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Malta

Como é morar em Malta

Malta é um pedacinho do paraíso na Terra. Eu mesma que já morei em outros países, em diversos lugares e visitei tantos outros, nunca vi lugar tão lindo quanto Malta.

ESTRUTURA GEOGRÁFICA DO PAÍS

A República de Malta é um arquipélago no mar Mediterrâneo, que fica localizado logo abaixo da Itália, pertinho da ilha da Sicília e pertence à União Europeia. Esse arquipélago é composto por cinco ilhas, mas somente três dessas ilhas são habitadas: Malta, Gozo e Comino.

A República de Malta é um dos menores países do mundo, onde a sua população triplica no verão por causa dos turistas que a ilha recebe.

Malta – É uma ilha de 246 km, a maior das três ilhas do arquipélago e a mais populosa. Como o país é pequeno, ele é dividido somente em cidades. Cada cidade tem o tamanho de um bairro. A capital é Valleta, mas a cidade mais populosa é Birkikara.

Gozo – É a segunda maior ilha da República de Malta mais habitada e também a segunda maior em extensão territorial. Era em Gozo que se encontrava um dos pontos turísticos mais famosos do arquipélago, a Azure Window (Janela Azul) que desabou no dia 8 de março de 2017. O local continua sendo muito visitado, e a água nessa região tem a coloração azul escuro mais nítido que eu já vi em toda a minha vida.

Comino – É a mais virgem e bonita das três ilhas, com uma extensão de somente 2 km e apenas quatro habitantes. É lá que se encontra a famosa Lagoa Azul (Blue Lagoon), que é um dos pontos turísticos mais bonitos da República.

TRANSPORTE E TRÂNSITO

Em Malta, por ser uma ilha pequena, é tudo muito perto. Sendo assim, é muito tranquilo andar de ônibus para todos os lados, exceto no verão que a população triplica de tamanho e fica mais difícil pegar ônibus porque eles passam lotados e muitas vezes não param.

Nos pontos dos ônibus tem os horários de cada ônibus e até mesmo pelo aplicativo do Tallinja você consegue olhar os horários. O transporte público é seguro, você não corre o risco de ser assaltada, mas cuidado ao sentar no banco do ônibus, sempre verifique se está limpo. E se você vai morar em Malta, eu recomendo fazer um cartão de transporte da Tallinja, com ele o preço do ônibus cai pela metade.

Outro detalhe é que uma vez que você pagou a passagem, você tem até 2 horas para usar aquele ticket (ou para passar seu cartão novamente) sem ser cobrada de novo pela viagem. Mesmo que você pegue outro ônibus, não precisa pagar outra vez.

Ainda devido ao tamanho de Malta, nos horários de entrada e saída do trabalho, a ilha fica parada por causa do trânsito. Tudo fica engarrafado e a locomoção fica complicada, tanto de carro quanto de ônibus, já que não existe faixa especial para ônibus (nem tem espaço para fazer essa faixa!).

Dirigir é bem complicado porque são muitas ladeiras (é um país com muito sobe e desce) e as ruas são estreitas. As vagas são escassas e é bem apertado para estacionar.

O POVO

Os malteses são festeiros. Durante o verão, todo final de semana vai ter alguma festa (e fogos) em algum ou vários pontos da ilha. Geralmente são festas de igreja em que eles carregam toda a decoração de um lado para o outro (palanco, bandeiras, mastros).

Falando em festa, nunca vi povo para gostar tanto de fogos de artifícios ou de morteiro. Eles têm um festival dos fogos e até mesmo mantém um site sobre as datas dos festivais.

Apesar do povo ser festeiro, eles não são muito bem-humorados. Muitas vezes estão emburrados, brigam entre si, falam alto, gritam. O povo é muito tradicional, conservador e católico. Aqui, por exemplo, tem uma igreja para cada dia do ano.

Uma amiga costuma dizer que Malta é o Brasil dos anos 80/90 – devido a vários detalhes.

TRABALHAR EM MALTA

Quem pode trabalhar em Malta? – Para um brasileiro trabalhar em Malta, ele precisa conseguir um visto de trabalho, que geralmente é patrocinado pela empresa que quer contratá-lo, ou ter visto de esposo ou esposa de cidadão europeu, ou ter passaporte europeu. Estudante, em Malta, não tem direito a trabalhar, nem mesmo meio período.

Salário mínimo – Assim como os outros países na Europa, Malta funciona com salário por hora trabalhada. O salário mínimo de 2017 é 4,24 euros por hora, o que é um valor bem baixo comparado a outros países.

