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Aprender alemão para morar na Áustria

Se você pretende se aventurar na Áustria, é melhor aprender alemão! Seja no Brasil, ou aqui mesmo, mas aprenda!

Sem isto, mesmo com a papelada mais perfeita do mundo, seu pedido de permanência legal no país está arriscado!

Explico: a Áustria tem vasta experiência em política de integração de imigrantes, pois os recebe de todas as partes do mundo desde sempre, sendo um dos pilares dessa diretiva que o novo morador estrangeiro possa se comunicar, decentemente, na língua nativa. Sem falar alemão, as chances de emprego já se reduzem, a convivência com a comunidade se limita e a probabilidade de se criarem guetos é imensa. Exatamente o que o governo se esmera em evitar. A política de acolhimento aborda vários aspectos sociais, sendo o aprendizado da língua alemã, a meu ver, um dos mais importantes.

Crianças refugiadas têm vaga imediata nos Jardins de Infância e nas Escolas de Ensino Fundamental. E os adultos de mesma condição recebem do governo cursos de alemão gratuito, para acelerar sua integração junto a sociedade.

Nos Jardins de Infância, os aluninhos – refugiados ou simplesmente imigrantes ou filhos de imigrantes que não falam uma palavra em alemão – já são treinados na nova língua e, em mais ou menos quatro meses depois, já têm desenvoltura satisfatória no idioma germânico.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar na Áustria

Nas escolas de Ensino Fundamental há sempre em sala de aula duas professoras, sendo uma exclusiva para auxiliar no reforço da língua aos alunos estrangeiros. A justificativa do Ministério da Educação é de que é mais barato investir em duas docentes por classe no início da vida estudantil, do que custear a correção de vícios, já possivelmente crônicos, de jovens que estejam na universidade.

Inegável, que para eles aprender o alemão é fundamental!

Agora falo como todo esse contexto influenciou na minha legalização no país:

Sou casada com um austríaco. Isto torna as coisas menos complicadas. Ainda assim eu precisava cumprir todas as exigências dos órgãos governamentais. Pois bem, documentos que me foram exigidos:

  • Passaporte brasileiro;
  • Certidão de casamento: traduzimos aqui para o alemão, pois casamos no Brasil;
  • Comprovação de residência: documento que se chama Meldezettel e é fornecido pela prefeitura ou subprefeitura do local onde você reside. Aqui é obrigatório o cadastro da sua residência junto a esses órgãos;
  • Diploma universitário ou de curso técnico: mandei traduzir aqui para o alemão meu diploma universitário;
  • Comprovação de emprego do meu marido: contrato de trabalho;
  • Informação de que já estava cursando alemão;
  • Pagamento da taxa para confecção da carteira de permanência;

Antes que expirasse meu prazo do visto de turista, encaminhei-me com toda essa papelada ao setor de imigração. O agente me fez algumas perguntas: se eu tinha curso superior, se já falava alemão ou estava matriculada em algum curso. E eu já fiz questão de respondê-las em alemão, mesmo iniciante, para provar que eu já o estava cursando. Ele recolheu a papelada, a taxa e referiu que dentro de uns 15 dias eu receberia correspondência com a data para a retirada do documento de permanência (Aufenhaltstitel). E me deu de boa vontade uma dica: quem detém diploma de curso superior é dispensado do primeiro exame público de alemão (Deutschprüfung ÖSD) para o nível A1. Isso, nos cursos de idiomas ninguém avisa. Então é bom perguntar ao seu agente de imigração se essa regra está valendo. Todavia, para renovação da permanência eu seria obrigada a passar pelo teste, caso quisesse evitar problemas legais.

Quinze dias depois, lá estava eu, retirando minha carteira de permanência (Aufenhaltstitel), cuja validade inicial é de 1 (um) ano.

Carteira de Permanência
Carteira de Permanência – foto arquivo pessoal

Um pouco antes de fechar esse primeiro ano, apresentei-me novamente ao setor de imigração para renovação da permanência. E o único documento diferente que me foi exigido foi justamente o certificado expedido pelo Ministério do Interior e pelo Ministério da Integração de que eu havia sido aprovada no exame de língua alemã.

Como eu havia sido aprovada dois níveis acima do que eu já detinha, meu prazo de permanência foi estendido para 3  anos e, não apenas para mais 1 ano como seria a praxe. O normal é fazer o exame para o A1, depois A2, depois B1, B2 e assim vai até o C2. Eu pleiteei do A1 direto para o B1. O exame consiste em prova escrita, oral e de audição. A prova oral consiste em entrevista por dois examinadores, além de atuação em conjunto com um colega de prova, acerca de uma situação real de vida -no nosso caso, precisávamos combinar uma mudança. Não há espaço para improviso. Ou você sabe o que está falando, ou “até logo e até a próxima prova”! E, para cada exame, paga-se uma taxa de mais de 100 Euros!

Certificado governamental de aprovação no exame de alemão
Certificado governamental de aprovação no exame de alemão -foto arquivo pessoal

Cumprida essa etapa, iniciei então o meu processo de equivalência profissional na Áustria (Nostrifizierung ou Equivalency). O Ministério de Integração é o responsável por isso aqui. Eles entrevistam você, recolhem sua documentação pessoal e profissional, mandam traduzir sem custo o que for relevante, e enviam para o Ministério da Ciência austríaco. Dentro de um mês, chega uma correspondência, do próprio Ministério da Ciência, com o resultado da análise da sua documentação acadêmica. De posse desse documento, você retorna ao Ministério da Integração e, lá eles vão informar qual é  exatamente seu campo de atuação profissional na Áustria.

Simples e eficaz assim!

Leia sobre o custo de vida na Áustria!

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49 comentários

Germano Pedrotti Abril 11, 2016 at 12:26 pm

Tenho orgulho de dizer que já trabalhei contigo, Ana!
Meus parabéns!

