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Arábia Saudita

Arábia Saudita – O Papel da Figura Masculina na Vida de Uma Mulher Árabe

Mês de maio no Brasil, é conhecido como mês dedicado às mães e as noivas, (quando muitos casamentos acontecem). Seja por um motivo, ou por outro, sem dúvidas, é um mês muito importante para todas nós mulheres.

Falando em mulheres, já parou para pensar na importância da figura masculina na vida de uma mulher? Agora multiplica isso exponencialmente sendo uma mulher árabe – principalmente se ela for Saudita.

Em grande parte dos países árabes que são mais conservadores, como aqui na Arábia Saudita, a mulher talvez precise do chamado mahram (male guardian), para conseguir permissão de usufruir de direitos conquistados por mulheres “ocidentais” há décadas atrás, coisas simples, como:

• Casar e divorciar;

• Viajar;

• Trabalhar;

• Abrir uma conta bancária, ou o próprio negócio;

• Fazer uma cirurgia plástica, dentre outros;

Aqui vão algumas curiosidades e fatos do dia-a-dia de algumas dessas mulheres:

Como já comentei por aqui, a mulher na Arábia Saudita não pode dirigir – apesar de não existirem leis oficiais as proibindo

De cara já temos uma dependência gigantesca da figura masculina (seja o pai, marido, irmão, primo… e no caso de todas nós que moramos aqui, Sauditas ou não, a dependência de um motorista). Como o sistema de transporte público
por aqui é praticamente inexistente, e os juros para a compra de um carro são tão baixos que não pagam nem a papelada (sem falar na gasolina à preço de banana), dependemos de motoristas de táxis diariamente. Eu particularmente
nunca deixei de ir a qualquer lugar ou fazer qualquer coisa por conta disso, mas é fato que sempre temos que depender de um motorista (da figura masculina), para ir e vir em nossos afazeres diários.

Uma amiga uma vez escutou de um Saudita conservador, quando indagou sobre quando as mulheres poderão dirigir: “Veja bem… aqui na Arábia Saudita, as mulheres são rainhas… portanto não precisam dirigir, tendo um chauffeur a sua
disposição quando precisarem”. Hum…

Veja a paródia feita em contra partida a campanha para as mulheres dirigirem AQUI. – com milhares de acessos.

No woman no drive sticker

Adesivo no carro com uma mulher e um volante: “No woman no drive”

A mulher Saudita não pode ter nenhuma propriedade em seu nome

É isso mesmo. Mesmo que ela tenha condições financeiras (já conheci algumas que trabalham, e são independentes – bom, na medida do possível), elas não podem comprar um imóvel e nem sequer alugar nada em seu nome no seu próprio país. O que elas fazem na maioria dos casos, é colocar o imóvel, seja comprado ou alugado, no nome de algum parente (pai, irmão, tio, primo…), e só desta forma elas podem “possuir” o imóvel que desejam.

Até pouco tempo as mulheres Sauditas não podiam sequer abrir uma conta em um banco daqui. Felizmente isso mudou há alguns anos, e os bancos agora possuem uma sessão exclusiva para atender somente as mulheres.

Engraçado, é que quando fui com meu esposo adicionar meu nome como dependente na conta corrente, o funcionário do banco perguntou a ele 3x se ele tinha certeza do que queria fazer – e eu sentada bem ao lado dele… Imagina!?

Ladies Branch Bank

Um dos grandes bancos do país já tem agências só para as mulheres

 “Cadê o nome da Mãe?” Não se carrega tradicionalmente o sobrenome da mãe

O sobrenome da mãe simplesmente não existe. (Como assim?) O que acontece é que muitos são nomeados assim: “Ali filho de José”. Isso mesmo. O nome completo da pessoa é: “Ali filho de José” (por exemplo: Ali bin Nasser). Ou então, “João O Silva” (Ali Al Nasser), apenas com o sobrenome do Pai. Sem o sobrenome da Mãe.