Horas de trabalho – Por lei, quem trabalha full time, ou seja, período inteiro, tem que trabalhar 40 horas semanais. E relação às horas extras, por dentro da lei, você só pode trabalhar no máximo até 48 horas por semana.

Férias – O trabalhador em Malta tem direito a quatro semanas de férias, ou seja, 22 dias úteis. Os dias de férias começam a ser acumuladas desde o primeiro dia de trabalho e não é preciso esperar 12 meses completos para usufruir do descanso. Aqui quando se contam os dias de férias, não se considera os finais de semana e feriados, porque já seriam dias que o trabalhador folgaria de qualquer forma. Por exemplo, se você quiser viajar do sábado dia 2 de dezembro, até domingo dia 16 de dezembro, ou seja, duas semanas, você só vai precisar usar 10 dias de férias. Se tiver algum feriado no meio da semana, vai precisar de menos dias ainda.

Feriados – Malta é um país cheio de feriados. São 14 no total, divididos entre feriados nacionais e feriados públicos. Em 2017, antes do presidente Mustafa ser eleito, ele prometeu que os feriados que caíssem nos finais de semana passariam para a segunda feira (assim como acontece em alguns países com poucos feriados como a Irlanda). Vamos ver se a promessa será cumprida, já que ele ganhou as eleições!

A lei que regulamenta essas questões é a L.N. 247 of 2003 – Organisation of Working Time Regulations.

Para mais detalhes consulte o site Be Legal.

SAÚDE E EDUCAÇÃO

Para terminar, eu não poderia deixar de comentar dois pontos super positivos de Malta: saúde e educação.

Saúde – O país tem um dos cinco melhores hospitais públicos da Europa, que é o Mater Dei. Eu já levei a minha filha e eu mesma já fui atendida no hospital (quebrei o pé) e o atendimento é impressionante e rápido. Eles são limpos, profissionais super competentes e muito bem organizados. Apesar do hospital ser público, para ter o direito de ser atendida de forma gratuita, você precisa ter a carteira de residente maltesa ou o cartão de saúde europeu. Caso contrário, a conta vai chegar na sua casa e muitas vezes ela será bem salgada!

Fora os hospitais, você encontra excelentes médicos especialistas e as consultas saem por volta de 20 a 25 euros.

Escolas – Em Malta você encontra escolas públicas e escolas particulares. Dizem os próprios malteses que as escolas públicas têm o ensino melhor do que as escolas particulares, já que o governo paga melhor os seus professores do que o sistema privado.

Espero que tenham gostado desse resumo de como é morar em Malta. Se quiserem saber mais algum detalhe específico, não hesitem em me perguntar.

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Marcela Bueno

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6 comentários

Oscar Dezembro 4, 2017 at 4:27 pm

Olá Thais, tudo bem?

Obrigado pelo post e conteudo, tem me ajudado a ter uma ideia basica de Malta. Tenho uma oferta de trabalho e minha esposta e filho tem passaporte europeu.
Não encontro informações sobre escola para criancas. O meu filho tem 5 anos e ano que vem (2018) iniciará o 1 primeiro ano. Minha dúvida é se nas escola publicas o idioma é o ingles. Obrigado se puder responder.

Att,
Oscar

Resposta
Rodrigo Abril 15, 2018 at 4:21 am

Oscar tudo bem? Estou na mesma situação. Você já se mudou? Como foi a adaptação do sei filho a escola?

Resposta
Thaís Fragoso Junho 5, 2018 at 1:36 pm

Olá Thaís, Oscar e Rodrigo,

Estou no mesmo barco, meu marido está com uma proposta de trabalho, precisamos resolver rápido mas queria mais informações sobre escolas (meu filho tem 2 anos 6 meses) e custo de vida. Agradeço de puderem compartilhar alguma informação.
Meu e-mail é [email protected]

Obrigada,
Thaís

Resposta
Liliane Oliveira Junho 6, 2018 at 1:28 pm

Olá Thaís,
A Thaís Cardoso parou de colaborar conosco e, infelizmente, não temos outra colunista morando no país.
Obrigada,
Edição BPM

Resposta
Alexandre Junho 5, 2018 at 5:26 pm

Estou procurando por esclarecimentos sobre este assunto e realmente é difícil de achar alguma coisa….

Resposta
Liliane Oliveira Junho 6, 2018 at 1:28 pm

Olá Alexandre,
A Thaís Cardoso parou de colaborar conosco e, infelizmente, não temos outra colunista morando no país.
Obrigada,
Edição BPM

Resposta

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