Áustria – A indústria das festas infantis

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O título do texto é uma “pegadinha”, porque aqui na Áustria essa indústria não existe e não se cria.

Tenho plena consciência de que as festinhas como ocorrem no Brasil, são, na grande maioria, fruto de todo um sistema de comércio e de mídia que dirige os pais, e, principalmente, as crianças a agirem de forma igual, em série, inclusive sob pena de o pequeno que não fizer sua festinha, conforme a regra-padrão, ser considerado um excluído, um “sem-festa”, pelos demais amiguinhos, além de a família ser tachada de vários rótulos injustos e, muitas vezes, cruéis.

Por isso, através desse artigo proponho apenas reflexão. Não se trata de julgar qual jeito é o melhor, mas de apresentar novas realidades.

Muito bem, mas como se faz, então, uma festinha de aniversário de criança na terra de Mozart? Em casa, apenas com a família e os amiguinhos mais chegados e, geralmente, em momentos separados: família primeiro; amiguinhos, depois. E o número desses amiguinhos fica em torno de, no máximo, 6, 7 crianças. Esquisito, né? Parece, mas não é!

Primeiro aninho em família
Primeiro aninho em família

O país, enquanto sociedade de consumo, é bastante consequente. A população, no seu geral, gasta dentro da sua capacidade de orçamento. É simples assim! Há quem se encrenque com dinheiro, sem dúvida, mas a massa de superendividados é bem inferior ao que eu estava habituada a trabalhar como advogada de bancas de cobrança no Brasil. Perfil e motivo de consumo, aqui, são totalmente outros e atrevo-me a dizer que, em 95% dos casos, dentre as pessoas que conheço, os gastos são sempre planejados e feitos de forma muito consciente!

Ah tá, e o que isso tem a ver com as festinhas de aniversário dos pequenos? Tudo!

A primeira medida que se toma ao organizar uma festinha infantil, é lançar os convites, e determinar uma data – uma ou duas semanas antes da festinha – para que se confirme a presença e, se irão, além do pequeno convidado, também pai e mãe ou só pai, ou só mãe. Como o povo é muito compromissado, as pessoas confirmam na data certa e, se não podem comparecer, também o referem na data estipulada. É considerado muita falta de educação não confirmar e aparecer no dia com cara de “cheguei com meu pequeno. Tudo bem?” Ninguém faz isso aqui! Outra coisa que nem passa pela cabeça dos nativos é confirmar 2 pessoas e chegarem 4 no dia da festa.

A partir do número de confirmados, então, é que você vai fazer suas compras para elaborar os comes e bebes, ou encomendá-los. E, como aqui a filosofia do “faça você mesmo” é muito praticada, muitas das coisas servidas nas festinhas são feitas pela mãe ou pelo pai do(a) aniversariante com a ajuda dele(a) inclusive. Mães e pais de todas as classes sociais põem a mão na massa sem constrangimento.

Esse é um outro ponto interessante: quando os amiguinhos chegam, uma das grandes felicidades do pequeno anfitrião é contar  – quando já tem idade suficiente para isso – que ajudou a mamãe ou o papai a fazer o bolo, ou os docinhos que estão sendo servidos. Isso é extremamente valorizado por todos e incentivado para que assim continue.

Então, não há festas como no Brasil? Com aluguel de espaço, buffet, aluguel de parquinho e recreacionistas e, possivelmente, mais de cinquenta pessoas convidadas? Não! Isso não existe. E, se porventura existisse, a pessoa que assim o fizesse, correria o risco de ser tachada de esnobe, pois para eles, o que importa é, exclusivamente, a criança. Então, o que faz sentido para os nativos é: família e círculo mais íntimo da criança. Tudo o que vier além disso, aos olhos da cultura local de festas infantis, é visto como ostentação, coisa que não é bem tolerada pela sociedade austríaca.

1 aninho só com amiguinhos
1 aninho só com amiguinhos

Aluguel de espaço até existe, mas você sempre vai precisar levar alguma coisa ou se adequar ao que o menu oferece como combinação (cachorro quente+biscoitos+suco+bolo; ou batata frita+sonhos+suco+bolo; só bolo+ suco e você leva o resto, enfim), além do que, há locais em que mais de um aniversário é celebrado ao mesmo tempo, portanto você terá, obrigatoriamente, de limitar o número dos seus convidados em razão do espaço físico.

Há também alternativas muito legais e diferentes para se comemorar o aniversário de seu pequeno: alguns museus, palácios, zoológicos e transportes públicos oferecem pacotes de visitação, passeio e festinha. Por exemplo: meu pequeno é desesperado por andar em bonde. Muito bem, há um bonde exclusivo para aniversário. Você contrata e, enquanto ele faz o percurso pela cidade, as crianças se divertem dentro dele e se esbaldam com bolo e guloseimas incluídos no preço. Nos museus, é igual: você convida os amiguinhos do seu filho, eles passam um período visitando o museu ou palácio e, ao final, há um espaço aguardando o parabéns e comes e bebes.

