Informações sobre o visto de noiva (K1) dos EUA – Parte 2

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Fonte: http://getrefe.tumblr.com/
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Informações sobre o visto de noiva (K1) dos EUA.

Esse post é uma continuação das informações sobre o visto de noiva K1 postado no mês passado. Se você ainda não leu a primeira parte, pode encontra-lá aqui. É importante ler a Parte 1 para entender esse post, ok?

A segunda etapa do processo é o preenchimento do formulário DS-160 – é o mesmo que todo mundo preenche quando vai solicitar algum tipo de visto para os Estados Unidos. É o mesmo formulário do visto de turista, estudante e por aí vai… Sendo assim, ao preencher esse formulário do visto, a noiva selecionará a categoria K1.

Em junho de 2017, recebi outro e-mail do Consulado solicitando que eu preenchesse o formulário DS-160 e agendasse minha entrevista. No e-mail, vinha o link direto do DS-160 além das instruções de como realizar o agendamento da entrevista através de um outro site e orientações para o agendamento médico e exames laboratoriais.

Eu preenchi o formulário e paguei a taxa através de cartão de crédito, pois queria que o pagamento entrasse no sistema na mesma hora, mas você também pode fazer o pagamento através de boleto bancário. Ao tentar agendar minha entrevista neste site, o sistema falava que eles não estavam prontos pra receber meu case number (este é o número do seu processo que está em andamento). Fiquei super confusa, porque eles mesmos tinham me enviado um e-mail solicitando que eu preenchesse o formulário e agendasse a entrevista.

Ao falar que não poderiam receber meu case number, apareceu uma mensagem falando “Se você recebeu uma mensagem falando que seu case number não pode ser recebido mande um e-mail para……….”. Havia um link direto para o e-mail que eu deveria responder e instruções sobre quais informações deveria enviar. Eles falavam para não mandar vários e-mails, pois isso poderia atrasar a resposta.

Esperei por 2 semanas uma resposta e nada! Resolvi ligar para o número de contato que aparecia no site do agendamento e me informaram que esse tipo de situação ocorria às vezes e era um erro de sistema. Não poderiam consertar por telefone, mas se eu tinha mandado e-mail, certamente corrigiriam o problema.

Quase um mês depois resolvi tentar agendar novamente minha entrevista, mesmo sem ter recebido uma resposta deles quanto ao meu case number. Tentei e foi! Então, se aparecer alguma mensagem desse tipo, mande um e-mail para eles, mas não espere uma resposta pois provavelmente vão consertar o problema e não vão te informar. Tente realizar um agendamento novamente e se não conseguir, ligue para Central de Contato indicada no site do agendamento.

Depois de agendar a entrevista, você deve ligar para o médico da sua cidade que é vinculado ao Consulado para agendar sua consulta. Ao agendar a consulta com o médico, vão te passar informações sobre os laboratórios e exames que deverá fazer. No meu caso, eu fiz os exames três dias antes de ir à consulta médica. Lembrando que você deverá levar os exames e laudo médico para entrevista no Consulado, por isso, ao agendar sua entrevista pense que precisará de uns dias para realizar os exames e consulta. Quando eu fiz, indicaram o prazo de uma semana para realizar os exames médicos e a consulta em si.

No dia da sua entrevista você deverá levar todos os documentos referentes ao DS-160 listados na página do Consulado além do envelope com o laudo médico e exames LACRADOS. O envelope não pode ser aberto em hipótese alguma!

Quando recebi o e-mail do Consulado para agendar a entrevista, me mandaram um link com a lista de documentos que eu precisava levar. Entre os documentos, foram solicitados: cópia do passaporte atual, cópia da certidão de nascimento, relatórios da polícia federal e civil (o site da embaixada informa o link para pegar os relatórios policiais – é só solicitar pela internet mesmo, super rápido!), fotos no padrão passaporte, evidências do relacionamento, evidências financeiras, os exames médicos, uma carta de juramento, entre alguns outros que não se aplicavam ao meu caso, mas que podem ser visualizados no site da Embaixada.

