Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    BrasileirasPeloMundo.com
    • Home
    • Sobre o BPM
      • Time do BPM
      • Autoras
      • Contato
      • Na Mídia
      • Blogs
    • Colabore
    • Custo de Vida
      • Quanto custa
      • Cheguei e agora?
      • Custo de Vida Pelo Mundo
    • Países
      • Alemanha
      • Austrália
      • Áustria
      • Canadá
      • EUA
      • Espanha
      • França
      • Inglaterra
      • Itália
      • Japão
      • Polônia
      • Portugal
      • Suécia
    • Mais
      • Dicas para viajar sozinha
      • Relacionamentos online
      • Turismo Pelo Mundo
      • Vistos
    • Intercâmbio
      • Intercâmbio pelo Mundo
    Facebook Instagram
    BrasileirasPeloMundo.com
    Home»EUA»Diferenças entre Estados Unidos e Holanda
    EUA

    Diferenças entre Estados Unidos e Holanda

    Paula Dalcin MartinsBy Paula Dalcin MartinsJanuary 22, 2018Updated:December 11, 2018No Comments6 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Fonte: acervo pessoal
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Nesta série, trago diversas comparações entre Estados Unidos e Holanda. Já abordei características gerais dos países no primeiro texto da série, patriotismo e consumismo no segundo, eutanásia e aborto no terceiro, e fiz uma quebra especial discutindo apenas doutorado. Desta vez, os temas são prisões e maconha!

    1. Prisões

    Os Estados Unidos têm uma das maiores populações carcerárias do mundo – mais de 2 milhões de pessoas presas em 2015, com uma taxa de encarceramento de 666 pessoas a cada 100.000 habitantes naquele ano (a título de comparação: no Brasil, 318 por 100.000 em 2017). De fato, a taxa de encarceramento dos Estados Unidos é a maior do mundo, e, apesar de ter 4.4% da população mundial, os EUA têm 22% da população mundial de presos.

    Já a Holanda lida com a falta de presos. Com um terço das celas desocupadas, a Holanda tem alugado prisões para Noruega e Bélgica e transformado prisões em abrigos para refugiados. A população carcerária era 11.603 pessoas em 2014, com uma taxa de encarceramento de 59 a cada 100.000 pessoas em 2016.

    Por que os EUA tem a maior taxa de encarceramento do mundo enquanto a Holanda tem umas das menores?

    Valerie Jarrett, enquanto conselheira do então presidente dos EUA, Barack Obama, em 2016, responde a esta pergunta em relação aos EUA:

    “Existe um série de razões, desde a falta de investimento em escolas e de oportunidades econômicas, leis draconianas* sobre drogas e políticas de fiança que criminalizam a pobreza, a serviços inadequados de reinserção e discriminação contra ex-presidiários na contratação, para dizer algumas poucas.”

    (*O termo “leis draconianas” se refere a punições extremamente severas para a posse ou venda de pequenas quantidades de drogas.)

    Por outro lado, a Holanda se destaca em áreas que impactam positivamente índices de criminalidade. Por exemplo, este capítulo argumenta que os efeitos psicossociais da pobreza, tais como ansiedade crônica, insegurança e inabilidade de influenciar as coisas que dão errado, aumentam a probabilidade de as pessoas cometerem crimes. Também este estudo conclui que baixos salários e desemprego levam à maior criminalidade.

    Leia também: Tudo que você precisa saber para morar na Holanda

    Na Holanda, 2.5 de 17 milhões de pessoas estavam na pobreza em 2014 – contudo, a pessoa pobre na Holanda recebe diversos auxílios do governo, de forma que poucos passam fome ou não tem uma casa para morar.

    Além de o salário mínimo ser cerca de 1500 euros por mês para pessoas com mais de 23 anos, a Holanda tem intenção de implementar um salário básico universal, em que cada pessoa ganharia uma quantia mensal do governo não relacionada a trabalho. Atualmente, o governo está fazendo um experimento na cidade de Utrecht e algumas cidadezinhas nos arredores para ver como as pessoas lidariam com este dinheiro.

