada por comentar. Eu admiro quem é resistente á dor, pois confesso que não sou muito não (rs). Na verdade acho que deve haver um equílibrio, no Brasil vamos muito ao Ps por exemplo por coisas que poderiam ser resolvidas de outra forma e aqui por outro lado as pessoas ignoram sintomas importantes. No fundo acredito ser de fato uma questão cultural.
      Boa sorte em sua viagem á Itália e continue nos acompanhando. Abs

  5. Olá, Cintia,

    Depois de ler o seu texto penso que tenho sangue holandês…porque apesar de brasileira e viver aqui, não vou ao médico. Só mesmo em caso de extrema necessidade. Sou resistente à dor, não ligo muito se tenho alguma, aliás me adapto bem; não tomo remédios, só homeopáticos e pronto, dá tudo certo.
    Estou pensando em morar um pouco de tempo na Itália, só uns meses e estou acalentando o desejo, por isto entrei no blog e acabei vendo os artigos.

    Saudações,
    Roseliane

    • Olá

      Para se cadastrar no huisarts voce deve procurar uma clínica perto de sua residência, como mencionado no texto, e lá a assistente lhe passará as informações necessárias. Sobre o anticoncepcional somente o médico poderá lhe orientar. abs e continue acompanhando o blog.

  6. Cíntia, sou médica de familia e comunidade no Brasil e gostei bastante do seu texto e de saber como funciona o sistema de saúde ai na Holanda. Talvez você não saiba mas no SUS do Brasil em algumas cidades a coisa é muito parecida com médicos de família como seu único médico e ele encaminha se necessário. Ele também não pede exames anuais de check up como nos convênios e também evita de usar medicação em excesso. Isso torna o sistema bem mais barato e efetivo e é algo bastante presente na formação dos médicos de familia de todo o mundo, talvez você não conheça um brasileiro e por isso não saiba que isso também ocorre aqui.
    Sobre a questão preventiva que você falou, acho que vale mais estudo e reflexão já que me parece que você é formadora de opinião. Prevenção para pessoas saudáveis seria alimentação saudável, atividade física e usar preservativo. A ideia de check ups anuais não tem na literatura médica nenhuma ou pouquíssima evidência de que tenha impacto. É mais importante que a pessoa tenha acesso ao médico para uma consulta (e não para exames, necessariamente) quando tiver sintomas, para que qualquer doença seja detectada precocemente, do que se faça exames anuais sem necessidade. Pelo contrário, exames anuais ditos “preventivos” podem detectar coisas sem significado nenhum e que causam sofrimento muitas vezes, sem trazer nenhum beneficio real para a saúde.. Isso vem sendo cada vez mais discutido, então se tiver interesse posso te passar alguns textos de referência que podem te ajudar nessa reflexão e ficar mais tranquila com seu sistema de saúde holandês. Prova de que ele funciona bem são os próprios dados que você apresentou de expectativa de vida. As pessoas vivem muito bem até os 80 anos sem ficar realizando exames anuais, só isso já vale para despertar sua curiosidade, assim espero.

    • Olá Marina,

      Obrigada por ler e comentar. O objetivo principal do texto foi mostrar o conceito do sistema de saúde holandês, seu funcionamento na prática e como foi e é para mim conviver com esse novo conceito. Portanto, avaliar o esse sistema não foi a intenção. Para a maioria dos estrangeiros a adaptação é muito difícil, e quando me refiro a estrangeiros não me restrinjo somente aos brasileiros.
      Sim, eu tenho conhecimento de que em algumas regiões e em bairros do Brasil funciona desse modo, só não tive a oportunidade de utilizá-lo. E acho bastante positivo, ter um único profissional que lhe acompanhe, desde que seja competente e o paciente se sinta confiante. Por outro, lado acredito que promover a mudança de funcionamento do sistema, requer em primeiro lugar uma sensibilização da população para isso.Mudar sem explicar, não funciona, e por isso existe no Brasil uma desconfiança com relação ao “médico” de família, e a política de não medicar muito e não solicitar “de cara” exames invasivos, mas principalmente ao não encaminhamento mais rápido ao especialista. Mas, repito e acredito que talvez isso seja reflexo da falta de campanhas maciças para a sensibiliazação da comunidade.
      No que diz respeito aos exames preventivos, eu ainda insisto que alguns como cancer de colo de utero e seios, possuem um espaço de tempo muito longo para serem realizados aqui na Holanda.E como a população não é homogênea em termos genéticos e condições de vida ( vide a quantidade de novos imigrantes nos últimos anos que provém de realidades muito distintas) acredito que isso deva influenciar na pré disposição para o desenvolvimento de certas doenças. E isso deve ser considerado pelo profissional da saúde.
      Concordo com voce que há uma economia enorme em exames e medicamentos, por outro lado o que acontece aqui na Holanda é que muitas vezes o médico espera demais, causando, dessa forma, muito sofrimento ao paciente. Tanto que esse é justamente o atual ponto de debate entre os profissionais da área. Os especialistas alegam que os “médicos de família” poderiam ser mais ágeis em detectar determinados sintomas e assim encaminhar o paciente mais cedo para exames e tratamento adequado. Outro ponto de debate é contradição existente entre o tratamento indicado pelo huisarts e pelo especialista. Enfim, existem outros pontos de discussão,mas ficaria longuíssimo mencionar todos.
      Eu acredito que o conceito do sistema é muito bom, mas na prática muita coisa ainda precisa melhorar e é justamente por isso que há o debate acima mencionado. Ajustar custo/ benefício e ideal/ real não é fácil.
      Vou gostar de ler os textos que você mencionou, afinal informação nunca é demais não é mesmo ? Sinta-se a vontade para envia-los para [email protected].
      Abs e obrigada pela contribuição.

