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Construindo a carreira no exterior

trabalho no exterior, Canadá

Construindo a carreira no exterior.

Vencer na vida. Eis um objetivo que todos buscamos e que está frequentemente relacionado à satisfação profissional. O fato é que mudar de país nem sempre significa continuar de onde paramos no Brasil.

No caso de expatriados por companhias multinacionais, essa situação é até viável. No entanto, chegar de mala, cuia e sem experiência ou referência locais complica um pouco mais as coisas.

Tudo o que você precisa saber para morar no Canadá

Para vencer na carreira internacional, a gente precisa aprender a jogar segundo certas regras e nessa jornada é importante ter consciência de desafios e oportunidades muitas vezes escondidos pelo caminho.

Compartilho 7 regras que identifiquei com você que está tentando encontrar seu lugar em um novo país e que talvez esteja perdida sobre por onde começar.

Nesta primeira parte, vou me concentrar na etapa de entrada de jogo. Como sair do banco de reserva para o campo. A boa notícia é que grande parte dessa movimentação depende de quanto você está disposta a se preparar.

Regra n.1 – Visualize o caminho que deseja trilhar

Essa regra não é tão simples, mas é fundamental. Basicamente, é preciso ter uma ideia de onde você está e onde deseja chegar. Note que falo aqui de estabelecer uma referência para melhor mapear oportunidades e obstáculos. Nada é definitivo nessa vida, então mudanças de plano sempre serão bem vindas.

Com base na experiência profissional adquirida no Brasil e até mesmo em outros países, responda às perguntas abaixo:

  • Desejo continuar ocupando uma função similar na mesma área? Exemplo : Era Analista funcional em TI no Brasil e é isso que gostaria de continuar fazendo.
  • Desejo atuar na mesma área, mas estou aberta à ocupar funções diferentes ou até mais juniores? Exemplo: Gosto da área de TI, é uma demande local, porém gostaria de desempenhar uma outra função para qual acredito ter perfil, como tornar-me Gerente de projetos em TI.
  • Desejo realizar uma transição de carreira all-in em outro país? Exemplo: Empreender. Por causa da minha insatisfação na área de TI, prefiro recomeçar do zero, tomar as rédeas da minha vida profissional e abrir um negócio próprio. Quero profissionalizar e monetizar um talento ou hobby e disso fazer minha nova carreira no exterior.

As duas primeiras se referem a situações em que alguma familiaridade prévia, o que pode facilitar seu processo de integração, pois você tem mais controle dos conhecimentos e competências técnicas desenvolvidos ao longo da carreira pré-existente.

Ainda assim, é preciso considerar o componente realidade local do setor ou até mesmo dos papéis e responsabilidades da função desejada. Sempre haverá nuances sobre como se trabalha no Brasil versus em outro país.

A terceira pergunta já representa um outro nível de desafio, visto que exigirá uma compreensão de mercado local, investimentos mais significativos em equipamentos, formações, regularização do negócio (dependendo do produto ou serviço), etc.

Diria que, nesse caso, os riscos a considerar são maiores, mas contornáveis se houver uma boa base e um plano mínimo de ação. Para conhecer mais sobre um caso de sucesso de empreendedorismo no Québec, recomendo esse artigo.

Regra n.2 – Entenda a cultura e os valores das empresas potenciais

A inserção no mercado de trabalho depende não apenas da entrada oficial numa empresa, mas sobretudo da sua capacidade de se manter nela.

Não gosto de generalizar, mas é muito comum observar casos em que as pessoas estão dispostas a fazer qualquer coisa para ter mais segurança financeira. Isso se reflete em candidaturas para vagas aleatórias para qualquer empresa que esteja precisando de algo que o candidato em questão julga que pode fazer.

Nesse processo às vezes desesperados, ele esquece de considerar também se quer ou deve exercer tal função.

Recomendo sempre a cautela. O mercado em Ville de Québec é pequeno e todos se conhecem. É preferível aceitar uma oferta de trabalho consciente do que isso representa para a sua reputação, carreira e objetivos de vida do que simplesmente pelo salário em si.

Costumo dizer que a parte fácil é entrar, mesmo que não pareça. Manter-se e realizar-se na mesma empresa, é outra história.

Por isso, saiba onde está se metendo. Algumas dicas para não cair numa cilada:

  • Pesquise o que puder sobre a empresa, seja no própria site, na mídia, no site de empregos Glassdoor
  • Converse com pessoas que trabalham ou trabalharam lá. Use o LinkedIn como referência.
  • Entenda o que exercer a função desejada significa de fato. Não parta do princípio que é a mesma coisa que você fazia no Brasil.
  • Prepare-se para fazer perguntas ao recrutador quando passar por uma entrevista de emprego. Não seja passivo quando tiver a oportunidade de alinhar a compreensão e as expectativas.

Regra n.3 – Seu valor se mede pelos resultados que você produzirá (no futuro mesmo)

Sim, salário é importante. Não, não basta pedir o que você acha que merece apenas com base nas ditas glórias do passado.

É difícil se precificar numa novo mercado, até porque nem sempre o salário inicial é claramente exposto nas vagas de emprego. Muitas empresas vão lhe perguntar qual sua perspectiva de ganhos e aí nem sempre é fácil de estabelecer quanto você vale.

Por mais pesquisas que você faça, as empresas costumam ter uma escala salarial baseada na equidade, estabelecida segundo critérios internos.

Isso significa que você será comparado a outros empregados dessa empresa que apresentam um perfil parecido com o seu. Ou seja, o que você acha que vale a o que a empresa estará disposta a pagar segundo critérios próprios nem sempre será equivalente.

Minha recomendação nesse caso é trabalhar com uma faixa entre o mínimo e o máximo que você almeja e aí negociar. No início, eu sentia que precisava tatear o terreno, vivenciar a minha função, entender a demande e, principalmente, avaliar meu desempenho.

Em 5 anos e meio de carreiro no Canadá, aumentei meu salário anual inicial em 70% porque com o tempo e a experiência adquirida, eu tive meios de provar que eu valho cada centavo de dólar que eu pedi.

E a cada reavaliação anual, renegocio meu aumento, pois a empresa para qual trabalho nos dá essa oportunidade. Para isso, tem de mostrar resultado. Achismo sem fatos concretos não serve de nada.

No próximo artigo, falarei de realização profissional. Seguirei com mais 4 dicas sobre como se integrar ao novo emprego e quando identificar que é hora de mudar. Agradeço o interesse pelo tema!

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