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Por que a Noruega é o melhor país do mundo para se criar filhos?

Por que a Noruega é o melhor país do mundo para se criar filhos?

Há algumas semanas, a organização não governamental Save the Children  realizou a 16ª edição do relatório State of the World’s Mother, que ranqueia os melhores países para se criar filhos. A pesquisa analisou 179 países e classificou a Noruega como o melhor país para se criar filhos, seguida da Finlândia, Islândia, Dinamarca e Suécia. Dos dez últimos países na classificação, oito ficam na África. Brasil ficou em 77 º lugar.

Mas afinal, o que exatamente faz a Noruega e os outros países escandinavos se manterem constantemente nos primeiros lugares no Índice das Mães? Os fatores analisados pela pesquisa foram saúde materna, bem-estar da criança, status educacional, econômico e status político da mulher. Pesquisa à parte, aqui vão alguns fatores que me fazem concordar plenamente com seus resultados.

Sou mãe de duas menininhas, uma de quase 4 e outra de quase 1 ano, ambas nascidas em Oslo, capital da Noruega. A Noruega é realmente uma mãe para as mães, isso ninguém pode negar! Ser mãe aqui é sem dúvidas uma missão mais leve, mas afinal, qual é a grande diferença de se criar filhos na Noruega?

Tudo começa na gravidez

Eu acredito que uma das facilidades começa logo no início da gravidez, ou até antes. A forma como lidam com a gravidez na cultura norueguesa é muito diferente. Uma triste verdade é que em muitos países onde a medicina é privada, a cultura imposta por fatores econômicos é de necessidades desnecessárias (por exemplo, a cesárea). Aqui na Noruega a medicina é pública e a gravidez é acompanhada da seguinte forma: você só é considerada oficialmente grávida na 12ª semana de gestação. Aí você faz exames de sangue, urina e continua curiosa até a 16ª semana, onde você tem seu primeiro (e em alguns casos único) ultrassom. Tá tudo bem com você? A barriga está crescendo? O bebê se mexe? Vai levando. Na minha primeira gravidez foi assim. Na segunda como tive algumas pequenas complicações, fiz ultrassom semanal para acompanhar o crescimento da bebê, ou seja, se você precisa, o atendimento está ali, de forma gratuita, mas a gravidez é de certa forma encarada de uma forma mais natural e simples. Quando puder resolver as coisas sem complicá-las, faça-o em seu próprio benefício, certo? Tudo já começa de forma mais simples, eu diria.

A forma como trazemos nossos filhos ao mundo

A mesma realidade se repete com o parto. Com 32 semanas você passa a visitar semanalmente uma parteira. Essa pessoa vai te examinar, tirar suas dúvidas, e trocar informações sobre sua gravidez e o dia da chegada do seu bebê. Nesse país, o normal é trazer os filhos de forma normal ao mundo. Então desde sempre você já sabe que você vai ter que parir seu filho como todas as outras mulheres ao seu redor. Quase todas as minhas amigas aqui, brasileiras e norueguesas, trouxeram seus filhos ao mundo através de partos normais, com cordões envolvidos no pescoço, com bacias pequenas, do jeito que são. A Noruega apresenta o menor índice de mortalidade infantil do mundo, com apenas 2 mortes para cada mil bebês nascidos, de acordo com a pesquisa em questão. A cesárea é feita na emergência, diante de risco de vida da mãe ou do bebê. Assim, cultivando a filosofia de um parto normal e mais humanizado, o estado já garante aos recém nascidos três fatores de extrema importância para imunidade do novo ser: a passagem pelo canal vaginal; o contato pele com pele com a mãe (antes do banho ou de qualquer outra coisa); e a amamentação.

O sistema público (gratuito e de qualidade) de saúde

Quando minha primeira filha nasceu, depois de uma noite muito dolorida mas extremamente emocionante, ficamos eu, ela e meu marido hospedados em um hotel dentro dos complexos do hospital por 3 noites. No quarto do hotel havia uma TV onde vídeos nos ensinavam a amamentar, trocar fraldas, dar banhos, entre outras dicas. No banheiro, um armário contendo todas as coisas que minha bebê e eu necessitávamos: fraldas, produtos de higiene, roupinhas, cobertores, tudo. Tivemos café da manha, almoço e jantar a cada dia. Conhecemos nos saguões e refeitório outros papais e mamães na mesma situação. Também nos ofereceram cursos e sessões de grupo de fisioterapia, pra aprender a colocar o barrigão de volta pra dentro, além de claro, todos os exames médicos e vacinas de costume aos recém-nascidos. Tudo isso é mantido e bancado pelo governo, oferecido gratuitamente à sociedade. Isso não é um privilégio de poucos, mas um direito de todos na Noruega.