Faço parte de grupos virtuais de mães brasileiras que – assim como eu – estão criando seus filhos fora do Brasil e, volta ou outra, há lamentos e críticas ao país onde estão morando, porque as festas de crianças não são iguais às brasileiras ou porque convidaram a turma inteira do Jardim de Infância, além de todos os vizinhos e só vieram poucas pessoas. Sim, mas a questão é que somente no Brasil funciona desse jeito! Fora dele, é apenas a família e os amiguinhos próximos. E posso garantir, por experiência própria, que a diversão é garantidíssima. As crianças aproveitam e muito! E aquele pensamento que nós, brasileiros, temos de que o coleguinha do Jardim que não foi convidado ficará chateado, só se aplica a nós, brasileiros. O software austríaco tem somente a opção “amiguinhos mais chegados” instalada no cérebro das crianças. Elas sabem que é assim que funciona e não se importam se não forem chamadas para a festinha de um coleguinha com quem nunca brincam no dia-a-dia.

3 aninhos
3 aninhos só com amiguinhos

Aqui, a TV estatal veicula pouquíssimos comerciais e, fora uma ou outra propaganda de alimento infantil, pode-se dizer que inexistem peças publicitárias, sobretudo voltadas ao público mirim. Aquele apelo desenfreado de “compre o chinelo da princesa fulana, compre o carrinho do homenzinho sei-lá-quem; compre um pacote de salsichas e ganhe uma capa do super-herói cicrano; adquira um celular e ganhe de brinde uma espaçonave para seu filho”, inexiste!

Como as crianças não são ensinadas e, muito menos, estimuladas a consumir supérfluos, vez que não há sobre elas o avanço da mídia, os pais quase não sofrem pressão de consumo e conseguem, portanto, controlar com mais tranquilidade as vontades dos seus pimpolhos. Há algum tempo ouvi uma frase que serve muito bem para a realidade daqui: “as crianças são criadas para consumir cultura e guardar dinheiro”!

Por isso, afirmo lá no início que indústria de festa infantil, aqui, não existe e nem se cria: a cultura local não permite que se crie um nicho de mercado!

Quando meu pequeno fez aniversário, já no Jardim de Infância, perguntei a professora o que poderia levar para a comemoração com os coleguinhas. A resposta foi de uma singeleza que me encantou: “se a senhora quiser trazer alguma coisa, pode trazer frutas para o lanche. As crianças apreciam bastante”. E assim eu fiz, comprei um cesto de frutas variadas e, ao final do período, recebi o agradecimento da “profe”, dizendo que eles haviam, de fato, se esbaldado com a gentileza.

Que lição eu tiro dessa experiência toda, então? Que família, amigos próximos, não muito dinheiro, simplicidade e envolvimento da criança na produção da sua festinha, transformam a comemoração em algo, de verdade, muito especial para o(a) pequeno(a) aniversariante! E, poder ver a felicidade dele(a) numa situação dessas, isso sim, não tem preço!

54 Comentários

  1. Adorei a leitura! e voce é uma boa escrivinhadora diga-se de passagem . Acho bom viver esse tipo de experiencia e repassar adiante sim! quando passamos à viver fora do Brasil nos damos conta o quanto somos consumistas, e o quando é enriquecedor viver em outra cultura e poder mesclar o melhor de cada uma. Aprendi MUITO com experiencias similares… esse blog se supera, Parabens !

    • Olá, Tuca.

      Fico muito feliz que tenha gostado do artigo e agradeço o elogio!

      Sim, acho importante poder compartilhar muitas das experiências que tenho tido, pois nada mais são do que novas janelas de realidade abertas a quem gostar/quiser conhecer.

      Morando fora, a gente precisa se virar dentro da nova realidade, mas aprende muito, com certeza!

      Muito obrigada novamente e até o próximo artigo!

      Abraço.

  2. Parabéns!! Descobri que devo ser austriaca de outra vida, acho um saco as grandes comemoraçoes e todo envolvimento em temas decorativos.

    Bjs, em tempo também gaúcha, advogada e mãe de 1 menino, prestes a fazer 7 anos e que por “sorte”, cai num domingo.

    • Bah, mas então no achamos, guriazinha!

      Compreendo esse sentimento, porque ainda quando morava no Brasil, não me sentia, igualmente à vontade com tais comemorações. Eu sou uma pessoa simples e, de verdade, gosto muito do que não é convencional; daquilo que fazemos pelo nosso esforço (eu e meu esposo, que é austríaco) e, mais importante, daquilo que traz paz e alegria pro nosso Pinguinho.

      Entendo bem o teu comentário e, quem sabe, com o Brasil tomando contato com realidades como a minha e de minhas colegas, as pessoas não modifiquem seus pensamentos, né?

      Um baita beijo prá ti e até o próximo artigo, colega!

  3. Ótimo texto, Ana! Mas não vejo só como consumismo…vejo como um exibicionismo também. Aqui no Brasil o importante é mostrar….não fazem mais as festinhas pensando no divertimento da criança, na comemoração de mais um aninho de vida, e sim, para se exibirem no Facebook, se exibirem para os amigos, vizinhos, familiares. As festinhas viram evento no Facebook e a real intenção de uma festa, que seria comemoração, acaba perdendo o sentido.

    • Oi, Cris.

      Obrigada por ler e comentar.

      Infelizmente, essa mentalidade se tornou, de fato, frequente no Brasil.

      O objetivo do artigo era justamente trazer à baila a reflexão acerca da repetição das coisas pelo simples ato de repetir, seja para exibicionismo ou outros motivos, como tu referes.

      É uma pena que as festividades estejam se distanciando do seu real sentido. Espero, sinceramente, que a simplicidade das coisas possa voltar ao quotidiano das festas infantis no Brasil.

      Grande abraço e até o próximo artigo.

