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Custo de Vida Pelo Mundo Dinamarca

Custo de vida na Dinamarca

Fala-se muito no aumento do custo de vida no Brasil atualmente. Mas para quem está pensando em sair do país para ‘fugir da crise’ e para aqueles que estão se programando para virem morar nesse canto do mundo, já adianto: morar na Escandinávia é caro, e a Dinamarca não foge à regra. Hoje vou falar sobre o custo de vida na Dinamarca.

Vou tentar dar uma ideia pra vocês dos gastos mensais de uma família na região onde moro. Por aqui ser interior, o custo de alguns itens como moradia é relativamente mais baixo se comparado a cidades maiores no país, como Aarhus e Copenhague, por exemplo.

Moradia

A maioria dos estrangeiros recém-chegados mora em apartamentos ou casas alugadas. O valor médio do aluguel de um apartamento de 90 m² com dois quartos, sala, cozinha, sala de jantar e banheiro na região onde moro está por volta de 6 a 7 mil coroas dinamarquesas, já com as despesas inclusas. As despesas são água, eletricidade e aquecimento. No caso de água e luz, a cobrança é feita a cada 3 meses ou 4 vezes ao ano e no caso do aquecimento, uma vez ao ano, entre abril e maio. A conta do aquecimento pode sair bem cara, portanto é bom ficar de olho. É difícil encontrar apartamentos onde seja permitido ter animais de estimação – nem todos os proprietários/imobiliárias permitem. Fique de olho e sempre pergunte antes de alugar, caso tenha a intenção de trazer seus bichinhos.

O valor do aluguel de uma casa varia de acordo com a localização (se mais central ou mais afastada, assim como no caso dos apartamentos) e tamanho do imóvel. A maioria das pessoas que mora em casa é, em geral, dona do imóvel, e as casas são preferidas por famílias com filhos e animais de estimação. O aluguel de uma casa fica bem acima de 6 mil coroas ao mês, sem contar as despesas.

Estudantes moram em apartamentos compartilhados, chamados de kollegium, onde possuem uma área comum e os quartos são individuais, quase como lofts ou kitchenettes, com banheiro, uma área para cozinhar e o quarto de dormir. São opções muito mais baratas e para os estudantes é normalmente a primeira experiência morando sozinhos. O tamanho médio de um quarto num kollegium varia entre 20 e 40 m² – o que parece pequeno por aqui, mas que me parece muito confortável e apropriado para uma pessoa sozinha, especialmente quando penso que em São Paulo, de onde eu venho, há apartamentos familiares de 2 quartos com 45 m² de área total! O valor do aluguel num quarto em kollegier fica em torno de 2.500 coroas dinamarquesas, já com as despesas. Apartamentos em kollegier não permitem ter animais de estimação.

Para alugar é preciso pagar 3 meses de aluguel adiantado em forma de depósito, que na maioria dos casos não é devolvido ao término do contrato.

Uma curiosidade: normalmente quando se aluga um apartamento é comum que ele venha equipado com fogão, geladeira, freezer e coifa. Máquinas de lavar louça são mais comuns em casas. Praticamente todos os apartamentos possuem vaskeri, que é uma lavanderia coletiva equipada com máquinas de lavar e secar roupas onde se paga de acordo com a utilização.

DR licens

Todo mundo que usa a Internet – seja no computador, no tablet ou no smartphone – e tem tevê e/ou rádio em casa tem que pagar a licença de mídia, chamada de DR licens. DR é a sigla para a antiga Danmarks Radio, rede estatal aberta de rádio e televisão que distribui o sinal para todo o país e que é livre de comerciais em sua programação. Além de pagar pelo provedor de Internet e ter a possibilidade da tevê a cabo para outros canais, é obrigatório pagar essa licença, que custa 2.460 coroas ao ano (valor 2015). A cobrança pode ser paga em parcela única ou dividida em dois pagamentos anuais, ou ainda em pagamentos mensais, conforme a sua necessidade. A emissora está diretamente ligada ao Ministério da Cultura dinamarquês e possui vários canais de tevê e rádio, além do site. Mais informações sobre a DR licens podem ser lidas (somente em dinamarquês) no site da DR. Quem não possui tevê, rádio ou não acessa a Internet está isento da cobrança, mas como isso é meio que improvável hoje em dia, as pessoas pagam, ainda que contrariadas. Apesar de ser compulsória (obrigatória), tem gente que não paga a licença e ainda assim, assiste tevê, ouve rádio e usa a Internet. Isso é contra a lei e se for comprovado que a pessoa tem acesso aos meios de mídia e optou por não pagar, deverá pagar o retroativo ao tempo que ficou inadimplente. Fique de olho! E sim, mesmo que você pague um provedor de tevê a cabo privado e não assista à programação estatal, é preciso pagar DR licens.