Licença maternidade/ paternidade de 1 ano

As crianças nascidas aqui têm o direito de ser cuidados pela mãe ou pelo pai durante um ano. Pai e mãe têm juntos um ano de licença remunerada; desse tempo, o pai deve tirar no mínimo 10 semanas. Esse estímulo do governo visa a conexão dos pais com seus filhos e isso facilita por sua vez a divisão mais homogênea dos cuidados com os bebês entre mães e pais. Uma imagem muito comum na Noruega é essa da foto: grupos de papais cuidando dos seus pequenos. Essa é uma característica cultural que melhora a vida de qualquer mãe, né, gente? É válido comentar que nessa sociedade não é normal a contratação de babás. Com as condições oferecidas, o normal na cultura é que a mãe e o pai cuidem de seus filhos.

O amado barnehage

Quando completam um ano, as crianças norueguesas têm o direito a uma vaga em um jardim de infância (barnehage). Os barnehager públicos não cobrem a demanda total da população; por isso, muitos deles são privados, porém subsidiados pelo governo. Ou seja, os usuários pagam apenas uma taxa de mesmo valor para qualquer estabelecimento, e a mensalidade dos jardins de infância particulares é complementada pelo governo.

barnehage

No Brasil, por exemplo, a cultura de colocar os filhos desde muito cedo em um jardim de infância ainda está se disseminando. O mais comum seria contratar uma babá ou receber ajuda dos avós. Além do aspecto cultural, o fator econômico tampouco colabora. Estive em Brasília de férias e baseado na realidade de amigas minhas pude perceber que o valor da mensalidade em jardins de infância (Lagos e Asas) é surreal!

E imagino que nem daria pra ser diferente, já que o custo de manutenção é muito alto. Nos jardins de infância daqui, os grupos das crianças de 1 a 3 anos têm um adulto para cada quatro crianças; quão alto será o custo de pagar 4 profissionais para cada grupo de 12 crianças? E que sejam bem pagos! Pois, graças a esses profissionais, a missão de mãe aqui na Noruega de certa forma se torna mais leve. Minha filha fez seus primeiros amigos ali. Ali ela aprendeu a cantar, a contar, a comer sozinha, a interagir. O mais bacana de tudo na minha opinião é que enquanto eu e seu pai trabalhamos, ela está conhecendo as florestas, aprendendo a andar de bicicleta e a esquiar, visitando os museus e os parques… A cultura norueguesa dá muito valor ao contato com a natureza e ao esporte, e isso já é transmitido desde o jardim de infância. Bendito seja o barnehage! Santa ajuda!

O fato é que todos os aspectos analisados, tanto pela pesquisa quanto na minha vivência se baseiam em uma nação que reverte sua renda a cuidados com sua sociedade.

Parabéns aos condutores dessa nação. Parabéns à Noruega pela merecida classificação de melhor país do mundo para se criar filhos. Obrigada a essa nação por me ajudar tanto na minha missão como mãe!

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26 comentários

Cristiane Leme Junho 7, 2015 at 11:10 am

Larissa, muito interessante o seu texto. Eu queria perguntar a respeito de sua opinião sobre o Barnevern aí na Noruega. Vejo que existem muitos problemas, sobretudo quando se trata de filhos de estrangeiros latinos e da Europa Oriental, e volta e meia há um caso polêmico estourando na mídia a respeito dos abusos das autoridades norueguesas na questão de guarda das crianças, sobretudo em casos de divórcio ou denúncias, que nem sempre têm fundamento. Há, inclusive, grupos e páginas nas redes sociais criticando o Barnevern. Sei que cada caso é um caso e que é difícil julgar sem conhecer profundamente os casos, mas qual a sua opinião a respeito: há ou não há fundamento nas queixas dos estrangeiros contra o Barnevern? Obrigada 🙂

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Angela Des Junho 8, 2015 at 5:21 am

Uma pergunta, os pequenos tem direito a escolinha à partir de um ano é isso mesmo?! Mesmo que a mãe não trabalhe? Pois na França,escola para todos so à partir de 3 anos às creches ainda que caras so reservadas aos pais que trabalham… Portanto eu acho importante esse contato com outras crianças desde cedo.