  4. Oi Ana!
    Muito bacana o seu texto e as experiências! Eu estou grávida do primeiro filho e moro nos EUA. Aqui, você imagina, a cultura de consumo é ainda mais forte que no Brasil. Estou imaginando como vai ser criar um filho que não seja tão exposto aos exageros, quando a cultura não ajuda tanto. Aos olhos de muitos brasileiros, eu vivo na terra dos sonhos rsrs.
    Quais grupos você participa? Gostaria de encontrar alguns também pra compartilhar mais vivências!
    Obrigada e parabéns pelo artigo!

    • Olá, Clara.

      Obrigada pela leitura e pelo comentário.

      Parabéns pelo primeiro pimpolho(a)!

      Compreendo que o apelo nos EUA seja bastante forte sobre os pequenos e, consequentemente, sobre os pais. Esse é um detalhe que eu só percebi morando aqui: o quanto a mídia, cruel e desenfreada, influencia as crianças e, por esta via, o quanto os pais ficam meio sem saída, sobretudo no Brasil. Não quero colocar panos quentes, acho que os pais precisam saber dizer não e dar limites, mas com um ambiente tão desfavorável, aqueles que praticam o não e o limite ficam meio que exércitos de um homem só, lutando sozinhos, contra um mar de influências, que poderia ser melhor controlado pelo mercado ou pelas autoridades, enfim, no caso das propagandas abusivas, consumistas dirigidas, especificamente, a crianças.

      Te desejo toda a sorte do mundo com o nascimento e muita saúde pro herdeirinho.

      Participo dos seguintes grupos no Facebook:

      1. Mães Imigrantes;

      2. Criando Filhos Bilíngues;

      3. Mães Empreendedoras.

      Enorme abraço e até o próximo artigo!

  5. Adorei o texto Ana,tenho um filho de 3 anos,confesso que gastei 5 mil na festa de um aninho del,me arrependo até hj,mas já foi né.Ele não curtiu,teve uma crise alérgica na pele, estava muito quente o que prejudicou muito ele,mas os convidados adoraram. Quando ele fez dois aninhos fiz um bolo de caixinha e chamei 3 ou 4 primos,comemos cachorro quente e suco,enchi algumas bolas e só,meu filho adorou ,brincou e se divertiu demais,tudo feito no nosso quintal,. Fiquei com o aprendizado da primeira festinha,gastei muito á toa,para os nossos pequenos ,o valor não tem importância,mães e pais é que gostam de se exibir provando aos outros que tem condições de fazer “A festa”,em que os convidados levam mais presentes do que o próprio aniversariante.
    Um Abraço!!!

    • Oi, Sabrina!

      Muito obrigada por ler e comentar.

      É de mais pessoas como tu que talvez o nosso Brasil precise: pessoas com consciência crítica. Ok, na primeira festa fiz um pouco demais da conta e o nenê, que seria o maior interessado, não “aprovou”, por assim dizer. O que posso fazer na segunda prá não repetir o desgosto do pequeno, nem elevar o orçamento? Algo simples, autêntico, e com a felicidade de todos garantida, mas, principalmente, a do Pimpolho!
      Não recrimino quem gaste, não recrimino quem convide “milhares” prá festinha, não foi esse o ponto do artigo, mas, recrimino, sim, a mídia feroz, descontrolada sobre as crianças (que, quando já tem idade, pressionam os pais), recrimino, sim, uma sociedade que apenas repete comportamentos pelo simples fato de estarem “na moda” e sinto bastante pelas pessoas que se endividam para poderem fazer uma festa também “da moda”.
      Tu estás de parabéns! E que mais mães tenham a tua coragem de se autoavaliar e mudar!

      Enorme abraço e até o próximo artigo!

  6. Há 4 anos a festinha dos meus filjos eu faço assim, é de um prazer tao grande ter de café da manha aquele sorriso de surpresa, de emoção, de alegria, só que pra pessoas de fora agente faz isso por que a gente não tem dinheiro, fico muito triste por este pensando, por que são pessoa que não sabem o valor do amor e da alegia de uma criança!

    • Oi, Michelle!

      Obrigada pelo comentário e pela leitura.

      O importante é exatamente o que tu disseste: o sorriso, a emoção e a alegria de vocês e das crianças.

      Muitas vezes, quem critica ou desfaz, de fato, não compreende o verdadeiro significado dessas comemorações, que é estar junto em família, entre amigos próximos e sem necessidade de ostentação. É uma pena! Espero que isso um dia mude.

      No mais, continua assim, fazendo o que te dá satisfação e alegria junto dos teus pequenos e das pessoas que te são mais queridas.

      Baita abraço e até a próxima!

  7. Ana, obrigada pelo texto.
    Eu e meu noivo estamos providenciando a cidadania dele para que possamos ir para a Polônia. Sabemos que há diferenças entre os costumes de um pais para o outro (ÁustriaxPolônia), mas como queremos ter um filho fora do Brasil ou educá-lo fora de solo verde e amarelo sempre acompanho os seus posts.
    Tudo o que você relatou sobre a festa de 1 aninho do seu gatinho e toda a cultura de valorizar a família, os amigos mais próximos e a simplicidade em detrimento do consumo desenfreado e das propagandas de consumismo e alienação infantil é tudo o que queremos. Sabemos que deve ser difícil para brasileiros fora do Brasil, mas quando vemos posts como o seu que relatam costumes que vão de encontro com o nosso perfil e com o nosso anseio é reconfortante e nos dá um ânimo de planejar com mais afinco a nossa mudança.