O mesmo acontece com as meninas. Elas levam o sobrenome do Pai e quando casam, não trocam o sobrenome para o do marido – permanecem com o sobrenome do Pai. Para continuar com a “linhagem patriarcal” – uma maneira de mostrar para a sociedade, através do seu sobrenome, de onde ela veio, sua árvore familiar. Em suma, por essa região, sua “tribo”.

Mulheres Sauditas não podem ir sozinhas no médico

Essa é novinha, novinha. A pouco tempo o governo Saudita aprovou uma lei em que as mulheres daqui estavam proibidas de irem sozinhas ao médico, sendoeste do sexo masculino. Isso mesmo. Caso elas precisem ir à uma consulta,
devem estar acompanhadas de um homem, ou do seu mahram – seja o Pai, irmão, primo… A nova lei (claro), causou muita revolta na comunidade feminina da região. Confira mais detalhes sobre o assunto nessa matéria AQUI.

Mais ainda…

• Quando uma mulher quer pedir o divórcio, seja por uma traição ou violência doméstica do marido, ela precisa ter 4 testemunhas a seu favor – e todas as testemunhas devem ser… Homens (claro);

• As mulheres Sauditas nunca votaram – mas o governo atual já prometeu que elas poderão votar para as eleições de 2015 (sendo o governo uma monarquia absoluta – vamos esperar as cenas dos próximos capítulos…)

Ah as diferenças culturais… imagina se todas as culturas fossem iguais?

E você, o que acha de tudo isso? Já passou por alguma experiência em que o homem era a figura mais importante, mesmo no Brasil ou no exterior?

Divide com a gente aqui!

 

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40 comentários

Erica Maio 13, 2014 at 11:24 am

Carla, eu adorei o seu texto! Sei que diferencas de culturas existem e tem que ser respeitadas, mas eu acho tão estranho ter que entender (e principalmente) seguir essas regras! Deve ter sido complicado pra você também qdo se deparou com tudo isso não? Mas enfim, quem está na chuva é pra se molhar (como diz a minha mãe), e morando ai, não há muito que fazer a não ser seguir as regras. Abraços pra vc!

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Carla Maio 17, 2014 at 8:25 am

Oi Erica, no início tem sim aquele “baque”, o famoso “choque cultural”. Mas depois aprendendo um pouco da história do lugar, dá pra entender o porque dos costumes. Você tem toda razão, independente de país que estamos, temos que seguir as regras do lugar (principalmente se somos visitas, né?).
Muito obrigada pela sua participação. Um grande abraço pra você 🙂

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Lorrane Nascimento Maio 13, 2014 at 5:35 pm

Carla,
excelente texto mais uma vez. Adoro ler sobre as suas aventuras pela Arábia Saudita!!

Grande abraço 🙂

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Carla Maio 17, 2014 at 7:18 am

Oi Lorrane, que bom te ver por aqui novamente! Um forte abraço 🙂

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Tati Sato Maio 13, 2014 at 11:46 pm

Carla, eu fico CHOCADA com algumas coisas… Entendo várias coisas e sei que há várias diferenças culturais que jamais vamos entender de verdade – nos resta aceitar. Mas também me dei conta que o machismo é muito presente no Brasil também. Talvez nós, que somos (a maioria) do sul e sudeste, não o percebamos tanto, mas acredito que ele está muito presente principalmente em lugares como o centro-oeste e o interior do nordeste… Posso estar enganada, though…
De qualquer forma, não sei se é só uma questão de religião… Tenho um colega no Brasil que é muçulmano e nunca me tratou com desrespeito ou achou que era inferior aos homens – pelo contrário, sinto que ele me respeita muito como profissional. Assim como também já sofri o preconceito de muitos cristãos homens que achavam que eu era uma profissional inferior pela forma como me visto (acho) porque sou meio “a Barbie vai para o escritório”, com muitas flores, vestidos e cores. Acho que tudo é muito relativo…
Estou blahberring, I know… Bom, por último, queria deixar relatado que outro dia, aqui nas Filpinas, estava na academia e um conhecido meu perguntou: “como vão as férias nas Filipinas?”
Eu sou bem loira para algumas coisas – simplesmente não entendo. Então, olhei para ele com a cara confusa e perguntei “que férias?” porque, de repente, ele estava se referindo a alguma viagem que fiz…
“Você não veio aqui só para acompanhar seu marido, expat?”
“Não!” respondi “Eu trabalho! E muito!” veja bem, tenho meu trabalho que ‘paga as contas’ e ainda mantenho o blog e escrevo para duas outras publicações… Que férias são essas???
“Desde quando?”
“Desde que cheguei”
É a cabeça… A mentalidade que a mulher sempre vai seguir o homem…
Um beijo!