Alimentação

Comer é outro item caro nessa Dinamarca, sendo o item mais caro a carne bovina. O custo médio de alimentação de uma família sem filhos que consome 3 refeições por dia, sendo 2 refeições quentes, varia entre 2 mil a 3 mil coroas/mês, contando com produtos de higiene e limpeza. Para economizar, o segredo é consumir produtos sazonais (frutas, verduras e legumes da época) e optar por produtos de marca própria nos supermercados. Redes grandes como Bilka oferecem bons preços para compra de carnes em pacotes “família”, que podem ser divididos em porções menores e congelados – toda casa/apartamento geralmente tem freezer. Supermercados mais baratos são as redes alemãs Lidl e Aldi e a rede dinamarquesa Netto. Produtos mais especiais podem ser encontrados em supermercados como Kvickly, Irma, Super Brugsen/Meny e Bilka. Bazares étnicos e quitandas podem oferecer preços melhores e/ou produtos mais frescos que os supermercados em verduras, frutas e legumes, além de ser nesses lugares que a gente geralmente encontra coisas familiares como polvilho para fazer pão de queijo e tapioca. Carne de porco e carne moída também costumam ter preços mais em conta. Alguns peixes são mais caros que outros e por aqui, o bacalhau é sempre fresco, diferente do salgado e seco que temos no Brasil. Mexilhões costumam ser baratos na sua época. Um peixe bastante popular e barato na Dinamarca é a solha (rødspætte). As frutas nem sempre estão maduras quando compradas. Comprar legumes congelados é uma opção prática e barata. É melhor optar por pequenas compras semanais em vez de compras grandes mensais para evitar o desperdício de alimentos e ter sempre produtos frescos. Os supermercados todos trabalham com promoções semanais.

Transporte

O meio mais barato de se locomover dentro das cidades é caminhar ou usar uma bicicleta – todas as cidades possuem ciclovias excelentes e o país é plano. Uma bike nova é cara – entre 2 mil a 10 mil coroas – mas é possível comprar usadas mais em conta em sites como De gule sider, Den blå avis e em leilões da polícia. O sistema de transporte público se divide em zonas e os preços variam de acordo com as zonas percorridas, tipo de bilhete e período de utilização. Um bilhete de trem ou ônibus – só ida ou só volta – entre Holstebro e Herning, por exemplo, custa 58 coroas (6 zonas percorridas). É possível comprar um klippekort que dá direito a até 10 viagens com valor de 37 coroas por viagem, ou comprar um rejsekort para 30 viagens por 870 coroas mais 50 coroas de taxa de emissão do cartão, considerando o percurso Holstebro-Herning. O klippekort deve sair de circulação definitivamente em 2016. Não há transporte frequente ou 24 h em todas as cidades, e metrô, só em Copenhague.

Ter carro custa caro, e a gasolina também é cara. Um carro popular simples, novo, pode custar entre 100 e 150 mil coroas em média, e o imposto sobre o veículo é de quase 200%. É possível encontrar carros mais antigos e mais baratos mas é bom ficar de olho no imposto e taxas.

Vestuário

Aqui a dica é comprar em fast fashions como H&M, Only, Vero Moda, Jack & Jones e outros, ou usar os bons e velhos brechós para incrementar o guarda-roupa. Investir em peças boas, duradouras, atemporais e mais caras para o inverno é uma opção inteligente. Lojas online na Alemanha e Inglaterra (Zalando, Asos, Ellos) oferecem roupas com preços melhores e muitas oferecem frete grátis para a Dinamarca. Sapatos são mais baratos – e mais bonitos – em lojas de redes alemãs como Deichmann, mas é possível encontrar ofertas de vez em quando nas lojas dinamarquesas. Roupas de frio e de chuva são imprescindíveis!

Lazer

O bilhete de cinema custa em torno de 90 a 130 coroas, dependendo do tipo de filme (se mais longo e em 3D, o preço é o mais alto). Uma refeição em restaurante como a cadeia Jensen’s Bøfhus, para uma pessoa, sai por volta de 150 a 200 coroas com bebida inclusa. Uma cerveja num bar pode custar entre 30 a 60 coroas ou até mais, dependendo do tamanho e da qualidade. Não se paga couvert artístico nos bares com música ao vivo, mas muitos cobram entrada depois de um certo horário. Comer no McDonald’s custa em torno de 85-90 coroas comprando um menu (lanche, refrigerante e batata médios). Entradas de parques aquáticos e parques temáticos como Legoland costumam ser caros: em torno de 250 coroas ou mais para um dia, para adultos, e crianças pagam menos ou entram grátis.

Serviços

Normalmente as empresas oferecem serviços de telefonia móvel e fixa mais internet banda larga e tevê num único pacote. Um pacote que inclui 2 celulares com cobertura nacional ilimitada, 10 GB de Internet 3G e Internet banda larga residencial custa em média 400 coroas, sem telefone fixo e sem tevê a cabo/satélite. Há várias empresas que oferecem pacotes desse tipo e logo também escreverei mais profundamente a respeito.

Saiba mais –  Para consultar o custo médio de vida em Copenhague use o Numbeo ou Expatistan. A Universidade do Sul da Dinamarca também preparou um estudo interessante sobre o custo de vida no país para estudantes, acesse aqui.

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57 comentários

Regina Albrectsen Julho 22, 2015 at 7:48 am

Muito bom o seu artigo, sra. Cristiane Leme. Bastante esclarecedor. Parabéns.

