Mudança com cachorro para os EUA

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Foto: arquivo pessoal
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Mudança com cachorro para os EUA.

Hoje em dia é cada vez maior o número de pessoas que têm um bichinho de estimação, seja cachorro, gato, porquinho da índia… É muito bom ter um animalzinho em nossas vidas, afinal, eles nos proporcionam muitas alegrias, companhia e muito carinho.

Eros, meu cachorro, é meu fiel companheiro. Sempre comigo. Bonzinho e mimado, confesso, sempre arruma um jeito de eu fazer as vontades dele, afinal, não consigo resistir a carinha de “coitadinho” que ele faz.

Por isso quando decidimos nos mudar para os Estados Unidos, a primeira pergunta que fiz ao meu esposo (até então namorado) foi: “Posso levar o Eros?”. Ele topou na hora, pois eu não podia deixar meu pequeno companheiro no Brasil. Mas como levar um cachorro para os Estados Unidos? Será que pode? Será que o Eros vai se comportar? Com muitas dúvidas, comecei a pesquisar pela internet e vou dividir as minhas descobertas e como foi esse processo todo com vocês.

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Primeiro, eu descobri que tinha que me preocupar com duas regras: a do Ministério da Agricultura e da companhia aérea. Vamos lá!

Uma observação logo de início: é muito importante se atentar aos prazos. Por isso, é essencial já estar com a data da viagem definida quando iniciar os trâmites para levar seu bichinho.

Descobri que os Estados Unidos são um dos países mais tranquilos para se trazer seu cachorro ou gato. Exceto se você for se mudar para o Havaí, os bichinhos não precisam fazer quarentena. Eles devem ter mais de 15 semanas de idade e ter sido vacinados contra a raiva pelo menos 30 dias antes da data da viagem. Também é necessário um atestado de saúde, emitido pelo veterinário responsável pelo animal, contendo as seguintes informações:

– Dados completos do tutor/proprietário (com endereço no Brasil);

– Dados completos do animal;

– Endereço completo e telefone do médico veterinário;

– Informações referentes à vacina antirrábica, ou no campo de observação informar que animal está em dia com esquema vacinal e que se encontra anexada a carteirinha de vacina; e

– Deve constar a seguinte declaração: “O animal foi examinado e não apresenta sinais de doenças infectocontagiosas e parasitárias, e encontra‐se livre da presença de miíases.”

O atestado de saúde deve ser emitido em até 5 dias antes da data do embarque, ter sido datado no dia do exame clínico e estar assinado e carimbado (carimbo legível) pelo médico veterinário. O atestado de saúde deve seguir o modelo que o governo determina. Vou deixar o link aqui.

O comprovante de vacina (a famosa carteirinha de vacinação) deve seguir também algumas exigências. Nela deve constar:

  1. Os dados completos do proprietário,
  2. . Os dados completos do animal,
  3. Os seguintes dados da vacina: data de aplicação; data do reforço necessário; nome da vacina; fabricante; validade da vacina; e lote
  4. Data, carimbo e assinatura do médico veterinário, e
  5. Endereço completo e telefone da clínica ou do médico veterinário.

Caso não seja o dono do cachorro/gato que irá transportá-lo na viagem, também é necessária uma autorização do proprietário permitindo que a pessoa viaje com o animal.

Com esses documentos em mãos, é necessário solicitar o Certificado Veterinário Internacional. Na época em que viajei, esse certificado tinha que ser solicitado pessoalmente, e como eu morava em São Paulo, a agência ficava no aeroporto internacional de Guarulhos. Mas atualmente apenas para viagem aos Estados Unidos, ele pode ser solicitado via internet. O que acredito facilitar bastante o processo, pois me lembro de que eles costumavam liberar esse certificado muito perto da data de embarque, podendo ser até no mesmo dia. Imagina a ansiedade?!

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Agora veio a parte que eu imaginava que seria a mais tranquila, mas para mim não foi: as regras das companhias aéreas.

Eu tinha certeza de que o Eros poderia viajar comigo na cabine do avião. Afinal, ele é pequeno. Liguei para as duas companhias aéreas, que atendiam o trajeto que eu precisava, pedindo informações, e ambas me informaram as medidas da caixa de transporte e a exigência de que o Eros tinha que conseguir ficar em pé dentro da caixa e conseguir dar uma volta. Não poderia fazer uso de sedativos, pois, com a diferença de altitude, poderia ter complicações de saúde.

Fui em busca da caixa e descobri que ele não cabia! De jeito nenhum! Então, ele teria que ir despachado. Isso me angustiou muito! Coitadinho! Comprei uma caixa de transporte em que ele ia conseguir ficar bem à vontade e bastante segura. Dê atenção a esse detalhe, viu? A caixa deve atender a todos os requisitos que a sua companhia determina. Não vale a pena economizar nesse momento.

Foi uma luta fazê-lo se acostumar na caixa, e no dia da viagem, no aeroporto, ele não queria entrar de jeito nenhum. Mas ele não tinha outra opção. Quando eu embarquei, perguntei ao comissário se algum cachorro tinha embarcado. É muito importante você confirmar, pois eles precisam climatizar o ambiente que o bichinho vai ficar, senão vai congelar! Seja chato(a) e pergunte várias vezes se precisar.

Quando desci em Dalas, estava muito ansiosa para ver o Eros, e quando fui pegar as malas e vi a caixa de transporte sozinha em um canto do aeroporto, fiquei desesperada. Cheguei perto e o vi sentado no fundo da caixa com medo! Eu abaixei e disse: “Eros”. Ele ficou desesperado! Queria sair da caixa de todo jeito! Fez um escândalo.

Optamos por não fazer a conexão com ele. Então meu esposo foi buscá-lo em Dalas e continuou o percurso de carro. Eu vim de avião com a minha mãe, pois ela perderia a passagem de volta caso não fizesse a conexão.

Deu tudo certo! Hoje em dia, o Eros fez as pazes com a caixa de transporte e até tira uns cochilos dentro dela. Vou deixar o link sobre as regras e documentações para vocês pesquisarem também! Boa viagem!

1 COMENTÁRIO

  1. Fico aliviada de saber que é um processo (relativamente) simples. Quando eu for deixar o Brasil, também terei uma bebê de quatro patas para levar.

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