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larissa Costa Slottet Junho 8, 2015 at 11:15 am

Oi Cristiane, obrigada por sua mensagem! 🙂 Como você mesma citou, cada caso é um caso e eu não conheço nenhum deles em detalhe, mas já conversei com algumas mães que passaram por essa situação. Minha opinião é que existe uma falha cultural, onde as mães estrangeiras não possuem o conhecimento das regras da sociedade norueguesa. Nesse país encostar a mão em uma criança é crime, mesmo que seja para educar, não pode. Muitas mães fazem isso naturalmente, uma vez que na cultura do seu país isso é aceito, e então se deparam com o problema. Também existe a questão de sermos mais abertos, muitas vezes deixam escapar em entrevistas as dificuldades da vida que enfrentam e quando isso é detectado pelo Barnevarn, eles tentam proteger as crianças das dificuldades. Os casos que tive contato são de cortar o coração, mas em todos as crianças estavam sendo protegidos de conflitos/ agressões físicas/ dificuldades financeiras. Minha opinião? É extremamente importante conhecer profundamente as regras e cultura de uma sociedade e se adequar a elas quando se decide imigrar, afinal, respondemos às leis daqui e as consequências são iguais pra todos. Não acredito que o Barnevarn aja diferentemente com estrangeiros ou noruegueses.

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Liliana Junho 9, 2015 at 9:15 pm

Eu discordo com vc, moro aqui a 10 anos e nao sao apenas filhos de estrangeiros que sao retirados a força. O Barnevern cria suas proprias leis e muitos filhos sao retiradoa dos pais sem necessidade. Nao documentam nada e estao sendo investigados pelos dirwitos humanos. Banevern é o inferno Noruegues pra milhares de familias. Existem é claro criancas e adolescentes que precisam ser protegidas por agressões, alcoolismo etc. mas na maioria da criancas que vao para o barnevern sao poucas as que conseguem viver uma vida normal depois, na maioria se tornam viciados ou suicidas. Pra quem quer saber mais como funciona aqui entre no site “Redd Barna Våres”, esse é um grupo que kuta contra as barbaridades do Barnevern.

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Alexandre Dezembro 12, 2015 at 2:21 am

Também já li sobre esse a problemas em muito a lugares. Parece que é péssimo esse órgão, como ditadores ou nazistas. É ao que comparam. Ainda bem que você ainda não se deparou com esse órgão. Tomara que não se depare nunca. Ouvi que tiram crianças dos pais sem processo judicial algum, até por não concordarem com educação cristã. Recente denuncia de qua a mãe foi considerada perigosa só porque falava para filhos que Deus castiga os desobedientes. Para mim esse sistema tem muitos excessos. Jamais criaria filhos num país assim, salvo se mudasse essa postura autoritária e anticrista por parte das autoridades daí.

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larissa Costa Slottet Junho 8, 2015 at 4:01 pm

Olá, Ângela. Sim, aqui na Noruega todas as crianças têm direito a escolinha quando completam 1 aninho, sendo opcional até os 5 anos. Se os pais preferirem, podem tê-los em casa, e nesse caso o governo paga à família uma taxa para complementar a renda familiar, subentendendo-se que um dos pais não trabalha para cuidar do pequeno. Eu particularmente não conheço ninguém que deixe o trabalho para ficar em casa com os filhos, o mais normal é colocá-los na escolinha assim que saem da licença maternidade/paternidade. Eu concordo com você – contato com outras crianças desde cedo é muito bacana!

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Matheus Junho 8, 2015 at 6:43 pm

Além de tudo o que você citou muito bem, em especial o interesse do governo na educação infantil e o excelente sistema de saúde, a Noruega tem mais uma ótima vantagem, pelo menos pra mim, futuro pai, na criação de filhos: o Estado norueguês é, realmente, laico e a religião praticamente não tem nenhuma influência na vida diária, social e política da Noruega. Eu AMARIA criar meus filhos e minhas filhas em um ambiente assim. Que me desculpem os religiosos, mas, pela minha experiência e observação, quanto menos religião houver na sociedade, mais seus cidadãos serão pessoas dignas, honestas, respeitosas das diferenças e tolerantes. Olha o Brasil e a (ridícula) polêmica em torno daquela sensacional propaganda de O Boticário para o Dia dos Namorados; quem foi o gatilho daquilo tudo? Os religiosos intolerantes. Ah, Noruega… ah, Europa… é aí que meus filhos vão ser criados, pode apostar.

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Renata Rufino Junho 8, 2015 at 11:33 pm

Larissa, boa noite! E como é morar na Noruega, sob todos os aspectos, sendo brasileira? Arrumar emprego, custo de vida quanto à moradia e alimentação, enfim, eu e meu marido temos pesquisado muito sobre os melhores países para se viver, mas ficamos inseguros, pois temos uma filha de quase 5 anos, sou servidora pública e ele trabalha em uma empresa.