Resposta
Cristiane Leme Julho 22, 2015 at 8:02 am

Obrigada! 🙂

Resposta
Danielle Julho 22, 2015 at 4:16 pm

Ai, não aguento mais falar em crise… Não sei se vc está acompanhando a situação, mas daqui as pessoas falam como se o Brasil estivesse no fundo do poço, como se tudo no Brasil estivesse errado… E não é assim. O desemprego está crescendo, mas segue baixo, cerca de 7%, enquanto que na França, por exemplo, está em 11%, e a Argentina, 9%. A inflação está alta, mas o IPCA está em queda. A previsão é de retração de 2% do PIB com inflação de 9,5% em 2015, mas de crescimento de 0,5% e inflação de 5,5% em 2016. Também não podemos ser irresponsáveis ou imediatistas, nem cair no discurso fácil dos meios de comunicação. No Brasil, inflação se combate com altas taxas de juros, o que produz desemprego. Inflação baixa e desemprego alto ou vice-versa? É preciso achar um meio termo; inflação superbaixa não é o ideal para o caso do Brasil. Mês passado, foi lançado um plano de investimento em infraestrutura de R$ 200 bilhões, e as ações da Petrobras estão recuperando valor, ou seja, não há como o Brasil não voltar a crescer. Acho que estão fazendo terrorismo quanto à questão econômica. O que me assusta, e muito, é a crise política. Espero que isso acabe bem, pois é o que está paralisando o país. Presidentes da Câmara e Senado, investigados pela PF, declararam guerra ao governo; o presidente da Câmara está com um pé na prisão, e acusa a presidenta de estar querendo intimidá-lo; o governo tem minoria no Congresso, e a oposição articula o impeachment da presidenta abertamente; a PF fazendo apreensões em casa de senadores e deputados; a presidenta com uma popularidade baixa, o que está se tornando um terreno fértil para os oportunistas e aventureiros de plantão, com ameças de golpe de Estado e até intervenção militar. Não acredito em impeachment da presidenta. Não quero julgar o mérito de seu governo, mas, analisando friamente, isso seria catastrófico para o Brasil e péssimo para o mundo – não podemos esquecer que somos a 7ª economia do mundo, e precisamos de estabilidade política e democrática para crescer, com os BRICS e a América Latina crescendo junto. A mídia passa 24 horas batendo na crise econômica, criando uma situação que não existe, o que está acirrando os ânimos da população contra o governo. Ministros sendo xingados na rua – um ódio e uma raiva que eu jamais vi. Esse ódio só faz mal pra o país; precisamos de amor, afeto, solidariedade. Desculpa por me alongar, só queria mostrar minha visão do Brasil neste momento um pouco delicado para nós. Mas tenho certeza que tudo acabará bem, e torço muito para isso. 🙂 E parabéns pelo texto! Ajuda a derrubar essa ideia de que tudo no Brasil é ruim e caro e nada funciona, enquanto que nos países da Europa as coisas são um mar de rosas. Tudo que vier ao encontro de desconstruir essa tese terá sempre o meu aplauso. Belo texto! 😉

Resposta
Cristiane Leme Julho 24, 2015 at 2:11 pm

Oi Danielle! Eu partilho da sua opinião. Estão fazendo muito terrorismo midiático em relação à situação do Brasil; o país já passou por momentos muito mais críticos e sempre se reergueu e sobreviveu.
Meus textos têm como objetivo principal desmistificar o pensamento de que ‘aqui fora é melhor’. Todo país apresenta problemas em menor ou maior escala e também existem lados ‘feios’ da Dinamarca, mesmo que as pessoas insistam em enxergar somente o lado bom, só porque é isso o que a mídia mostra aí no Brasil. Às vezes, a mudança pode ser realmente traumática para alguns, sobretudo os que possuem muitas expectativas e deixam de se preparar adequadamente para mudar de país. É engraçado notar que nós, humanos (e sobretudo brasileiros, devo dizer) temos uma tendência a achar a grama alheia sempre mais verde que a nossa, não é mesmo? Em todo caso, a mudança para outro país pode ser realmente enriquecedora sob diversos pontos de vista, mas deve sempre ser motivada por razões mais importantes do que uma crise inventada e fomentada por uma mídia golpista que se aproveita da ingenuidade e preguiça de seus leitores em buscar informação mais concreta e menos tendenciosa. Muito obrigada por seu comentário e espero que continue nos acompanhando aqui no blog! 🙂

Resposta
Tiago Novo Agosto 26, 2015 at 3:41 pm

Olá Cristiane, tudo bem?

Primeiro quero te agradecer, os teus textos tem me ajudado bastante! Pretendo fazer um mestrado ano que vem, e não sabia se ia pra Suécia ou pra Dinamarca, mas acabei decidindo ir estudar por aí mesmo…
Queria ver se podes me ajudar a achar um valor mínimo de remuneração em um “part-time job”, tipo em bar, restaurante, ou entrega de jornal.
Explico: como vou levar a família toda, esposa e duas filhas, queria saber o mínimo que eu posso ganhar trabalhando meio dia, pra me planejar financeiramente.
Agradeço de novo!

