Polônia – 10 lendas polonesas Parte 1

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A Polônia é um país muito rico em histórias, mitos e lendas e tudo isso acaba se confundindo e formando uma linda tradição. Para nós, adultos, viver em um lugar com tantas lendas já é instigante, mas para as crianças, é algo fascinante que desperta muita curiosidade, ainda mais quando podemos visitar muitos desses lugares e personagens. Seguem, abaixo, 5 lendas:

1) A Lenda de Lech, Czech e Rus: Diz a lenda que 3 irmãos eslavos, Lech, Czech e Rus, exploravam uma densa floresta a fim de achar um local adequado para que cada um pudesse estabelecer um povoado. De repente, Lech avistou uma enorme colina e nela um velho carvalho, no topo do carvalho estava uma impressionante águia branca. Lech achou que aquilo era um sinal e decidiu que seu povoado seria construído naquele local; sua fortaleza seria erguida ao redor do carvalho, a águia branca viraria o símbolo do seu povo e por causa do ninho da águia (gniazdo em polonês), o povoado recebeu o nome de Gniezdno, atualmente Gniezno. Os outros irmãos continuaram a caminhada. Czech seguiu para a região sul, para criar os países tchecos e Rus foi para a região leste, para criar a Rússia. A cidade de Gniezno existe até hoje, foi a primeira capital da Polônia e o reinado de Lech durou cerca de 150 anos.

2) O relógio na Basílica de Santa Maria: A Basílica de Santa Maria é testemunha de uma das histórias de amor mais trágicas de Gdańsk. Os personagens principais são a linda e rebelde filha do prefeito e Hans, um mestre relojoeiro, famoso por sua perfeição. A filha do prefeito tinha a mania de desaparecer por muitas horas por dia, deixando seu pai com a pulga atrás da orelha. Quando seu pai questionava aonde ela ia, a menina respondia que ia à igreja e que não havia nada de errado naquilo. O prefeito não confiava na filha e ficara preocupado com os rumores que vinham surgindo pela cidade, sobre a história de amor do relojoeiro com sua filha. Apesar de Hans ser um homem bom, trabalhador e ter criado um relógio enorme e incrível na Basílica de Santa Maria, o prefeito não podia aceitar que sua filha se relacionasse com alguém de nível inferior. Um dia, o prefeito foi até a Basílica de Santa Maria e viu o relojoeiro em cima de uma escada. Assim, foi até ele e tentou conversar, mas como Hans estava ocupado com o relógio, não deu ouvidos ao prefeito. Este sentiu-se muitíssimo ofendido e apunhalou Hans nas costas. Desesperado e sem saber o que estava acontecendo Hans, ao cair da escada, tentou se segurar no relógio, estragando todo seu mecanismo. O prefeito foi condenado à morte e o relógio permaneceu sem conserto até 1990.

Basílica de Santa Maria em Gdańsk onde está o relógio. Foto: arquivo pessoal.

3) O Dragão de Wawel: Em Cracóvia reinava o rei Krak, o reino vivia em paz e abundância até o dia em que, na caverna, ao pé do Castelo Wawel, apareceu um dragão que todo dia comia as ovelhas, cabras e aves. Depois de um tempo, não existiam mais animais e o dragão continuava a querer comida, deixando todos os habitantes assustados. O rei então anunciou que se alguém conseguisse vencer o dragão, receberia metade do reino. Cavaleiros em suas armaduras vinham de todos os cantos, mas era só o dragão bufar chamas para acabar com os mais valentes cavaleiros. Depois de tantas lutas mortais, um sapateiro apareceu falando que venceria o dragão, ninguém acreditava que o sapateiro sobreviveria. O sapateiro comprou um cordeiro, abriu-lhe a barriga e encheu com alcatrão e enxofre. No fim, costurou e, de madrugada, deixou a gulodice na entrada da caverna. O cheiro do cordeiro acordou o dragão que engoliu o animal inteiro. O dragão começou a sentir uma dor horrível, o enxofre e o alcatrão começaram a queimá-lo por dentro, então ele foi até a beira do rio Vístula e começou a beber e beber muita água, até que sua barriga se encheu como uma bexiga e explodiu. Os habitantes levaram o sapateiro como um herói até o rei Krak, que o recompensou generosamente. Mesmo assim, o sapateiro não largou a profissão e durante muitos anos fabricou sapatos com couro de dragão. Hoje podemos ver uma grande escultura de um dragão que cospe fogo na beira do Rio Vístula.

4) Wars e Sawa: O rei Casimiro, o Restaurador, estava a caminho de Gniezno, quando avistou uma cabana de pesca à beira do rio Vístula. Então, ele bateu à porta e perguntou se podia descansar e comer alguma coisa. A família de pescadores deu-lhe um delicioso jantar feito com peixe fresco pescado do rio. O rei ficou sabendo que o casal tinha gêmeos recém-nascidos e que não tinham dinheiro para fazer o batizado das crianças. Após o jantar, o rei ofereceu moedas de ouro para a família como forma de agradecimento, mas eles não quiseram aceitar. Então, o rei propôs outra forma de agradecimento: a honra de ser padrinho dos gêmeos e organizar um batizado. Durante a cerimônia, o padre, a pedido do rei, deu os nomes das crianças de Wars e Sawa e o sobrenome Warsz para a família. O pai das crianças foi nomeado pescador real e em suas terras surgiu a cidade de Varsóvia, em polonês Warszawa.

5) Giewont e seus cavaleiros encantados: No sul da Polônia ficam os Montes Tatras. Lá, orgulhosamente reina Giewont, uma bela e majestosa montanha que atrai nossos olhares assim que chegamos à Zakopane por sua forma. Não é preciso ter muita imaginação para ver o rosto de um cavaleiro medieval deitado, olhando para o céu. Diz a lenda que o Rei Boleslau I, o Bravo, levou seus cavaleiros até uma caverna no Giewont e eles lá adormeceram, permanecendo no local até hoje, com suas armaduras, espadas e cavalos. Se a Polônia estiver correndo muito perigo, alguém precisa ir até lá para acordá-los, assim eles despertarão e sairão defendendo a liberdade dos poloneses. Mas a lenda diz também que quando isso acontecer, o mundo não existirá por muito mais tempo.

No próximo mês contarei para vocês mais 5 lendas polonesas.

Até lá!

Tallenna

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