    • Rose, alô!

      Muitíssimo obrigada por me acompanhar e, principalmente, comentar!

      A decisão de deixar o próprio país é muito séria, pois tudo da tua vida, naquele momento, fica a milhares de quilômetros que serão diminuídos pela tecnologia através de Skype e outras ferramentas. Entretanto, em terras distantes, há um mundo novíssimo de oportunidades aguardando para serem aproveitadas. E é isso que precisamos reconhecer quando chegamos em terras estrangeiras. Fiquem tranquilos que tudo dará certo.

      Fácil não é, porque os temperamentos dos povos (no caso, Áustria x Brasil) são absolutamente diferentes, mas, com uma boa dose de vontade de aprender a língua e respeitar a cultura local, se integrar e iniciar contatos com os nativos, tudo o que é barreira se desfaz. Vocês vão ver. De minha parte, o único problema que tenho não é nem mais com o inverno (minha família, em Porto Alegre, passa muito mais frio no inverno, do que eu aqui na Europa por conta de toda a infraestrutura existente), mas com o verão fraquinho, friozinho deles (rsrsrsrs), mas de resto, foram só satisfações por enquanto. E jamais fui discriminada por ser brasileira ou latino-americana. Jamais!

      E, sim, creio que não seja muito diferente na Polônia a questão da valorização da família e das coisas simples. Não conheço o país, mas tenho amiga polonesa (já radicada no Brasil há anos) que me acompanha por aqui também e comenta coisas semelhantes quando escrevo a esse respeito (família, costumes, cultura).

      Desejo toda a sorte do mundo quando da mudança! Venham de coração aberto, mas preparados para o novo.

      Enorme abraço e até o próximo artigo!

  8. Muito interessante. E você realmente se expressa encantadoramente bem. Eu morei nos EUA e vi o outro lado da moeda: o consumismo desenfreado e o descarte para reposição estimulado pela grande mídia. Voltei de lá totalmente consciente do quanto consumimos por carência, por falta de tempo para lazer (quando se compra um ipad para o filho porque nunca sobra tempo para se divertir com ele num parque), por influência e manipulação midiática e, pior, por competição (quem tem mais poder, mais dinheiro). Mudar essa cultura no nosso país exige um esforço incalculável, se é que é possível mudar…

    • Oi, Letícia!

      Eu escrevi o artigo, mas estou virando fã das minhas leitoras pelas reflexões que me estão trazendo. Assim como tu neste momento! Muito obrigada!

      Que bom que tiveste essa experiência nos EUA e pudeste traçar esse paralelo de realidades.

      Imagino o quanto deva ser, igualmente, poderosa a força da mídia nos Estados Unidos e a ânsia pelo consumo para compensar determinadas faltas. Isso é uma tentação oferecida aos pais menos avisados ou com pouquíssimo tempo para os filhos. É uma pena!

      Creio que a mudança no nosso Brasil passe pela via exclusiva da educação de qualidade e da volta da verdadeira cultura brasileira. Sem investimento nesse setor, mas investimento muitíssimo pesado, a mudança virá, mas em tempo incerto, ao sabor do vento, por assim dizer.

      Mas pessoas como tu, com essa experiência de vivência fora do país, já são um sinal para os demais. Dividir essa ótica que tu me trouxeste já auxilia, nem que apenas no teu círculo de amizades, mas já se traduz em nova realidade para essas pessoas e possibilidades de reflexão!

      Muitíssimo obrigada pelo “encantadoramente bem”. Essa também é uma felicidade para mim: saber que o público compreende o que desejo expressar!

      Enorme abraço e até o próximo artigo!

  9. Olá Ana, adorei seu texto hoje é dia 19 e acabei de arrumar a bagunça da festinha do meu filho de 4 anos, eu tenho dois filhos um de 5 que é o Rafael e o Gustavo de 4 anos, eu nunca achei certo essas festas, todas as festas dos meus filhos foram sempre simples, eu monto a mesa, meu marido frita os salgadinhos e só chamamos aqueles que são importante na vida dele, acredito que o mais importante é o amor envolvido da minha família. Acredito que estou no caminho certo, mais amor, carinho e união e menos cobiça e egoísmo. Abraços
    Juliana

    • Juliana, olá!

      Muito obrigada por ler e, principalmente, comentar!

      Virei tua fã!

      Meu artigo valoriza exatamente isso: a simplicidade das coisas e a importância das PESSOAS!

      Não é o meu objetivo substituir culturas (querer, agora, que o Brasil faça como na Áustria), até porque isso seria primeiro: ignorância e, segundo: impossível. Ambas culturas são ricas e devem ser preservadas, mas só deve permanecer o que é, de fato, cultura.

      Nada tenho contra quem gasta o que quer nas festinhas do filhos, mas tenho tudo contra quem nada tem e gasta, inclusive, esse nada porque a sociedade manda ou porque a mídia assim dirige. Isso precisa ser melhor pensado no nosso Brasil! E, desse jeito, esquece-se o que é mais importante: os bons momentos com a família e com os amigos.

      Continua assim, porque no futuro, teus dois gurizinhos vão te agradecer pelo exemplo de firmeza e autenticidade que já estás passando para eles.

      Grande abraço e até o próximo artigo!