PS: Só pra não deixar de comentar as respostas acima, o Brasil é ATUALMENTE, o quarto país que mais recebe investimentos externos. Só este dado já mostra o que o mundo está esperando do nosso país. Será que estão errados e vão perder dinheiro? Ou a nossa mídia “gosta” desta crise nacional? Só algo para pensarmos…

Resposta
Cristiane Leme Agosto 27, 2015 at 10:05 am

Oi Tiago, obrigada por comentar!
Achei um artigo interessante que tem informações a respeito do que você me perguntou sobre salários. Veja o que diz lá:

“O salário de um estudante na Dinamarca não costuma ser inferior a 13€ por hora. A maioria dos estudantes encontra trabalho na restauração, como empregado de mesa, por exemplo, consegues um ganho extra com as gorjetas. Não é fácil conseguir um trabalho numa outra área que não seja ligada ao turismo. O estudante que vá fazer um Master, que já tem uma formação prévia e na maior parte dos casos também já tem experiência profissional, procura sempre um trabalho na sua área de formação, no entanto a nossa experiência diz-nos que não é fácil. Os dinamarqueses dão muita importância à língua oficial, por isso o segredo para conseguir um trabalho na tua área é começar a aprender dinamarquês rapidamente. Enquanto tiveres a estudar na Dinamarca terás aulas de dinamarquês completamente de forma gratuita.
Uma grande vantagem da Dinamarca é que o país está cheio de empresas multinacionais, e a língua inglesa é a língua oficial em muitas dessas empresas, por isso, com um pouco de insistência e algumas noções de dinamarquês a tua vida pode-se tornar mais fácil na procura de trabalho, junto dessas empresas. Neste caso já estamos a falar de um salário bastante mais elevado, facilmente poderá chegar aos 25€ por hora. Mas não comeces a esfregar as mãos… os impostos na Dinamarca também são dos mais elevados da Europa.” – fonte: http://www.informationplanet.pt/dinamarca/trabalhar-na-dinamarca

Obs.: só para situar em relação ao artigo (escrito para estudantes portugueses), a taxa de conversão do euro para a moeda local dinamarquesa é de 1 euro= 7,50 coroas dinamarquesas, aproximadamente.

Na Dinamarca não existe salário mínimo – os salários são definidos em acordos entre as empresas e os representantes das categorias (sindicatos), de acordo com diversos fatores. A carga horária de trabalho semanal para um estudante é limitada, porque a prioridade é estudar. Sua esposa, enquanto acompanhante, não poderá trabalhar no período em que você estiver por aqui, por conta da natureza do visto dela.

A respeito de seu comentário sobre os investimentos, acho que é manipulação da mídia brasileira, sim! No exterior se fala de uma crise política, não econômica, no país, e os investidores seguem confiantes.

Abraços e continue nos acompanhando para saber tudo sobre a Dinamarca – mês que vem vou falar sobre o sistema de saúde local 🙂

Resposta
Mariana Cartaxo Outubro 1, 2015 at 11:05 pm

Olá Cristiane! Muito legal o seu blog. Estou indo viver em Copenhagen com meu marido que vai fazer um doutorado sanduiche. Vi quando vc postou sobre o aluguel de apartamentos. Vc poderia me dar mais alguma dica de onde eu posso procurar lugar para morar além do site boligportal. Queria poder ter um cantinho nosso, nem que fosse pequenino. Estou sonhando demais?
Agradeço a atenção<
Mariana

Resposta
Cristiane Leme Outubro 2, 2015 at 9:53 am

Mariana, obrigada por ler o Brasileiras Pelo Mundo.
Realmente encontrar acomodação em Copenhague é uma tarefa ingrata, sobretudo porque há muitos estudantes. Sugiro que faça a sua busca em cidades vizinhas na Grande Copenhague como por exemplo, Valby, Brøndby, Taastrup, Greve, Karlslund etc.. Morando nestas cidades a locomoção para a capital é rápida e fácil e o valor dos aluguéis tende a ser mais em conta também. Fora o Boligportal tem o Airbnb e os anúncios em jornais locais, e há também a possibilidade de alugar direto do proprietário – esses colocam geralmente anúncios em jornais e em cartazes nos supermercados locais. Outra opção é procurar grupos de estrangeiros em Copenhague no Facebook, por exemplo – volta e meia tem gente publicando anúncios de apartamentos pra alugar, se bem que nesses grupos o mais comum é anunciar vagas em apartamentos compartilhados. Pedir ajuda em grupos de brasileiros na Dinamarca no Facebook também pode funcionar. As faculdades costumam prestar auxílio aos estudantes estrangeiros para encontrar moradia, fale com a faculdade para se informar melhor a esse respeito. No mais é ficar esperta com anúncios muito maravilhosos que prometem mundos e fundos e nunca, jamais fazer pagamentos antecipados pela Internet sem visitar o apartamento, pois há diversos casos de scam em aluguéis em Copenhague.
Boa sorte e continue nos acompanhando para saber mais sobre a Dinamarca! Abraços

Resposta
Olinda Fernandes Outubro 2, 2015 at 4:09 pm

Mais uma vez obrigada pois vc já me esclareceu mta coisa. Eu quero ir la para estudar e trabalhar com o meu marido. Mas ele primeiro vai la sozinho por alguns dias para se informar dps decidimos o q é melhor pra nos.
Cumptos.

Resposta
Cristiane Leme Outubro 3, 2015 at 9:14 am

Olinda, obrigada por nos acompanhar aqui no BPM. Sugiro que vocês deem uma olhada no http://www.nyidanmark.dk/en-us para ler mais a respeito dos direitos de imigrantes provenientes da UE na Dinamarca.
Abraços

Resposta
Fabio Outubro 14, 2015 at 6:06 pm

Oi tudo bem!?

Muito boa suas dicas.