Resposta
Ana Dietmüller Abril 11, 2016 at 4:22 pm

Germano, amado!
Muito obrigada!
Mas prá tu veres como são as coisas: naquele tempo eu precisava ser crítica do trabalho de todos vocês, no papel de Coordenadora do Jurídico! Agora, os críticos da minha produção literária são vocês! E, isso, sim, me enche de orgulho!
Baita beijo, queridão!

Resposta
Northon Prado Abril 11, 2016 at 4:45 pm

Parabéns Aninha!!! Tô arrepiado.Beijão a todos vocês.

Resposta
Ana Dietmüller Abril 12, 2016 at 7:17 am

Queridão, obrigada!

Beijão prá ti também! E até a próxima publicação!

Resposta
Sabine Abril 11, 2016 at 5:06 pm

ANA que legal! Ótimas informações e dicas!!
Estou me programando para ir a Alemanha em fev 2017! Desta vez curtir a neve!! Bjs

Resposta
Ana Dietmüller Abril 12, 2016 at 7:16 am

Oi, Sabine!
Obrigada pela leitura!
Ah, vais ver bastante neve em fevereiro, sim.
Que legal que vens prás nossas bandas. E, se passar por aqui, dá um toque prá gente tomar um café e jogar conversa fora!
Baita beijo!

Resposta
Elias Abril 12, 2016 at 6:02 pm

Olá Ana! É verdade que o alemão falado na Áustria é diferente do alemão falado na Alemanha?
Muito obrigado pelo post!

Resposta
Ana Dietmüller Abril 13, 2016 at 9:23 am

Oi, Elias!

Eu que agradeço por ler e comentar.

O alemão que se aprende na escola, ou nos cursos de idiomas (o dito Hochdeutsch), é o mesmo e é compreendido e reconhecido em ambos países.

O que existe de diferente são os dialetos. Mais ou menos como nós e Portugal, ou, em relação a diversas regiões do próprio Brasil. Eu sou gaúcha, utilizo determinadas palavras e expressões que, nem sempre são compreendidas por moradores de outras regiões do país e vice-versa.

O mesmo acontece aqui: dentro da Áustria há vários dialetos para as suas diferentes regiões. Então, muitas vezes, nem eles próprios, austríacos, se compreendem entre si. Quem fala o Wienerisch Dialekt (dialeto de Viena), não é compreendido por quem mora no Tirol, por exemplo. Se eles falarem o alemão clássico, todos se entenderão sem problemas. Eu aprendi alemão nos cursos de idiomas. Muito bem, meu marido tem um tio que mora na Caríntia (região sul da Áustria). Quando o tio vem nos visitar e fala o dialeto da Caríntia, eu entendo pouco ou nada. Quando ele se lembra de falar o alemão clássico comigo, ok. Tudo entendido!

E isso se potencializa de um país para outro, como no caso Áustria e Alemanha.

Mas se tu falas o alemão clássico (aprendido na escola ou nos cursos), tu não vais ter dificuldades nenhuma em nenhum dos países. Eu nunca tive.

Grande abraço e até a próxima!

Resposta
Ilda Abril 13, 2016 at 4:26 pm

Oi Ana meu sonho é morar na Europa, Portugal, Itália (Firenze) ou Salzburg na Áustria, que ainda não conheço, mas não tenho cidadania Européia. Sou servidora pública federal aposentada, viúva, 68 anos. Como poderia ir morar como aposentada. Aguardo sua resposta é muito obrigada. Beijos Ilda.

Resposta
Ana Dietmüller Abril 14, 2016 at 8:15 am

Bom dia, Ilda.

Obrigada por ler o artigo!

Antes de tudo, tudo, em razão de teres mencionado que não conheces Salzburg, tomo a liberdade de te sugerir que venhas, primeiro, conhecê-la, sobretudo no inverno. Digo isso, porque no verão é praticamente tudo igual (só que o nosso verão, aqui, é muito ameno se comparado com o que enfrentamos no Brasil. 25 graus, prá os austríacos, já é um calor mortal! Heheheh!!!), mas o inverno tem diferenciais que precisam ser bem conhecidos, principalmente por alguém que pretende vir morar aqui, por exemplo: 1) no período de outono e inverno, quase não se vê sol. Então, o tempo fechado, escuro é a regra por vários meses do ano; 2) a neve é linda, mas traz seus deveres: se tu morares em uma casa, tens a obrigação de limpar a calçada quando neva (ou pagar alguém que faça), sob pena de alguém escorregar e tu teres de pagar todos os custos com o infortúnio; 3) precisas sentir o povo, conhecer os hábitos e ver se o modelo deles, de viver, te agrada.

Se já conheces todas essas situações que te relatei acima, peço-te desculpas por ter sido “metida”, mas, se ainda não, é bom estar preparada, caso, de fato, decidas vir prá cá.

Bem, passada essa etapa, há, na página da Embaixada do Brasil, aqui em Viena, informações exatamente a respeito do que tu procuras.

Deixo prá ti o site: http://viena.itamaraty.gov.br/pt-br/viper_-_aposentados.xml

E aconselharia que tu entrasses em contato direto com a Embaixada brasileira em Viena. No site, há emails para os quais tu podes fazer questionamentos, além de telefones, caso prefiras ligar.

Deixo, também, o site Embaixada da Áustria no Brasil, caso deseje também tirar alguma dúvida:

http://www.bmeia.gv.at/pt/embaixada/brasilia/metanavigation/home.html

E, de fato, passar a aposentadoria, morando em Salzburg seria algo dos sonhos!

Boa sorte, abraços e até a próxima!

Resposta
Joao Maio 20, 2016 at 8:14 pm

Oi Ana, tudo bem? Obrigado pelas dicas!
Eu estou indo para Vienna. Consegui um emprego lá. No entanto estou com dúvidas. Sou casado e minha esposa e eu não sabemos alemão. Eu sou fluente em inglês e a vaga que eu consegui só pedia Inglês. No entanto, a empresa responsável pela montar os processos de visto e permanência pediu a minha esposa um certificado de Alemão A1. Essa dica que você deu de que possuindo um diploma de curso superior não precisa provar o A1 no início ainda vale? Ou é só no caso de casar com Austriacos? Estamos realmente confusos! Obrigado!

