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Como tirar visto para morar na Lituânia

Uma das maiores preocupações que as pessoas têm com relação a morar no exterior é com o visto e a permissão de residência. A tranquilidade de morar de forma legal em um país, podendo circular livremente, sem se preocupar com nada, não tem preço!

Como tirar visto para morar na Lituânia?

Uma das coisas que mais me preocupava na nossa mudança para a Lituânia era o visto. A Lituânia faz parte do espaço Schengen, então, só isso já garantia a possibilidade de ficar no país por 90 dias. Sabia também que dificilmente teria algum tipo de problema, afinal, eu tinha uma bolsa aprovada pelo Conselho de Pesquisa da Lituânia financiada pelo Fundo de Social da União Europeia. Mas sabe como é, né…. A gente nunca fica tranquilo até conseguir toda a documentação.

Comecei as pesquisas na internet e a falta de informação era evidente. As palavras-chave “visto lituano” ou “lithuanian visa” não me levaram para muitos sites. O que acabou me ajudando muito foi participar de uma comunidade de Brasileiros na Lituânia no Facebook. Algumas pessoas me ajudaram bastante nesse período e sou imensamente grata a elas.

Pronto, primeira etapa vencida. Encontrei pessoas que já haviam passado pelo processo de visto para trocar informações e consegui o site do departamento de imigração.

Descobri que poderia aplicar para o visto na categoria de CIÊNCIA, como PESQUISADORA. E eu tinha duas opções:

  1. Visto Nacional D, múltipla entrada. Ele me permitia ficar por um ano no país, podendo ser renovado por mais um ano. Ficaria pronto em 15 dias e custaria 60 euros. Por ser múltipla entrada, nos permitiria deixar o país e retornar, caso fosse necessário.
  2. Permissão de Residência Temporária. Permitia ficar no país pelo tempo do meu contrato de trabalho. Ficaria pronto entre dois a quatro meses e custaria entre 112 e 208 euros.

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Como não tínhamos tempo para esperar pela permissão de residência (tivemos que arrumar tudo para a mudança em praticamente dois meses), tivemos que optar pelo visto. Conseguiríamos entrar no país do mesmo jeito e teríamos tempo de conseguir toda a papelada necessária para a mudança e poderíamos solicitar a permissão de residência quando já estivéssemos na Lituânia.

Ah, a melhor parte é que, independente da opção, uma vez eu conseguindo o visto/permissão de residência o meu marido tinha direito também. Então, isso já foi um alívio.

Em termos de documentação, até que a lista é bem tranquila, mas eu, na minha neura de ter certeza de que não teria nenhum problema, claro que preparei mais coisa do que precisava. Os documentos que precisamos foram:

  1. Meu contrato de trabalho (precisa ter a informação de qual será o seu salário; é preciso ter uma renda mínima de 400 euros por pessoa).
  2. Comprovação de renda mínima para ficar no país (a que eu falei acima).
  3. Foto (35 x 45 mm).
  4. Formulário de pedido de visto preenchido (você faz o download do formulário, preenche no computador e imprime; eles não aceitam formulários preenchidos à mão).
  5. Seguro saúde pelo tempo que pretende ficar no país (contratamos para os primeiros seis meses e não tivemos problema).
  6. E, claro, o passaporte válido por pelo menos 6 meses após a data que você pretende deixar o país.
  7. E se você for pedir visto para o seu marido ou esposa, precisa levar também a certidão de casamento (eu resolvi fazer a tradução juramentada para o inglês da nossa, só para ter certeza de que não teríamos nenhum problema).
  8. Eu levei original e cópia de todos os documentos, não pedia nada disso nos sites, mas achei melhor sobrar do que faltar.

Eu acabei levando também cartas convites do Conselho de Pesquisa da Lituânia, do diretor da Instituição que eu faria meu pós-doutorado e do meu supervisor. É, eu sei, dá para ver que fui um pouco neurótica. Mas essas cartas convites também foram pedidas no controle de imigração quando chegamos na Europa, então, no final, nem fui tão neurótica assim.

Pelo que vi, só tem um consulado da Lituânia no Brasil, e ele fica em São Paulo, no bairro Moema. É necessário agendar um horário de atendimento. Consegui o horário até que rápido, após uma semana. O consulado é bem pequeno, nada comparado com o consulado americano, por exemplo. Então, não esperamos muito tempo para sermos atendidos.

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Antes de continuar é importante contar que a essa altura eu já havia trocado dezenas de e-mails com o consulado, perguntando milhares de coisas e super preocupada com o prazo para emissão do visto e a data da viagem. Eles demoravam um pouco para responder, o que só ia me deixando mais apreensiva.

Bom, no horário e data agendados fomos para o consulado. Expliquei a situação (faltava uma semana para a viagem… Lembra que o visto ficava pronto em 15 dias?!) e qual não foi a nossa surpresa quando a funcionária do consulado disse que a documentação estava certa e que teríamos o visto naquele dia! Sim, naquele dia! Precisamos esperar somente uns 30 minutos.

E como se não bastasse, a segunda surpresa veio quando não foi preciso pagar pelos dois vistos! Eba! 120 euros economizados! Até hoje não sei ao certo porquê não precisamos pagar pelo visto, eu acho que foram as cartas convite (quando a neurose compensa).

Apesar de muitas pessoas terem me alertaram para a demora nos atendimentos de consulados e departamento de imigração, e pela falta de empatia dos funcionários, não tivemos problemas. O único inconveniente era esperar pelas respostas do consulado de São Paulo, mas isso acho que foi mais devido à ansiedade do que a um problema propriamente dito.

Bom, a aventura da solicitação da permissão de residência ficará para o próximo post. Até lá!

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