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O ano letivo na Romênia

O ano letivo na Romênia.

Com a chegada de setembro, chega também a hora dos pais voltarem à rotina: é tempo de volta às aulas! Inspirada por este momento, vou contar para vocês um pouco sobre a estrutura do ano letivo por aqui. 

Estrutura geral

O ano letivo na Romênia vai geralmente de meados de setembro até meados de junho e é dividido em dois semestres. Por exemplo, para o ano escolar 2019/2020, teremos o primeiro semestre de 9 de setembro a 20 de dezembro de 2019, e o segundo semestre no período de 13 de janeiro a 12 de junho de 2020. No entanto, se você é nova por aqui, fique atenta: as matrículas nas escolas já começam lá por abril.

Uma das coisas que mais me surpreendeu quando minha filha começou a frequentar a escola aqui é a quantidade de férias que as escolas têm. Explico: durante o ano, além das férias de verão de 3 meses entre o fim de um ano letivo e início do próximo, o Ministério da Educação da Romênia estipula ainda outros dois períodos de férias: 

  1. Férias de inverno = geralmente um período de três semanas, incluindo as festas de Natal e Ano Novo (neste ano, as férias serão de 20 de dezembro de 2019 a 12 de janeiro de 2020)
  2. Férias de primavera = costuma ser de duas semanas, incluindo a Páscoa (neste ano, de 4 a 17 de abril de 2020)

Leia também: Como é celebrado o Ano Novo na Romênia

Adiciona-se a isso mais um período extra de férias para alunos de educação infantil e primária, com duração de uma semana no fim de outubro e início de novembro (para este ano, de 26 de outubro a 03 de novembro), sem mencionar os feriados nacionais no decorrer do ano. 

Minha experiência

Como já contei neste outro post, cheguei na Romênia em 2015, acompanhada do meu marido e nossa filha, na época, com 4 anos. Chegamos em março, e no ano letivo que iniciou em setembro ela já estava em um jardim de infância. 

Leia também: Meus 4 aprendizados em 4 anos fora do Brasil 

Nos dois primeiros anos, as nossas maiores dificuldades foram a questão dos horários de aula e todos os períodos de férias da escola, pois tanto eu quanto meu marido trabalhamos em período integral e ficava muito difícil conciliar. Aqui é muito comum que as crianças fiquem com avós ou algum outro parente enquanto os pais estão no trabalho, mas isso infelizmente não é possível no nosso caso. 

Passados dois anos com essa dificuldade e outros problemas menores, meu marido e eu pensamos muito e decidimos mudar nossa filha de escola. Depois de dois anos no ensino público, optamos por mudar para o ensino particular, que se encaixa melhor nas nossas necessidades. Os fatores que mais pesaram nessa decisão foram:

  1. Horário de aulas: no ensino público, as aulas são das 8h às 12h, e apenas algumas escolas oferecem o período integral a um número limitado de alunos (alunos são aceitos por ordem de inscrição). O problema para nós era que o período integral ia apenas até as 16h, e após esse horário as crianças poderiam ficar até as 17h30 em programa chamado “semi-internato”, onde juntavam crianças de várias idades em uma única sala até os pais chegarem. Para quem trabalha em horário normal, das 9h às 18h, isso fica extremamente complicado. Na época, tive sorte por estar em um trabalho que me permitia flexibilidade de horários. Na escola particular de agora, o programa é das 7h30 às 18h30, o que já facilitou extremamente a nossa rotina.
  2. Número reduzido de férias: os dias de férias são estipulados pelo Ministério da Educação, e é obrigatório que todas as instituições de ensino sigam este calendário. Porém, enquanto as escolas públicas são fechadas durante todos os dias de férias, as escolas particulares costumam ficar abertas em regime “facultativo”, ou seja, não há conteúdo nas aulas nesses dias, e as crianças não são obrigadas a ir. Apenas os pais que desejarem levam seus filhos para a escola nesses dias (como é o nosso caso). Isso ocorre na maior parte das férias, exceto nos períodos de Natal/Ano Novo e Páscoa, quando mesmo as escolas particulares também fecham. 
  3. Escola de verão: o período mais complicado para os pais que trabalham são os três meses de verão. Enquanto as escolas públicas têm seus portões fechados durante todo esse tempo, as escolas particulares trabalham com as “escolas de verão”, onde apenas algumas crianças participam com atividades lúdicas para passarem os dias. Na escola que nossa filha frequenta, a escola trabalha com semanas temáticas, tendo, por exemplo: uma semana de animais marinhos, outra semana da gastronomia, depois a semana volta ao mundo, e assim por diante. Os alunos participam de atividades na escola e também passeios externos, de acordo com o tema da semana. A escola apenas fecha completamente por um período de 15 dias entre meados de agosto e início de setembro, quando a escola faz todos os ajustes para iniciar o próximo ano letivo. 

O primeiro dia de aula 

Com a ansiedade à flor da pele, as crianças aguardam ansiosamente o dia de retornar à escola para reverem os amigos, matarem a saudade e contarem suas aventuras de férias. O primeiro dia de aula é uma festa das flores para os professores (já que como de costume cada criança leva um arranjo de flor de presente), um show de fotos para os pais que querem registrar cada momento, e uma alegria sem fim para as crianças que estão em êxtase, descobrindo a sala nova, os livros novos, exibindo o material escolar novo e botando os papos em dia. Não há muitas atividades além da divisão de turmas, apresentação da classe para os pais e uma breve reunião entre pais e professores.

Como mãe, fico ali admirando o momento, e torcendo para que seja mais um ano letivo de muito sucesso.

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