Resposta
Carla Maio 17, 2014 at 8:31 am

Exato Tati! Concordo com você que não podemos generalizar uma determinada atitude de acordo com a religião. Também concordo que infelizmente ainda vemos muito machismo no Brasil sim, e aliás em todo o lugar… a verdade é que foram anos de submissão, opressão à nós mulheres, e vai demorar mais um bom tempo para a ficha cair que na verdade sempre fomos todos iguais, homens e mulheres. Vivendo, aprendendo e evoluindo! Muito obrigada pelo seu comentário, adorei 🙂
Um beijo grande

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Cintia Maio 14, 2014 at 6:36 am

Carla, ótimo texto. Posso fazer umas perguntinhas ? Como aí as mulheres não tem direito á possuir uma propriedade, acontece dos parentes masculinos usurparem a propriedade que teoricamente teria que estar no nome delas ? Se isso acontece o que ela pode fazer ?Uma vez li que as mulheres sauditas ao morrerem não possuem um túmulo marcado, isso ainda procede ? Obrigada. Bjs

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Mariana Goncalves Maio 14, 2014 at 9:15 am

Oi Carla!
Ótimo texto. Eu moro na Áustria, e aqui nao tem disso. Mas tem sim muito preconceito com as mulheres no mercado de trabalho. E isso me deixa muito indignada. Aqui mulher que quer seguir carreira nao pode pensar em ter filhos, por exemplo. Isso, do meu ponto de vista, é um absurdo sem tamanho.
Abracos!

Resposta
Carla Maio 17, 2014 at 8:38 am

Concordo Mariana… todos nós, homens e mulheres, sem dúvidas, ainda temos um longo caminho pela frente na evolução. Nós mulheres infelizmente, muitas vezes, temos que abrir mão ou da família (participando ativamente na criação dos filhos), ou da carreira… as que conseguem fazer os dois, em grande parte dos casos, ficam sobrecarregadas com as cobranças em ambos os lados. Muito obrigada pela sua participação Mariana! Tenho muita vontade de conhecer a Áustria. Um grande abraço 🙂

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Carol Barros Maio 18, 2014 at 8:04 am

Ei querida Carlinha, adorei os posts sobre Saudi. Muito legal.
Beijus Enormess!!

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Joy Matta Maio 19, 2014 at 8:06 pm

Fico tao chocada com esse tipo de diferença cultural… Entendo, mas nao sei quanto aguentaria viver num país desses… tem que ter muito auto controle pra nao falar poucas e boas pra esse tipo de machismo… Mas cada um com seus costumes, nao!? Adoro saber mais sobre o assunto, anyway!!! Beijinhos!