Resposta
Ana Dietmüller Maio 22, 2016 at 3:22 pm

Olá, João.

Obrigada por ler e comentar.

João, essa informação acerca da dispensa do A1 para quem tenha curso superior, eu recebi, diretamente, do próprio agente de imigração já na minha primeira entrevista de encaminhamento dos documentos, porque isso não é divulgado por ninguém nos cursos de línguas, aqui, e muitas pessoas nem sabem da existência dessa dispensa. Tanto que todos os meus colegas (portadores de diploma universitário), do curso de alemão, fizeram a prova e eu não precisei fazê-la. Então, creio que isso, por alguma razão que desconheço, não seja divulgado de propósito.

Sugiro que a empresa que está montando a permanência de vocês entre em contato direto com a imigração e questione se isso vale ainda, ou não, e se vale apenas para casados com austríacos(as). Ou que vocês, ou a empresa, entrem em contato com a Embaixada Austríaca em Brasília (https://www.bmeia.gv.at/pt/embaixada/brasilia.html), ou com o Consulado austríaco, próximo a onde vocês moram, a fim de perguntar se essa regra ainda vigora ou não.

De igual sorte, vale lembrar que meu processo todo se deu em 2012, mas com a entrada de milhares de refugiados no ano passado, muitas regras de imigração podem ter passado por revisão.

Se for confirmado que não é necessário o A1 agora, sugiro também que, logo que vocês chegarem, já matriculem a tua esposa em um curso de alemão.

E desejo muito boa sorte na capital com melhor qualidade de vida prá se viver no mundo. É lindíssima, tudo é limpo, funciona e é eficaz! Só o frio é um pouquinho chato no começo, mas depois que a gente habitua, é tranquilo.

Grande abraço e se tiver mais dúvidas, não hesite em perguntar, ok?

Até a próxima.

Resposta
Thailson Rodrigues rocha Junho 3, 2016 at 10:30 pm

Ola Ana tudo bom tenho uma duvida se na hora da entrevista pra ficar com o visto de turista eles sao muito rígido nas perguntas..

Resposta
Ana Dietmüller Junho 4, 2016 at 12:36 pm

Oi, Thailson. Obrigada por ler e comentar.

Para o visto, normal, de turista (3 meses) não existe entrevista.

Só existe entrevista e provas para quem quiser morar no país.

Se tu vens para passear e ficar por até 3 meses, não precisas passar por nenhuma entrevista.

Abraço.

Resposta
Renata Junho 20, 2016 at 2:40 pm

Ana, boa tarde,

Eu sigo uma pagina no facebook sobre conscientizacao acerca apelo ao consumo exagerado voltado para criancas e lá pude ler seu texto sobre as festas infantis austriacas. Adorei! Eu moro na Austria desde Outubro de 2014 e nesse meio tempo até meus aniversarios se tornaram mais simples e menores – isso que ja deixei a infancia e adolescencia há um bom tempo…
Na infancia no Brasil sempre ficava aquele “climao” quando nao convidavamos a sala toda, ou os vizinhos todos, ao extremo de em alguns anos (muitos!) eu ter duas festinhas de aniversario, uma na escola e outra no condominio onde moravamos. Apesar de terem sido festas relativamente pequenas, era uma forma que meus pais encontraram para o que voce falou, de nao ser excluida ou olhada estranha. Por sorte minha mae fazia quase tudo sozinha e o que nao conseguia nós podiamos pagar. Mas concordo inteiramente com seu ponto de vista sobre as familias que se endividam por isso e muito mais para a exposicao/glamourizacao futuras.

Daí que eu decidi ler todos os seus textos publicados aqui nesse portal brasileiras pelo mundo, o qual nao conhecia. E me surpreendi com o fato de voce nao ter tido problemas com o processo da equivalencia. Acredito que seja diferente para cada área. Para profissoes da saúde como dentista, medico, enfermeiro já percebi que é mais comum. Eu estudei engenharia quimica no Brasil e nao obtive informacoes concretas acerca de como poderia atuar aqui profissionalmente. Principalmente porque meu curso nao existe aqui, só tem quimica industrial e engenharia de processos.
Voce poderia me informar onde exatamente fez essa busca por informacoes? Pois o que eu achei ha mais tempo foi um website do ENIC NARIC AUSTRIA (Informationszentrum für Anerkennungswesen im Bundesministerium für Wissenschaft, Forschung und Wirtschaft) no qual enviei meus documentos para uma Analise (Bewertung), mas nao obtive orientacoes de onde poderia atuar, só recebi falando que meu diploma se comparava a um mestrado aqui. E olha que meu namorado é austriaco, me ajudou pesquisando e ao final nao achamos tanta coisa assim.

Enfim, ao final desisti e estou na metade de um mestrado em eng. de processos em uma universidade, mas nao está lá tao fácil terminar (e olha que também possuo alemao avancado). Eu ficaria imensamente grata se voce pudesse responder ao meu comentario!

E novamente parabens pelo seus textos, ainda nao tenho filhos mas achei o maximo esse esquema da Hebamme. No Brasil voce sempre é taxado de alternativo e louco se decide por um parto natural/humanizado.

Até seu proximo texto!
Renata.

Resposta
Ana Dietmüller Junho 20, 2016 at 3:05 pm

Oi, Renata!

Que legal que gostaste da leitura. Muito obrigada por comentar.

Vou, inicialmente, direto a tua pergunta: minha equivalência foi feita através da Waff em Viena (https://www.waff.at/html/index.aspx?page_url=Home&mid=337).