  10. Adorei o texto!!! Estou começando a mudar meus conceitos.
    Fiz festa (de pequena a grande) pros meus pequenos e no ano passado decidi que seriam as últimas festas.
    Sexta foi aniversário do meu pequeno e como estávamos de férias fomos viajar, só nós 4. Incrível como a diversão foi intensa, o amor ficou entre nós todo o tempo e ele, além de não se lembrar se haveria ou não presente, disse que foi o melhor aniversário da vida dele, até melhor que a festa no buffet.

    Definimos em casa que agora aniversário será um dia deles, pra estarem com quem ama mesmo que seja em um piquenique no parque….

    Estou cada vez mais adepta aos valores do que coisas e estou tentando ensinar isso aos meus filhos.

    Nunca é tarde pra mudar ♥

    • Oi, Jacque!

      Eu que adorei a tua reflexão! Obrigada por ler e comentar meu artigo.

      Sim, o que importa, na verdade, são os pequenos, pois é pra o que as crianças estão sentindo que devemos prestar nossa atenção.

      Que bom que chegaste a essa conclusão! Fico muito feliz que existam pessoas como tu, que refletem e se reciclam. Isso é sinal para que muitas outras pessoas/mães/famílias façam o mesmo no nosso Brasil.

      Tu estás de parabéns e, com certeza, no caminho certo!

      Enorme abraço e até o próximo artigo!

  11. A Áustria é um dos países mais ricos em PIB per capita e com melhor IDH do mundo.
    Acho que esta informação, ja explica muita coisa !, aposto que se este indice fosse no Brasil, certamente
    tudo seria diferente.

    • Olá, Eduardo!

      Obrigada por ler e comentar.

      A Áustria é de fato um país rico e com qualidade de vida invejável. Os dados que trouxeste, não tenho de cabeça. Posso, entretanto, afirmar com certeza acerca de Viena ser eleita, por diversas vezes, a melhor cidade do mundo para se viver.

      Atrevo-me a dizer que a diferença crucial entre a Áustria e o Brasil, atualmente, é o nível de educação e cultura do povo. Os austríacos chegaram a esse patamar, porque o povo é muito esclarecido, e, com essa ferramenta, além de muito trabalho, evidentemente, vêm o progresso, a estabilidade e a qualidade de vida digna.
      Nosso Brasil pode conquistar semelhante status, sem sombra de dúvida, pois somos um país riquíssimo em recursos naturais, energia, matéria prima, um povo maravilhoso, elogiado por sua simpatia e hospitalidade, por quase todos os europeus que conheço e conheci e que visitaram o Brasil, mas precisamos melhorar nossas ferramentas de educação. Só assim, a meu ver, alavancaremos todas as nossas potencialidades ao máximo, além de termos melhor condição de controlarmos toda a classe política, que é, ao final das contas, nossa funcionária e não o contrário! Com essas condições em ordem, no meu entender, chegaremos de modo natural exatamente onde tu mencionaste: PIB per capita e IDH altos. Espero ver esse dia chegar!

      Obrigada novamente e até o próximo artigo!

  12. Parabéns Ana! Publiquei no meu face e poucas curtidas ????????????, sabes bem que a cultura da ostentação ainda é grande por aqui. Acompanho o ONG Alana que tenta regular a publicidade para o público infantil, penso que poderias contribuir com esse teu artigo lá no site. Adorei a cultura da Áustria. Como pedagoga tenho tentado trabalhar estas questões em minhas aulas , mas a cultura do consumo infantil não é nada fácil de desconstruir. Abraço.

    • Querida Tatiana!

      Muito obrigada por ler, comentar e compartilhar!

      Sim, compreendo. E o objetivo do artigo foi apenas abrir uma janela de realidade diferente prá fazer as pessoas pensarem. Sim, já li de tudo e ouvi mais um outro pouco acerca da forma como fazemos – nós, brasileiros – as festinhas infantis. De concordância com o modelo atual a críticas ao mesmo.

      E é na tua formação que está a salvação do Brasil: pela educação infantil é que tudo se inicia (tu sabes melhor que eu. Desculpe.) e é por onde se faz um planejamento de nação. Vi certa vez um documentário em que crianças brasileiras eram perguntadas acerca de Saci e outras lendas e não sabiam quem eram esses personagens, porém, quando lhes mostraram cartazes com logos de marcas de celulares, elas sabiam, exatamente, todas. Isso é bastante triste. Creio que elas pudessem saber os dois, mas quando se deixa de lado a cultura e só se foca a criança para o consumo, é momento de repensar o modelo, pois no futuro, ele vai falir.

      Obrigada pela dica sobre a ONG Alana, em realidade, ontem tomei contato com o programa deles contra consumo infantil e, navegando pela página, encontrei meu artigo lá. Alguém já nos fez esse favor. Rsrsrsr.

      Continua na tua luta, pois vai chegar o dia em que as coisas serão diferentes!

      Conta comigo!

      Grande abraço e até o próximo artigo!

  13. Ana, você é uma sortuda! Poder viver num país civilizado e equânime é um privilégio pra poucos brasileiros. Aproveite bastante!
    Infelizmente, por mais otimista que eu gostaria de ser, creio que jamais o Brasil chegará a esse nível. Eu tenho um exemplo real e muito próximo, do absurdo que chegamos em relação ao consumismo. Meu cunhado foi demitido em Maio de 2015, é casado e tem uma filha. Em junho daqueke ano, ele fez uma festa de aniversário em um buffet pra filha. Ele ficou desempregado por um ano, há um mês conseguiu emprego e, para minha total surpresa, fez outra festa para a filha em um buffet, com direito a irem de trenzinho para a festa e tudo o mais. Absurdo!!! Onde chegamos?! Como serão essas crianças?! Tenho até medo de pensar!
    Parabéns pelo artigo e sucesso com seu livro!