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Cleide klock Maio 19, 2014 at 11:18 pm

Adoro ler teus textos da Arábia, Carla. Fui para Riyadh e Jeddah em 2002, a trabalho, cobrindo uma missão do governo, como jornalista. E tenho grandes lembranças do meu choque cultural. O maior dele foi uma gafe daquelas de se colocar embaixo do tapete. Acompanhei o governador, equipe e outros jornalistas numa visita ao rei Abdullah. Éramos só duas mulheres na equipe e eu era a primeira da fila a cumprimentar o rei e nem pensei duas vezes em dar a mão pra ele, como os outros homens tinham feito…. Nem preciso dizer que fiquei com a minha mão sozinha no ar, cumprimentando o vento né? Mas o que mais me impressionou foi um voo interno que peguei, entre essas duas cidades. Os homens estavam indo para Mecca e todos “vestiam” apenas uma espécie de toalha branca, ao meu ver estavam enrolados na toalha…. Adoro esse mundão cheio de particularidades lá e cá. beijos

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Franca Maio 21, 2014 at 12:43 pm

Nossa quanta informacao que nem mesmo quem vive aqui sabe…
Valeu mesmo Carlinha. Parabens pela riqueza de detalhes e conhecimento.
Bjs

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Carla Julho 20, 2014 at 3:21 pm

Oi minha linda! Adoro te ver por aqui, muito obrigada por sempre deixar o seu comentário 🙂

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Ana Cristina Kolb Maio 26, 2014 at 5:41 pm

Carla, muito show, amo seus texto, porque adoro a forma como você é informativa, questionadora, mas ao mesmo tempo se mantendo objetiva, estudar sobre o assunto e como as coisas ficaram a este nível atrasadas em relação a autonomia das mulheres na sociedade árabe, é pra mim realmente um segredo, e isto como você bem disse, encontrei mulheres sauditas que estudaram nos USA, são dentistas, especialistas de IT e mesmo assim so podem viajar sem os maridos se as sogras ou maes acompanharem, tive situações bizarras quando elas estão por aqui passando ferias longe dos homens. Alunas jovens que tive que viveram aqui durante os estudos e depois fiquei imaginando como seria retornar a viver na cultura aih, elas mesmo se perguntam, mas sabem que devem respeitar o que o pai decidir. Vamos la, coisas da vida, aguardando ja o seu próximo texto! Namasté 🙂

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luisborges10 Junho 30, 2014 at 1:48 pm

Cara Carla!!! Fico temendo pela sua segurança em expor sua liberdade de expressão no blog… Mas, parabéns pelo texto e, de certa forma, pelos esclarecimentos a quem (mulher) pretende se casar e morar na Arábia Saudita.

Resposta
Allyne Novembro 14, 2014 at 5:04 pm

Gostei da questão levantada pela Cintia. =D
Aguardando a resposta… =)

Resposta
Carla Ferreira Novembro 21, 2014 at 10:30 am

Oi Allyne, estou pesquisando a questão levantada pela Cintia e assim que tiver a resposta, retorno para vocês, ok? Obrigada pela sua visita! Um grande abraço

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raquel viana do amral Junho 5, 2015 at 8:01 pm

allyne eu estou curiosa
a familia dele te aceitou?
pq eu tenho uma historia de amor com um homem q mora na arbia
mas ele me deixo e vai se casa com outra pq familia quer e vc e muculmana ?
gostaria de saber mas …

Resposta
Aline Alves Novembro 14, 2014 at 5:34 pm

Eu sou casada com um árabe, Amro Mohamed, e morei no Egito muitos anos, meu filho inclusive nasceu lá. Meu marido viveu na Arábia saudita muitos anos e disse que não me levaria para morar lá, pois eu não iria me adaptar. No Egito tb o choque cultural é gigante, e mudei muitooooo pelo meu casamento, pois amo meu marido. Mais não é fácil. Estamos no Brasil há um ano, comprei meu carro, dirijo, trabalho, estudo, cuido de casa, marido e filho e meu marido nuncaaaa disse nada!!!!

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Catharina (@CM666777) Dezembro 9, 2014 at 2:45 am

Ola Carla, a música “No Woman, No Drive”, é na realidade um sarcasmo sútil. A mensagem que ele quis passar é na verdade contra o seu próprio país que proíbe as mulheres de dirigir.