    Estudos (como este, este e este) também concluem que, quanto mais educação a população tem, menor é a criminalidade. Neste quesito, em 2016, a Holanda obteve o quinto lugar entre os melhores sistemas de educação do mundo de acordo com o Fórum Econômico Global.

    Outro ponto é que a Holanda tem políticas de não penalização de usuários de drogas – ao invés de prendê-los, presta-se assistência de saúde a estas pessoas. E aqui já estamos entrando no próximo assunto!

    1. Maconha

    Punições brandas e legalização de drogas impactam positivamente sistemas prisionais. Isso fica claro ao se analisar dados de estados que legalizaram a maconha nos EUA – por exemplo, no Colorado, o número de prisões relacionada à maconha caiu 95% com a legalização.

    Interessantemente, este aparenta ser um dos poucos efeitos da legalização da maconha nos estados dos EUA que o fizeram. Esta análise concluiu que a legalização não afetou o número de usuários, índice de crimes, número de acidentes de trânsito, suspensão de estudantes na escola, e performance estudantil em testes padronizados.

    A grande mudança foi o que o estado do Colorado passou a arrecadar com os impostos sob o uso recreativo de maconha. Em 2015, foram 135 milhões de dólares, dos quais 35 milhões foram alocados para a construção de escolas.

    Na Holanda, a maconha é tolerada – ou seja, não é legalizada, mas descriminalizada. Uma pessoa que seja encontrada com até 5 gramas ou 5 plantas de maconha não será penalizada.

    Políticas de não punição como as da Holanda tem forte embasamento científico. Por exemplo, este estudo concluiu que prisões relacionadas à maconha nos EUA entre 1994 e 2001 foram associadas ao aumento em homicídios, invasão de propriedade, roubos de veículos, furtos e subsequente aumento em prisões relacionadas a drogas pesadas (como cocaína, heroína, opioides, etc.). Além disso, este concluiu que criminalizar a maconha não diminui o seu uso, assim como descriminalizar não aumenta seu consumo.

    Mas como não punir se a maconha é uma droga considerada “porta de entrada” para outras drogas mais pesadas?

    Na verdade, a ciência ainda não chegou a uma conclusão. O debate não é sobre os possíveis efeitos negativos da maconha, especialmente em crianças e adolescente, conforme revisa este artigo. O debate é outro: será que o uso recreativo de maconha realmente leva ao uso de drogas mais pesadas?

    O próprio Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA reconhece que, enquanto alguns estudos trazem evidência de que esta hipótese possa ser verdadeira, a maioria das pessoas que usam maconha não passa a usar drogas mais pesadas. Além disso, eles acrescentam que álcool e nicotina também são tipicamente usados antes de drogas mais pesadas.

    Finalmente, eles notam que o ambiente social também pode levar as pessoas ao abuso de drogas, e que uma explicação alternativa à hipótese da porta de entrada pode ser que pessoas mais vulneráveis ao uso de drogas começam com as que são mais fáceis de se conseguir – como álcool, tabaco e maconha. Eles terminam seu posicionamento afirmando que mais estudos são necessários, como todo bom estudo científico.

    De fato, estes estudos concluíram que fatores que pesam muito no uso de drogas são a pobreza e relações sociais precárias – especialmente relações com pessoas que usam drogas pesadas.

    Interessantemente, enquanto alguns estudos também não encontraram evidência de que a hipótese da porta de entrada seja verdadeira, outros encontraram que o álcool seria a verdadeira porta de entrada. E, curiosamente, este encontrou que o uso de maconha pode reduzir o abuso de drogas prescritas em certas populações de pacientes.

    Portanto, não é de se surpreender que esta hipótese seja bastante criticada. John Kleinig, professor emérito de filosofia no departamento de justiça criminal da Universidade da Cidade de Nova Iorque, escreve o seguinte trecho: “(…) não são as drogas em si que são portas de entrada – ou, pelo menos, as únicas portas -, mas péssimos pais, a vizinhança errada, a necessidade de pertencer a um grupo, a falta de autoestima, o que for que torne atrativo (…) o que é uma dependência autodestrutiva.”