    • Oi, Silvana.

      Muito obrigada por ler e comentar meu artigo.

      Infelizmente, conheço casos bem semelhantes ao que trouxeste a respeito do teu cunhado.

      Nada tenho contra pessoas que gastam o que têm para o aniversário do filho, mas sinto muito pelas pessoas que desejam acompanhar uma tendência consumista, ou a própria pressão social e gastam o que não podem, ou o que não têm.

      A única diferença que vejo – e que nos separa de fato muitíssimo – entre o sistema austríaco e o brasileiro, é o elevado nível de educação do povo. Com isso, a população se torna mais crítica, menos manobrável e mais dona da sua situação. No Brasil, infelizmente, o avanço da mídia sobre uma massa ainda despreparada leva a esses descalabros que vemos corriqueiramente.

      Eu torço muito para que um dia eu possa mostrar um Brasil mais equânime, como tu referes, para meu filho.

      E, mesmo sabendo que sou uma gotinha no oceano, quem sabe trazendo minhas experiências daqui, eu não auxilie mais e mais pessoas a pensarem e até agirem diferente?

      Muito obrigada e até o próximo artigo, que já te adianto, tratará do investimento que eles fazem na infância após o nascimento (Licença Maternidade remunerada de até 3 anos, Licença Paternidade de dois meses e muito mais).

      Grande abraço!

  14. Parabéns pelo artigo!
    Também sou advogada e sou casada com um austríaco.
    Gostaria de saber se trabalha fora na Áustria.
    Obrigada.
    Sofia

    • Olá, Sofia.

      Obrigada por ler e comentar.

      Que bom que temos bastante em comum.

      Após o encerramento da Licença-Maternidade, aos dois anos do pequeno, por opção pessoal, mas também por questões de mercado (Áustria tem uma das piores taxas de desocupação entre os países da EU no momento), resolvi suspender momentaneamente a busca, acompanhar um pouco mais o crescimento do nosso pinguinho e, assim que o momento for um pouquinho mais favorável, retomo o mercado de trabalho.

      Mas sigo sempre ocupada com atividades voluntárias!

      Enorme abraço.

      E até o próximo artigo.

  15. Ola, o artigo eh otimo, acho q todo pais tem seu lado bom e ruim. E meu pais q tanto amo não esta passando por boas mas eu ainda acredito. E acredito que cada lugar tem um tipo de criação e um resultado por essa criação. Que saibamos nos maes, q temos um papel fundamental na criação, sempre tenhamos a serenidade para dar o melhor e ensinar o melhor para nossos filhos.

    • Olá, Janaina!

      Obrigada por ler e comentar.

      Sim, é confiando em dias melhores para o nosso Brasil que eu escrevo. Embora seja uma experiência de vida fora dele, há coisas, daqui, que podem ser aproveitadas aí (com todas as adaptações, óbviamente) e coisas, daí, que poderiam ser aproveitadas aqui.

      Nosso papel de família (pais e mães) é fundamental para guiar os nossos pequenos e o futuro da humanidade, pois, no fim de tudo, é isso que nossos pequenos são e é por isso que precisamos nos esforçar prá deixar um mundo melhor do que o nosso, atualmente, está.

      Muito obrigada novamente e até o próximo artigo!

  16. Olá, Ana!
    Também acho um certo exagero as festas infantis aqui, sobretudo quando a criança é muito pequena ou quando o orçamento dos pais não comporta extravagâncias ,mas continuo achando estranho não chamar todos os colegas da escola, kkk, velhos hábitos demorariam a morrer para mim, mesmo aí. Uma amiga brasileira, casada com um francês, chamava todos os colegas dos filhos para os aniversários em casa e os demais pais ficavam positivamente impressionados com aquilo pois ela era a única que fazia aquilo. Claro que não é uma questão de impressionar os pais, mas creio que facilita a inclusão de colegas excluídos , por qualquer motivo que seja .
    Aqui onde moro, em Salvador, algumas famílias já estão criando o hábito de comemorar em praças públicas, com brincadeiras ao ar livre, jogos e um piquenique. Acho bem lega!
    Um abraço

    • Olá, Betânia.

      Obrigada por ler e comentar.

      Sim, minha mãe reagiu, mais ou menos, como tu: “mas não vai convidar todos os amiguinhos? Tem que convidar!” Hehehehehe.

      Tive de explicar a ela que isso, pela cultura local, seria encarado como atitude esnobe, ou de ostentação, pois ninguém faz dessa maneira.

      Em muitas coisas, é possível se fazer uma mescla das duas culturas, mas em outras, infelizmente, não. É o custo de se morar longe dos nossos hábitos. Mas, graças a Deus, esse, é dos males, o menor!

      Um grande abraço e até o próximo artigo!

      • Li, o texto, achei muito interessante sim…a ostentação que ocorre nas festas de criança beira o absurdo…quanto a não convidar todos os coleguinhas que me é estranho, pois tal atitude engloba a todos sem discriminar nenhum, É muito comum ter em sala crianças pouco sociáveis que nunca seriam convidados ou o próprio aniversariante (com um filho de uma amiga minha) que tem dificuldade de socializar a ao chamar todos os coleguinhas para sua festinha forma uma aproximação entre eles, abrindo a possibilidade de criar novos laços.