A respeito da taxação do automóvel: Na Dinamarca também há a preocupação de diminuição de automóveis e priorização do transporte público? Ou essa questão é vencida no que tange “qualidade de vida e menos impacto ambiental”.

A valorização do transporte público é uma política pública realmente? Está na cultura dinamarquesa? Quando você citou que há uma taxação de 200% sobre os automóveis; chamou-me a atenção porque vai na contramão avassaladora do quê ocorre no Brasil, pois desde a década de 1990 um dos instrumentos do governo é a popularização do meio de transporte automotor e não aplicação da melhoria de aspectos estruturais e públicos do transporte coletivo lamentavelmente.

Tudo bem o pessoal, sempre comenta: cuidado……a Europa não é uma maravilha como os contos de fadas (metafórico..rsrsrs), mas, comparando com o Brasil está anos distante em matéria de meio ambiente, acesso igual a todos aos serviços básicos, priorização de políticas públicas reais, e, não populistas. O que nesses dois mandatos do atual partido (trabalhadores), fez renascer dívidas grandiosas e surreais, que, podem comprometer vários programas sociais. É claro que não é só um problema do Brasil….A Finlândia, Irlanda, Grécia também gastaram muito com o Walfare State mas estão eliminando o modelo de gastos sem estabilidade fiscal (principio básico do não endividamento), alguns tarde outros já resolvidos.

Eu ainda não conheço essas bandas. Mas, tenho vontade de fazer uma visitar in loco. Nada melhor do que apreciar de perto a vida e o cotidiano das pessoas.

Resido em Curitiba cidade ótima para viver é muito bom se for fazer um comparativo com outras capitais. Claro, que não é possível comparar com uma Copenhague, Noruega, Suíça. Porém nasci aqui amo essa cidade.

Agradeço o espaço e grande abraço.

Atenciosamente,,

Fabio Juliano Schevinski

Resposta
Cristiane Leme Outubro 15, 2015 at 5:54 pm

Olá Fabio e obrigada por ler o texto e comentar.
Sobre sua pergunta, aconselho que leia o meu texto:http://www.brasileiraspelomundo.com/especial-dez-razoes-para-morar-na-dinamarca-12118101 . Neste texto eu falo a respeito da sustentabilidade que está presente no dia a dia do país. Não existe propriamente um incentivo específico para o uso do transporte público, mas a maioria das pessoas usa bicicletas como meio de transporte para suas comutas diárias – aqui estamos falando de distâncias de até 20 km em cada trecho. E antes que você me pergunte, informo: o povo não tem medo de mau tempo e as bicicletas são usadas diariamente faça sol, chuva, neve ou ventania. Não existem indústrias de automóveis na Dinamarca, o que explica os preços altos para se comprar automóveis. A maioria das pessoas que usa o carro no dia a dia mora a mais de 20 km de distância do seu local de trabalho e normalmente trabalha em fábricas onde o transporte público é menos frequente ou inexistente. Usar a bicicleta acaba sendo, também, uma economia considerável, se pensamos no preço da gasolina por aqui.
Sobre o Brasil, sinceramente não sei se as dívidas aumentaram no governo do PT ou se a corrupção tem sido combatida com mais ênfase e isso tem feito as falcatruas ficarem mais evidentes. Concordo com você quando diz que a Europa não é um conto de fadas – é preciso tomar muito cuidado com o que a mídia divulga como verdadeiro, e existe o mito de que a grama do vizinho é sempre mais verde…
Realmente não dá para comparar cidades ao redor do mundo, pois cada uma tem sua história intrínseca e seguiu um percurso que determinou como se encontram hoje. Entretanto, esse é um erro comum que muita gente faz, sobretudo quando sonham em mudar de país, ao pensar que mudando do Brasil os seus problemas se resolverão como em um passe de mágica, como se outros lugares do mundo fossem isentos deles.
Uma coisa que preciso lhe dizer é que não existe país do mundo sem dívidas, então esse seu conceito de país sem endividamento se invalida. Estabilidade fiscal é um equilíbrio entre despesas e receitas e não uma falta de despesas. Na Dinamarca o conceito de sistema de bem-estar social é bastante difundido, porém o novo governo de direita tem lutado a todo custo para cortar o máximo de benefícios possível, alegando sobretudo a questão da imigração e principalmente, dos refugiados como mola propulsora para a necessidade do corte de gastos; apesar disso, o que vejo é que existe muito mais uma questão de fundo xenofóbico que falta de recursos, na verdade.

Continue nos acompanhando para saber mais sobre a Dinamarca – agora em outubro sairá um texto meu sobre o transporte público dinamarquês.

Abraços outonais pra você!

Resposta
Flavia Elidia Outubro 15, 2015 at 10:55 pm

Olá Cristiane. Todos aqui em casa estamos adorando seu blog! Temos uma dúvida e gostaríamos de saber se você poderia esclarece-la. Temos dupla cidadania (italiana-brasileira) e minha filha gostaria de estudar na Dinamarca. Ela é uma aluna acima da média com ótimo currículo e inglês fluente. Se ela for aceita por uma Universidade na Dinamarca gostaria de saber se há concessão de bolsa para auxílio moradia/alimentação/etc para alunos com passaporte europeu? Muito obrigada e sucesso com o blog!

