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Cidadania húngara: tradicional ou simplificada?

Com o início do novo ano, chegam projetos para serem colocados em prática, é uma ótima oportunidade de correr atrás das suas origens se morar fora do Brasil é um desejo para você. Tirar outra cidadania costuma estar sempre em pauta na família de descendentes estrangeiros. O número de solicitações tem crescido exponencialmente nos últimos anos, a globalização veio para ficar e transformou a nossa visão do mundo.

A situação atual do Brasil também tem grande influência nisso, já que a instabilidade política e incerteza econômica são uma realidade. O sonho de morar fora tem saído do papel como alternativa em tempos de crise.

Ter outra nacionalidade abre diversas portas! Uma das principais razões para que as pessoas não se dediquem em obtê-la, é a falta de conhecimento sobre os benefícios. Impostos, acesso ao ensino de qualidade e gratuito e saúde são algumas das vantagens que se usufrui no país.

No caso da Europa, cidadãos europeus são privilegiados no continente. Morar em qualquer país da União Europeia é possível graças ao Tratado de Schengen. E este benefício é estendido aos descendentes, que usufruirão dos mesmos direitos.

Até mesmo para turismo compensa, já que Estados Unidos, Canadá, Japão e outros não exigem visto.

Agora vamos falar sobre a cidadania húngara! Muitos húngaros chegaram ao Brasil na esperança de uma vida melhor, principalmente após as Guerras Mundiais. O Brasil é composto de uma enorme miscigenação por conta das ondas migratórias que aconteceram no passado.

As principais motivações para essa mudança eram ideológicas, econômicas ou políticas.

O direito é concedido para filho (a), neto (a) ou bisneto (a) de cidadãos húngaros. Este é considerado o processo tradicional. As certidões de nascimento e casamento expedidas na Hungria ou em outro país são item obrigatório, devidamente legalizadas e traduzidas.

Retirei este trecho do site oficial do Consulado da Hungria em SP:

“Porém, a lei diz que quem saiu definitivamente do território atual da Hungria antes do dia 1 de setembro de 1929 e não retornou nos 10 anos seguintes (ou se não procurou um Consulado do país para confirmar que queria manter a cidadania húngara), perdeu automaticamente a cidadania (porque interpretava-se este silêncio como desinteresse pela cidadania). Os húngaros que moravam naqueles territórios que a Hungria perdeu nas duas guerras mundiais, perderam sua cidadania com os tratados de paz, obtendo a cidadania do país que incorporou este território.

Os húngaros repatriados para a Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial também perderam sua cidadania húngara.

Além disso, até 30 de setembro de 1957 a cidadania só era repassada pela linha paterna. Caso o requerente tenha nascido após esta data, a cidadania já foi repassada também pela linha materna.

Descendentes de húngaros que perderam a cidadania ou cuja cidadania não pode ser comprovada podem iniciar o processo de naturalização simplificada. Para se encaixar neste processo é necessário comprovar que o requerente fala húngaro.”

O nível do idioma húngaro exigido é entre o básico e o intermediário, no entanto, por ser bem diferente do Português, demanda de 1 a 2 anos de estudo intenso para obter a fluência necessária para a entrevista no consulado.

Confira aqui: Noções básicas para ajudar com o idioma húngaro

A grande maioria dos brasileiros se encaixam no processo de naturalização simplificada, se este é o seu caso, saiba os documentos necessários:

  • Comprovação de cidadania húngara de algum antepassado (certidão de nascimento ou casamento, diploma, passaporte antigo, carteira de trabalho, etc.)
  • A descendência deve ser comprovada desde o antepassado até o requerente com certidões de nascimento e casamento brasileiras, traduzidas para húngaro
  • Caso o requerente seja casado, divorciado ou viúvo, o estado civil deve ser comprovado através de certidão
  • Um currículo em húngaro de próprio punho
  •  uma foto 3×4
  •  Diversos formulários preenchidos e assinados perante o Cônsul

Se você é cidadão húngaro, pode estender essa cidadania ao seu cônjuge, desde que o matrimônio de vocês atendam os seguintes requisitos:

  • 10 anos de casamento
  • 5 anos caso tenham um filho em comum

Se você possui o direito, recomendo que procure o Consulado Geral em São Paulo ou a Embaixada em Brasília. Cada solicitação é analisada de acordo com as suas particularidades e poderão orientar o melhor caminho para a obtenção do tão sonhado passaporte europeu.

A Hungria é um país que ganhou meu coração, portanto, indico e recomendo a todos que pensam em morar aqui.

Aqui você encontrará: 10 motivos para morar em Budapeste

Com a noção do húngaro, ficará ainda mais fácil se adaptar! A barreira linguística muitas vezes nos impede de vivenciar de fato a cultura e os costumes locais. Mesmo assim, com boa vontade e interesse, vai ficando cada vez mais fácil de se integrar.

Brasil e Hungria são países bem burocráticos, então durante o seu processo de cidadania seja persistente, resiliente e não desista! Posso garantir que valerá a pena no final.

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1 comentário

Ernani Karoly Fevereiro 17, 2019 at 11:32 pm

Boa noite. Primeira semana de setembro, estarei ai pela Hungria. alguns dias em Budapeste, e mais uns dias na região de Veszpren, onde pretendo fazer algumas buscas sobre informações so o meu bisavô, que era dali. Estou a procura de uma pessoa que possa servir de interprete, para me ajudar e agilizar a busca de informações. Alguma sugestão ???

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