        • Oi, Marcela.

          Muito obrigada por ler e comentar.

          É, isso de fato é uma questão de cultura. É do brasileiro. E não acho de modo algum errado. Se tivesse meu pequeno no Brasil, sem dúvida, que viria toda a turminha.

          Assim como é deles essa coisa de não chamar todos os coleguinhas. Creio que para eles não seja lógico achar que alguém com quem não se brinca todos os dias, irá se integrar em uma casa que não frequenta, com pessoas totalmente estranhas, mas isso é uma especulação minha. Mas há que se lembrar também – pelo menos aqui no nosso Jardim de Infância – que a escola comemora o dia do aniversário da criança em sala de aula, com a participação de todos os amiguinhos portanto. Não é a iniciativa da mãe que pede para fazer a festinha na escola. Não! É a escola que já tem esse planejamento.

          O real é que eles não têm nenhum problema com isso.

          Quando me defrontei com essa realidade, achei, de fato, bem esquisita. Após entender, porém, as razões e o pensamento da sociedade a respeito, fiquei mais tranquila.

          Grande abraço e até a próxima.

  17. Gente! Que fantástico! Li o texto empolgada com cada palavra. Eu sempre fico com vergonha de falar o que penso acerca de ‘ostentações’ em festas infantis, pois fico com receio de ser recriminada… Enfim, falo sobre apenas com os meus pares, pessoas que compartilham da mesma opinião ou tem ideias convergentes acerca do assunto.
    Ainda não tenho filhos, mas a ideia que faço, em parceria com o meu companheiro é de levar uma vida simples, entre nós e com o nosso pequeno (a) quando ele chegar, regada de muito amor, diálogo e afeto, coisas que infelizmente tem faltado muito nas pessoas.
    Obrigada por este texto! Vou compartilhá-lo!

    Abraço!

    Poliana

    • Poliana!

      Agora, quem leu empolgada teu comentário, fui eu! Muito obrigada!

      Fico extremamente feliz que o artigo tenha te provocado essa sensação de “libertação”, vamos assim dizer. E tu não foste a primeira, nem a segunda. Muitas mães, inclusive, agradecendo por haverem se encorajado a fazer uma festinha mais simples ao invés de grande produção. É sinal de que as pessoas estão precisando de apoios construtivos.

      Muitíssimo obrigada por haver comentado e por compartilhar, também, das mesmas ideias. É na simplicidade das pequenas coisas que surgem grandes resultados.

      Um grande abraço e até o próximo artigo!

  18. Excelente colocações a respeito do exagero dessas comemorações infantis, Ana. É muito importante que as pessoas reflitam sobre o consumismo e como ele afeta a sociedade. Não sei há quanto tempo você está fora e se ainda acompanha nossas novidades em matéria de ostentação. Uma “bela” novidade são as festas de “chá de bebê” , suntuosas como se fosse uma festa de criança porém sem o bebê !!!

    • Alô, Eliana.

      Muito obrigada por ler e comentar.

      Estou aqui há 4 anos, mas já voltei ao Brasil 2x para visitar a família. E, no que tange às novidades, houve uma que me chamou especialmente a atenção, quando aí estive, agora em março passado: um aniversário de criança (a menininha deveria estar fazendo uns 2 aninhos), feito em uma praça pública, com tendas, garçons, atrações variadas e, obviamente, comes e bebes. Eu estava com uma família de amigos, as crianças brincando e, de repente, pediram para “brincar” naqueles pula-pulas diferentes, camas elásticas e brincar com aquele palhaço. Foi dito por nós que não poderiam, pois só os convidados eram autorizados. Mas isso, nem foi o tanto que me chocou, o que me entristeceu foi ver crianças de origem humilde, que estavam brincando na pracinha pública, ficarem olhando os convidados (as crianças convidadas não têm culpa) que passavam com cachorro-quente, algodão doce, refrigerantes e doces a vontade. O país já está tão castigado e, além de tudo, as crianças ainda são lançadas nesse mundo perverso de total falta de solidariedade. Maior símbolo de abismo social que esse, eu espero não mais encontrar.

      Quanto aos chás de bebê, algumas amigas me relataram exatamente como tu.

      Minha “bandeira” se levanta apenas contra o exagero e a distorção que essas coisas possam trazer às próprias crianças. Nada tenho contra comemorar as festas de aniversário infantis como se queira, desde que a criança seja a maior beneficiária, dentro da sua inocência e fantasia. Pode ser cheio de gente, apenas a família ou alguns amiguinhos, mas o mais importante deve estar presente: coração!

      Obrigada novamente e até o próximo artigo (que sai ainda hoje)!

      Grande abraço.

  19. Achei bacana o seu texto, mas precisamos respeitar a nossa cultura “chega mais” do povo brasileiro.
    Concordo plenamente que a ostentação é totalmente desnecessária. Sempre fiz os aniversários dos meu filhos em casa, sendo responsável pela decoração e pelo bolo da festa, mas a gente gosta muito da casa cheia, da bagunça das crianças e acho que isso faz parte da raiz brasileira. Esse acolhimento, essa hospitalidade é coisa nossa!
    Acho de verdade que os meus filhos qualificam suas festas basicamente pela quantidade de convidados que vieram.
    Quanto ao local da festa, qualidade dos enfeites e quantidade de lembrancinhas, comcordo 100%com você!

    • Alô, Ana.

      Obrigada por ler e comentar.