Resposta
Carla Ferreira Dezembro 9, 2014 at 3:42 pm

Isso mesmo Catharina! 🙂

Resposta
Catharina (@CM666777) Dezembro 9, 2014 at 3:20 am

Isso sem falar da escolha da música “NO WOMAN NO CRY” de autoria do finado e grande Bob Marley que representou o inverso dos princípios e da repressão imposta ao povo saudita

Resposta
Carla Ferreira Dezembro 9, 2014 at 3:40 pm

Exatamente Catharina! 🙂

Resposta
Sandra Carmo Março 13, 2015 at 10:56 am

Bom Dia Carla,

Lendo esse texto muito rico em conteúdo, já ouvi falar que só a família real que possuem o sobrenome “SAUD” você sabe se isso procede ou se SAUD é um sobrenome comum como Silva no Brasil.

Obrigado

Sandra Carmo

Resposta
Carla Ferreira Março 18, 2015 at 6:59 am

Oi Sandra, sim o sobrenome “Saud” vem da família real, porém é melhor checar com certeza, pois creio que também exista a possibilidade de ter o sobrenome “Saud” e não ter ligação com família real (não é um nome tipo “Silva”, mas é bem comum por aqui).

Resposta
Kerolaine Março 24, 2015 at 5:21 pm

O que mais me surpreende é que essas regras contrariam o Alcorão, onde supostamente a Shariah se baseia.

Resposta
debora brasil Maio 3, 2015 at 5:28 pm

carla tambem gostei muito do seu texto e objetivo esclarecedor e inteligente , faco faculdade de pedagogia e essas informacoes vao me dar mais conteudo para um traba lho que estamos desenvolvendo na jornada cultural que tem como titulo a condicao da mulher,valeu ,bjus se cuida.

Resposta
raquel viana do amral Junho 5, 2015 at 7:54 pm

gostei muito
eu amo u homem q mora ai em jida e agora ele vai casa com outrae eu continuo amando ele .

Resposta
marli soares Junho 14, 2015 at 9:18 pm

Carla como eu faço pra ir na Arábia Saudita, eu tenho que receber um convite por exemplo ,de alguém que mora na Arábia Saudita?

Resposta
Vera Lucia R Rollemberg Agosto 30, 2015 at 5:37 pm

Oi Carla nossa estou chocada c esse texto! Seria possivel vc me esclarecer umas coisas? Qm casar c um islamico mesmo sendo brasileira perde tds firritos p o marido? Tudo meu tem q ser passado p ele? Ele e uma pessoa maravilhosa comigo mas, como dizem aqui, ate se casar. Se vc puder me esclarecer por fsvor. Agora fiquei c medo!

Resposta
Carla Ferreira Setembro 1, 2015 at 3:42 am

Oi Vera, não entendi o que você quis dizer com “firritos”? Poderia esclarecer, por favor? Obrigada

Resposta
daniele de souza mello Setembro 7, 2015 at 10:54 pm

oi carla,estou precisando muito de sua ajuda ! meu marido esta trabalhando em riyadh e eu e meu filho iremos no final do ano ! so que nao tenho noçao de compound, um bom com atividades para meu filho de 5 anos ! estou desesperada e com medo ! por favor me ajude !

Resposta
Carla Ferreira Setembro 11, 2015 at 12:52 pm

Oi Daniele, Riyadh é uma grande cidade, capital da Arábia Saudita, que possui bons compounds com muitas atividades para os expatriados e para toda a família. Dá uma olhada no meu site, o CariocaTravelando.com , lá tem diversos posts sobre a Arábia Saudita, com muitas dicas e informações sobre a região e a vida por lá. Te sugiro começar a ver escolas para o seu filho o quanto antes – as escolas costumam ter lista de espera, especialmente para a idade do seu filho (já falei sobre esse assunto em detalhes em um artigo aqui no Brasileiras pelo Mundo). Tenho certeza que os meus posts lá no CariocaTravelando vão te esclarecer muito. Alguns compounds que eu já visitei em Riade e parecem muito bons são: Al Bustan e Al Hambra. A cidade tem diversos outros compounds também. Se você tiver Facebook me avise que te adiciono através do seu email no grupo do Facebook “Brasileiras em Saudi”. Um grande abraço e seja muito bem vinda, Carla

