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5 dicas para cursar pós-graduação em Portugal

5 dicas para cursar pós-graduação em Portugal.

Decidir estudar fora do país é um sonho para muitas brasileiras. Para umas, uma oportunidade de acrescentar um conhecimento no currículo e voltar para o Brasil com uma bagagem a mais. Para outras, uma chance de entrar legalmente em um país estrangeiro, viver sua cultura e dependendo da adaptação, estender a experiência e não ter pressa de voltar.

Não é só de maravilhas que se faz uma viagem a estudo. Logicamente, pensar positivo e encarar as dificuldades com bom humor ajuda, e muito. Mas o planejamento e a busca de informações corretas facilitam muito, também.

No meu caso, a escolha por Portugal foi pelo interesse na cidadania portuguesa e pela facilidade com o idioma. A cidadania portuguesa pode ser falada em outro texto, pois ainda não passei por todos os trâmites para ser dividido com propriedade. Sobre a língua portuguesa, muitos comentam sobre a dificuldade em acompanhar a rapidez que o português fala, também sobre algumas palavras que não são utilizadas por nós, brasileiras, ou ainda nem sequer existem em nosso vocabulário. Sinceramente, isso dependerá muito do interlocutor. No primeiro dia na cidade de Lisboa, “tomei” um táxi e não consegui ter um diálogo de um minuto com o taxista. Naquele momento, pensei o quanto seria difícil entender uma aula inteira na universidade. Mas assim como no Brasil, há pessoas que falam mais rápido, são apegadas a mais gírias que outras, têm entonações diferentes; enfim, não me apegaria a isso no primeiro momento.

O que gostaria de ter tido mais informações antes de pisar em solo lusitano é sobre documentações que facilitam a vida no exterior e perfil dos cursos, já que meu objetivo é acrescentar conhecimento no meu currículo e retornar ao meu país de origem. Abaixo, vou dividir algumas dicas.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar em Portugal

Dica 1: informe-se sobre o perfil dos cursos

É muito comum, em Portugal, graduandos complementarem sua formação com pós-graduações, cursos de verão ou até mestrados. O que dá para perceber é que os cursos de graduação, comparados aos nossos no Brasil, não são tão profundos em alguns assuntos, práticos e amplos. Nada contra o ensino português, aliás talvez para um jovem entre 17 e 18 anos seja até mais interessante o curso de graduação não ser tão específico, pois ao longo da sua formação ele pode ir guiando seus interesses e se especializando em habilidades que nem sabia sobre si mesmo. No entanto, o que quero dizer, você pode chegar em Portugal ansiosa para se especializar em determinado assunto, e ao iniciar o curso se deparar com algo que já aprendeu na graduação. Tive vários relatos de amigos próximos que chegaram a “trancar” o curso, pois o nível de discussão entre os colegas de sala era muito primário. É muito decepcionante você investir em euro em um curso que pode mudar sua vida e de repente se deparar com algo que já sabia.

Dica 2: atente-se aos prazos e burocracias para inscrições

O ano letivo português inicia-se em setembro. No entanto, alguns cursos têm início em outro período. No meu caso, a pós-graduação começou em fevereiro, ou seja, fique atento aos prazos da escola ou universidade que escolher. Cada escola possui sua burocracia no momento da matrícula, podendo variar muito a política entre elas. De modo geral, para pós-graduações, é necessário o diploma da graduação, currículo, portfólio para quem tiver, cópia do passaporte, e um resumo sobre suas intenções, objetivos e planos na aplicação do conhecimento adquirido. Além disso, sempre há uma “propina” para inscrições, o que pode variar de escola a escola. Este foi o processo pelo qual passei ao candidatar-me para o programa de pós-graduação da Universidade de Lisboa. Para algumas escolas é obrigatório o apostilamento de haia para documentos brasileiros, como o diploma de graduação. Fique atenta!

Dica 3: carta convite da universidade para o visto

Esta se não for a dica mais importante, merece a máxima atenção. A carta convite da escola ou universidade é um documento necessário para efetivar o visto de estudante no consulado português no Brasil. Uma vez aprovada na seleção para o curso no qual escolheu, a escola deve enviar esta carta, exigida pelo consulado na aprovação do visto de estudante. A questão é que muitas escolas em Portugal têm tardado e até dificultado o envio desta carta, pois infelizmente muitos brasileiros têm se inscrito em cursos, recebido a carta para aprovação do visto, mas não têm comparecido às aulas. O que para as escolas é um grande transtorno, pois fecham turmas e tiram a oportunidade de outros cursarem, e se deparam com salas vazias ao longo de um semestre inteiro. Como saída para esta situação, muitas escolas estão pedindo adiantamento de mensalidades.

Sendo assim, fique atento e questione a escola sobre a carta o mais breve possível, pois o atraso no envio da mesma pode tardar toda sua viagem.

Dica 4: tempo de curso e pagamento de propinas

Os programas de pós-graduação em Portugal são mais curtos que no Brasil. No geral, no Brasil estendem-se por 2 anos e os preços variam de acordo com a escola e curso. Em Portugal, em minhas pesquisas por um curso ideal, priorizei universidades como Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa e Universidade do Porto. Tendo como base estas universidades, os cursos de pós-graduação têm duração de dois semestres, independente do início das aulas. Mas há casos de cursos de pós-graduação de 4 meses, como a faculdade particular Lusófona, em Lisboa. Ou seja, para se programar em relação às mensalidades (propinas) terá que analisar o quanto quer investir e quanto tempo quer morar no exterior. Encontrei cursos com programas de dois semestres por 1000 euros até 2500 euros no valor total. Como possibilidade, as escolas parcelam as propinas de acordo com a extensão dos cursos. Mas que fique claro, isto depende muito da área de atuação do curso.

Dica 5: NIF (número de identificação fiscal)

Esta é uma informação que você precisa ter força de vontade para encontrar uma resposta precisa e verdadeira. Esta dica pode ser detalhada em um post completo em outro momento, mas por hora vou apenas adiantar que é possível obter o NIF como estudante em Portugal. Antes mesmo de sair do Brasil corra atrás de informações de como e onde tirar seu NIF (número de contribuinte, é tipo um CPF brasileiro). O NIF é o número de identificação fiscal que será necessário para você abrir uma conta bancária, que pode a princípio não ser tão importante, mas, por exemplo, não conseguirá se matricular em uma academia de ginástica, se tiver interesse, pois a maioria pede o número do IBAN (seu registro bancário). Se tiver interesse em trabalhar também precisará do NIF. Conclusão que tive antes de completar um mês em Lisboa: tire seu NIF. O problema é que os sites dos órgãos públicos portugueses não são claros nas informações e a primeira pessoa para quem perguntei sobre o NIF a resposta foi: se não é cidadão português, não deve ter NIF. Por isso, quero ser bem enfática quanto à possibilidade de se ter este registro. Como é um registro fiscal, o NIF é pedido em autoridades aduaneiras e tributárias. Procure o estabelecimento mais próximo da sua localidade.

Espero que as dicas acima ajudem você a ter uma experiência tranquila e sem dores de cabeça. No mais, curta cada oportunidade que aparecer!

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