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5 comentários

Caily November 8, 2018 at 10:46 pm

Eu sou de Belo Horizonte Minas Gerais,muito legal seus textos,vivi na Armenia Ierevan de 2015 a 2016 . Foi a primeira vez que morei fora,achei uma experiência incrível,não falava nem o inglês haha . Mas irei levar esse lugar tão diferente para a vida toda ????

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Luana January 31, 2019 at 2:05 am

Muito bacana o conteúdo de uma cultura tão distante e diferente do Brasil. Poderia falar em um post, sobre como são os homens armênios.

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Leticia Tostes Ortega February 5, 2019 at 5:19 am

Oi Luana! Obrigada pelo seu comentário.
Não sei se teria o suficiente a dizer sobre os homens armênios num post, mas vou pensar na sua sugestão!

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Ina de Oliveira June 24, 2019 at 5:11 pm

Oi,
Gostei do seu texto, mas no caso de muitos países europeus é preciso ter muito cuidado com o que alguém de fora da história e cultura europeias considera machismo. Principalmente brasileiros, já que não vivemos em nenhum momento por contextos de guerras como é o caso do continente europeu e outros.
É preciso lembrar que todos esses cuidados com as mulheres que você citou no texto existem como forma de quase culto às mulheres em alguns países da Europa Oriental, pois em alguns deles os homens foram literalmente exterminados durante a Segunda Guerra Mundial e realmente só sobrou mulheres e pouquíssimos velhos e crianças. Foram elas que estiveram ocupando o país durante a guerra e trabalhando como podiam e todos sabem a fome que a maioria passava. E foram elas as únicas que estavam para reerguer estes países quando terminada a guerra. Há muitos relatos dos poucos prisioneiros e sobreviventes de guerra homens que voltaram que atestam o quanto eram bem recebidos e extremamente cuidados já que homens era uma espécie rara na região. E com a crianção da URSS e ocupação soviética o panorama não melhorou muito.
Daí termos os dois aspectos que você mencionou: 1. em alguns países os homens que voltaram passaram praticamente a colocar as mulheres num pedestal porque se estes países existem foi só por causa delas que, sozinhas, durante a guerra, mantiveram as tradições e o país. 2. em todos estes países os homens passaram a ser extremamente cuidados porque eram praticamente inexistente depois da guerra.
Dessa perspectiva não existe a nossa ideia de machismo dado que respeitam a importância delas em sua história. Porém, por causa da extrema importância que elas deram a eles (e dentro do contexto é entendível e esperado) estes ficaram com um papel de importância gigantesco e é sobre ele que eles mantém esse lado mais machista. Este tipo de crítica com os países da Europa Oriental precisa ser muito bem analisada antes de ser trazida à tona porque a nossa história, como brasileiras, está há anos luz da deles. E cultura é algo por demais complexo.

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Leticia Tostes Ortega June 25, 2019 at 7:14 am

Oi Ina!
Agradeço seu comentário repleto de colocações pertinentes, próprias de uma historiadora de formação sólida.
Todos os meus textos aqui no BPM sobre a vida na Armênia foram escritos de uma perspectiva muito subjetiva e particular, sempre reconhecendo que, infelizmente, eu passei 2 anos e 5 meses aqui vivendo numa “bolha”, pois minha realidade em Yerevan é muito diferente da realidade de um armênio médio – e ainda mais diferente se pensarmos num armênio médio de fora da capital.
Sempre busquei transmitir o respeito que tenho pelos armênios e pela cultura armênia, enaltecendo principalmente a culinária local, que eu amo e a qual dediquei 2 posts. Este país acolheu muito bem a mim e ao meu marido, e nossa experiência aqui foi muito positiva, apesar de termos enfrentado várias questões incômodas (nenhum lugar é perfeito).
Quando me foi pedido para escrever para o BPM sobre a mulher armênia e o seu papel na sociedade, eu relutei muito, pois, como você mesma disse, cultura é algo por demais complexo, e, embora eu não seja historiadora, eu já conseguia reconhecer no machismo armênio traços históricos, como estes que você citou, com um conservadorismo muito enraizado na cultura local.
Hoje, mais de um ano depois de ter escrito este texto, posso reafirmar que a Armênia continua um país absolutamente conservador, com uma crescente rejeição à imigrantes e homossexuais, e que os armênios (homens e mulheres) não conseguem identificar que suas atitudes são machistas.
Fato é que meu tempo aqui vai chegando ao fim e com certeza vou sentir falta desse país, porque, entre tantas coisas, o machismo que tanto me incomoda também me dá a certeza de que posso andar na rua sozinha a hora que eu quiser, sem precisar me preocupar com riscos que, infelizmente, nós mulheres corremos no mundo inteiro.

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