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Levanta a mão quem não aguenta mais falar em COVID!

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Quem não aguenta mais falar em COVID?

Sim, esse é um assunto que já cansou, mas eu noto que geralmente quem fala algo do tipo “puxa, não aguento mais esse papo de COVID e pandemia!” é justamente quem puxa o assunto em qualquer conversa.

Então, comecei discretamente a tentar identificar o que fazem as pessoas que REALMENTE não estão se deixando levar pela desmotivação do momento e que conseguem manter uma energia razoavelmente alta no quotidiano.

Quem não aguenta mais falar em COVID?

Importante: de forma alguma estou tentando minimizar a situação atual, que é bem crítica. O momento é realmente tenso, difícil de ser suportado e está trazendo consequências para todos nós. Vivemos realmente unidos, ainda que em grande parte das vezes tenhamos a sensação de que somos isolados uns dos outros e o que acontece com uns não nos afetam.

  • Medidas de prevenção

Para começar, as pessoas que estão conseguindo se manter bem realmente seguem as regras básicas: usam máscaras em 100% do tempo quando saem de casa, não ficam em lugares fechados com outras pessoas sem máscara, arejam a casa, lavam as mãos com frequência, respeitam a distanciação social etc. Isso é realmente levado a sério por essas pessoas e já ajuda muito.

  • Detox de mensagens

Essas pessoas conseguem evitar as fake news (falsas notícias) que insistem em poluir a internet. Elas conseguem dominar a curiosidade de entrar em um link que traz títulos maliciosamente criados para atrair a atenção dos leitores, mas que só trazem informações incompletas, negativas ou mesmo falsas.

Nessas horas me lembro dos “3 filtros de Sócrates”, conceito que diz que só devemos falar algo se aquilo for verdadeiro, bom e útil. Além das falsas notícias, as pessoas que estão passando bem por esse momento também evitam as discussões cujo objetivo é apenas mostrar que um lado está certo e o outro errado.

Todas as discussões polarizadas, que ninguém participa para entender ou aprender sobre o outro lado, mas apenas para ganhar a discussão.

  • Exercícios físicos

Ficar confinado em casa é ruim, sem dúvida, mas não é desculpa para não se mexer. Definir uma rotina de exercícios físicos estimulantes, adaptados ao espaço existente, traz uma energia renovada para quem cria esse hábito.

O grande obstáculo a ultrapassar não é a falta de ideias de exercícios ou a ausência de equipamentos (a internet está recheada de sugestões interessantes), mas sim a disciplina necessária para realizá-los. Uma forma de ajudar a manter a disciplina é deixar as roupas de ginástica bem à mão ou colocar um aviso à vista (na porta da geladeira ou na tela do computador, por exemplo).

  • Interesses diversos

Manter a curiosidade em alta é outro ponto que parece trazer muitos benefícios durante essa fase complicada. Interessar-se por diferentes temas, envolvendo corpo, mente e espírito ajuda muito. Uma hora a pessoa está produzindo algo com as mãos, outra ela está lendo alguma coisa, depois ela engata em uma terceira atividade que atiça outros sentidos.

A variedade de assuntos cria movimento e mantém a energia circulando. A sensação de estar sempre girando em torno da mesma situação vai embora, o que é extremamente útil para evitar o chamado “estresse de repetição”.

  • Relacionamentos

É verdade que poder frequentar locais públicos com familiares e amigos faz uma falta imensa e nada pode realmente substituir o contato físico. No entanto, aqueles que estão sofrendo menos com o confinamento estão fazendo um esforço extra para manter contatos variados.

Estão até mesmo retomando a relação com pessoas que fizeram parte de suas vidas há muito tempo. Telefone, internet, pouco importa. Café virtual, happy hour virtual, chá das 5 virtual!

Por outro lado, dentro de casa, na hora em que a tensão aumenta e ocorre justamente o oposto, ou seja, o contato é próximo demais, a comunicação respeitosa e direta faz milagres. Estabelecer limites ou pedir para ter momentos só seus, ajudam a tornar a convivência forçada mais leve e até mesmo mais interessante.

  • Alimentação

Esse é um período em que o corpo pode ficar alterado com a mudança de hábitos. Assim, escutar o próprio corpo é importante. Identificar como ele reage às mudanças alimentares e à mudança nos movimentos. Muita gente tem aproveitado para cozinhar mais, não apenas como uma atividade familiar ou lúdica, como também para selecionar ingredientes com maior qualidade ou frescor.

Há pessoas que refletem sobre o percurso que o alimento fez até chegar à sua mesa, e agradecem mentalmente a todos que contribuíram para isso e até ao próprio alimento. Prestar atenção ao sabor e à mastigação, tornando o momento consciente e bem presente, parece ajudar a criar maior prazer à tarefa de comer.

  • Espiritualidade

Por fim, vejo que quem consegue olhar para além do vírus desenvolve uma relação mais equilibrada e paciente com essa situação atual. Para essas pessoas, está claro que nada ocorre por acaso. Um amigo filósofo recentemente dizia que a pandemia parece com aquela situação em que o pai coloca o filho para refletir num canto da casa, após ter feito algo pouco saudável.

Os seres humanos estão sendo convidados a repensarem tudo o que estão fazendo, do trabalho, às relações uns com os outros, passando pelo uso dos recursos e pelo uso de suas capacidades mentais. É uma gigantesca oportunidade de mudança que está nos sendo dada, e espero que saibamos aproveitá-la bem.

Quem não aguenta mais falar em COVID?

Enfim, ao dirigir sua atenção para itens como os acima (e essa relação de itens é muito maior, lhe convido mesmo a aumentá-la escrevendo nos comentários!), redescobrimos muitas alegrias durante esse período complicado, e tornamos a vida mais leve.

Identificamos aspectos em nós que antes passavam despercebidos e ajudam ver as coisas sob ângulos que antes não eram usados. E, quando você perceber, falar sobre o vírus será uma coisa rara em sua agenda.

Quais outros hábitos ou comportamentos você tem notado que ajudam a viver melhor neste período?

 

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