Resposta
Cristiane Leme Outubro 16, 2015 at 9:47 am

Olá Flavia e muito obrigada por ler o Brasileiras Pelo Mundo.
Para consultar informações a respeito de como estudar na Dinamarca sob as regras da UE, aconselho uma boa leitura nos sites abaixo:
http://www.studyindenmark.dk e http://www.nyidanmark.dk/en-us/coming_to_dk/studies/studies.htm
Nesses dois sites você e sua filha encontrarão as informações que necessitam. Sugiro consultar meu texto sobre vistos: http://www.brasileiraspelomundo.com/dinamarca-que-tipo-de-visto-eu-preciso-ter-371517231

Aproveito para sugerir que ela consulte o Top Talent Denmark Brazil. Agora no dia 19 de outubro acontecerá um concurso para estudantes brasileiros virem para a Dinamarca, confira mais a respeito aqui: http://www.brasileiraspelomundo.com/dinamarca-top-talent-denmark-concurso-cultural-levara-estudantes-brasileiros-para-conhecer-o-pais-431821285

Boa sorte e boa leitura!

Resposta
Will Carvalho Novembro 19, 2015 at 8:45 pm

Olá Cristiane…primeiramente obrigado por compartilhar seus conhecimentos. Algo realmente necessário quando o assunto é Brasileiros na Dinamarca.

Em janeiro de 2016, provavelmente estarei migrando para Copenhagen. Já venho trabalhando para uma startup dai e estamos apenas tentando formalizar minha ida. O que gostaria de te perguntar é se é possível viver muito bem com um valor entre 3.500 a 4.000 doláres de salário iniciais. Te pergunto porque esse valor morando no Brasil, com a alta do dolar, eu tenho uma vida de Rico, já não sei se esse valor é um valor bom pra viver bem na Dinamarca.

Eu tenho esposa e uma filha pequena de 1 ano e meio, o processo de migrar já com o visto de trabalho é mais simples? E por último, meu maior medo é minha filha pequena se acostumar a esse ambiente gélido…se ela poderá ficar doente várias vezes, atendimento hospitalar, creche…essas coisas de pai.

Obrigado e ótimo trabalho em seu blog!

Resposta
Cristiane Leme Novembro 19, 2015 at 9:16 pm

Olá Will e obrigada por ler e comentar.

Fico sem saber o que dizer quando alguém me pergunta se um determinado salário dá para ‘viver muito bem’ por aqui, pois na Dinamarca existe um senso de equidade bastante grande e a diferença social entre as pessoas é mínima, tanto que não há miseráveis no país. As pessoas vivem dignamente aqui, sejam pobres ou ricas, e ninguém ostenta – aliás, em países nórdicos e escandinavos em geral a norma é não ostentar, diferentemente do Brasil onde existe uma cultura maciça de diferenciação entre pobres e ricos que eu particularmente acho incômoda e bastante despropositada. Em todo caso, não sei responder falando em dólares porque a moeda daqui é a coroa dinamarquesa. Você teria que fazer as conversões necessárias e considerar o padrão de vida que deseja manter para saber se o valor do seu salário acomoda a sua pretensão ou não. Em todo caso, Copenhague é uma cidade bem cara em comparação com a região onde moro e há uma dificuldade bastante grande em encontrar moradia na capital. Na Dinamarca ninguém tem essa ambição de ‘vida de rico’ como no Brasil, sinto lhe dizer que é algo até meio que fora do contexto do país. Por aqui, devido à equidade social, mesmo quem é rico não fica mostrando ou ostentando, não.

Há diferentes tipos de visto possíveis e para o seu caso, acredito que o Green Card Scheme seria o mais apropriado. Por favor leia meu texto que fala sobre vistos para mais informações a respeito.

Sobre a adaptação de sua filha eu não saberia responder, porém o processo varia de pessoa pra pessoa e crianças costumam ter menos dificuldades no processo. Por aqui é muito corriqueiro as crianças não terem medo do frio e os pais não terem medo de exporem seus filhos às condições climáticas do país – uma cena comum em toda a Escandinávia é ver carrinhos de bebê do lado de fora das casas, com os bebês dormindo dentro, mesmo sob temperaturas baixas, e as crianças são incentivadas a brincar nos playgrounds de jardins de infância e creches, faça o tempo que for: toda criança tem roupas apropriadas para chuva, neve etc. Não é crueldade dos pais e sim, uma forma de ensinar a seus filhos a lidarem com a realidade que terão pelo resto de suas vidas enquanto viverem no país. Além disso, existe a crença de que expor a criança às condições climáticas cria nelas uma resistência maior às doenças. As crianças por aqui têm muita liberdade de se expressarem e são ensinadas desde cedo a não temerem frio, nem chuva. Eu sinceramente não me preocuparia com ela, já que as crianças tendem a ser mais abertas ao novo e, consequentemente, a adaptação pra elas é muito mais fácil do que para os pais, que normalmente vêm com ‘vícios’ e expectativas.

Tenho também um texto no blog que fala sobre o sistema de saúde dinamarquês, aconselho dar uma lida para se informar a respeito. Nesse texto há vários links explicativos sobre como funciona o sistema público de saúde local.

