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Como enfrentar essa onda de negatividade global

Como enfrentar essa onde de negatividade global?

Socorro! Essa onda de negatividade global está me engolindo!

Estamos vivendo um período muito duro, com cada vez mais incertezas e uma imensa dificuldade para planejar o futuro – mesmo o de curto prazo. Em determinado momento uma coisa é tida como verdade, alguns dias depois é desacreditada e nós ficamos ali, bem no meio, sem mais saber em quem ou no quê acreditar. Quanto mais esta instabilidade cresce, mais ansiedade ela provoca, claro, e uma grande sensação de mal-estar se instala dentro de nós.

Leia também: Você também deve ser um raio de sol

Os expatriados e imigrantes, como nós, podem sofrer ainda mais, visto que estamos distantes de nossas origens, de lugares, contextos e pessoas que nos eram familiares e que, de alguma forma, sempre nos ajudaram a voltar ao equilíbrio quando algo desandava. Sendo assim, precisamos ter uma atenção redobrada para nos mantermos bem, emocionalmente falando.

Tendo em vista que esse cenário não muito animador pode permanecer no mundo por algum tempo, como podemos fazer frente a essa onda negativa e nos proteger? Como se manter são no meio de tantas perguntas sem respostas? Como evitar que o medo paralisante se instale e nos deixe ainda mais vulneráveis?

A prática mostra que há várias atitudes que nos ajudam a cultivar a força interior e uma certa paz para enfrentar situações complicadas. Aqui vão algumas delas:

  •  Detox das redes sociais

Nós nos acostumamos de tal maneira a navegar frequentemente nas diversas redes sociais existentes que isso se tornou nossa segunda linguagem (depois da fala). Não é necessário deletar todos os perfis e sumir das redes, mas parar de ler e de discutir temas controversos através de mensagens escritas ajuda a evitar mal-entendidos e a não se deixar levar pelo desânimo das pessoas. Evite entrar em discussões em que, na verdade, ninguém quer aprender, mas sim impor seu ponto de vista.

  •  Circundar-se do belo

Tudo o que entra pelos 5 sentidos é alimento, e não apenas o que entra pela boca. Sendo assim, ver e ouvir coisas belas tem o poder de nos alegrar de forma profunda. O belo é relativo, depende de cada um. O filósofo francês Voltaire (1694-1778) dizia que o belo, para o sapo, é a sapa, cheia de verrugas. O importante, assim, é que você identifique o que considera belo e cercar-se o máximo possível dele. Alguns exemplos: uma criança, um animal, uma pintura, as leituras, a música, maquiar-se e vestir-se com algo que lhe agrada, um prato de comida bem-feito, um quarto arrumado, o céu, as pessoas que você ama.

  •  Contato com a natureza

O psicólogo e pesquisador francês Christophe Haag, especialista de inteligência emocional, ressalta o efeito benéfico que a natureza tem sobre nossas emoções. Ele diz, por exemplo, que quando alguém está sob o efeito de uma emoção muito forte e potencialmente negativa, ao passar poucos minutos em um local verde consegue equilibrar seu nível emocional. Pesquisas mostram que o contato com a natureza faz diminuir o nível do hormônio cortisol (relacionado ao estresse) e da pressão arterial.

  • Sentir-se útil

O ser humano precisa se sentir útil e produtivo, isso faz parte de nossa natureza. Antigamente havia um ditado que dizia algo como “mente vazia é oficina do diabo”, ou coisa parecida. Entendo que esse ditado chama atenção para o fato de que é realmente importante estar envolvido em atividades que façam sentido e que produzam resultados, seja para si próprio ou para as pessoas ao redor de si. Pouco importa o tipo de trabalho: voluntário, assalariado, artesanal, intelectual. O importante é reconhecer-se sendo útil. Isso faz muita diferença na autoestima e na sensação de bem-estar.

Cultivar um modelo cognitivo saudável

Nossos pensamentos mais frequentes são aqueles que criam o nosso modo de ver o mundo. Se esses pensamentos tendem a ser mais positivos, geralmente produzem reações igualmente mais positivas no jeito de ser de uma pessoa, assim como levam à busca de soluções e não ao vício de se atrair por problemas e reclamações.

E, geralmente, quem é voltado para soluções costuma ter mais esperança e se preocupar menos. Sei que nem sempre é fácil identificar seu modo de pensar, mas sugiro um exercício rápido que já ajuda um pouco. Pegue uma folha de papel em branco e escreva 10 vezes, uma embaixo da outra, as palavras “eu sou”.

A seguir, sem parar para pensar, complete cada uma das 10 frases com o que quiser. Ao final, leia tudo o que escreveu e tente identificar algum padrão: que tipo de palavras você mais usou, se elas direcionam para um lado específico da vida (como o profissional ou o familiar), se as frases trazem conceitos mais ou menos positivos sobre você mesmo e assim por diante. Esse exercício costuma ser muito revelador sobre os pensamentos que surgem mais espontaneamente em sua cabeça.

Como enfrentar essa onda de negatividade global?

Existem outras boas atitudes que nos ajudam a recuperar nossa energia e nos sentirmos bem, e eu adoraria saber quais funcionam mais para você.

O momento atual pede mudanças, e não adianta pensar que vamos resolver novos problemas com antigas formas de pensar e interpretar as coisas. Quanto mais você conseguir se colocar em “modo flexível” e se dar a oportunidade de viver de forma diferente, testando novas ideias e novos hábitos saudáveis, menos você vai se sentir engolido por essa onda negativa que anda por aí. Experimente!

 

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