Foi lá que me orientaram e providenciaram minha documentação. E, ainda, na primeira marcação de entrevista, perguntaram se eu precisava de alguém que falasse português, o que não foi o caso. Senti-me muito segura com o atendimento.

Possa, de fato, talvez existir diferenças entre as áreas e, como a minha (Direito) é relativamente simples a resposta: pode atuar ou não, assim o foi. Posso atuar como consultora, mas como advogada, sem os exames profissionais austríacos, não. Então, posso me oferecer para qualquer lugar que aceite profissionais dentro da minha qualificação.

Tu ligas, marcas uma entrevista prévia e eles recolhem alguns docs. teus para a validação. A documentação volta com a chancela do governo, ou não, e aí tu precisas marcar uma nova entrevista para eles te explicarem onde (no meu caso, empresas, escritórios) ou como atuar na Áustria. Tu tens uma consultora pessoal, que trata exclusivamente do teu caso. Eu fiquei muito satisfeita, gostei muito. Espero que consigas contato e que possas dar andamento ao teu processo.

Quanto ao demais, sim, a vida aqui é bem mais descomplicada, voltada mais para o ser do que para o ter e isso eu aprecio muito, desde que morava no Brasil.

Com o artigo dos aniversários, não se trata de colocar panos quentes em assuntos importantes, pois pais devem dizer não e dar limites aos filhos, sim, mas quando toda a mídia e parcela da sociedade pensam apenas no comercial, essas famílias que dão limites e dizem não ficam meio a mercê e é contra isso que me insurjo. Mídia avançando sobre adultos, sem problema. São adultos, sabem se defender, mas, mídia selvagem e sem nenhum controle externo, avançando sobre crianças, já é prejuízo para a nação, pois onde o começo de tudo é desvirtuado, a chance de retorno, lá no infinito do gráfico cartesiano, é quase nula. Isso precisa mudar no nosso Brasil!

Muitíssimo obrigada pelo comentário e por me acompanhar. E, assim que vocês decidirem ter filhos, vais ver como é legal!

Demais dúvidas, pode contatar.

Baita abraço e até o próximo artigo!

Resposta
Renata Junho 22, 2016 at 8:40 pm

Boa noite, Ana, obrigada de verdade pela informacao.
Em Agosto estarei em Viena para um estágio curricular, vou procurar me informar direitinho com o pessoal do Waff. Quem sabe também recebo alguma luz!

Concordo plenamente que nao se trata de colocar panos quentes na responsabilidade dos pais como educadores. Eu comecei a me mobilizar pela causa quando assisti ao filme “Crianca – a alma do negócio”, fiquei chocada com as situacoes ali relatadas.

Eu tenho já tres sobrinhos,e no ultimo Natal meus presentes foram brinquedos de madeira (um dinossauro para montar), fazer biscoitinhos de Natal (levamos a tradicao austriaca – eles amaram) e sair pra nadar com eles (ao inves de envia-los com a baba como é costume).
Eles ficaram bem felizes por terem recebido carinho e se comportaram de forma bem mais tranquila que normalmente. Estavam simplesmente felizes por coisas simples.

Aguardo novo texto seu!

Abracos,
Renata.

PS: Concordo com o que vc escreveu abaixo para a Morgana, o inverno aqui pode ser bem rigoroso mesmo…

Resposta
Ana Dietmüller Junho 23, 2016 at 8:07 am

Oi, Renata!

Que bom receber um segundo feedback teu.

Sim, dentre outras coisas, foi também esse filme que me inspirou a elaborar o artigo sobre o assunto.

E fico muito feliz que já estejas passando valores diferentes pros teus sobrinhos. Isso é ouro!

Sem dúvida, as crianças ficam muito mais à vontade de serem elas mesmas quando os adultos assim conduzem a vida. Compreendo que o ritmo de vida no Brasil é totalmente diferente do daqui e que os pais necessitam fazer malabarismos prá atender os filhos, as carreiras, os casamentos e a vida social e acabam entrando em uma roda vida de agitação e ansiedade que, ao fim e ao cabo, afeta os pequenos, que, por sua vez, se agitam e a roda não para. Não é nem culpa dos pais, nem das crianças. É todo um sistema que está posto dessa maneira, mas, graças a Deus já há luzes no fim do túnel como as iniciativas da Alana e de pessoas conscientes como tu. Isso já é um alento. Mas volto a repetir: os pais precisam sempre impor os limites e dizer os “nãos” necessários. Disso, não se escapa.

Que bom que virás em agosto. Espero que tenhas tanta sorte quanto eu na Waff.

Mês que vem tem mais e te espero novamente!

Enorme abraço e até lá!

Resposta
Morgana Strogulski Junho 21, 2016 at 3:54 pm

Oi, Ana
Adorei seu artigo.
Sou de Porto Alegre, e junto ao meu marido planejamos ir a Itália no próximo ano, para finalizar meu processo de cidadania italiana. Bem, temos dois filhos, um de 6 anos e uma menina de 1 ano, trabalho na tesouraria de uma livraria e meu marido é tatuador, tendo em vista a situação que se encontra nosso querido, Brasil, e a falta de segurança principalmente aqui no Rio Grande do Sul, estamos pensando seriamente em migrar para a Europa, em busca de qualidade de vida e segurança para os nossos filhos.
Eu já morei em Londres por 6 anos, tendo voltado em 2010, naquela época fui em busca de melhores condições financeiras para iniciar uma vida. Hoje em dia buscamos uma boa qualidade de vida, como já citei. Minha pergunta é? Se inciarmos aulas em alemão, junto a cidadania italiana, teremos chance de encontrarmos empregos para sustentarmos nossa família? Como seria para nossos pequenos em termos de adaptação na escola? Obrigada e aguardo retorno.

Resposta
Ana Dietmüller Junho 22, 2016 at 8:09 am

Bom dia, Morgana.

Obrigada por ler e comentar o artigo.

