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Nova Zelândia

Características da Nova Zelândia

Características da Nova Zelândia.

Quando estudamos geografia no Brasil nos ensinam que a Nova Zelândia é conhecida como parte do Novo Mundo e é realmente assim, o país é “novo”. Desde que iniciei minha participação no blog, tenho enfatizado o quanto as pessoas desconhecem esse lugar em que eu escolhi viver. Percebi que apresentei no post a minha vida de camaleão, falei sobre os mitos e verdades de se aprender inglês por aqui, descrevi um pouco as oportunidades no país, contei sobre tradições natalinas e a tão famosa estação da felicidade (verão), mas acabei não falando sobre o país em si. Decidi então dedicar este espaço para falar um pouquinho mais sobre esse pequeno grande país chamado Nova Zelândia e suas principais características.

Estamos na Oceania, fazendo parte da Australásia, mais definitivamente a Nova Zelândia não é parte da Austrália. Pelo contrário, os 2 países são rivais em esportes (e em outros quesitos) e os kiwis adoram tirar sarro dos australianos. Também não é pra menos, os australianos dizem que inventaram a Pavlova, o café mochaccino e que são melhores jogadores de rúgby. Mas a verdade é que a Nova Zelândia foi campeã mundial de rúgby nos 2 últimos campeonatos e ninguém até hoje conseguiu comprovar quem inventou a Pavlova.

Atualmente vivem por aqui cerca de 4,5 milhões de pessoas em todo o país. A capital é Wellington, mas todos acreditam que seja Auckland por ser a maior e mais famosa cidade da Nova Zelândia. Por todo o país a sensação de tranquilidade, somada à infraestrutura fantástica, nos faz sentir como se estivéssemos em uma cidade do interior, de férias.
O aeroporto principal está em Auckland. De lá é super fácil pegar um outro voo ou ônibus para outros pontos do país. A moeda é o dólar neozelandês, equivalente ao dólar australiano e um pouco mais barato que o dólar americano, no momento.

 

O país é super pacífico e as pessoas acreditam nas pessoas, a polícia funciona com pouquíssima ou com quase nenhuma corrupção. O sistema de governo é o parlamentar e, apesar de a Nova Zelândia ser independente da Inglaterra desde 1907, ainda se respeita a família real. Um governador-geral é escolhido pela rainha a cada 4 anos. Este representa a família real por aqui. Na Nova Zelândia, temos um feriado em celebração ao aniversário da rainha. Quando algum membro da família real aparece no país, é tratado com todas as pompas e todos os seus movimentos são televisionados.

A Nova Zelândia não tem uma constituição escrita e quase não tem indústria; praticamente tudo o que consumimos é importado. O setor mais forte é a agricultura e por aqui, o número de ovelhas e vacas é bem maior do que o de pessoas por metro quadrado.

As línguas oficiais são inglês, maori e a língua dos sinais. A língua maori, além de ser um componente curricular nas escolas, é constantemente relembrada, está presente na introdução de eventos e recebe todo ano homenagens durante uma semana. A maioria das pessoas não sabe falar, mas conhece algumas palavras. O haka, dança maori que originalmente era utilizada pelos guerreiros para intimidar o adversário, continua com seu objetivo inicial nos jogos de rúgby. A dança é muito respeitada e também é ensinada nas escolas. Todos os kiwis e não kiwis adoram ver e sentir a energia da performance.

haka

Como nada nem tudo é perfeito, tem também a parte que assusta. Estamos localizados bem em cima de placas tectônicas que estão em constante movimento, e isso faz com que pequenos terremotos aconteçam quase que diariamente em vários pontos do país. Pra ser sincera, eu nunca senti nada. Devido à sensação de segurança, toda essa questão é encarada de forma natural, pois sabemos que as construções e estruturas são preparadas para esses acontecimentos e estão sendo reforçadas em regiões de maior risco. Além disso, o país tem um número alto de vulcões, todos adormecidos, ainda bem! Outro fato negativo é a distância do país em relação a outros países. Apesar da distância, não sentimos falta de nada, já que encontramos de tudo por aqui.

As estações do ano são bem definidas e temos desde um verão relativamente quente a um inverno com direito a neve e várias estações de esqui. Lugares para se visitar e para passear não faltam. A natureza é a atração principal. Ao longo das caminhadas encontramos cânions, cachoeiras, praias paradisíacas, vegetação, piscinas de água quente, montanhas, jardins, gêiseres, etc. Muitos filmes foram filmados por aqui e os sets de filmagem como o da trilogia O Senhor dos Anéis, por exemplo, são hoje atrações criadas para o turismo, assim como os esportes radicais e passeios ambientais para ver animais ou fenômenos naturais específicos do país.

Mount Eden vulcao

Uma curiosidade interessante é que por aqui nenhuma cidade fica a mais de 130 km do mar. Tudo bem que a água é fria e desanima às vezes, mas para os surfistas é o paraíso. Além de inúmeras e belíssimas costas a Nova Zelândia tem praias com ondas raras que quebram à esquerda e fazem a alegria de surfistas do mundo inteiro. Tem até praia onde você pode cavar na areia e uma piscina natural de água quente se forma. Por aqui a natureza sempre dá seu show.