    Para finalizar o texto, não posso deixar de dizer que estas questões são bem mais complexas do que eu poderia representar em um texto curto como este. Pesquisadores ainda não desvendaram o porquê de crimes estarem diminuindo em países desenvolvidos nas últimas décadas – inclusive na Holanda. E há muita pesquisa rolando sobre a maconha – inclusive sobre seu uso medicinal e efeitos na saúde humana. Que venham mais estudos!

    [wpv-view name="authors-articles-view"]
    densidade demográfica EUA holanda imigração patriotismo sistema de saúde transporte público
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Paula Dalcin Martins
    • Website

    Gaúcha de Cruz Alta, ativista vegana e feminista, Paula é bacharel em biomedicina, mestre em microbiologia (ambos pela UFRGS) e doutora em microbiologia pela Ohio State University, nos Estados Unidos. Em setembro de 2018, Paula iniciou seu trabalho como pesquisadora (postdoc) na Radboud University Nijmegen, Holanda. Paula se desligou do BPM em fevereiro de 2019, mas deixou diversos textos sobre como fazer pós-graduação e pós-doutorado no exterior, diversas perguntas comuns respondidas nos comentários de seus textos e todos seus materiais de inscrição para o doutorado (https://www.dropbox.com/sh/0qt77pqrl588y1n/AAAKaISuR1RE5lj8yYCPCXS9a?dl=0).

    Related Posts

    Novas gírias e expressōes faladas nos Estados Unidos

    March 1, 2023

    Moradia e pandemia: obstáculos e oportunidades

    August 23, 2021

    O meu sucesso não é o mesmo que o seu!

    August 20, 2021
    Leave A Reply Cancel Reply

    This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

    • Facebook
    • Instagram
    A Mulher na Sociedade Pelo Mundo

    Silverlocks: um novo espaço para mulheres maduras no Brasil e no exterior

    By Ann MoellerJuly 4, 20260

    Há projetos que nascem de estratégia. Outros nascem de necessidade. E alguns nascem dos dois.…

    Dia de Finados na Polônia

    October 28, 2024

    Novas gírias e expressōes faladas nos Estados Unidos

    March 1, 2023

    Terremoto na Turquia

    February 10, 2023
    Categorias populares

    Green Card e Residência permanente após o casamento

    April 26, 2015

    Como morar legalmente na Espanha

    August 7, 2015

    Como estudar no Ensino Superior em Portugal

    August 14, 2014

    Como é morar em Santiago no Chile

    June 28, 2014

    Validação do diploma brasileiro nos EUA

    May 20, 2016

    Cinco razões para não morar na Dinamarca

    April 19, 2015

    Passo-a-passo para fazer mestrado ou doutorado com tudo pago nos EUA

    March 2, 2016

    É brasileiro e reside no exterior? A Receita Federal ainda lembra de você!

    February 9, 2017
    BrasileirasPeloMundo.com
    Facebook Instagram
    • Sobre o BPM
    • Autoras
    • Na Mídia
    • Anuncie
    • Contato
    • Aviso Legal
    • Política de privacidade
    • Links
    • Política de Cookies
    • Termos e Condições
    • Não vender nem compartilhar minhas informações
    © 2012-2026 BrasileirasPeloMundo.com

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Manage Consent
    To provide the best experiences, we use technologies like cookies to store and/or access device information. Consenting to these technologies will allow us to process data such as browsing behavior or unique IDs on this site. Not consenting or withdrawing consent, may adversely affect certain features and functions.
    Functional Always active
    The technical storage or access is strictly necessary for the legitimate purpose of enabling the use of a specific service explicitly requested by the subscriber or user, or for the sole purpose of carrying out the transmission of a communication over an electronic communications network.
    Preferences
    The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
    Statistics
    The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
    Marketing
    The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
    • Manage options
    • Manage services
    • Manage {vendor_count} vendors
    • Read more about these purposes
    View preferences
    • {title}
    • {title}
    • {title}