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Ana paula Novembro 11, 2015 at 6:28 am

Tenho um namorado árabe ,ele quer vim me buscar pra casar,a família dele me aceitou gosto muito dele mais estou assustada.
Essa semana ele mandou fazer um cartão de banconpra mim .
Achei estranho ele mora em mamam e engenheiro .
Estou assustada com tudo isso a família dele gosta de mim nos falamos no skape minha sogra me ama.
Estou com medo do choque cultural ,sou muito independente dirijo, moro sozinha falo o que eu penso.
Ele me diz para não se preocupar que vai dar tufo certo.
Mas estou assustada.

Resposta
Carla Ferreira Novembro 22, 2015 at 4:23 am

Oi Ana Paula,
Vivendo eu mesma há mais de 5 anos no Oriente Médio (passando desde a moderna Dubai até a conservadora Arábia Saudita), posso dizer que conheço um pouquinho da cultura da região. Como sabemos, existem milhares de casos de moças que se apaixonam por estrangeiros, e o final dessa história de amor, infelizmente não é feliz. Mas também existem histórias felizes. Eu mesma conheço algumas brasileiras casadas com árabes, por exemplo, e vivem felizes com suas famílias no pais de origem do marido. Minha sugestão pra você Ana Paula, é que você faça uma análise detalhada da sua relação. Respondendo as seguintes perguntas, por exemplo: Há quanto tempo vocês namoram? Quantas vezes ja se viram pessoalmente? Quanto tempo ja passaram juntos? Ele e a família dele ja vieram te visitar no Brasil? Como já disse algumas vezes aqui no BPM e no CariocaTravelando.com, as mulheres na Arabia Saudita tem pouquíssimos direitos. Por exemplo, mulheres precisam de autorização de um homem para viajar, dirigir e trabalhar. Antes de tomar essa decisão importante na sua vida, minha sugestão é fazer essa análise detalhada, afinal caso aceite, você estará indo morar em um novo pais com uma nova cultura e diferentes leis. Te desejo muito boa sorte na sua escolha e muito obrigada pelo seu comentário e participação por aqui. Um grande abraço, Carla

Resposta
Georgia Fevereiro 2, 2016 at 8:32 pm

Achei muito legal o seu blog. Parabéns! Gosto de conhecer novas culturas e você traz detalhes interessantes.

Resposta
Carla Ferreira Fevereiro 4, 2016 at 9:04 am

Oi Georgia, que bom! Muito Obrigada pelo seu comentário. Um grande abraço e saiba que é sempre muito bem vinda no CariocaTravelando.com 🙂

Resposta
sla Abril 1, 2016 at 7:51 pm

olá carla queria tirar uma duvida um exemplo eu sou cristã e meu namorado é de dubai ,se eu mim casar com ele e nao quiser aceitar a seguir a mesma religiao o que acontece,e quais sao os meu s direitos no pais nada ?qual o direito da mulher nesse pais pelo amor de Deus ,se um dia eu casar não vou poder visitar minha familia sem autorização dele ?

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Sarah hasmissanjhan Maio 3, 2016 at 6:15 pm

Opa Carla, que bacana encontrar post de pessoas inteligentes e que realmente vivem em países do médio oriente, para esclarecer e orientar muitas brasileiras, Ao contrario de paginas e grupos no Brasil, de muitas mulheres montam apenas por afinidade com um parceiro virtua, sem nem mesmo conhecer a realidade, de um mundo que julgam ”magico”

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