Mudar de país requer, principalmente, uma preparação para uma mudança de pensamento e atitude, e quem quer mudar para cá deve estar muito ciente disso para conseguir se adaptar e viver bem. A Dinamarca é muito diferente do Brasil em vários aspectos e é preciso estar consciente disso para que a adaptação aconteça. Quem vem esperando uma vida fácil vai acabar se frustrando, já que toda mudança é um processo, feito de etapas e algumas delas são, por vezes, dolorosas. O segredo é manter o otimismo em alta e as expectativas baixas, informar-se bastante antes de vir e abrir-se de corpo e alma para aprender a viver dentro de uma sociedade nova, com leis, regras e códigos de conduta social diferentes do que estamos acostumados.

Espero poder ter ajudado e continue nos acompanhando para saber mais sobre a Dinamarca!

Resposta
Will Carvalho Dezembro 8, 2015 at 6:12 pm

Está sendo de muito apoio sua ajuda. Obrigado pela cordialidade em responder, Abraços. Will

Resposta
cynthia Setembro 20, 2016 at 8:27 am

Obrigada . Tenho amigos da Dinamarqueses e estava curiosa no assunto.

Resposta
Cristiane Leme Setembro 20, 2016 at 3:27 pm

Que bom que gostou, Cynthia. Acompanhe a coluna e leia os diversos artigos para saber mais sobre a Dinamarca!
Abraços 🙂

Resposta
Luiz Dezembro 7, 2015 at 1:51 am

Vou morar na Dinarmarca no ano que vem. e encontrei o seu site nessa minha primeira busca pelo País. E estou um pouco admirado com o custo de vida. Bem alto esses valores que vocÊ mostrou no texto.

Resposta
Cristiane Leme Dezembro 7, 2015 at 7:02 pm

Realmente o custo de vida é bem alto em toda a Escandinávia, não tem escapatória. Em todo caso, como consolo vale saber que a Dinamarca ainda é mais barata que Noruega ou Suécia. Pesquisar sobre um país antes de se decidir por uma mudança evita surpresas desagradáveis.

Resposta
Adriana Tenca Janeiro 16, 2016 at 3:45 pm

Ola, gostaria de saber sobre dentista. É muito caro? Bons serviços? Talvez va pra la usando aparelho, sera que consigo assistencia pra continuar?

Resposta
Cristiane Leme Janeiro 17, 2016 at 12:51 pm

Olá, Adriana, e obrigada pelo comentário.
Dentista é caro, sim, muito mais caro que no Brasil. Os serviços são equivalentes aos do Brasil, na minha opinião. Há a possibilidade de se contratar um seguro chamado danmark, que garante reembolso de parte das despesas com dentista. Dependendo do valor gasto dá para conseguir um bom reembolso. Sobre ortodontistas, só é possível encontrar esses profissionais em cidades grandes como Aarhus, Aalborg e Copenhague – em cidades menores é mais dificil encontrar profissionais especializados. Caso você venha para uma cidade grande é certeza encontrar um profissional para a regulagem e manutenção do seu aparelho ortodôntico.
Aproveito para recomendar a leitura do meu artigo sobre saúde na Dinamarca: http://www.brasileiraspelomundo.com/dinamarca-o-sistema-de-saude-dinamarques-121317261

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Adriana Baffa Fevereiro 16, 2016 at 1:17 pm

Olá Cristiane. Estou mudando em Abril para Copenhague e seus artigos tem me ajudado muito. Como vou a trabalho terei alguem para me ajudar a procurar apto. O escritorio fica em Horsholm e pensei em morar em Osterbro… vc tem alguma dica??? MUITO OBRIGADA NOVAMENTE!
abraços, Adriana

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Cristiane Leme Fevereiro 16, 2016 at 4:27 pm

Oi Adriana e parabéns pelo emprego! Que tipo de dica você quer? É sobre localização? Em Copenhague o sistema de transporte público é bastante eficiente e é fácil chegar a qualquer ponto da cidade sem mais complicações.
Recomendo dar uma lida no meu texto sobre transporte público aqui no blog.
Estou ao seu dispor caso precise de outras informações.
Abraços e continue nos acompanhando para saber mais sobre a Dinamarca! 🙂

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Carla Março 16, 2016 at 4:51 pm

Oi Cris…Me chamo Carla Jana, sou Louca pela Dinamarca e futuramente tenho planos, mas gostaria de manter contato com outras pessoas que moram ai, você será meu primeiro contato.

Resposta
Cristiane Leme Março 16, 2016 at 6:26 pm

Olá Carla e obrigada por ler meus artigos aqui no Brasileiras Pelo Mundo.
Há diversos grupos no Facebook onde você pode fazer contato com brasileiros morando na Dinamarca. Tomei a liberdade de apagar seu número para preservar a sua privacidade.
Continue nos acompanhando para saber tudo sobre a Dinamarca!

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Carla Março 16, 2016 at 4:52 pm

ahhh esqueci de falar que moro no Brasil!

Obrigada flor!

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André Março 16, 2016 at 9:05 pm

Oi obrigado por responder no outro post.
Quanto vale hoje uma coroa em reais?
Fui em alguns sites, porém não entendi nada.

Resposta
Cristiane Leme Março 16, 2016 at 9:26 pm

O câmbio de hoje segundo o Valuta Omregneren (site daqui que uso para fazer a conversão de moedas) está assim: 1 coroa dinamarquesa = 0,56 reais. O real tem mais poder de compra que a coroa dinamarquesa.

