Nove motivos para morar na Inglaterra

9 de muitas razões para morar e amar a Inglaterra.

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Foto: pixabay.com
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Nove motivos para morar na Inglaterra.

Estou aqui há três anos, tenho uns 20 motivos para morar na Inglaterra e, talvez, uns 5 para vez ou outra sentir alguma dúvida. Enquanto o saldo for positivo, ficarei! Nesse texto, falo das 9 razões que me dão a impressão de ter tomado a decisão acertada.

A educação dos ingleses

Os ingleses são super educados, aquelas palavrinhas mágicas: por favor, obrigada, com licença, desculpa, são usadas em todas as circunstâncias, às vezes, até com certo exagero. Já aconteceu de EU esbarrar em alguém e a pessoa me pedir desculpas. Eles agradecem ao motorista quando descem do ônibus e ao caixa do supermercado quando terminam a compra. Também pedem licença para entrar em qualquer lugar ou em qualquer situação que podem minimamente encostar em alguém. Incomodar o outro é bem desconfortável para os ingleses. Assim como ficar encarando ou olhando de cima a baixo. Falar alto também não é nada comum, ao contrário do que é normal para latinos. Ainda que aconteça, normalmente nos restaurantes, salas de espera, e mesmo no metrô e trens, raramente ouve-se pessoas falando muito alto. Buzina no trânsito é uma coisa raríssima.

Segurança

Londres é uma grande cidade e como toda metrópole tem uma certa dose de violência. Existem alguns batedores de carteira (e celular) nos bairros com maior número de turistas e deve-se ter cuidado em algumas áreas isoladas, principalmente andando sozinha à noite. Mas, de um modo geral, a criminalidade é baixa. Assaltos violentos, assassinatos, sequestros, estupros não são comuns. Ando muito à vontade sozinha, inclusive bem tarde, uso brincos, relógio, celular e laptop tranquilamente nos transportes públicos. A gente também consegue sacar dinheiro em caixas eletrônicos na rua, sem se preocupar que alguém vai nos roubar. Nas cidades menores, essa preocupação é totalmente inexistente. As pessoas deixam coisas dentro dos carros, e até os portões de casa abertos. Não há muros altos, ou cercas farpadas. Essa, talvez, seja uma das principais qualidades dos países da Europa para atrair brasileiros.

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Saúde

O sistema público de saúde se chama NHS (National Health System), e funciona super bem. Cada cidadão tem um GP (general practioner) que atua numa clínica próxima ao seu endereço. Quando é preciso marcar qualquer tipo de exame ou consulta com especialista, primeiramente é marcada uma visita ao GP, que é um clínico geral. Ele vai fazer um check-up e depois vai direcionar a um especialista. Dependendo do caso, o próprio GP pede exames, inicia tratamentos ou receita remédios. Os casos que requerem cuidados ou acompanhamento mais específico podem ser enviados para um hospital. Isso tudo é gratuito! Inclusive os exames. Para marcar, raramente demora mais de 2 semanas, já marquei consultas e exames para o dia seguinte. Vários remédios também são gratuitos, ou tem um preço fixo de 8£. As clinicas e hospitais são limpos, organizados e aparelhados, além de terem profissionais altamente capacitados.

O clima. SIM, você leu O CLIMA

Sendo do Rio, estava acostumada a ter 2 estações no ano: primavera e verão. E confesso que adoro o calor e a praia, porém, passei a dar valor às 4 estações: a achar bonito a diferença nas cores das árvores, a perceber o período da primavera em que os patos e cisnes chocam seus ovos, a tomar mais sopa no inverno e beber Pimms e coquetéis no verão; a usar roupas e sapatos leves e coloridos no verão e mais fechados, pesados e escuros no inverno; a esperar aqueles programas de TV que são típicos do frio ou do calor.  Aqui, a gente se diverte nos parques e faz viagens pela Europa entre maio e setembro e curte mais a família, cozinhar, ver series da Netflix e receber, de novembro a março.