O país é pequeno, mas famoso por tecnologias de ponta e mente aberta. As universidades são renomadas e estão sempre desenvolvendo projetos pioneiros em áreas diversas. O país é referência em tecnologia para criação de gado leiteiro e ovelhas. Além disso, a Nova Zelândia foi o primeiro país que deu direito de voto às mulheres e um dos primeiros a oficializar o casamento gay. Homens e mulheres são aceitos para cargos diversos e é bem comum vermos mulheres desenvolvendo tarefas que acreditávamos ser exclusivas para homens.

É difícil resumir em apenas um texto as características de um país tão novo e com tamanha diversidade. Belezas naturais e geografia diferenciada nada seriam se não fossem habitadas por um povo cosmopolita, alegre e acolhedor, que mescla e divide histórias diariamente, que preza pelas suas raízes mas ao mesmo tempo alimenta o senso de liberdade, inovação, cuidado com a natureza, com o próximo e a vida em si. É impossível não se apaixonar!

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3 comentários

Ana Paula Linhares Fevereiro 22, 2016 at 10:35 pm

O leitor deve considerar que o artigo foi escrito por alguém interessado em atrair pessoas ao país. Seria útil listar as possíveis dificuldades que seriam encontradas por eventuais imigrantes brasileiros. Primeiro, o clima é frio e chuvoso na maior parte do ano, nas duas ilhas sendo que a ilha do sul é mais fria, a do norte, mais chuvosa. Então se você é friorento, verifique nos sites de meteorologia e clima o que deve esperar em cada mês do ano. Segundo, a distância tem a consequência inevitável de tornar produtos mais caros e difíceis de encontrar. Grandes empresas internacionais, como Zara e Ikea, por exemplo, não consideram o país um mercado de tamanho suficiente para se mudarem para cá. Terceiro, e para mim, mais importante, as opções culturais são extremamente restritas. A população pequena e espalhada não alimenta o setor, então há poucas opções de teatro e mesmo cinema (sem contar os blockbusters americanos). Se você é fã de espetáculos de dança, verá uma ou duas produções por ano, ópera nem pensar. Não incluo aqui apresentações de dança maori, que acontecem em locais turísticos o ano todo e em produções amadoras esporadicamente. Grandes turnês internacionais às vezes incluem a NZ no roteiro, então talvez três ou quatro vezes ao ano uma boa produção de teatro esteja disponível. Um quarto problema é o isolamento. O alto custo das passagens para o Brasil (e qualquer outro país fora da Oceania) inviabiliza viagens de volta para rever a família e isso gera uma sensação de isolamento para alguns brasileiros. Conheci várias pessoas que vieram para cá e se decepcionaram por uma dessas quatro questões e, para aqueles que não queriam voltar ao Brasil, usaram a cidadania adquirida na NZ para imigrarem para a Austrália, um país com clima mais parecido ao brasileiro e economia e cultura multidiversificada. Moro em Auckland há 10 anos por motivos pessoais e profissionais, mas acho que não seria boa opção para meus amigos mais próximos no Brasil. Melhor definição: “país agrário e distante”.

Resposta
Rosana Melo Fevereiro 25, 2016 at 1:02 am

Oi Ana Paula, muito obrigada por ter lido o texto e dedicado um pouco do seu tempo para dividir sua opinião. É sempre importante para o leitor ter outros pontos de vista.
Concordo com alguns pontos que colocou e outros acho até intrigante. A escolha do país é sempre bem pessoal, eu moro por aqui a 6 anos e meio, amo a NZ, país que escolhi pra viver e que me acolheu. Tenho muitos amigos e realmente não me sinto isolada.
As pessoas são diferentes e com certeza vai ter gente que não irá se adaptar ao clima, a sensação de cidade pequena do país, a comida e a cultura em si. A economia é sim bastante agrária mas super moderna tecnologicamente e exemplo pra muitos países como você deve saber. Desde que cheguei aqui sempre encontro muita coisa pra fazer, talvez porque eu venha de uma cidade pequena do Brasil. Sob meu ponto de vista os museus e galerias tem sempre exibições diferentes, muito espetáculo de dança, shows internacionais, além de atividades simples do dia a dia como caminhadas e passeios próximos que sempre me mantém bem ocupada.
Eu definitivamente recomendo aos meus amigos e familiares, aliás meu sonho é que eu pudesse trazê-los um dia (quem sabe).
Respeito e valorizo sua opinião e vou anotar alguns pontos para serem levantados em outros textos. Mais uma vez obrigada pela contribuição. Grande abraço. 🙂

Resposta
Moises Março 6, 2016 at 12:42 pm

Bom dia !!

Muito bem narrado , que teve ou terá o privilégio de conhecer o PAÍS , não vai ficar questionando sobre problemas , pessoas tem que levantar cedo tomar banho e ir
trabalhar , quem procura pelo em ovo não conseguirá ir ao primeiro mundo !!!

Sucesso !!!

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