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Como o intercâmbio pode ajudar na mudança definitiva de país

O intercâmbio é uma das experiências mais marcantes na vida de uma pessoa. Atualmente estou no meu terceiro, depois de um voluntariado em Camarões e estudo na Inglaterra.
Já viajei à turismo algumas várias vezes, no entanto, nada se compara com a intensidade de estudar, conhecer pessoas do mundo todo e se desafiar.

Independente da duração, a verdade é que nunca mais seremos a mesma pessoa que embarcou, voltamos com uma nova bagagem cultural e o mais importante, desenvolvemos o autoconhecimento de uma forma incrível, já que sair da zona de conforto é uma ótima oportunidade de nos conhecer melhor.

Minha experiência com o intercâmbio

Ao retornar da África, consegui um emprego e foram anos orientando e aconselhando pessoas de diversas idades, poder aquisitivo e sonhos diferentes a realizar essa ida para o exterior.
Os benefícios são super positivos, poderia citar o amadurecimento, independência, senso de responsabilidade, diferencial no currículo, networking internacional e muitos outros.

Intercâmbio e o ambiente de trabalho

Os recrutadores sabem que essa experiência internacional desenvolve diversas competências que são muito valorizadas no ambiente de trabalho. Em um ambiente globalizado, as organizações necessitam de pessoas que saibam conviver com diferentes culturas e proficiência em outro idioma deixou de ser diferencial, atualmente já é um requisito básico.

Além disso, intercambistas costumam ter facilidade em 3 pontos que os diferenciam dos demais: Conhecimento, Habilidade e Atitude. Acredito que a atitude seja o mais relevante, pois não basta saber, espera-se que você realmente coloque em prática e queira se desafiar. Para quem atravessou o oceano, começou do zero sem família e amigos em um lugar totalmente novo e com uma língua diferente da sua, se arriscar no ambiente corporativo não parece tão difícil, já que essa mudança nos faz perder certos medos e receios.

Relatos de como o intercâmbio ajudou ao sair de vez do Brasil

O blog Brasileiras pelo Mundo é uma grande referência para quem quer começar uma nova vida em outro país e é válido saber que muitas de nós começamos exatamente assim, com uma passagem de volta e o objetivo de retornar para casa e aplicar o que aprendemos.
No entanto, você sabia que o intercâmbio é uma porta de entrada para uma futura permanência?

Sempre que possível, é altamente recomendável conhecer o país de destino antes de uma mudança definitiva, já que a adaptação nem sempre é fácil e leva um tempo até termos o sentimento de “pertencimento” ao lugar que estamos recomeçando.
No meu caso, ter vindo através de intercâmbio, me proporcionará um visto de trabalho ao renovar o contrato.
Cada país tem suas leis e políticas de migração, se o seu plano for permanecer, indico pesquisar bem antes mesmo de partir, assim o planejamento será mais fácil e questões burocráticas podem ser adiantadas.
Países como a Austrália, Canadá e Nova Zelândia são destinos super procurados e estão abertos para profissionais qualificados.

Conversei com algumas colunistas que compartilharam como foi importante ter realizado um intercâmbio antes de morar fora de vez:

A Renata Abu Chacra é colunista da Nova Zelândia e conta que é um ótimo país para famílias. Quem investe em uma pós-graduação lá, tem visto de estudante por 1 ano, permissão de 20 horas semanais para trabalho e o cônjuge também pode exercer uma atividade remunerada. Filhos com mais de 3 anos têm acesso gratuito a educação e após esse primeiro ano, todos ganham o direito de ficar mais 1 ano trabalhando legalmente e tudo isso contará pontos para aplicar a residência.

Já a Nathalia Vitola conta que morou em Portugal através de uma parceria com a universidade e todas as expectativas foram superadas. Foram belas surpresas que a fizeram mudar de ideia e permanecer. Transferiu o bacharelado de vez e apesar de ter estudado 1 ano a mais que no Brasil, teve certeza que foi a melhor escolha. Ao concluir, conseguiu uma bolsa para estágio na Alemanha, lugar que iniciou o Mestrado ano passado.

A Clarissa Gaiarsa relata que a vida dela mudou quando morou fora pela primeira vez, através de intercâmbio em uma universidade de Santiago de Compostela em 2006, na Espanha. Essa experiência abriu muitas portas e contribuiu para um trabalho nos Estados Unidos e depois países como a Grécia e Alemanha, onde reside atualmente.

Quando falamos de utilizar o intercâmbio como forma de ingresso e permanência no país, não é como uma forma de burlar, muito importante ressaltar que existem alguns critérios que permitem vistos permanentes e se você se encaixar, deve seguir este procedimento.

Um ponto fundamental que sempre me perguntam é relacionado ao investimento. Depende muito da duração, país, tipo de intercâmbio e seus objetivos, recomendo pesquisar em agências especializadas pois os orçamentos são formulados de forma individualizada.
Toda mudança exige um investimento, se for um intercâmbio com possibilidade de trabalho, além de se manter mensalmente, muitos recuperam o valor com folga.

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2 comentários

A Janeiro 1, 2018 at 4:18 pm

Veio na hora certa este artigo. No ano passado fiz 1 mês de intercâmbio de estudo em Nice, na França e a vontade de ir embora só foi ratificada quando voltei. Ainda estou em dúvida entre França e Inglaterra (seria minha primeira opção de intercâmbio não fosse o valor da libra), pois meu inglês é bem melhor que meu francês. Dúvida cruel!!!

Resposta
Mayra Di Domenico Janeiro 1, 2018 at 4:55 pm

Olá, tudo bem?

Que coisa boa saber disso. Realmente, essa nova perspectiva nos faz querer viver mais intensamente e com diferentes desafios no dia-a-dia.
Pesquise bastante, uma lista de prós e contras…Assim poderá colocar na balança os pontos mais importantes para tal decisão.

Boa sorte!

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