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Mirian Junho 9, 2015 at 7:44 am

Interessante o seu artigo, moro na Inglaterra e aqui criancas comecam a Nursery com 3 anos, no momento eles teem 15 horas de graca por semana, no proximo ano isto aumentara para 30 horas quando os pais trabalham. Em alguns casos de familias em necessidade podem comecar aos 2 anos. Quem quiser que seus filhos vao a daycare tem que pagar e geralmente e caro. Aqui ha ajuda e muito para quem nao trabalha, e no momento o governo esta tentando mudar isto pois as pessoas acham que vale mais receber beneficios do que trabalharem. Acho legal alguns aspectos da educacao na Noruega. Mas eu nao gosto muito da ideia de que o governo seja tao envolvido na vida de seus cidadaos, na criacao das criancas, isto geralmente gera conflitos e ate cria um estado de dependencia. Infelizmente vimos isto aqui na onde ha familias que sao tao dependentes de ajuda do governo que nao progridem por si mesmas.

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larissa Costa Slottet Junho 9, 2015 at 5:56 pm

Oi Matheus, obrigada por seu comentário. Você tem razão, aqui existe quase zero influência religiosa na sociedade hoje em dia, a maioria das pessoas dessa geração sao ateus declarados. Mas a Noruega já foi um país muito religioso, então não sei se realmente essa é a principal influência no sucesso da sociedade. Enfim, eu acho q o fato de todos terem uma condição estável e não existir pobreza no país colabora para a falta de fé sem dor na consciência, se é que me entende. Não conheço o caso do Boticário. O que aconteceu? 🙂

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Cristiane Leme Junho 10, 2015 at 6:26 am

Sem querer me intrometer e já me intrometendo… O Boticário fez uma campanha para o dia dos namorados abordando a diversidade de casais, mostrando um casal heterossexual, um casal de homens gays e um casal de lésbicas, todos se presenteando na data com produtos da marca. O comercial está disponível no YouTube e gerou tanta comoção nas redes sociais que resultou em denúncias e investigação por parte do Conar.

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larissa Costa Slottet Junho 9, 2015 at 6:04 pm

Oi Renata Rufino,

Morar na Noruega é muito bom na minha opinião. Eu imigrei pra cá há muitos anos e minha situação aqui já está estabilizada, aqui tenho minha família, muitos amigos, meu trabalho. O início é sempre difícil, leva tempo pra aprender o idioma, se integrar na sociedade também é uma coisa que requer esforço, mas na média, dos brasileiros que conheço vivendo aqui são felizes e não pensam em voltar pra casa antes de se aposentarem. Visto obviamente é complicado, mas cidadãos da União Européia têm direito de trabalhar aqui. Brasileiros em geral têm se estabelecido profissionalmente na indústria petrolífera. Existe também uma forte colaboração em educação e pesquisa entre Brasil e Noruega. Boa sorte e faça contato quando chegar por aqui! 😉

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Renata Rufino Junho 11, 2015 at 5:59 pm

Larissa, obrigada pelo retorno! Te adicionei no face, para poder conversar melhor e tirar algumas dúvidas com vc, se não for te incomodar, é claro!

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Tiana Dezembro 23, 2017 at 10:16 pm

Oi querida Larissa! Encontrei seu blog numas pesquisas que tenho feito e gostei da forma que escreve, responde…o bom senso e o carinho.
Meu filho tem cidadania alemão, nunca pensei em ir pra Europa q agora por “n” razões estou considerando. Parece, Ainda preciso pesquisar mais, que como responsável legal dele, posso trabalhar e estudar tbm. Sou so eu e ele, por isso tô tendo muito, muito cuidado na escolha do país (mas me parece q os países nórdicos não dão esta permissão, salvo engano). Queria saber se conhece mães solos pela Europa e países em que pode ser mais fácil em se estar assim. Qualquer info é de grande ajuda! Feliz natal! Mt gratq! Bjs
Tiana

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Liliane Oliveira Dezembro 24, 2017 at 12:57 pm

Olá Tiana,
A Larissa Costa Slottet parou de colaborar conosco, mas temos outra colunista na Noruega chamada Michele Silva.
Você pode entrar em contato com ela deixando um comentário em um dos textos publicados mais recentemente no site.
Obrigada,
Edição BPM

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larissa Costa Slottet Junho 9, 2015 at 6:08 pm

Oi Mirian, obrigada por seu comentário. No artigo eu escrevi que a Noruega é uma mãe né? Assim é! Mães ajudam, mas cuidam, tomam conta, dão palpite, estabelecem regras. A Noruega é assim, fato. Dependência? Não sei. O que eu particularmente sinto é uma paz interior chamada segurança. Para mim funciona bem! 🙂 abraços para UK!

