Como alugar apartamento na Inglaterra

Dicas para facilitar o processo de alugar um apartamento ou casa na Inglaterra

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Como alugar casa na Inglaterra
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Como alugar apartamento na Inglaterra.

Quando se decide mudar de país, uma das primeiras perguntas que nos ronda a cabeça é: onde será que eu vou morar? Geralmente na chegada, é comum dividir casa com alguém, ou ficar um tempo em uma moradia provisória como Airbnb ou hostel. Mas depois a gente acaba querendo ter um canto pra chamar de nosso! E aí chegam novos questionamentos: Como faço para alugar uma casa ou apartamento? Em que bairro? Será que vai ser caro? Quanto deve custar o aluguel? Como funciona o mercado imobiliário? Quais são os passos?

Essas dúvidas fazem muito sentido. No nosso país nós normalmente sabemos o caminho das pedras, mas no exterior as regras às vezes são outras.

Na Inglaterra essa indústria é realmente muito grande e o ideal é ter em mente algumas ideias para facilitar o processo de alugar uma casa ou apartamento (ou flat, como dizem aqui).

Entre algumas questões principais, é preciso ter em mente: Que tamanho/ espaço será preciso? Vou morar sozinha? Vou morar com parceiro? Vou morar com parceiro, filhos? Entendendo essa primeira etapa, vale pensar no bairro. Se já for possível ter uma ideia de onde se vai trabalhar ou estudar, o ideal é tentar achar um bairro que esteja na “linha” de metrô ou trem do trabalho, pois isso fará uma grande diferença em termos de tempo no transporte e muito possivelmente nos custos também. No caso de Londres, por exemplo, considerando que os bairros estão divididos em regiões de 1 a 6, sendo a 1 mais central e a 6 mais afastada, o preço de um passe de metrô e ônibus para regiões de 1 a 3 é quase metade do valor para cobrir regiões de 1 a 6. Por outro lado, um apartamento na zona 1 pode custar o dobro ou até o triplo de um parecido nas regiões 5 ou 6.

Ao escolher morar em cidades menores, ou isoladas, não cobertas por linhas de metrô, é muito importante entender o sistema de transporte local de ônibus e trens. E levar em consideração a necessidade de ter carro para se locomover.

Leia também: Onde morar na Inglaterra: Londres ou interior?

No caso de ter filhos, também é importante saber se o bairro tem escolas com vagas por perto e parques para o lazer. O ensino é gratuito, mas as famílias apenas podem inscrever as crianças nas escolas da sua região (salvo raras exceções). E no caso de ter bichinhos de estimação é essencial saber se a propriedade aceita animais.

Considerar outras amenidades de acordo com os gostos pessoais também pode ser importante para ter qualidade de vida e ser feliz no exterior! Para quem gosta de esportes, vale saber se tem onde correr, caminhar ou andar de bicicleta na região, ou se existe uma academia ou piscina por perto, por exemplo. Para os que gostam de arte, cultura e entretenimento, vale pesquisar se o bairro e proximidades oferecem cinemas, teatros, museus, salas de exposição/concertos. Para os mais boêmios, pode ser válido checar os bares, pubs e restaurantes. Ou até tentar ter tudo isso junto. Também é interessante se informar sobre onde é o mercado mais próximo, farmácias, estações de metrô/trem, e clínicas de saúde.

Tendo considerado esses primeiros pontos sobre localização, vem outro essencial: os custos. Na Inglaterra o custo de moradia é alto. Por isso é preciso se preparar. Ter uma noção de quanto se pode gastar por mês em aluguel já ajuda muito a reduzir o universo de procura.  Especialistas financeiros dizem que o ideal é que o aluguel consuma em torno de, no máximo, 1/3 do salário mensal, considerando que teremos ainda muitas outras despesas com alimentação, transporte, contas, lazer e ainda tentar economizar algum dinheiro.

Com uma ideia de valor na cabeça e alguma noção de bairros pesquisados é possível então partir para a procura do imóvel propriamente dita.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar na Inglaterra

Aqui na Inglaterra existem essencialmente 2 formas de se fazer isso: a digital, usando os principais sites ou aplicativos como Rightmove e Zoopla, onde é possível ver praticamente toda a oferta de anúncios das agências, ou a mais tradicional que é indo pessoalmente a algumas agências imobiliárias da região escolhida, e conversando com um (ou vários) consultor (es).

Os aplicativos funcionam super bem. Eles têm vários filtros e te permitem escolher quantidade de quartos, região, preço, se precisa de vaga para carro, jardim etc.

Após selecionar alguns, faz-se o contato com os agentes, que vão agendar as visitas aos imóveis. É muito importante visitar as propriedades para entender o real estado do apartamento ou casa, a localização, o espaço interno e externo, se precisa de alguma reforma e até para tentar dar uma negociada no valor. Pelo que já vi, é possível conseguir algo em torno de 5-10% de redução, se for apresentado um bom motivo. Mas também é preciso lembrar que normalmente existe um depósito de caução, pago juntamente com o primeiro mês de aluguel, que é de modo geral o valor de mais um mês de aluguel e mais as taxas de documentação, contratos etc (os chamados fees). E lembrar que, no primeiro mês, já tem que pagar os serviços de água, luz, gás, internet. Ou seja, se você estiver pensando em alugar um apartamento de 1.000 £ por mês, é preciso ter, mais ou menos, umas 2.500 £ para desembolsar logo no começo.

Nas zonas fora do centro de Londres, a partir da zona 2 em diante, em termos de preço, é possível achar desde studios por 500-600 £, flats de 1 quarto por, mais ou menos, 1.000 £ por mês, até casas com 4 ou 5 quartos, jardins, garagem, e com valores bem mais elevados. Por isso pesquisar bem as oportunidades é muito importante para tomar a melhor decisão e evitar arrependimentos.

Por falar em arrependimento, os contratos são geralmente de 12 meses, podendo ser automaticamente renovados, mas é possível colocar uma cláusula que permita a “quebra” do contrato em 6 meses, sem multa, caso suas circunstâncias mudem.

Com tudo isso escolhido e decidido, o processo para avançar com o aluguel é normalmente rápido. A agência pede uma determinada documentação, parecido com o que se pede no Brasil, que costuma ser: cópia de passaporte, de algum comprovante de residência, que pode ser carta de abertura de conta no banco ou de criação do National Insurance Number –  NIN (o CPF daqui), declaração do empregador, extrato bancário ou outro comprovante de renda. O agente avalia essa papelada e passa para o proprietário. Com os documentos certinhos e tudo aprovado, paga-se o aluguel, caução e fees, e em alguns dias já se pode fazer a mudança e começar a vida nova na casa inglesa!

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