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Dicas para visitar Angkor Wat, a joia do Camboja

Angkor Wat é o grande cartão-postal do Camboja, e não poderia ser diferente.  Ele é o maior templo do Complexo Arqueológico de Angkor e o grande símbolo do poder do Império Khmer. Vou explicar: o Camboja foi o maior reino do sudeste asiático e entre os séculos 9 e 15 teve muita riqueza, um poder absurdo e deixou de herança esse parque arqueológico, repleto de templos.

A área total do Parque Angkor é de 400 quilômetros quadrados e foi ali que estiveram as sedes das capitais do Império Khmer. Como política e religião estavam muito vinculados, os templos eram construídos como homenagens dos reis aos deuses para terem onde expressar a religiosidade mas, também, para exibirem o poder.

De todos os templos, o mais famoso e visitado é Angkor Wat (a palavra Wat significa templo). Além de ser o maior templo do parque, com 1500 metros por 1300, é, ainda, o maior monumento religioso do mundo. Foi construído no século 12, em homenagem ao deus hindu Vishnu. Pra se ter uma ideia, a construção levou 30 anos e foram usadas 10 milhões de toneladas de pedras. E para colocar tudo isso de pé, foram necessários 6 mil elefantes e mais de 3 mil homens.

Existem várias formas de fazer a visita. Vamos, então, à parte prática.

Como chegar?

Todo mundo que visita o Parque Angkor se hospeda em Siem Reap. Você pode ir de avião ou de ônibus, como eu fiz. Saí da capital Phnom Penh e passei a noite viajando em um ônibus-cama muito confortável e divertidíssimo! No lugar das poltronas, são colocados colchonetes, e ainda tem uma cortina do lado do corredor que você pode fechar e garantir sua privacidade. Eu sou do tipo de viajante que não perde a chance de ver isso de perto por nada!

Chegando a Siem Reap, você vai ver dezenas de agências de turismo que vendem o pacote de transporte e guia para o Parque Angkor. Eu recomendo entrar num desses grupos porque o guia que me levou a Angkor Wat fez toda a diferença na viagem. As histórias que ele contou me ajudaram a entender o lugar e me encantar pelo templo. Mas eu dei sorte, porque fiz um outro passeio com outro guia e a experiência foi completamente diferente.

Se você não quiser pagar pelo passeio, pode fechar o transporte com algum motorista de tuk-tuk. Ele vai te deixar e buscar no templo, mas não vai dar informações – e lá dentro não há nenhuma placa com textos a respeito do local.

Leia também: Comida local e de rua no Camboja

Compra de ingresso

O passe para o Parque Angkor só é vendido no centro oficial, que fica a 4km de Siem Reap – a caminho dos templos. As vans costumam parar nesse centro para os visitantes comprarem o passe, então não precisa ficar preocupado. Uma dica é apenas confirmar na agência que vai precisar comprar o ticket no dia do passeio. Agora, caso você queira fazer o passeio que chega de madrugada a Angkor Wat para ver o nascer do sol de lá, vai ser necessário já ter o ingresso – e, portanto, comprá-lo com antecedência.

Existe o passe para 1, 3 e 7 dias e os preços vão de 37 dólares até 72. O passe de 3 dias pode ser usado em até 10 dias corridos, e o de 7 dias, vale para um mês. Eu comprei o de 3 dias, porque queria visitar vários templos e tinha tempo para isso. Pude dar um intervalo entre uma visita e outra e isso ajudou muito. Senti que fazer as visitas em dias seguidos pode ficar meio cansativo e estragar o interesse pelo passeio – no fim das contas, parece que você está vendo mais do mesmo.

O centro de vendas fica aberto das 5h da manhã às 5h30 da tarde. E as visitas ao parque são feitas entre as 7h30 da manhã até as 5h30 da tarde. A exceção é para o Templo Angkor (Angkor Wat), já que tem a opção de ver o nascer do sol de lá. E também há uma brecha para ver o pôr do sol do alto de um templo chamado Phnom Bakheng – e, portanto, ficar lá até as 7h da noite.

Eu comprei o passeio que começava de manhã pelo Angkor Wat e terminava no pôr do sol em Phnom Bakheng. Me arrependi, porque as condições climáticas não estavam tão boas, o céu não estava limpo e eu estava completamente exausta. Se acordar de madrugada não for um problema para você, pode valer a pena levar um lanche na bolsa e priorizar o nascer do sol.

Alimentação

Leve água! O Camboja é super quente e você precisa se hidratar. Existem várias barracas na parte externa de Angkor Wat e alguns ambulantes no caminho, vendendo bebidas e lanchinhos.  As agências de turismo fornecem garrafas com água para os visitantes.

Depois da visita a Angkor Wat – que dura algumas horas – eu acho mais interessante ir até o restaurante que tem dentro do Parque do que comprar comida nessas barracas. Além das opções serem melhores, a higiene também é mais garantida nos restaurantes. E a última coisa que um turista precisa é ter problema com intoxicação alimentar, ainda mais no Camboja, que tem tantos desafios ligados à saúde e infraestrutura.

Como se vestir e se comportar

Você é turista e está morrendo de calor. Quer uma roupa confortável e o mais fresca possível. Mas, está indo passear em um parque de templos e eles têm um significado espiritual para os cambojanos. Portanto, vai precisar tomar alguns cuidados.

Existe uma cartilha pedindo para mulheres usarem roupas que cubram os ombros e as pernas, pelo menos até os joelhos. Os homens também precisam usar bermudas que cubram os joelhos. Um item indispensável é um chapéu ou boné. Quando estiver debaixo do sol escaldante, vai me agradecer pela dica. 🙂

A cartilha também nos lembra que os templos são frequentados por muitos monges e que é preciso respeitá-los. Ou seja, tire fotos apenas se tiver permissão e não encoste nos monges. Eles são muito simpáticos e acessíveis, alguns vão puxar conversa, mas é sempre bom saber se querem conversar ou se estão voltados para alguma prática de silêncio e meditação. Em resumo: monges não são atração turística, são pessoas que decidiram dedicar a vida à prática espiritual.

Muitos deles oferecem bênçãos para os visitantes e pedem uma doação por isso. Como a troca é muito aberta e franca, não é muito legal aceitar a bênção e não doar nada, né?

Lembre-se de que você vai andar muito e de que o templo estará cheio de visitantes. Então, a melhor opção de calçado é o bom e velho tênis. Tem gente que vai de chinelo ou sandália, mas corre o risco de levar pisão.

Por onde começar a visita?

Meu guia sugeriu começarmos pelo lado leste, porque estaria a favor do sol e as fotos ficariam mais bonitas. Então, uma boa dica é olhar a posição do sol, porque aí o passeio e as fotos ganham esse bônus. O legal também de terminar pelo lado oeste é que é exatamente o lado mais famoso do templo e ver a imagem dele, tão linda, no final, foi um grande presente!

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