Custo de vida na Inglaterra

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Foto de notas de dinheiro para pagar contas
Foto: acervo pessoal
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Custo de vida na Inglaterra.

Os custos para morar na Inglaterra podem variar muito conforme o estilo de vida de cada um. Obviamente existem pessoas mais gastadoras que mal olham os preços das coisas e outras mais econômicas e frugais. Mas mesmo com essas diferenças de perfis, é possível ter uma ideia média de alguns custos mensais que são bastante comuns para a grande maioria.

Tirando as questões de moradia e transporte que já foram abordadas em textos passados e que sem dúvida representam o maior percentual de gasto fixo no total das contas, outros valores devem ser considerados quando se pensa em morar em outro país.

De um modo geral, todas as contas na Inglaterra são feitas de forma anual e o ano fiscal começa em abril, que é quando os valores do ano seguinte são reajustados. Isso vale tanto para o salário, que é computado e oferecido em valor bruto para 12 meses, incluindo férias, como para todas as outras utilidades e serviços. Portanto, as contas são geradas para um pagamento total anual com desconto, ou dividido em parcelas iguais para pagamento mensal.

As principais contas básicas mensais para se ter em consideração quando se pensa em morar na Inglaterra são: Borough council tax (similar ao IPTU do Brasil), Internet – celular – TV (que muitas vezes são comprados em combo), eletricidade, gás, água, supermercado, custos com lazer e alguns extras que sempre podem surgir e devemos estar preparados.

O Borough tax vai variar drasticamente de acordo com a cidade e bairro em que se mora, com o tamanho e valor da propriedade e com a densidade populacional da região. Quanto mais alto o valor do imóvel, e mais caro e valorizado o bairro, com mais escolas, transportes, hospitais, parques e áreas de lazer, mais alto tende a ser o valor da taxa do Borough council, que está diretamente ligada à manutenção das áreas públicas da região. Por outro lado, zonas centrais por terem apartamentos muito menores e concentrarem muita gente, podem por vezes ter uma taxa reduzida, já que os custos do bairro são divididos por mais contribuintes.

Em Londres as taxas tendem a variar de 680 a 2300 libras por ano, dependendo da região, e dos fatores citados acima. Para quem está disposto a considerar cidades menores, no entanto, é possível encontrar excelente qualidade de vida com taxas muito mais em conta. Por outro lado, também vale citar que aqui na Inglaterra não é cobrada a conta de condomínio, bastante comum para quem mora em edifícios no Brasil.

Leia também: Como alugar apartamento na Inglaterra

Celular virou item de primeira necessidade, né? No meu caso, acho que o chip com número inglês foi minha primeira compra assim que cheguei! Não vivemos mais sem a comunicação imediata. E não seria diferente quando mudamos de país. Aqui como em muitos lugares é possível ter um contrato com uma operadora (as principais são: Vodafone, Three, O2 e EE) e definir um plano mensal de voz e dados a partir de 15 libras ou ir adicionando créditos no pré-pago, à medida que se precisa. No modelo de contrato que geralmente é anual e pago mensalmente, os valores por minuto costumam ser mais baixos do que nos planos chamados “pay as you go”, onde é possível comprar somente um chip com um valor de crédito a partir de 5 libras e sair falando em qualquer telefone desbloqueado. A diferença é que o contrato, apesar de ser um melhor negócio, vai demandar endereço fixo e conta no banco, o que geralmente não é fácil logo nos primeiros dias em um país novo.

O mais comum é começar só com um chip pré-pago e depois avançar para um plano direto com uma operadora. As operadoras de telefone também podem oferecer internet com banda larga domiciliar e canais a cabo.

Internet em casa pode, portanto, ser comprada através das operadoras de celular ou dos principais fornecedores de cabo que são vários: BT, Sky, Virgin, Talk Talk, hyperoptic… Quanto mais serviços são adicionados no pacote, mais descontos as empresas oferecem, mas é preciso saber o que realmente se precisa e usa para não acabar gastando a mais, sem necessidade. O valor médio somente para internet, por mês, costuma ser a partir de 15 libras para um pacote básico de 10 MB e até umas 50 libras com fibra ótica e 60MB -80MB.

Com a Internet decidida é possível adicionar pacotes de canais de TV. Se você gosta de manter TV mas não precisa das centenas de opções de canais a cabo, aqui existe a licença chamada Freeview, que por 15 libras mensais dá acesso a mais ou menos 60 canais (esse é o custo mínimo para ter acesso à TV e pagar os impostos e licenças de transmissão).

O fornecimento de Eletricidade geralmente é provido pelas empresas: EDF, British Gas, eOn, Npower, SSE e Scotish Power. Esses serviços são privatizados e a concorrência entre as empresas é alta. Vale sempre a pena pesquisar quem oferece o melhor preço na sua região. Alguns sites como moneysupermarket.com, comparethemarket.com e uswitch.com podem ajudar nessa análise.

Para um apartamento ou casa de 2 quartos com 2 pessoas, a média da conta de luz fica em torno de 40 a 100 libras por mês. Esses valores variam conforme a quantidade de uso de eletricidade e especialmente de itens e máquinas que consomem muita energia, como: máquina de lavar, aquecedores, quantidade de aparelhos constantemente na tomada etc. E podem ser mais altos se mais pessoas viverem na casa. Normalmente os apartamentos mais modernos que não usam gás, apenas energia elétrica, acabam tendo também a conta de eletricidade mais cara, uma vez que o aquecimento do imóvel, fogão e da água é feito de forma elétrica.

Ainda é muito comum, no entanto, utilizar o gás para casas e edifícios mais antigos. As empresas de gás mais utilizadas para o fornecimento são, de modo geral, as mesmas que fornecem eletricidade e é possível comprar “combos” e economizar. O custo médio com esse serviço para um apartamento padrão, de 2 quartos, varia de 30 a 70 libras. A utilização do gás aumenta muito para esquentar as casas no inverno, mas como a conta é anual e diluída pelos meses, não se sente tanto o peso nos meses frios.

A água de Londres e cidades ao redor é provida pela Thames Water. A mesma empresa se encarrega também do tratamento de esgotos. A água assim como a luz depende da quantidade que se utiliza. Em um apartamento padrão, a média consumida por pessoa, no país, é em torno de 150 litros por dia. Claro que isso aumenta se a pessoa deixa a torneira aberta por muito tempo enquanto lava louça ou escova os dentes, se toma banhos muito demorados ou tem outros hábitos de desperdício. Os europeus são bastante conscientes com relação ao uso de água. Lembra aqueles baldes de água jogados na cozinha? Esqueça!

A média da conta de água por mês, costuma ser em torno de 25 a 50 libras. Nesse total de serviços: Borough council, telefone, internet, luz, gás e água, o custo médio vai ficar em torno de 230 a 450 libras, além, é claro, do aluguel.

Ainda temos que considerar que esses são alguns serviços básicos, e no dia a dia ainda temos outros gastos, como com lazer e supermercado, por exemplo. Mas esses são tão vastos que vou deixar para falar deles separadamente e com mais detalhes em outros textos.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar na Inglaterra

Espero que essas informações sejam úteis para você que está considerando morar na Inglaterra. Tem alguma outra dúvida? Deixa um comentário que tentaremos ajudar.

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