Amada, quanto a mudança de vida de vocês para cá:

A Áustria, atualmente, tem um índice alto de desemprego, em comparação aos demais países da UE. Então a ordem de prioridade, imediata, deles é empregar os nativos. Muito bem, há a questão dos refugiados, que aqui, assim como na Alemanha, há milhares que também precisam de ocupação e o governo está “quebrando a cabeça” para solucionar essa problemática o mais rápido possível a fim de poder integrar essas pessoas na sociedade também o quanto antes. Essa realidade eu preciso te trazer, porque vocês precisam ter isso em mente já que pretendem mudar toda a família. Não digo que seria impossível, mas aqui, as coisas são muito regradas, e, provavelmente, vocês precisariam se cadastrar junto aos órgãos de emprego do governo, precisariam aguardar vagas compatíveis com a formação de vocês e nesse meio tempo, vocês precisam se manter, ter onde morar, ter cobertura de saúde, enfim. Nada impede que vocês comecem do zero, mas sugiro que planejem muito bem e que se aconselhem com alguma agência de imigração, no Brasil, antes de saírem a fim de evitar problemas. E quando da mudança, seria interessante que toda a família já tivesse passaporte europeu.

Quanto a adaptação das crianças na escola, creio que não haveria problemas, pois eles já estão acostumados a lidar com inúmeras nacionalidades em sala de aula. Creio que esse seria o menor dos problemas.

Um outro ponto que eu sempre alerto a todos que me perguntam quanto a migrar para cá: o frio e o tempo de inverno. Durante pelo menos, 6 meses do ano (outono e inverno), há pouquíssima incidência de luz solar e o frio, na rua, é intenso (dependendo da localidade onde se more, pode chegar a MENOS 20, e em casos extremos, até MENOS 30 graus. Em Viena, não é tanto, fica em torno de MENOS 8, MENOS 10). Meus pais passaram um inverno conosco e NUNCA viram sol (apenas nublado ou escuridão, já que no inverno, começa anoitecer lá pelas 15:30). Não trago isso prá assustá-los, mas como um alerta, pois há pessoas que não conseguem aguentar essa “escuridão” toda, sobretudo, nós, latino-americanos, acostumados com sol, inclusive no inverno , mas como moraste na Inglaterra, talvez tu já saibas disso. É apenas um lembrete.

Por fim, deixo o link do Consulado da Áustria em Porto Alegre (http://www.embaixadas.net/Consulado/2430/Austria-em-Porto-Alegre). Talvez lá pudesses também tirar mais dúvidas.

Compreendo perfeitamente a situação atual brasileira, e sobretudo a do nosso Rio Grande do Sul, tão sucateado e massacrado, mas sugiro que tomem todas as precauções e façam todos os planejamentos necessários para mudarem para a Europa.

Espero ter auxiliado.

Enorme abraço, muito boa sorte e até o próximo artigo!

Resposta
Mario Aguiar Julho 20, 2016 at 1:53 pm

Ola Ana–
Muito bom seu blog. Adorei os comentarios, sao essenciais e estao me ajudando bastante. Parabens pelo belo trabalho!!

Porem tenho uma duvida. Quero aprender alemao na Austria e gostaria de saber se eh possivel chegar com o visto de turismo, se matricular em um curso de alemao (ou ja ir matriculado daqui) e antes dos 90 dias, tentar uma renovacao para mais 3 meses? Gostaria de ficar 6 meses no total aprendendo a lingua. Entao queria saber se tenho que tirar o visto para esse tempo entao? Minha noiva eh austriaca e mora em Innsbruck, gostaria de aproveitar esse tempo la, aprender a lingua e ver as oportunidades de fazer meu doutorado la.

Agradeco pela resposta.

Obrigado.

Resposta
Ana Dietmüller Julho 21, 2016 at 8:03 am

Olá, Mario!

Obrigada por e comentar.

Creio que seja possível fazer esse trâmite, sim, mas precisas ter em mente que, vencidos os primeiros 3 meses, e, para pedir renovação para mais 3, creio que tenhas de sair do espaço da União Europeia e entrar de novo. Não tenho absoluta certeza acerca disso, mas, abaixo deixo os sites oficiais para que possas confirmar e bem te preparar.

Deixo o contato da Embaixada do Brasil em Viena e aconselho que ligues para cá e te informes direitinho do que é necessário para evitares problemas com o Setor de Imigração austríaco. http://viena.itamaraty.gov.br/pt-br/

Deixo, igualmente, o contato da Embaixada austríaca no Brasil para que possas também, de lá, tirar informações que podem ser importantes prá ti. https://www.bmeia.gv.at/pt/embaixada/brasilia.html

Quanto a te matriculares no curso de línguas, creio ser possível já fazer a inscrição do Brasil, ou solicitar a tua noiva que o faça direto em Innsbruck, talvez essa seja a melhor alternativa.

Desejo toda a sorte e felicidades!

Grande abraço e até o próximo artigo!

Resposta
Arlete Agosto 2, 2016 at 12:31 pm

Ana, muito boa suad informações. Eu gostaria de algumas outras informações, mas isso preciso que seja privado. Teria como entrar em contato por e-mail ou facebook?

Resposta
Ana Dietmüller Agosto 2, 2016 at 5:24 pm

Querida Arlete, boa tarde.

Muito obrigada por ler e comentar o artigo.

No que tange ao contato privado, peço a gentileza de me compreenderes, pois utilizo somente o blog como canal de comunicação com os leitores.

Explico-me: muitas são as solicitações de contato privado para tirada de dúvidas ou assemelhado, todavia, não tenho como gerenciar um controle extra blog, sendo que este já é o canal efetivo para tanto.

Desta feita, para não ser nem indelicada, nem injusta com ninguém, atendo com muito prazer, mas somente por aqui.

Podes me direcionar as dúvidas que tiveres, que, o que estiver ao meu alcance de reposta, te devolvo.

Grande abraço.

