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Ano Novo em Nova Iorque

Esse texto fala sobre Ano Novo em Nova Iorque e termina com uma reflexão sobre ano novo longe de casa.

Times Square

Ano novo em New York City tem cara de Times Square. É na Times Square que temos  o Ball Drop à meia-noite, com contagem regressiva e transmissão ao vivo na TV. Se você decidir passar o ano novo na Times Square, prepare-se para enfrentar um mar de gente. Literalmente um milhão de pessoas acompanham a virada do ano na Times Square.

A primeira coisa que pensei foi “ isso não é nada para quem passou a virada do ano em  Copacabana com 2,4 milhões de pessoas”. Porém, uma pequena diferença é que em Copacabana estamos no verão, temos um espaço aberto e vários shows espalhados pela orla. Já em NYC, com o frio (em média 2 graus Celsius) e a neve, a  multidão se aglomera em um lugar só.

Como opção para evitar essa muvuca, existem festas fechadas aonde é possível se divertir, acompanhar os fogos e ainda ter acesso a um buffet , algo que fica faltando na Times Square. Essas festas são super concorridas e os preços variam entre $150-3000 dólares. Além disso, quase todas essas festas têm área vip com acesso limitado às regalias. Vale a pena lembrar que festa com espaço outdoor para ver os fogos é legal, mas lembre-se do frio e da neve, e escolha um festa com espaço fechado e outdoor opcional. Uma amiga escolheu outdoor only e quase virou pinguim no ano novo!

Por falar em fogos…. Os fogos em NY não são lá essas coisas, sorry! Duram pouco e não tem tantos efeitos como vemos no Brasil. Se  você já passou o Réveillon em algum lugar tradicional como Copacabana, irá se admirar com a falta de criatividade de NYC. Mesmo assim,  é uma experiência daquelas para curtir uma vez na vida e dizer “eu fui!”.

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Superstições

No Brasil, temos essa superstição de usar branco para paz, rosa para amor etc. Para minha surpresa, o Ano Novo em NY não é sinônimo de usar roupa branca. Vejo muitas pessoas usando roupas pretas, o que seria um péssimo jeito de “virar o ano” no Brasil.

Por aqui, as superstições são outras. Por exemplo, virar o ano com as contas pagas, pois começar o ano no vermelho não é um bom sinal. Uma superstição em comum no Brasil e NY é comer certas coisas para “dar sorte”. Os americanos acreditam que comer ervilha, uvas ou couve dá sorte.

Outra superstição em comum entre americanos e brasileiros é dar um beijo no parceirx à meia-noite. As pessoas acreditam que esse selinho à meia-noite trará amor para o ano inteiro.

Uma superstição americana estranha é “deixar o ano velho ir embora.” À meia-noite, deve-se abrir as portas da casa e deixar “o velho” sair. Acho essa superstição super estranha e até dá um certo medo. Fico imaginando uma velhinha saindo devagar puxando uma malinha e uma criança entrando correndo cheia de energia. Outra superstição que assusta é não lavar roupa no último dia do ano para evitar que o dono da roupa seja washed out (desapareça) no ano seguinte. Americano é chegado numa história de terror, né? Credo!

Reflexão

Existem diversas opções de festa em New York City, Buffalo… opções para todos os gostos. A melhor opção para mim não é um lugar, e sim o sentimento.  Por mais que seja maravilhoso passar a virada do ano em NYC, ou viajando para qualquer lugar do mundo, o que importa de verdade é estar ao lado de quem a gente ama. Mesmo se seja em casa assistindo Netflix.

O problema, se você é expatriada assim como eu, é que “estar ao lado de quem a gente ama” não é tão simples. Quando criança, bastava ir para casa da minha avó Zaíra, pois todo mundo se encontrava lá. Os primos, os amigos, os vizinhos apareciam. Bastava pegar o ônibus da Autoviação 1001 ou carona com meu tio Paulo. Que saudade boa dessa época!

Hoje em dia, uma parte da família está no Brasil, outra está nos EUA em estados diferentes. Estar ao lado de quem se ama envolve enfrentar aeroportos, fuso horários, duas ou três conexões, carro, ônibus. Ainda assim fica difícil juntar TODO MUNDO.  Confeso que pensar na distância me entristeceu várias vezes. Tinha a tendência de pensar que estava perdendo alguma coisa quando optava por ficar em um lugar ou no outro.

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Parei de sofrer pela distância e comecei agradecer pela oportunidade. É um privilégio enorme estar em NY abraçando minha mãe por FaceTime, acompanhando a ceia na casa minha tia, enquanto espero a meia-noite na Califórnia para celebrar com a outra tia. Nem os sonhos mais ousados me proporcionaram isso. Tenho enorme gratidão por viver essa realidade todos os anos. 

Neste Ano Novo, comemoro a possibilidade de viver esse mapa de amor, agradeço pela saúde da família  e amigos, e peço que o próximo ano nos traga paz, mais saúde, mais crescimento pessoal e profissional. Feliz Ano Novo!

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1 comentário

Gabriela Abril 18, 2020 at 1:22 am

Mesmo com todo o perrengue é um sonho que ainda quero realizar 😂😍 amei o post

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