Adaptação à vida tranquila do estado de Nova Iorque

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Fonte: NewYorkUpstate
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Este texto fala sobre a adaptação à vida tranquila no estado de Nova Iorque.

Como se adaptar

Assim que chegamos, ou mesmo antes de nos mudar, pensamos em várias coisas do dia a dia que serão influenciadas pela mudança. Coloco aqui algumas dicas que aprendi ou que me ensinaram no decorrer destes anos e que podem ajudar quem está nos Estados Unidos, e, principalmente, no estado de Nova Iorque.

Transporte

Enquanto a cidade de Nova Iorque é conhecida pelo trânsito caótico e o metrô que (quase) nunca para, nas demais cidades do estado o meio de transporte mais usado é o carro. A vida tranquila do interior do estado de Nova Iorque se reflete no trânsito das cidades. Buffalo, por exemplo, é a segunda maior cidade do estado, possui metrô e ônibus com horários padronizados. Perfeito, certo? Errado! O metrô se concentra na região central da cidade e existem poucos ônibus circulando ou intervalo grande entre eles. Então o carro é a melhor opção para quem não depende do transporte público, especialmente no inverno! Ou para quem decide morar no subúrbio (aqui abro um parêntesis para dizer o subúrbio americano aglomera classes média e média alta e em nada lembra o subúrbio brasileiro).

Aqui é possível comprar um carro usado em bom estado a partir de 3-5 mil dólares. Uma outra opção é fazer leasing uma espécie de aluguel que normalmente dura 36 meses. Esta opção existe no Brasil também. A diferença é que o valor das prestações geralmente é menor se comparadas aos parcelamentos realizados para comprar o carro, e muitas vezes não é preciso dar entrada. Para comprar um carro parcelado, algumas concessionárias exigem que o tempo de parcelamento seja inferior ao tempo de duração de seu visto. Por exemplo, se seu visto tem duração de 2 anos, você precisa pagar o carro em dois anos. Para dividir em prestações além do prazo de seu visto, você pode precisar de um fiador que seja cidadão americano.

Alimentação

Comida brasileira é encontrada facilmente em restaurantes ou até em mercadinhos brasileiros ou latinos em cidades com presença significativa da comunidade brasileira. Não temos supermercado brasileiro em Buffalo, porém, com a onda de alimentação saudável e sem glúten, tornou-se mais fácil encontrar (no supermercado ou na Amazon) pão de queijo, tapioca, farinha de mandioca, polvilho azedo, manteiga de garrafa, farofa pronta, guaraná, creme de leite, leite condensado e doce de leite, goiabada, açaí (tanto para vitamina quanto os potinhos congelados). Muitas dessas opções também estão disponíveis na Amazon, incluindo bombons, café e paçoca. Nem sempre a qualidade é a mesma (especialmente o açaí), mas já ajuda um pouco.

Prepare-se para o inverno

Nova Iorque tem invernos rigorosos. Buffalo, particularmente é conhecida pelo frio extremo como falei em outro post aqui no BPM. Vale a pena seguir as dicas de sobrevivência para encarar o inverno americano, estocar comida e usar roupas no estilo cebola.

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Fonte: Pixabay

Faça Amigos

Aquela frase de que amigos são a família que a gente escolhe nunca fez tanto sentido! Meus amigos aqui em Buffalo, brasileiros, americanos e de outras nacionalidades mundo afora tornaram-se uma família! Fazer amigos ajuda muito a segurar essa barra que é a adaptação. Claro que tem coisas que só outro brasileiro entenderia, mas não se prenda a isso na hora de investir numa amizade.

Amigos de qualquer nacionalidade deixam a vida mais leve e oferecem um alento para sentir-se acolhido. Mais importante do que fazer amigos, é ser amigo. Esteja disponível. É muito fácil deixar a sobrecarga de trabalho ou estudo limitarem o tempo livre. Invista em cultivar amizades, coloque na agenda, reserve um dia para ligar, mandar uma mensagem, sair para um almoço ou café, fazer um retiro da igreja. Faz bem para o coração e para a mente.

Viaje

Sempre que der e que couber no bolso, viaje. Veja outras cidades além da cidade que você mora. Perceba que, assim como o Brasil, o Norte dos EUA é diferente do Sul, o Leste do Oeste e por aí vai. É uma aula de cultura a céu aberto. E ajuda a cultivar aquela sensação de voltar para casa. Lembro de ter ido para um congresso na Flórida e passado um calor escaldante! E ao retornar à tranquilidade de Buffalo, me senti em casa. Demora bastante para chamar a nossa casa em outro país de “nossa casa”. O Brasil será sempre a nossa casa! Mas sentir-se “em casa” morando longe é um bom sinal de que a adaptação está acontecendo.

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Processo em andamento

Termino lembrando que não existe receita de bolo para adaptação. Dicas funcionam bem para uns e nem tão bem para outros. Aqui, foco na comida e nos amigos porque, pelo menos para mim, as melhores lembranças têm sorrisos dos amigos e família e gostinho de comida caseira feita com amor. Outro dia, a mãe de uma amiga fez feijoada para comemorar o aniversário. Algo tão comum no Brasil! Pois estando longe, aquela feijoada, ou melhor, aquela comida de mãe deliciosa, ativou várias lembranças e chorei na primeira garfada. Gostos, temperos e memórias do Brasil que são cheias de amor e saudade, se renovam em quem mora fora.

Talvez por isso Buffalo tenha me conquistado tanto. Aqui encontramos na mesma calçada restaurante americano, mexicano, italiano, vegano, indiano e café da Etiópia. Todos repletos de imigrantes que colocam um pouco de seu país naquele prato. Temos churrascaria brasileira, um restaurante familiar com coxinha e empadão. Comida caseira que parece comida de mãe. Juntar os amigos para experimentar esses lugares afaga o estômago e alegra o coração. Morar fora exige uma dose de coragem e uma grande dose de flexibilidade, porque adaptação pesa muito na balança para definirmos ficar ou voltar. Neste texto, inclui dicas para facilitar a vida e para minimizar a saudade. Espero que te ajude!

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