Resposta
INGRID MORENO Fevereiro 16, 2017 at 12:11 pm

Seu comentário está esperando moderação
OLÀ, ANA!
ESTOU EM WIEN UM POUCO MAIS DE 4 MESES FICO AQUI ATE DIA DE ABRIL E RETORNO AO BRASIL… SENDO QUE JÀ TENHO MINHA PASSAGEM PARA VOLTAR EM WIEN EM AGOSTO, FIZ UM CURSO INTENSSIVO DE UM MÊS A1, MEU INTERESSE É CONSEGUIR A PERMANENCIA, NÂO TENHO CURSO SUPERIOR, E AO RETORNAR EM WIEN PRETENDO FAZER A2 POIS TENHO MUITA VONTADE DE APRENDER O INDIOMA E ASSIM ME QUALIFICAR PROFISSIONALMENTE , É CLARO SE EU CONSEGUIR MINHA PERMANENCIA. SUAS DICAS FORAM DE GRANDE IMPORTANCIA PARA MIM. MUITO OBRIGADOR POR NOS PASSAR SUA EXPERIENCIA.

Resposta
Ana Dietmüller Fevereiro 16, 2017 at 2:52 pm

Alô, Ingrid!

Muito obrigada por ler e comentar.

Fico muito feliz em saber que te auxiliei de alguma forma com a minha experiência.

Desejo todo o sucesso do mundo no teu retorno e que consigas a sonhada permanência.

Grande abraço.

Resposta
Layse Siller Fevereiro 18, 2017 at 1:40 pm

Olá, Ana.

Eu e o meu marido (descendente de luxemburguês), vamos nos mudar em breve para a Áustria. E eu tenho uma dúvida quanto a foto para o visto: qual tamanho tem que ter? Eu estou pensando em levar daqui do Brasil. Obrigada!
Parabéns pelos artigos e pela bela família!
Um abraço.

Resposta
Ana Dietmüller Fevereiro 19, 2017 at 9:26 am

Alô, Layse.

Obrigada por ler e comentar.

Amada, eu te aconselharia fazer aqui a foto. Te digo isso, porque fiz as fotos e todo o mais aqui. Eles têm umas especificações próprias, então, não quero te induzir a erro.

Por segurança, se quiseres trazer fotos já prontas contigo, traga algumas em tamanho para passaporte e algumas 3×4, apenas por segurança.

Eles são bem chatinhos com esse ponto de fotos e quase encrencaram com a foto do passaporte do nosso pequeno (3 anos quando tirou a foto), porque ele não estava olhando exatamente para frente, mas um pouquinho pro lado. Como se trata de uma criança, a policial que nos atendeu autorizou.

Por isso, prá evitar problemas, sugiro que faças aqui, mas se quiseres trazer do Brasil e perguntar se servem, também é algo a se considerar e, assim, poupas um dinheirinho. Hehehehe.

Desejo toda a sorte do mundo e uma feliz mudança prá vocês!

Resposta
Layse Siller Fevereiro 21, 2017 at 4:18 pm

Obrigada, Ana!

Resposta
Anna Carla Fevereiro 23, 2017 at 2:07 pm

Oi Renata! Adoro os teus textos e como estou de mudança para a Áustria eu li absolutamente todos. Sou cidadã Austríaca e vamos, eu e meu marido, passar duas semanas aí em setembro desse ano, para nos familiarizarmos um pouco, ter uma breve noção do que será a nossa vida… Ficaremos na casa de um primo meu. Em janeiro de 2018 temos o plano de irmos em definitivo. Como meu marido não é cidadão Austríaco, ele não vai poder ir comigo porque vai entrar em setembro como turista e aí vai ter que esperar 6 meses para retornar… certo? O plano é: vou em janeiro, fico na casa do meu primo, procuro um trabalho e, assim que achar, alugo uma casa e peço a permanência para o meu marido. Nós falamos apenas inglês e chegaremos aí com um alemão bem básico, só pra não passar fome! Mas como tenho alguns familiares vivendo aí há algum tempo, eles me darão auxílio nesse começo (até mesmo com a busca por um trabalho). Fiquei bem aliviada com a informação de que quem tem curso superior não precisa dessa aprovação no alemão para conseguir a permanência… Agora, minha dúvida é: meu marido pode ir, quando completar os 6 meses para poder retornar à União Europeia, e dentro do prazo de 3 meses que tem como turista encaminhar a documentação, ou é melhor/ele deve encaminhar essa documentação aqui no Brasil, antes de ir? Como o prazo para ele poder retornar vence em março e talvez até março eu não esteja estabelecida, com casa alugada, etc., seria bem legal se ele pudesse entrar como turista e dentro de 3 meses a gente encaminhasse toda a documentação necessária… Imagino, também, que o processo sendo feito aí seja menos difícil… Enfim, se você puder me dar uma luz de tudo o que vamos precisar, eu seria eternamente grata. Não tem informação em lugar nenhum e o Consulado aqui em SP não faz muita questão de detalhar tudo… Por exemplo, eu não sei qual o mínimo que preciso ter de salário para que possa dar o visto de permanência e trabalho ao meu marido… Enfim, tô super ansiosa! A gente escolheu essas datas de passeio e de mudança pra poder se planejar bem, juntar uma grana, deixar tudo aqui resolvido e ir para não ter planos pra voltar… Então, temos bastante tranquilidade em relação a tempo pra se organizar… Espero sua ajuda! Um grande abraço e milhões de parabéns pelas tuas postagens! São muito, muito boas!

Resposta
Ana Dietmüller Fevereiro 23, 2017 at 4:04 pm

Alô, Anna.

Muito obrigada por ler e comentar.

Dois detalhes que preciso te reforçar de imediato:

1) Por ter curso superior recebi dispensa APENAS da prova do nível A1. Os demais níveis de alemão precisam ser cumpridos mesmo com curso superior. E quando chegarem, confirmarem junto à imigração se essa diretriz ainda vale, pois com o volume gigantesco de refugiados que chegou ao país em 2015, muita coisa pode ter sido revista. Meu processo ocorreu em 2012.