  7. Hum! Não sei! Mas, viver oitenta anos com dores é algo discutível, no meu modo de ver. Veja bem,tenho hérnia de disco e essa é minha maior fonte de dores. Logicamente, em crises menos graves, passo uma pomada e faço um alongamento. Dá para ir trabalhar assim mesmo. Mas, já tive que tomar analgésicos fortes por via intravenosa. Com isso, resolvo meu problema em um ou dois dias de repouso. Se fosse ficar esperando a dor passar sozinha, ficaria semanas à base de pomadas e alongamentos. Então, depois de 80 anos de vida, se somarmos essas semanas dolorosas na vida do sujeito, à espera que seu corpo se encaixe na doença, pode-se concluir por bons (péssimos, na verdade) anos em que a criatura ficou a sentir dores só para não tomar remédios. Não vejo racionalidade nisso! Afinal, na minha visão pessoal, não sentir dor é um dos pré-requisitos para considerar-me saudável.

  8. Olá, adorei o texto! Muito obrigada pelos esclarecimentos!
    Vou me mudar para a Holanda em Agosto/16 e preciso fazer um plano de saúde antes de ir.
    A verba está meio curta e gostaria de saber se você têm alguma recomendação.
    A previsão é de ficar um ano, então, a não ser que aconteça algum imprevisto o plano é nem utilizar esse planos para exames de rotina.

    • Olá Fabiene,

      Obrigada pelo comentário. Pelo que você aponta, tenho a impressão de que virá estudar ou algo assim ? Se for por motivo de estudo, aconselho-a a procurar um suguro saúde internacional para estudantes, ainda no Brasil. As ag6encias de viagens e/ou intercâmbio podem lhe recomendar um bom plano . Caso venha transferida por alguma empresa, geralmente a própria empresa já providencia a seguridade do funcionário. Especificamente naõ teria nenhum para lhe indicar, pois depende muito de qual será sua situação no país : estudante, funcionaria de empresa, etc etc.
      Boa sorte e continue nos acompanhando.

  9. Boa tarde Cintia, tudo bem? Sou brasileira e com cidadania Italiana, estou me mudando para a Holanda e gostaria de tirar algumas duvidas com você e / ou que você me indicasse alguém pra trocar umas ideias. Ainda estou morando no Brasil mas ja fui na prefeitura da cidade que vou morar pra fazer meu BSN e informei data de chegada na Holanda dia 5 de agosto 2016. Como eles me pediram mais documentos ja fui registrada mas nao peguei o BSN. Só vou voltar na Holanda em Novembro mas meu namorado holandes recebeu a carta informando que estão faltando documentos e tal. Meu medo e duvida é se vao querer me cobrar o seguro de saude obrigatorio contando desde Agosto ou só quando eu efetivamente pegar o BSN. Em Novembro ainda vou levar os documentos que estao faltando e tambem só vou mudar mesmo mais pra frente , acho que em Julho 2017. Será que o seguro saude devera ser pago desde data que informei ( agosto 2016) ou quando obtiver o BSN? Por favor me ajude.
    Aguardo contato. Você tem algum email direto?
    Obrigada,

    • Olá Taryn,

      Primeiramente obrigada por ler o blog. Olhe, sua pergunta é bastante específica e eu não saberia respondê-la com propriedade. A melhor opção é voce ou seu namorado entrarem em contato direto com a Prefeitura da região ou com o IND e tirar essa dúvida com eles, nada como o órgão responsável para lhe dar uma resposta correta e sem mal entendidos.

      Boa sorte econtinue nos acompanhando.
      Abs

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