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Universidade de St Andrews na Escócia

Fundada entre 1410 e 1413 pelo Antipapa Bento XIII, a universidade de St Andrews e mais antiga da Escócia já teve alunos importantes como o Príncipe William e a Princesa Kate, John Napier, o descobridor dos logaritmos, e 6 ganhadores do Prêmio Nobel.

Considerada a melhor universidade da Escócia e a terceira melhor do Reino Unido, ela não tem um campus próprio e é integrada na pequena cidade de St Andrews que conta com 16,800 pessoas sendo que 13,284 delas estudam ou trabalham na universidade. Além da universidade, a cidade de St Andrews tem 7 campos de golfe, incluindo o primeiro do mundo e assim, todos os anos, abriga milhares de turistas e celebridades no seu famoso campeonato de golfe, The Open.

A Universidade de St Andrews orgulha-se em cultivar tradições antigas, dignas de uma universidade medieval. Pela cidade, estão espelhadas diversas marcações de pedras aonde mártires protestantes foram queimados vivos.

A mais famosa dessas marcações são as iniciais ‘PH’ escritas no chão no centro da cidade que marcam onde Patrick Hamilton foi queimado em 1528. Reza a lenda que se você pisar no ‘PH’ será amaldiçoado e não completará sua graduação. Para acabar com a maldição os estudantes tem que participar do May Dip, um evento realizado todos os anos em maio em que se pula, ao nascer do sol, no Mar do Norte (sim, a cidade tem praias mas no frio Escocês não é recomendado tomar sol ou pegar ondas).

Outra tradição bem presente na universidade é a chamada ‘família acadêmica’ que começa logo no primeiro dia de aula quando alunos do terceiro ano podem “adotar” calouros como seus filhos acadêmicos. Isso é em preparação para o Raisin Weekend. Raisin significa uva-passa em inglês e antigamente estudantes iam para a universidade levando aveia e sal que iriam durar ate o final do semestre. Se os alunos levassem comidas que iam alem dessas duas, era considerado um luxo pelos demais estudantes e assim surgiu a tradição de agradecer os seus “pais acadêmicos”, que agem como mentores para os estudantes, com sacos de uvas-passas. Em troca os “pais acadêmicos” iniciam os estudantes para o semestre letivo com varias celebrações que hoje em dia viraram o Raisin Weekend: um fim de semana de muitas festas que termina com uma grande batalha de espuma entre os calouros.

Em setembro vou começar meu segundo ano do curso de “Financial Economics”, uma das mais de 900 combinações de cursos disponíveis na universidade (lá se pode cursar dois  currículos ao mesmo tempo e fazer combinações por exemplo se formar em Economia e Matemática). Os cursos mais populares e considerados os melhores incluem Relações Internacionais, Astrofísica, Medicina, Economia e Inglês.

Ao contrário das outras universidades, a Universidade de St Andrews adota medidas bem diferentes do resto no Reino Unido com respeito ao formato do curso porque ela nos proporciona flexibilidade de escolha, fazendo com que alunos possam trocar de curso até o final do segundo ano se quiserem (isso é basicamente impossível no restante das universidades do Reino Unido, nas quais se tem que parar o curso completamente e reaplicar para outro, não podendo reaproveitar matérias).

Funciona assim: o curso dura 4 anos e é divido em “sub-honors” e “honors”. “Sub-honors” são os primeiros dois anos durante os quais os estudantes pegam matérias obrigatórias para o curso e para completar os créditos devem pegar matérias de cursos aleatórios que os interessem. Por exemplo, estou estudando Economia mas planejo fazer um semestre de uma matéria em Ciência da Computação semestre que vem. Chegando no terceiro ano, os alunos entram para os “honors” que não permite mais que se possam pegar matérias de outros cursos mas a universidade da um leque de opções de matérias no seu curso sendo que nenhuma é obrigatória, você pode escolher qualquer uma desde que complete seus créditos. Essas costumam ser matérias bem mais especificas e voltadas para áreas diferentes do curso. No final, há uma dissertação que os alunos devem completar para se formarem.

A Universidade de St Andrews, apesar de pequena, surpreende aqueles que a visitam. A cidade esbanja charme e uma energia típica de cidade universitária que se multiplica por mil lá, ja que a cidade é praticamente toda voltada a universidade. O contraste entre o novo e o antigo é visto nas poucas ruas da cidadezinha com o nome do santo padroeiro escocês.

Prédios modernos como a nova biblioteca em meio a ruínas e pequenos castelos que agem como sala de aula ou dormitórios com vistas do lindo Mar do Norte. Pequenos pubs, restaurantes, lojas e cafés todos com um pouquinho de história e tradição além de marcas mais conhecidas (como Starbucks, H&M, Bobbi Brown) estão todas disponíveis aos estudantes da Universidade de St Andrews.

E tudo se completa com o carisma Escocês e as outras diversas nacionalidades que aproveitam desse cantinho tão bonito da Europa.

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1 comentário

Renata Dezembro 13, 2017 at 12:38 am

Como você se inscreve para a faculdade? Para estudantes da união é diferente? É possivel estudar e trabalhar?

Nossa quanta pergunta… Tenho cidadania polaca e estou indo para a Inglaterra ano que vem e meu objetivo é estudar e por conta de um outro artigo seu aqui no BPM estou cogitando a escocia (Outlander também ajudou hehe)

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