2) Um dos papéis que precisou acompanhar meu dossiê para análise do pedido de residência, dentre todos os demais, foi o contrato de trabalho do meu marido, que é austríaco. Sem isso, o trâmite não poderia prosseguir, pois não tenho status de refugiada ou alguma outra justificativa legal que permitisse pedir visto sem a comprovação de que eu teria condições de sobreviver em solo austríaco (pela renda do meu marido, no caso). Talvez peçam o mesmo pra fazer o trâmite com teu esposo, por isso, é essencial que tu já estejas trabalhando quando encaminharem o pedido para ele.

Minha humilde sugestão é de que quando vierem, agora em setembro, se informem sobre absolutamente tudo. Deixo o site com as informações, em Viena, sobre o pedido por Formação Familiar (creio que seja o caso de vocês, mas terão de confirmar perante as autoridades de imigração). Com o auxílio do teu primo, sugiro que visitem o local (MA35) e tirem todas as dúvidas para depois tomarem as melhores decisões.

Segue: https://www.wien.gv.at/amtshelfer/dokumente/aufenthalt/aufenthaltstitel/bescheinigungen/familienangehoeriger.html

O inglês no início é suficiente. Quase todo mundo fala a língua no país.

Desejo toda a sorte e sucesso do mundo na empreitada.

Espero ter auxiliado.

Abraço,

Resposta
Di Maio 12, 2017 at 2:28 am

Olá Ana. Descobri o seu site recentemente e estou adorando. Gostaria de saber qual curso de alemao vc fez. Obrigado e parabéns pelo site.

Resposta
Ana Dietmüller Maio 12, 2017 at 9:02 am

Alô, Diego.

Obrigada por ler e comentar.

Aprendi alemão aqui em Viena na Alpha Institut. Fica atrás do prédio da Filarmônica de Viena.

Excelente escola.

Abração.

Resposta
Stefanie Rios Agosto 5, 2017 at 7:25 pm

Olá Ana!
Achei o máximo seu site. Eu sou austríaca e meu marido é brasileiro. Estamos planejando voltar a morar em Vienna e estou com uma dúvida em relação ao seu Aufenthaltstitel: ele dá direito a trabalhar normalmente?
Um abraço

Resposta
deborah faria Setembro 4, 2017 at 2:00 am

Prezada, obrigada pelas informações. Minha filha termina o ensino medio ano que vem e começou a fazer Alemão. Estamos pensando em dar a ela a chance de fazer a graduação em Economia na Austria, mas existem varias informações bastante confusas em muitos sites. Você teria alguma informação sobre custos (fees) e criterios minimos para seleção (C2 em Alemão)?
te agradeço pela ajuda

Resposta
Ana Dietmüller Setembro 4, 2017 at 9:40 am

Alô, Deborah.

Obrigada por ler e comentar.

Infelizmente, não tenho como te auxiliar nesse nível. Meu pequeno está concluindo o Jardim de Infância.

O que eu te sugeriria é ligar para a Uni da escolha de vocês e tirar essas dúvidas. OU enviar um email.

Grande abraço e boa sorte!

Resposta
Layse Siller Outubro 31, 2017 at 1:38 pm

Olá, Ana!

Poderia me esclarecer algumas dúvidas, se possível?

Eu e meu marido (que tem descendência luxemburguesa), estamos com planos de nos mudar para a Áustria. Mas eu vi no site de imigração da At, que o cônjuge (em caso de membros da familia) precisa ter no minímo 21 anos de idade. Isso é apenas para cônjuges de cidadãos austríacos ou é para cônjuge de todos os cidadãos europeus? E quanto a esse visto de permanência que recebo (por ele não ser cidadão austríaco) é por membro da família mesmo?

Obrigada!

Resposta
Ana Dietmüller Novembro 2, 2017 at 9:32 pm

Oi, Layse.

Quanto a idade, não tenho como te auxiliar, porque, de fato, não sei. Sugiro que entres em contato com o consulado austríaco onde vocês moram (se for no Brasil) e tentar tirar essa dúvida.

Quanto a permanência, por teu esposo ter descendência luxemburguesa, é por Luxemburgo que tu vais receber a permanência em razão do casamento e precisa ver com eles se essa permanência vale para o restante da União Europeia e como isso funciona. Sou casada com austríaco e minha permanência, concedida pela estado austríaco, me permite morar aqui ou em qualquer outro país da União Europeia, com direito de ir e vir e trabalhar e a justificativa da concessão é em razão do casamento com um cidadão local.

Sugiro te informares junto à embaixada ou consulado de Luxemburgo, pois a Áustria não pode te conceder uma permanência, em razão de casamento, de um cidadão que não é austríaco. Para pleitear a permanência na Áustria, tu terias de justificar teu pedido em outro motivo que não o casamento ou pedir permanência, por status de casada, por Luxemburgo.

Espero ter auxiliado.

Grande abraço.

Resposta
Paloma Paula Novembro 28, 2017 at 9:09 pm

Eu adoro suas dicas detalhadas e info.
Me esclarece uma duvida:
Meu noivo é austríaco. Vamos casar na Áustria, estou estudando alemão para o teste A1. Até aí ok.
Depois que eu fizer esse exame e passar (Se Deus quiser), esse primeiro visto de permanência de 1 ano me dá direito de trabalhar??
No aguardo e um beijo enorme.

Resposta
Ana Dietmüller Novembro 29, 2017 at 1:07 pm

Oi, Paloma.

Obrigada por ler e comentar. Fico feliz que goste de meus artigos.

Sim, já no primeiro ano, com a permanência baseada no casamento/reunião familiar, já me foi possível trabalhar, sim.

Mas, por prevenção, seria interessante confirmar, pois meu processo se deu todo entre 2013/2014. E, em 2015, a Áustria recebeu milhares de refugiados e sei que algumas situações que envolvem imigração mudaram, especificamente pra quem quer fazer a cidadania. Pode ser que nada tenha sido alterado no caso da permanência, mas aconselho tirar a dúvida.

