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Uma ilha bem pertinho da Cidade do Panamá 

Ilha de Taboga, Panamá. Acervo pessoal

Uma ilha bem pertinho da Cidade do Panamá.

A experiência de conhecer uma ilha charmosinha que está só a vinte e cinco minutos de barco da cidade de Panamá vale a pena. Ela está localizada na baía da cidade, do lado do Oceano Pacífico e é uma ilha turística originária de uma atividade vulcânica. Uma ótima escapadinha, que pode ser feita como bate e volta ou mais dias.

A ilha se chama Taboga, mas também é conhecida por aqui como a Ilha das Flores. Existe uma balsa que sai de um lugar lindo chamado Amador, que é uma extensa passarela cheia de pessoas caminhando, de bicicletas, skates, patinetes motorizados. É uma passarela quase interminável, que possui uma vista dos arranhas céus da cidade, tem flores de muitas cores e ladrilhos perfeitamente colocados, com um céu perfeito de desenho animado. Lá no final, que nunca chega, tem um píer com muitos barcos, restaurantes, outlets, e uma balsa que sai quase todos os dias, só não nas terças-feiras.

Essa balsa que vai para a Ilha Taboga custa USD 24 para não residentes e lá pedem vacinação completa ou exame PCR. É possível comprar online e o melhor de tudo é passar por onde os navios chegam para atravessar o canal do Panamá e nos depararmos com navios imensos, realmente gigantescos que nos fazem parecer formigas ao lado deles.

É um pouco assustador ver a imensidão, e também curioso imaginar como se movem e não afundam. Na hora me veio o Titanic em mente e pensei que esses navios cargueiros devem pesar muito mais, porque levam vários contêiners e alguns parecem edifícios de ferro. Também fiquei pensando como vivem os funcionários que trabalham nessas embarcações, e se dormem tranquilos, se tem medo de que tudo isso possa afundar e levá-los juntos.

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Enfim, minha mente pós-pandemica me leva para os cenários mais trágicos, mas eu vejo esses mundos flutuantes com uma perplexidade quase infantil, minha imaginação voa longe. Conhecer lugares novos sempre me causa isso, acho que para todos. Abre novos horizontes de reflexões e pensamentos. 

 No vilarejo 90% da população já foi vacinada, só ainda não foram vacinadas as crianças. Essa foi uma das estratégias tomadas pelo governo daqui, fechar as ilhas para o turismo e vacinar todos antes de reabrir para proteger a população e os povos indígenas. É um pais com muitas ilhas turísticas e uma parcela delas são indígenas, como os Kunas. E, aos poucos, essas ilhas estão reabrindo para o turismo interno e externo.

Quando a balsa vai chegando perto, parece um cenário de um quadro ou de um filme, casinhas coloridas uma em cima das outras, barcos de pesca, montanhas atrás do vilarejo cheias de vegetação, flores coloridas, carrinhos de golfe que servem de transporte para a população ribeirinha, uma placa de Taboga como cenário de fotos, restaurantes, bares, e, logo ao final, uma faixa de areia que conecta a ilha maior com a menor e nos oferta duas praias de águas quentes, com peixes que fazem cócegas nos pés. Na ilha menor existe uma âncora gigantesca recostada que parece dos tempos dos piratas. Aparecem osilenhos” como são chamados os habitantes, logo oferecendo guarda-sol, cadeiras e todas as regalias para passar bem nesse revezamento de banhos em duas praias, uma com vista para a baía da cidade do Panamá e outra para o interior da ilha, no lugar de chegada.

Além de nos encantar, esse pedaço de chão também teve fãs famosos que passaram grandes temporadaspor lá,  como o conquistador espanhol Francisco Pizarro, o pirata inglês Henry Morgan e o grande artista representante do impressionismo francês, Paul Gaugin. Este último chegou em busca de inspiração e sua estadia foi marcante, com registro em placa e tudo. Ele virou um grande personagem que faz parte da história local. A inspiração à pintura está presente nos registros de artistas locais também, estes pintaram lindos murais pelas pequenas ruas existentes. 

A música através do compositor panamenho Ricardo Fábrega sofreu influência desse paraíso, existe uma composição dele que fala desse cantinho mágico: “Taboga, reina de las flores, eres mi inspiración. Por ti sentir una pasión, que me lleno de amor”. Essa música ganhou os países do continente falantes do idioma espanhol por intermédio da orquestra Venezuelana, “Dimensión Latina”. Infelizmente, pela barreira do idioma ou por sermos tão ricos musicalmente, essas canções não tem alcance no Brasil, mas são conhecidas em vários países latinos.

Ilha Taboga, bucólica, linda e muito tranquila. Panamá, acervo pessoal.
Ilha Taboga, bucólica, linda e muito tranquila. Panamá, acervo pessoal.

Um lugar bem pacato, acolhedor como cidades pequenas do interior, tranquilo, com poucos hotéis e estes bem pequenos, nada parecidos com grandes resorts. Um comércio local que atende as demandas do lugar, pequenas lojas de souvenir e artesanatos locais, restaurantes que servem pratos típicos como um peixe inteiro frito, pequenos polvos servidos à milanesa, ceviches panamenhos, plátanos, arroz. Comidas simples, frescas e gostosas. 

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Além de curtir a praia, uma das atividades para fazer na cidadezinha é visitar a igreja, que, segundo informações locais, é uma das mais antigas do hemisfério ocidental, e realizar uma caminhada até um dos pontos mais altos de Taboga, o “Cerro Vigia” ou “Cerro de La Cruz“. Desse ponto é possível avistar o povoado embaixo, as praias e as filas dos imensos navios que estão esperando para passar no canal do Panamá. Um bom ponto para fotos, videos, meditação ou simplesmente para admirar. Explorar esse lugarzinho rústico e bucólico para se inspirar como vários outros que passaram por essa terra, é uma das experiencias únicas a realizar para quem visita Panamá e podem aproveitar ate mesmo uma conexão mais longa. As balsas possuem vários horários e a última saída de volta a cidade é as quatro da tarde, um bate volta bem gostoso ou, para quem tem a chance de estar por mais dias, é possível se hospedar até em uma das pousadas da ilha.

Na volta não é possível ver o por do sol, que está do lado do Atlântico, no entanto existe uma paisagem linda da cidade, com os navios imensos, a possibilidade até de se deparar com golfinhos, ver a entrada do canal e aproveitar um belo jantar no píer onde descemos da balsa. Lá existem excelentes opções de compras, bares, cafés e restaurantes que pouco a pouco estão abrindo e voltando às atividades normais. É bem romântico, bonito e com boas opções gastronômicas. Uma excelente maneira de finalizar um lindo dia de fortes emoções e experiências incríveis. Coloque em sua lista!

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