Inglaterra – Engordar ou não engordar, eis a questão

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Ano novo, vida nova! Momento em que todos nós fazemos listas, planos, promessas e… enfim, a gente realmente quer mudar, crescer, melhorar… Entre as típicas promessas de ano-novo, uma das mais comuns é emagrecer! E isso me fez lembrar de uma realidade de quase todas as pessoas que eu conheço que se mudaram para a Inglaterra: engordar ou não engordar, eis a questão!

Quando passamos por uma mudança tão grande, em geral, trazemos na bagagem uma coleção de sentimentos como ansiedade, medo, saudade, insegurança, felicidade e, muitas vezes, o efeito desses sentimentos são claramente percebidos na alimentação (na maioria das pessoas, nas quais eu me incluo, esses efeitos se traduzem em gula!). Enfim, até aí tudo normal, independente do lugar onde estejamos.

E é exatamente neste ponto que a Inglaterra traz o grande dilema do peso! Se você vacilar vai engordar, com certeza, mas se você for disciplinada, poderá cuidar da boa forma facilmente. E quem decide por qual caminho seguir somos nós mesmos, e isso não e nada fácil.

Engordar

Quando a gente chega e vai pela primeira vez ao mercado, já se espanta com tantas opções de gordices baratas. Você pode achar pacote de 2 kg de batata para fritar por menos de 1 libra, Pringles e Toblerone, por 1 libra (aqui tem uma loja chamada Poundland que é uma tentação, praticamente tudo lá custa 1 libra e, acredite, se você não quer cair em tentação é melhor passar longe da sessão de gordices dessa loja!), refrigerante de 2 litros por menos de 1 libra, chocolates Lindt, donuts, muffins, cookies, crisps, bolachas, sorvetes, enfim, a lista de alimentos super engordativos (e deliciosos) é incontável! Isso sem falar das lojas como a Iceland, que tem todos os tipos de comida pronta congelada, o que é um prato cheio para a preguiça, fora as lanchonetes fast-food com preços beeem acessíveis!

Além dessas gordices já serem tentadoras por si só, a tentação passa a ser ainda maior quando comparamos os preços daqui com os que estávamos acostumados no Brasil. Das pessoas que eu conheço que se mudaram para cá, é quase uma regra ouvir a frase: “Nossa, como isso é barato aqui, no Brasil custava xxx! Vou ter que levar!” Ou seja, comemos porque gostamos e porque tem que aproveitar a barganha! O resultado disso é um ganho de peso quase que unanime!

Adiciona-se a todos esses aspectos o clima. No inverno, a fome e a vontade de ficar quieto é grande e com todas essas facilidades fica difícil resistir!

Emagrecer

Por outro lado, para quem quer levar uma vida mais saudável, manter uma dieta limpa, também é bem mais fácil do que no Brasil. Assim como as gordices são baratas, os alimentos saudáveis também levam uma grande vantagem em relação aos preços praticados no nosso país.

Aqui dá para comprar castanhas, frutas (inclusive morango, mirtilo, lichia, framboesa, cereja, amora, etc.), óleo de coco, sal do Himalaia, folhas para saladas (já higienizadas), peixes (salmão inclusive), aspargos, enfim, todos esses alimentos que, em geral, compõem um cardápio saudável e que vemos nas fotos das refeições das musas fitness mas que, muitas vezes, acaba inviabilizando a dieta das pessoas comuns pelo preço cobrado no Brasil.

As academias

Comparando a primeira vez que morei aqui, há 10 anos, e hoje, percebo que o número de academias na minha cidade aumentou, não sei dizer se os hábitos das pessoas daqui estão mudando ou se foi só um aumento natural decorrente do crescimento da cidade. Independente do motivo (que não é minha intenção discutir), o fato é que quem quer malhar, se exercitar, também tem excelentes opções e com um preço bem justo. É só ter força de vontade (e essa não se vende em lugar nenhum, infelizmente!).

O britânico

Para falar do povo daqui, primeiro quero ressaltar que, é claro, estou falando no geral, pelas pessoas que conheço, pelas minhas observações e conversas com amigos. Este é um texto informal, sem levar em conta pesquisas e artigos científicos.

O britânico, em geral, gosta de praticidade, as sessões de congelados dos supermercados e lojas especializadas nisso (como citei o exemplo do Iceland) estão sempre bem concorridas. Os restaurantes take-away (onde você compra e leva para casa) estão sempre movimentados e é bem comum nos intervalos para o almoço no trabalho, você ver o britânico comendo só um pacotinho de crisps e um chocolate (normalmente, quando vemos alguém levando a marmita, sabemos que é estrangeiro!).

Enfim, quem quer manter a boa forma não pode se deixar contagiar muito por este estilo britânico de levar a vida!

Livre arbítrio

Um amigo brincou que morar aqui na Inglaterra é entender na pele o que significa a expressão “livre arbítrio”. É bem isso mesmo, aqui é possível escolher e bancar o estilo de vida que se quer seguir. Aí, cabe a nós decidir o caminho. Lembrando sempre que o importante é manter a saúde, o resto, a gente corre atrás!

Para terminar, de todas as promessas típicas de fim de ano, uma, para mim, é a mais importante: tentar ser feliz! Prometo que em 2017 tentarei ser feliz, fazer sempre o meu melhor e curtir a vida! Happy New Year!

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