Felicidades e muito boa sorte!

Abração!

Resposta
Danielle Janeiro 6, 2018 at 11:35 am

Estou querendo estudar alemao na Austria por 6 meses. Como faço para requerer o visto? Moro no Rio de janeiro. Se alguem puder ajudar.com informações agradeço.

Resposta
Ana Dietmüller Janeiro 8, 2018 at 4:37 pm

Olá, Danielle.

Obrigada por ler e comentar.

Sugiro, inicialmente, contatar o Consulado da Áustria no Rio e tirar todas as dúvidas:

Consulado Honorário da Áustria – Rio de Janeiro – RJ (http://consulados.com.br/austria/)
Endereço:
Av. José Silva de Azevedo Neto, nº 200 – Torre Evolution IV – Sala 101
Cidade:
Rio de Janeiro
Estado:
Rio de Janeiro
Cep:
22775-056
Telefone:
(0xx21) 3232-6198
Fax:
(0xx21) 3232-6199
Email:
[email protected]

Jurisdição: RJ/ES
Expediente: das 09:00 às 13:00 hs – terça a quinta.

Espero ter auxiliado.

Abraço e até a próxima.

Resposta
Diana Janeiro 26, 2018 at 9:57 pm

Olá Ana!
Meu Nome é Diana sou de Manaus e
Estou indo para Áustria em Abril meu noivo é Austríaco e pretendemos nos casar em Maio e quero me casar somente no civil. Você sabe me informar quis documentos preciso levar? Quais são os documentos necessários para o casamento?

Resposta
Ana Dietmüller Janeiro 31, 2018 at 8:22 am

Olá, Diana.

Obrigada por ler e comentar.

E parabéns pelo casamento!

Diana, nós casamos no Brasil, então, não posso te dar uma listagem de documentos para casar aqui, mas, com certeza, precisarás do teu passaporte brasileiro válido e, talvez, tua certidão de nascimento. Nós traduzimos tudo aqui, porque além de menos burocrático, é bem mais barato do que no Brasil, então, te sugiro também pesquisar a respeito.

O demais de documentação, teu noivo precisa perguntar no cartório do local onde vocês irão casar.

Espero ter auxiliado.

Abraço e até a próxima!

Resposta
Mariana Janeiro 2, 2019 at 12:31 am

Olá, Ana! Você é formada em Direito? Você conseguiu autorização do governo para trabalhar em que? Teve que fazer matérias extras na faculdade? Desde já, obrigada!

Resposta
Ana Dietmüller Janeiro 2, 2019 at 8:59 am

Alô, Mariana.

Obrigada por ler e comentar.

Sim, sou formada em Direito no Brasil. Na Áustria, com o reconhecimento do meu diploma, tenho autorização para trabalhar apenas como bacharel ou consultora, ou seja, não posso atuar perante tribunal, nem assinar como advogada. Se eu quiser trabalhar como advogada, tenho de fazer todos os exames exigidos referentes a legislação austríaca (algo assemelhado ao nosso exame de Ordem no Brasil) e, depois, fazer o período de prática obrigatória (no Brasil, não temos essa exigência. Aqui, sim). Depois de ser aprovada em tudo, posso me oferecer como advogada. Foi uma opção pessoal não fazer os exames nem a prática, pois eu teria de – modo prático – fazer a faculdade de novo, porque não conheço nada do sistema legal austríaco. Como já estava grávida, seria extremo stress, sobretudo fazer tudo isso em alemão. Mas é possível se tu cumprires todas as exigências.

Espero ter te esclarecido as dúvidas.

Abraço!

Resposta
Hellen Fevereiro 19, 2019 at 5:28 pm

Olá Ana! Primeiramente parabéns pelo blog. Gosto muito da página. Sou advogada no Brasil mas atualmente trabalho como Coach e gestora de projetos e gosto muito. Saberias me dizer algo sobre o coaching na Austria? Se É usado? Precisa de nível superior ou algo assim? Meu esposo tem uma proposta de emprego am Viena e estamos avaliando.

Resposta
Ana Dietmüller Fevereiro 20, 2019 at 9:59 am

Oi, Hellen!

Muito obrigada por ler e comentar.

Quanto ao Coach o que sei é que é bastante empregado em instituições como, por exemplo, O Centro de Consultoria Feminina (instituição que auxilia mulheres a se recolocarem no mercado de trabalho: https://www.ams.at/_docs/900_frauenberufszentrum_fbz_wien.pdf), e em muitos outros serviços de cunho social, mas percebo que sempre vem acompanhado de uma outra profissão, ou seja, o que me dá a entender é que, como tu, tens formação na advocacia, as pessoas que conheço que trabalham como Coach, são assistentes sociais, psicólogas, e por aí vai. Me faz parecer que o Coaching seja uma qualificação paralela.
Deixo também o Centro de Consultoria Feminina que frequento e a instituição que providencia as Coaches para lá: FBZ – https://www.mentor.at/kurse/frauen/frauenberufszentrum-wiener-neustadt/

E precisas verificar também como se dará o reconhecimento das tuas qualificações como Coach aqui. Deixo o local que me auxiliou com toda a papelada referente a minha formação, que, no caso, também é Direito. É o Waff em Viena. https://www.waff.at/der-waff/

Reforço que, para buscares emprego aqui, precisas do alemão em um bom nível de compreensão. Existem empregos que podem ser exercidos em inglês, mas são a exceção. Se ainda não falas alemão, seria bom investir nisso antes de qualquer coisa.

Espero ter auxiliado e boa sorte na decisão quanto ao emprego do teu esposo!

Abraço!

Resposta
Hellen Março 2, 2019 at 10:49 pm

Obrigada, Ana! Edtarei em Viena agora em março para conhecer. Aproveito logo para ver estes links! Grata! Hellen

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