Hungria – Custo de vida em Budapeste: Parte 2

2
320
Pixabay.com
Advertisement

Continuando o artigo anterior, você encontrará aqui mais informações sobre o custo de vida na capital húngara.  

Saúde

É assegurado ao empregado local que paga impostos o acesso ao sistema de saúde público. O chamado TAJ Kartya (egészségbiztosítási ellátások: número de seguro social) é fornecido a todos os empregados, depois de registrados pelo empregador.

Quando registrado e em posse do seu cartão, você terá um médico de família, ou seja, um médico que te atenderá de acordo com o local onde você mora em Budapeste, compravado pelo seu cartão endereço, fornecido pela imigração ou governo local.   

Muitos estrangeiros reclamam do sistema de saúde público húngaro, e muitos locais também. Infelizmente, tenho que concordar. Tive uma experiência bastante traumática ao usar o sistema de saúde público, principalmente por não saber que os profissionais da saúde no país estão habituados a receber gorjeta pelo serviço prestado e isso refletirá no atendimento.

Além disso, a maior parte dos médicos que atendem no sistema público são mais velhos e não dominam o inglês, o que dificulta bastante a comunicação, mas você pode encontrar um profissional que domina o inglês e certamente conseguirá se comunicar em consultas médicas.

De qualquer forma, boa parte dos estrangeiros que conheço opta por pagar planos privados, como no Brasil. Existem bons serviços privados por lá, como Medicover, Swiss Clinic, First Med, entre outros. Esses que citei cobram um valor alto por consulta e por isso, muitos pagam o valor mensal, que varia em torno de 15.000 HUF (cerca de 50 euros mensais), quando oferecido no pacote de benefícios da empresa. Não tenho conhecimento do valor a ser pago quando não faz parte do pacote de benefícios do empregador.

Outro ponto importante a ser mencionado é que, como em outros países europeus, muitos medicamentos só são vendidos com receita médica, inclusive anticoncepcional.

Portanto, se você é um pouco hipocondríaco como muitos e sabe que muitas vezes é difícil ter acesso com tanta facilidade a remédios como temos no Brasil, aconselho a levar uma farmacinha com você. 

Alimentação

Não é caro comer na Hungria. Há diversas opções – algumas não tão saudáveis, já que a comida húngara é realmente forte. Você encontra facilmente comida indiana, tailandesa, italiana, turca. O preço médio em um almoço é cerca de 2000 HUF (cerca de 6 euros). Evidentemente, se você optar por um local turístico, pagará um valor um pouco maior.

Entre os mercados onde o preço é mais acessível, cito as redes já conhecidas por quem mora na Europa: Lidl e Aldi.

Em relação a alimentos frescos, o mercado central é uma boa opção para compras. Lá você encontrará uma variedade maior de frutas, verduras, legumes e carnes.

Como em muitos países europeus, carne de boa qualidade (exceto porco) é um pouco mais difícil de encontrar. Os preços também não são muito convidativos ao consumo.

Lazer

Budapeste é uma cidade jovem onde não faltam opções de lazer. Além de tudo é, sem dúvida, o lugar mais bonito em que já estive. O rio Danúbio, que divide a cidade entre Buda e Peste, é deslumbrante. O pôr do sol visto do alto, onde se pode ver toda a cidade, é maravilhoso.

Em Budapeste também existe uma vida noturna muito agitada e não é caro se divertir por lá. Para você ter uma ideia, é difícil pagar mais que 2 a 3 euros por uma cerveja num bar.

Portanto, as opções de lazer local não tomarão uma porcentagem significativa do seu salário, a não ser que você goste muito de uma boa festa!

Viagens  

O turismo dentro da Hungria é realmente barato e existem lugares muitos bonitos para conhecer. A localização geográfica do país é muito boa e facilita muito se você quer viajar para países próximos.

Conhecer países que também não adotam o euro é realmente vantajoso. Vale a pena ir até a Romênia, Sérvia, República Tcheca, entre outros. A única questão é: se você planeja viajar para países que adotam o euro, prepare-se para achar tudo caro! A desvantagem de morar num país onde a moeda não vale muito é essa e nós, brasileiros, sabemos muito bem disso.

Infelizmente, enfrentaremos o mesmo na Hungria. Se você ganha um salário médio e não tem dinheiro guardado, viajar requer planejamento. Se você ama viajar, assim como eu, pode ter a sensação de que após uma viagem o seu dinheiro simplesmente acabou.

Particularmente, não acredito que ganhar em forint húngaro faça com que você tenha muitas vantagens ao viajar, principalmente se você quer visitar sua família no Brasil a cada um ano e meio e quer visitar destinos onde a moeda vale mais.

Mas claro, com planejamento, tudo é possível.

Em suma, falar sobre o custo de vida em qualquer lugar do mundo é muito difícil, já que quando se tem um excelente salário, somado a um atrativo pacote de benefícios se pode viver relativamente bem em qualquer parte do mundo.

Afirmar qual seria um salário ideal para ter uma boa qualidade de vida na Hungria é bastante complicado, até porque cada pessoa possui diferentes necessidades e objetivos.

Uma das grandes vantagens de Budapeste é a qualidade de vida: o transporte é excelente e te conecta a todos os locais da cidade. A cidade é segura e você pode andar pela rua durante a madrugada sem ficar se preocupando a cada instante se será assaltada.

Talvez a Hungria possua dois pontos críticos: o idioma e a moeda local. No entanto, se você busca uma boa experiência internacional em um país incrível e lindo, não vai se arrepender.

Compartilhe
Texto anteriorChile – O novo destino de imigrantes latino-americanos
Próximo textoOmã – Lecionando no Oriente Médio
Rafaela é natural do interior do Paraná, mas em Curitiba graduou-se em Direito e cursou sua pós graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas. Trabalhando em empresas, na área jurídica e Compliance, optou por atuar na área de Recursos Humanos por acreditar no grande potencial estratégico e de mudança dessa área. Apaixonada pelo ambiente corporativo, pela área de recursos humanos e por Budapeste, ainda quer trabalhar em outros países para aprender (na prática) sobre gestão de pessoas em ambientes multiculturais. Curiosa pelo mundo, adora viajar e conhecer culturas diferentes. Cheia de planos e sonhos, espera viver boas experiências, crescer como profissional e pessoa e claro, ter muitas histórias a compartilhar.

2 Comentários

  1. Muuuuito Bom Rafaela!! Parabéns!! Mais um ótimo artigo com informações muito … mas muuuito valiosas!
    Favoritado e repassado aos amigos e familiares!

Deixe um comentário

Por favor inclua o seu comentário
Por favor escreve o seu nome aqui