Minha experiência com a entrevista foi muito tranquila, mil vezes mais fácil do que eu esperava. A pior parte foi esperar até ser chamada, pois você chega lá e passa por várias etapas de verificação de documentos até realmente ser entrevistada. Enquanto esperava, ainda fiz uma amiga e ficamos distraindo uma a outra para aliviar o nervosismo. Ela foi a primeira do dia a ser chamada e aprovada! Eu fui a segunda e também fui aprovada!

Escolhi a opção de buscar o passaporte no Centro de Atendimento de Visto do Rio de Janeiro, pois os Correios no Rio estão sempre em greve e o serviço é uma bela porcaria! Preferi não arriscar e buscar pessoalmente mesmo. Em três dias, recebi o e-mail falando que podia agendar o horário da retirada do passaporte. Eles me entregaram um envelope lacrado juntamente com meu passaporte e esse envelope também não podia ser aberto de nenhuma maneira. Ele deve ser entregue ao oficial de imigração quando você chega nos EUA.

De modo geral, o que posso dizer é que o processo do visto K1 é longo e estressante, mas no final das contas é o modo mais correto e seguro de imigrar através do casamento caso você ainda esteja no seu país de origem, no caso Brasil. É um processo demorado porque vão investigar a vida do peticionário e beneficiário e você precisará ter provas de que o seu relacionamento é real. Minhas dicas para quando estiver no processo são: aproveitem a família e amigos no Brasil, tente ter paciência e calma por mais que isso pareça impossível. Preencha os formulários com bastante atenção e leia atentamente as instruções!

Todos os formulários têm instruções que podem ser baixadas online e é tudo bem explicadinho, basta ter paciência para ler. É fundamental que o peticionário e beneficiário participem de modo igual durante o processo. Não é porque o noivo (a) mora nos EUA e vai preencher a petição que você não precisa se preocupar ou não prestar atenção ao que está sendo preenchido, assim como também é importante que o peticionário ajude a preencher o DS-160. Afinal, o futuro de ambos está em jogo!

Como eu falei na Parte 1 desse post, nós não contratamos um (a) advogado (a), pois meu marido teve super disponibilidade de fazer TUDO junto comigo e eu tenho inglês fluente. Mas se você não tem um nível elevado de inglês e seu noivo (a) não pode dedicar um tempo considerável ao processo, talvez seja melhor ter a orientação de um advogado sim, pois existem muitos termos específicos e o vocabulário não é dos mais simples.

Espero que esse post ajude ao menos um pouco quem esteja prestes a embarcar nessa jornada. Lembrando que absolutamente tudo que falei foi em relação ao meu processo e a minha experiência com o visto K1. No entanto, é importante lembrar que cada processo é diferente, tem seu próprio tempo e particularidades.

Aproveito para encaminhar abaixo alguns links úteis:

Consulado geral dos EUA no Rio de Janeiro;
Página principal do USCI sobre o visto de noiva com link pro download da petição I-129;
Para saber mais sobre o NVC;
Para saber sobre o status do seu processo;
Informações sobre a entrevista e lista de documentos solicitada.

Caso tenha alguma dúvida, ficarei feliz em responder!

Até o próximo post!

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Joana é carioca, formada em Relações Internacionais pela ESPM Rio e ao longo da graduação se apaixonou por Marketing Internacional. Atualmente, tem se aprimorado em fotografia e ilustração de moda. Pensa em fazer trabalhos como fotógrafa e ilustradora. Por conta de um relacionamento à distância passou dois anos entre o Brasil e os Estados Unidos. Em 2017 se casou e começou sua nova vida no meio oeste dos Estados Unidos, em Columbus – Ohio. Está sempre buscando novas experiências relacionadas à arte, fotografia e culinária. No momento usa seu Instagram pessoal @joanapcmiller e de fotos @joamiller.photography pra compartilhar essas experiências.

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