Processo inicial para fazer Doutorado em Nutrição no Porto

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acervo pessoal
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Processo inicial para fazer Doutorado em Nutrição no Porto, em Portugal.

Meu sonho sempre foi estudar fora e, para quem tem essa intenção, pesquisar e
se organizar é fundamental. Em abril de 2017, em uma dessas pesquisas, descobri que
havia o curso “Nutrição, Saúde Pública, Consumo e Comunicação”, na Universidade do Porto. Com duração de quase três semanas, o curso aconteceria entre os meses de janeiro e fevereiro de 2018. Pensei: por que não? Respirei fundo e me joguei!

O processo e os custos

Quem faz a intermediação com a Universidade é a Verakis, uma fundação
francesa dirigida por uma brasileira. Entrei em contato por e-mail e recebi todas as
informações. Para fazer a inscrição, além dos documentos normalmente exigidos,
precisei enviar o currículo também. O valor do curso de 1.600 euros podia ser
parcelado em nove vezes. O pagamento era realizado pelo Transferwise.

Com a documentação enviada e a primeira parcela paga, comecei a pesquisar
locais para me hospedar, quanto gastaria para me manter por lá no período, custo de
passagens aéreas, etc.

Acomodação

Por uma sorte do destino (sorte número um), havia mais cinco meninas que também
fariam o curso e estavam dispostas a dividir um apartamento indicado pela Verakis. O apartamento tinha quatro quartos (dois com camas de solteiro e dois com camas de casal),
custava 1.000 euros e era localizado em Campanhã. O proprietário enviou algumas fotos
e fechamos negócio! O pagamento também foi realizado pelo Transferwise.

IMPORTANTE: ao procurar um local para ficar, é preciso verificar se possui
aquecimento e máquina de lavar/secar roupa. O nosso não tinha nenhum dos dois, e
nem lembramos de perguntar. Quando chegamos, estava muito frio e só havia os
aquecedores portáteis. A máquina de lavar estava quebrada e não havia secadora.
Resultado: lavávamos a roupa íntima no banho e colocávamos para secar perto do
aquecedor.

Leia também: tudo que você precisa saber para morar em Portugal

Passagem

Em julho (seis meses antes) eu comecei a saga. Vira e mexe a gente encontra
propaganda de promoção de passagem aérea, mas quando a gente precisa…cadê elas?
Tenho uma prima que trabalha em uma agência de viagens e pedi para que ela ficasse de
olho. Um dia, no trabalho, recebi um e-mail dela (sorte número 2): “SP-Paris-SP,
R$ 1 mil, topa?”. Topei. Foi o tal do bug da Air Europa. Comprei o trecho Navegantes –
SP pela Avianca e Paris – Porto pela Ibéria. No fim das contas não gastei R$ 2 mil.

Locomoção em Porto

Como a Estação Campanhã ficava perto do apartamento e o campus da Universidade era
próximo à Estação Hospital São João, optei por fazer o cartão do Metro (não esqueci o
acento não, é assim que eles chamam mesmo). O cartão se chama Andante, custa 0,60
de euro e você carrega com o valor que desejar. O valor da tarifa é de 1,20 euros e a
cada 10 “passagens” carregadas, você ganha 1. Como para mim tudo era novidade, muita
coisa eu fazia a pé para poder conhecer a região, então, gastei uns 40 euros em metrô.

Supermercado

Existe um número enorme de supermercados por lá e cada dia há uma oferta
diferente. Todos eles contam com a linha de marca própria, que, geralmente, é mais barata. Comprem sem medo, pois a qualidade é impecável!

Como eu almoçava na Universidade (3,40 euros no bandejão), minhas compras
basicamente se resumiam a: água, café solúvel, leite (saía 0,45 centavos de euro o litro),
pão, queijo, presunto, iogurte, salada e vinho. Durante minha estadia, não gastei mais do
que 30 euros no supermercado.

Custo total

Curso: 1.600 + Aluguel: 166 + Supermercado: 30 + Locomoção: 40 + Almoço:
47,60 = 1.883,60 euros + 2 mil reais de passagens

Lembrando que isso é baseado na minha experiência e no meu estilo de vida
(não ligo para marcas e não gasto desnecessariamente).

E o curso?

Cada dia tínhamos um professor e um tema diferente. Tive contato com
professores incríveis, conheci alguns programas de saúde do governo voltados para
crianças e idosos, visitei uma escola pública de ensino infantil, tive a oportunidade de
apresentar uma prévia dos meus resultados do mestrado para os alunos portugueses e
aprendi muito.

Mas o melhor de tudo vem agora (que rufem os tambores): enquanto eu
estava lá, meu mestrado seguia em andamento e minha orientadora enviou um e-mail
com um artigo recém-publicado, conduzido em uma universidade portuguesa. Quando
eu li o nome dos autores, meu coração quase parou: uma delas estava me dando aula e o
outro, me daria aula no dia seguinte.

Assim que surgiu a oportunidade, fui conversar com esta professora sobre o artigo deles e, conversa vai, conversa vem, marcamos uma reunião. Foi aí que mostrei o meu trabalho e comentei que sentia muita vontade de fazer o doutorado lá. Os dois se entreolharam e a professora me disse “pois venha fazer que já tens orientador e co-orientador!”.

Quando voltei pra casa, faltava praticamente um ano para dar início a todo o
processo. Agora faltam apenas três meses, já que a seleção ocorre entre janeiro e fevereiro de 2019. A cada mês, vou contar para vocês como anda o processo.

Até a próxima!

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