      Concordamos totalmente quanto a preservar a cultura brasileira da “casa cheia”. O objetivo do texto não foi substituir culturas, até porque não seria justo nem com o Brasil, nem com a Áustria. Cada país tem sua riqueza cultural própria e assim deve ser preservada.

      O foco do artigo foi unicamente a dita, e famosa, “ostentação”, que acaba por descaracterizar o sentido da festa para a criança.

      No demais, é fazer como se gosta, como se sente bem mas, principalmente, como os pequenos aproveitam melhor e se sentem felizes.

      Obrigada novamente e até o próximo artigo!

    • Alô, Heloisa!

      Fico feliz que tenha apreciado o texto e comentado. Obrigada.

      Na verdade, eu talvez possa ter retratado o inverso das festinhas brasileiras, vez que eu só falei na realidade austríaca.

      Recebi várias manifestações como a tua, então, creio a associação inversa seja quase automática para quem está no Brasil.

      Obrigada mais uma vez e até o próximo artigo.

      Abraço!

  20. Eu devo ser austríaca de outra vida. Nem tenho filhos ainda, mas eu acho um absurdo essas festas de 1 ano megalomaníacas. Uma criança de 1 ano nem vai lembrar dessa ostentação toda, dos amiguinhos, só ver nas fotos. Quando eu tiver filhos penso em fazer essa festa austríaca mais simples. Minhas festas de criança eram todas na minha casa, eu fazia os saquinhos surpresa e tenho memórias afetivas especiais desses momentos. O único porém é que os convidados aqui são muito passionais. As pessoas pensam que é “pessoal” não ser convidado para festas, elas realmente ficam ofendidas, mesmo que sejam distantes. Ninguém pensa nos custos, no trabalho, no orçamento exorbitante pra chamar todo mundo e na criança, que é o que realmente importa (na minha visão).

    • Querida Aline!

      Obrigada por ler e comentar.

      Muitas leitoras têm se manifestado exatamente como tu: “sou austríaca desde sempre, pois não concordo com o modo como fazemos no Brasil”.

      Isso é um ótimo sinal: muita gente pensa mais no “coração” do que no “festão”, graças a Deus, mas ainda temos bastante caminho pela frente a fim de tornar essas festividades um pouco mais humanas e menos comerciais/materiais.

      Tens toda razão, no Brasil o pessoal se ofende e não compreende. Quem sabe um dia essa mentalidade também mude!

      Enorme abraço prá ti!

      Até o próximo artigo!

  21. Oi, Ana!
    Que legal o seu post. Aqui no Brasil eu sempre me sinto uma mãe E.T. quando se trata dessas questões. Outro dia falei com a coordenadora da escola sobre o kit das festinhas da escola que a minha filha leva para casa, porque achei a quantidade de doces exagerada e os itens do kit muito perigosos para as criança, com partes pequenas que podem ser engolidas, etc. Fui muito bem recebida pela coordenadora, mas senti que o que eu estava falando parecia não ter muita importância. Ela mesma lamentou que apesar de concordar comigo, não pode fazer muita coisa, porque os outros pais valorizam muito as festas e não não têm as mesmas preocupações. Aqui no Brasil, o que vale é a ostentação, a beleza da festa. A segurança das crianças fica em segundo plano. Fico muito triste que ainda não tenhamos chegado ao nível de consciência como dos países da Europa. Me restou escrever um post no meu blog sobre a minha preocupação, talvez com isso eu consiga sensibilizar alguns pais, o que já seria alguma coisa. Para quem quiser conferir, deixo abaixo o link do post:
    http://itsagirl.com.br/2017/03/27/conheca-os-perigos-escondidos-nas-festas-de-aniversario-infantis/

    • Querida Tânia, boa tarde!

      Muito obrigada por ler e comentar.

      Primeiramente, adorei teu artigo e tomei a liberdade de compartilhá-lo. Eu não tinha noção do tamanho do crescimento nacional desse segmento de negócio e sabia, menos ainda, que existia uma associação de Buffets Infantis.

      Eu não tenho nada contra quem faça suas festinhas como queira e como possa, mas quando os orçamentos familiares se arriscam para apresentarem o que não têm e, agora com essa nova faceta que tu trazes, quando a saúde das crianças é exposta a qualquer custo, sou totalmente contra.

      Parabéns pela tua iniciativa em conversar com a pedagoga que, embora não tenha forças ou vontade – desculpe-me mas é o que pareceu – em mudar, foi provocada. Quem sabe pedir a convocação de uma reunião com os pais e não proibir as lembrancinhas, mas pressionar para que sejam seguras. É inacreditável que ninguém tenha se dado conta disso, ou pior, não queira se dar conta disso!

      Avante na tua caminhada e, novamente, parabéns pela coragem e iniciativa.

      De verdade, aqui as coisas são mais simples mesmo. Meu filho, de 4 anos, foi convidado para a festa de um amiguinho, da mesma idade e o programa será o seguinte: a comemoração será em um zoológico e as crianças passarão 3 horas na companhia de um biólogo, que as guiará explicando quem é cada bichinho, como vive e sua função na natureza. Após, receberão pãozinho, salsichas, batatinhas fritas e a torta com suco para o parabéns. E acabou. Simples e divertido assim.

      É uma pena que o Brasil haja enveredado por um caminho tão perverso no que diz respeito à infância.

      Espero que pessoas como tu possam trazer bons ventos de mudança.

      Grande abraço.

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