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Helaine Madalena da Silva Junho 10, 2015 at 12:45 am

Maravilha, e onde podemos encontrar o homem Norueguês?? Sites ,etc???

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Larissa Costa Slottet Junho 11, 2015 at 7:14 pm

hahaha, aqui na Noruega é facil, eles estão em todos os cantos… 😉

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Cintia Junho 10, 2015 at 7:32 pm

Licença de um ano???? Isso SE a mãe trabalhar. Aí sim, existe essa licença que permite o pai ficar com a criança. Perfeito!!!

E se a mamãe não tem emprego??? Bem, daí papai não fica em casa com bebê, afinal, a mamãe não está contribuindo com o governo. Sendo assim, se o pai quiser acompanhar essa fase do filho, tem que usar suas férias do trabalho. Isso dá quanto tempo??? Um mês, no máximo 6 semanas. Fora isso, são apenas 10 dias! Ou seja, a foto de papai cuidando de bebê, empurrando carrinho é linda. Mas é bom lembrar que a mamãe tem que ter trabalho também.

Hoje moro em Oslo, mas minha filha é sueca. Eu não tinha trabalho, recebi ajuda do governo (para mim) sem trabalho por um ano e meu marido teve direito a SEIS meses em casa! SEIS!!!

Entao vem a questão: Mas na Noruega eles oferecem 30-40 mil coroas quando o bebê nasce. Livre. Bom, eu ganhei isso na Suécia… e meu marido ainda teve o direito de ficar em casa.

Estou satisfeita com a maternidade na Noruega assim como estava na Suécia. Mas nesse ponto de paternidade de um ano, a Noruega fica atrás!

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Danielly Junho 11, 2015 at 8:19 pm

E possivel escolher fazer a cesaria?
Se nao quiser parto normal como tenho que proceder?
Tenho a opcao de fazer o parto no particular.
Acho 1 aninho muito novo para deixar com estranhos
Tem q ter pelo menos 2 aninhos
Vou ter familia aqui, mas nao e so por isso Que tenho Que concordar com tudo
A nao ser algo ilegal.
Tenho mto medo de parto normal

Resposta
Karine Junho 24, 2015 at 4:57 pm

Oi Larissa, tudo bem?
Eu achei ótima sua explicação sobre a educação dos pequenos e acredito sim em tudo o que falou. Eu namoro um norueguês e ele me convidou para morar com ele.
Minha questão é, eu estou para ir para a Noruega… você saberia me dar alguma dica de trabalho ou algo do tipo?
A cidade em questão seria Aalesund. Você saberia me indicar algo relacionado a trabalho?

Desde já agradeço!

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mirian xavier Janeiro 6, 2016 at 5:13 pm

larissa ola ,
gostaria de saber se tem igrejas evangelicas ai ?
se é aceito missionario nesse pais

Resposta
Cristiane Leme Janeiro 6, 2016 at 8:10 pm

Mirian, a Larissa deixou a colaboração. A igreja oficial da Noruega é a igreja luterana da Noruega (evangélica) e há igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais também no país. Sobre aceitar missionários, sugerimos entrar em contato com as igrejas locais – procure em grupos de brasileiros na Noruega no Facebook, por exemplo.
Edição BPM

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Diego Abril 7, 2016 at 2:40 pm

Parabéns pela excelente publicação. Estive no final de 2015 na Noruega por 15 dias a trabalho e fiquei encantado com a organização e beleza do País.
Trabalho em uma empesa Norueguesa há 05 anos e sonho com a possibilidade de um dia poder trabalhar e residir efetivamente aí. Conversei muito com os colegas Noruegueses e, como você muito bem explicou, os direitos são garantidos para todos e as condições são as melhores possíveis. Há um respeito muito grande com a natureza, sem falar que gostei muito da culinária local.
Realmente a cultura escandinava é fascinante e, ao ler artigos como este, tenho a certeza de que vale a pena todo o esforço para pleitear uma possibilidade de trabalho e para criar minha família neste paraíso.

Resposta
Katiene Maio 30, 2016 at 6:26 pm

Olá, Gostei muito da publicação tenho interesse sobre pesquisa e educação em psicologia na Noruega (linha direitos das crianças), gostaria de obter informações. Por gentileza entre em contato.

Resposta
Cristiane Leme Maio 31, 2016 at 8:45 pm

Katiene, a Larissa deixou a colaboração com o BPM mas temos a Wendy na Noruega.
Tente redirecionar sua pergunta para um dos textos dela.
Edição BPM

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