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Como economizar morando no Canadá – Parte 1

Hábitos que geram economia

Uma mudança de país traz consigo muito mais que aprender (ou aprimorar) uma lingua estrangeira, ela nos expõe a uma adaptação cultural intensa, 24 horas por dia 7 dias por semana. Aos poucos vamos entendendo os costumes e hábitos locais e os porquês envolvidos em cada um deles. O impacto de alguns na nossa vida é imediato, outros vão aparecendo com o passar dos meses e anos e, claro, dependem totalmente do país que você está. Nesse artigo quero falar com vocês sobre algumas diferenças culturais que fazem com que a gente economize mais no dia-a-dia morando no Canadá, no mês que vem vou falar mais sobre as que fazem com que a gente acabe tendo mais planejamento financeiro aqui do que no Brasil.

Utilizar transporte público

Seria injusto somente falar que as pessoas utilizam muito mais o transporte público nas grandes cidades aqui do que no Brasil e você, que está aí no Brasil, deveria vender seu carro e começar andar de ônibus para economizar. Cada caso é um caso e cada um tem uma necessidade, mas acho importante considerar essa hipótese e fazer as contas do real custo de ter e manter um carro e se no seu caso não vale a pena aderir ao transporte público e uber/táxi.

Aqui em Toronto o ônibus também está lotado em horário de pico, o metrô está longe de cobrir a cidade toda e tenho um caso de amor e ódio com o streetcar já que ele é super prático mas já me deixou na mão inúmeras vezes, mas a grande maioria das pessoas utiliza o transporte público independente disso, principalmente se o deslocamento inclui o centro da cidade. Os estacionamentos são caríssimos, as vagas para estacionar na rua praticamente inexistentes e andar de transporte público (TTC para os íntimos) é prático, mais barato e muita vezes mais eficiente e rápido que ter um carro.

* Existe até um site com várias fotos de celebridades utilizando metrô pelo mundo (risos), dê uma olhada no Celebrities on the Subway.

Marmita todo dia

Enquanto utilizar transporte público no dia-a-dia para mim não seja nenhum esforço, porque eu já tinha decidido vender o carro e andar de ônibus e uber/táxi no Brasil há um bom tempo, fazer marmita todos os dias não foi algo tão simples assim de se acostumar. No Brasil, ocasionamente levava marmita para almoçar na empresa em que eu trabalhava, mas era bem esporádico e nunca foi um hábito. Aqui o estranho é não levar e ter que procurar um lugar para comer na hora do almoço.

As empresas possuem uma cozinha onde todos podem utilizar a geladeira e o microondas para guardar e esquentar sua comida e geralmente o almoço é mais curto que no Brasil (algo em torno de 30 minutos), todos comem, lavam seus potes e voltam para a mesa para trabalhar. Aqui não existe Ticket Refeição e almoçar na rua é caro e impacta bastante o orçamento doméstico, então é super comum estar no ônibus ou metrô e ver praticamente todo mundo com a sua bolsa ou mochila e mais uma sacolinha com a marmita para o almoço.

Como Toronto é uma cidade multicultural e tem gente do mundo inteiro morando aqui, observar a marmita dos colegas é uma experiência a parte porque cada cultura cozinha de uma forma diferente, além disso é muito comum ver lanches, já que a principal refeição aqui é o jantar e não o almoço como para nós brasileiros. Particularmente eu ainda não sucumbi aos lanches e o almoço para mim continua sendo a principal refeição do dia, então preciso me organizar para cozinhar e congelar alguns pratos no final de semana além de separar pelo menos uma hora todas as noites para preparar a marmita para o dia seguinte. Dá uma trabalheira só, mas o bolso, o paladar e a saúde agradecem.

Contratar serviços

“Como contratar serviços é caro!”. Essa é uma das frases que mais ouço dos brasileiro que se mudam para essas terras geladas. Faxineira, manicure, montador de móveis, empresa de mudança, pintor e qualquer outro prestador de serviços é proporcionalmente muito mais caro que no Brasil e, salvo se você tiver uma renda muito alta (quando digo muito, é muito mesmo), contratar esses serviços vai aos poucos acabar virando uma lembrança do passado tanto pelo custo quanto pela adaptação cultural. Cada um sente esse impacto de uma forma diferente, algumas sentem uma falta tremenda da manicure, outros da faxineira duas vezes por semana, outros se adaptam com uma rapidez incrível e outros já tinham essa rotina de DIY (Do It Yourself) no Brasil por prazer ou por economia e já vieram adaptados.

Eu, para ser bem sincera, sinto falta mesmo são dos nossos buffet por quilo. Ahh como é bom poder chegar no restaurante, escolher o que quiser na hora e comer sem cerimômia a um preço justo.

E vocês, quais os hábitos adquiridos morando fora que mais fizeram bem ao bolso?

Mês que vem vou falar sobre algumas diferenças culturais que impactam mais o nosso planejamento financeiro de longo prazo. O Brasileiras pelo Mundo tem uma série chamada Custo de Vida Pelo Mundo, vale a pena dar uma olhada para ter uma ideia de quanto custa morar em vários países e cidades desse mundão!

Até o mês que vem!

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2 comentários

Luiz Julho 16, 2017 at 2:03 pm

Gostei muito da visão de realidade tanto de aspectos vividos no Brasil quanto aos observados no Canadá. O fato de seu trabalho ser com relação a análise da situação financeira das pessoas me atraiu a fazer esse comentário pois tenho interesse em morar no Canadá. Sou militar aposentado e minha esposa trabalha, meu filho está cursando medicina. Tenho já uma renda que possa nos sustentar, porém será necessário uma complementação. Tenho receio de não ser suficiente para o período de experiência que eu passar aí tentando me adaptar. Seria possível tu me ajudar com relação a esse cálculo de despesas? Comportamento posso planejar nossa ida para esse país? Caso seja possível por favor me envie um contato. Obrigado

Resposta
Natália das Mercês Clarindo Julho 31, 2017 at 2:45 pm

Olá Luiz,
Desculpe a demora para te responder, estava com acesso limitado a internet esses últimos dias. Meu email é [email protected], terminei de te enviar um email no [email protected], se não chegar por favor me avise.

Um abraço,
Natalia

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