É claro que depois do segundo mês do inverno a gente se cansa do frio e da escuridão dos dias curtos, mas aí se lembra que depois de alguns meses, passará! A gente aprende a dar mais valor ao verão e, quando ele chega, aproveitamos ao máximo.

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Os transportes

Apesar de ser uma ilha, o Reino Unido é muitíssimo bem conectado. Não somente tem grandes aeroportos, com centenas de voos em diversos horários e preços, como o sistema de transporte público é muito eficiente. Trens, ônibus e metrôs são bem interligados e, apesar de não serem baratos, funcionam! É fácil se locomover pelo metrô de Londres, assim como é simples pegar um trem e ir visitar cidades diferentes. Mesmo em cidades menores, sempre há trem e ônibus. Além disso, é possível se informar online sobre horários, preços, distâncias e, inclusive, comprar passagens e reservar lugares. Os sites das operadoras dos trens e ônibus são bem claros e simples.

A liberdade de expressão

Algo que amo e valorizo muito aqui, é a liberdade de sermos nós mesmas. As pessoas gostam de ser diferentes e originais. É comum ver pessoas usando roupas exóticas, tattoos, cores e cortes de cabelos impensáveis no Brasil, unha e maquiagens bem inusitadas. Ninguém se importa ou fica olhando de lado, se quiser “sair do padrão”. Claro que no trabalho as empresas podem ter algumas regras, mas, de um modo geral, vejo bastante flexibilidade.

Os ingleses não estão nem aí se você quiser andar na rua com uma roupa rosa de bolinha amarela e cabelo verde. Também é comum ver mulheres por vezes acima do peso e fora daquele ideal de “corpo perfeito”, usando roupas justas, curtas e até com a barriga de fora, e elas não estão nem aí. Acho essa autoconfiança incrível.

A cultura

Por ter sido um país colonizador, possuindo grande mistura de pessoas vindas de diferentes lugares, a Inglaterra transborda cultura. Não somente na quantidade de museus, teatros, cinemas, feiras e exposições de arte ao ar livre, espetáculos de dança, literatura, festivais e concertos…, mas também na quantidade de línguas que se fala, de religiões que se pratica, da culinária e sabores diversos. São muitos árabes, indianos, asiáticos, europeus, africanos e latino-americanos que convivem e se misturam, permitindo uma troca cultural e oportunidades de aprendizados incríveis. Vale lembrar que grandes ícones da música (Beatles, Rolling Stones, Queen, George Michael, Amy Winehouse, Elton John), da moda (Stella Mc Cartney, Alexander McQueen, Vivienne Westwood) e das artes são ingleses.

A qualquer dia e hora, se quiser experimentar um prato novo, assistir a um espetáculo de dança indiana, uma palestra com um monge budista ou com um professor de física de Cambridge, descobrir o novo hit, um concerto clássico, acha-se de tudo, para todos os gostos!

Os parques

A Inglaterra é cheia de parques, bosques e zonas verdes incríveis. Em todos os bairros é possível achar pelo menos um parque. E são sempre bem cuidados e limpos. A partir da primavera, os parques ficam cheios de gente aproveitando o solzinho. Existem os pequenos só com um jardim, alguns bancos e um coreto, e os grandes, com lagos, pássaros, esquilos e diferentes tipos de árvores. No verão, os parques maiores realizam eventos e são um ótimo local para ver a vida passar e observar os moradores e seus costumes.

A língua

É claro que para brasileiros que decidem morar fora, países de língua portuguesa e espanhola costumam ser opções mais fáceis em termos de idioma. Para muitos, a ideia de morar na Inglaterra pode assustar quando não se tem o tal do “inglês fluente”. Por outro lado, o que vejo é que os ingleses estão acostumados com estrangeiros e são abertos a quem fala inglês com sotaque. E mesmo quando não se fala a língua perfeitamente, é possível se virar bem.

Adoro o fato de, aos poucos, perceber que consigo entender filmes, séries e músicas que sempre gostei; ler obras de grandes autores no idioma original; ir ao teatro e ver uma peça de Shakespeare, em inglês. Acho que conseguir ser fluente abre ilimitadas portas, e ter chegado lá me deixa bastante orgulhosa!

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