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Destinos místicos no Oeste dos EUA

Bell Rock

Destinos místicos no Oeste dos EUA.

Enquanto visitava a região de Lake Tahoe, localizado entre os estados de Nevada e Califórnia, passei por várias cidadezinhas nas montanhas. Sempre que viajamos, não fazemos grandes planejamentos e deixamos que o imprevisível e também as coincidências nos surpreendam.

Em meio a uma viagem dessas, no caminho para Reno, o nome de uma cidade me chamou a atenção: Virginia City. Um nome tão feminino evocou em mim a ideia de acolhimento e me convidou a parar ali. Quando cheguei a primeira impressão que tive foi a de que voltei no tempo e fui parar no velho oeste.

Virginia City ainda permanece como nos tempos da corrida do ouro, quando aventureiros ambiciosos correram para Califórnia no século XIX em busca de minerais preciosos.

A cidade de Virginia, ao contrário do que pensei, parece que se congelou no pó deixado pelos frequentadores dos saloons, da dança do can-can, dos bordéis e da terra sem lei. Na avenida filha única, atualmente há restaurantes, lanchonetes e lojinhas de souvenirs que preservam a mesma decoração e estilo de arquitetura dos idos de 1800.

Nesse clima nostálgico, sentia também arrepios, que não sabia ao certo se era a nostalgia ou desespero para sair dali. Por recomendação de um residente, fui a um museu que era uma antiga mina. Nosso guia lembrava o Papai Noel e nos conduziu dentro da mina desativada para ver fotos históricas e ouvir seus relatos. Encerrado o passeio não havia mais nada para fazer. Anos depois, enquanto assistia um programa qualquer no YouTube, vi um anúncio sobre o Ghost Hunter (Caçador de Fantasmas) que explora lugares mal-assombrados e naquele dia mencionaram Virginia City. A cidade é oficialmente sombria. Meus arrepios não me enganaram!

São inúmeras opções mal-assombradas e turísticas para explorar pelos Estados Unidos. É possível conhecer hotéis, casas ou cidades inteiras como Salem, em Massachussets, mesmo fora da época do Halloween.

Leia também: Tudo o que você precisa saber para morar nos EUA

Foto: Arquivo pessoal

E para mudar esta curiosa frequência fúnebre em iluminada nada melhor que um vortex. Este fenômeno natural, também conhecido por vórtice, é como se fosse um tornado miniatura.

E falar em vortex sem falar da cidade de Sedona é como falar de pizza sem queijo.

Há mais ou menos cinco anos, eu passei por uma situação muito difícil que gerou muitas dores emocionais. Conversando com um amigo, ele me contou que é do Arizona, mas ele compartilhou também algo que considero privilegiado, ele me disse que é da tribo Hopi. Achei que isto fosse um sinal.

O que isto tem de tão especial na revelação de meu amigo? Em primeiro lugar, ele não compartilhava isto com muitas pessoas. E os Hopis ocuparam Sedona antes de ser habitada pelos atuais moradores. Esta tribo foi e ainda é a mais avançada de todas as norte-americanas devido a uma linguagem escrita única e complexa criada por eles.

Leia também: A queimada galega e espiritualidade espanhola

Depois desse encontro com meu amigo, ao contrário do que sempre faço, desta vez resolvi investigar um pouco os mistérios que o deserto do Arizona reserva. Descobri a existência de Sedona. Conforme disse anteriormente, não planejo muito as minhas viagens, mas desta vez decidi pesquisar um pouco além do básico.

O tal dos vórtices energéticos roubam a cena invisivelmente, são considerados centros de grande força energética na Terra, como se fosse um facilitador para meditações, orações profundas, ouvir chamados, cura ou simplesmente curtir a natureza sempre em transformação. Tudo isso atrai uma população enorme de iogues, esotéricos, pessoas voltadas ou em busca de cura – seja emocional ou física – auto-observação.

De acordo com exploradores e buscadores de energias intensas, Sedona é um desses “chacras” do planeta. Na ocasião em que me inteirei do assunto, esse tal de vortex ou vórtice era algo muito subjetivo para o meu gosto, mas fiquei interessada.

Os moradores dizem que o vórtice energético pode ser sentido em alguns pontos específicos, como por exemplo Bell Rock (rocha do sino). Achei que valeria a pena programar uma viagem para lá. Afinal, o que teria a perder?

Cheguei em Phoenix sozinha, durante o outono, aluguei um carro e fui até Sedona. Somente a estrada já é puro deleite com suas montanhas e vegetação rasteira em contraste com o céu azul intenso. Deslumbrada com a paisagem, parecia que já tinha estado ali. Cheguei à LINDA cidadezinha de Sedona: desértica, alta, a duas horas da capital do Arizona, no sentido norte do estado, relativamente perto do Grand Canyon e Flagstaff. Esta é caracterizada por morros e paredões de formações rochosas avermelhadas que podem mudar sua coloração do nascer ao pôr do sol. É ideal para fazer trilhas, pegar uma aulinha de ioga nas montanhas e deixar que as coincidências fluam.

Os meus três dias ali passaram super rápidos. Não senti a presença de nenhum vortex, o que não me decepcionou, pois a natureza oferece seu espetáculo de maneira simples e renova nossas percepções de maneira sábia.

Desde então, já voltei lá outras duas vezes. Numa delas o meu marido me pediu em casamento. Sedona é um dos meus destinos preferidos.

Se você quiser saber mais detalhes onde ficar, como chegar lá, clique aqui. Numa dessas trilhas, conhecemos um casal que tinha até um aplicativo para rastrear vortex; caso você queira, clique aqui. Há muitos outros destinos curiosos desta natureza para se explorar aqui nos Estados Unidos, mas aqui me reservei a falar dos lugares em que eu experienciei algo único.

Namaste!

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