Resposta
Andre Março 16, 2016 at 10:41 pm

Uau…. aí sim
obrigado

Resposta
Cristiane Leme Março 16, 2016 at 10:51 pm

Mas lembre-se de que tudo é muito caro na Dinamarca e essa ‘vantagem’ pode não ser tão vantajosa no fim das contas…

Resposta
Joao Março 29, 2016 at 1:09 pm

Voce achou um apartamento de 90m2 por 7mDKK. Uau. Como foi isso?
Eu estou na procura por um para uma pessoa apenas e o melhorzinho ate agora que encontrei foi um de 46m2 por 9mDkk.
Voce tem algum site ou alguma dica do que posso fazer?
Hoje estou em um apartamento temporario ate Maio. 🙂
Ate mais.
Joao

Resposta
Cristiane Leme Março 29, 2016 at 4:56 pm

João, se você estiver em Copenhague ou Aarhus, sinto lhe dizer que você não vai encontrar um apartamento de 90m² por 7 mil coroas com despesas inclusas, não. Eu moro no interior da Dinamarca e Holstebro tem apenas 35 mil habitantes, então os preços são muito mais em conta que os praticados nas cidades grandes dinamarquesas. Infelzmente é isso, então a dica seria procurar em uma cidade menor nas redondezas. Quanto mais afastado do centro, mais barato.

Abraço

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Arthur Cavalcanti Abril 16, 2016 at 7:08 pm

Olá, Cristiane Leme, como estás? Gostaria de saber sobre o salário-base dinamarquês. Qual o salário-base? Gostaria de estudar em University of Copenhagen, e por isto, seria importante ter a informação sobre quanto é cobrado de taxa anual para um estrangeiro. Para morar na Groenlândia, é preciso ser cidadão dinamarquês, não é? E, como conseguir está naturalização?

Gratidão.
Cordialmente.

Resposta
Cristiane Leme Abril 16, 2016 at 8:59 pm

Olá, Arthur, e obrigada por ler e comentar. Tenho a impressão de já termos conversado em alguma ocasião. Se não, por favor queira desculpar.
Não sei o que você quer dizer com ‘salário-base’, já que na Dinamarca não existe salário mínimo garantido por lei – os sindicatos prestam o papel de negociar junto às empresas e, assim, há salários diferentes para cada categoria, sem haver um salário-base. Para informações sobre custos para estudar na Universidade de Copenhague, sugiro entrar em contato com a própria universidade. Não sei informar sobre a Groenlândia nem sobre os requisitos para residir no país. Para se naturalizar dinamarquês é preciso cumprir uma série de exigências listadas no site do ministério da integração dinamarquês, dê uma lida. O processo não é fácil e para estrangeiros sem nenhum vínculo direto de pai ou mãe dinamarqueses, é preciso cumprir exigências como, por exemplo, passar em testes de conhecimentos em dinamarquês em nível intermediário, viver no país há mais de 9 anos e trabalhar há mais de 5, entre outras exigências. O novo governo que tomou posse em julho de 2015 aumentou o grau de dificuldade para se obter tanto o visto permanente quanto a cidadania dinamarquesa.

Espero ter ajudado. Continue nos acompanhando!

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Clarissa Maio 15, 2016 at 12:08 pm

Oi Cristiane, tudo bem? Antes de mais nada, gostaria de te agradecer pelos seus posts! Eles estão me ajudando bastante! Estou indo morar em Aarhus com o meu marido, para fazer uma parte do meu doutorado. A universidade dispõe de apartamentos no campus. Queria saber se você sabe me dizer se é uma boa morar no campus, ou se vale mais procurar um lugar no centro da cidade…?

Att,
Clarissa

Resposta
Cristiane Leme Maio 15, 2016 at 12:28 pm

Oi Clarissa, fico feliz em saber que meu trabalho serve como utilidade pública e pode ajudar as pessoas de alguma forma.
Aarhus, assim como outras cidades grandes na Dinamarca, apresenta um problema de moradia: é muita procura pra pouca oferta, o que satura o mercado imobiliário. A universidade está localizada num ponto estratégico e central e tudo é bastante acessível na cidade a partir do campus, então aconselho que aceitem a oferta da universidade para moradia em kollegium. Além de ser mais barato, é mais fácil dessa forma, pois se for procurar sozinha certamente encontrará muita dificuldade e alta concorrência. No mais, meu conselho é: compre uma bicicleta. É o melhor meio de transporte e também o mais barato, menos poluente e mais prático para se locomover por toda Aarhus.

Boa sorte com o doutorado e espero que goste de Aarhus, é uma cidade multicultural bem bacana – e tem churrascaria rodízio 🙂

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Vanessa Maio 31, 2016 at 8:11 pm

Oi Cristiane, tudo bem?
Tenho algumas dúvidas. Estou com interesse em morar e trabalhar na Dinamarca, não tenho cidadania europeia, você conhece algum meio legal de se fazer isso?
Vou me formar em relações internacionais no final deste ano, pensei em até fazer algum estudo na Dinamarca e trabalhar ao mesmo tempo. Mas primeiro queria ir para trabalho e depois ir buscando alguns cursos.
Poderia me ajudar com dicas??

Aguardo respostas
att

Resposta
Cristiane Leme Maio 31, 2016 at 8:28 pm

Vanessa, obrigada por ler o meu artigo e por comentar.
Há diversos artigos já escritos por mim e pela Camila aqui no blogue, inclusive dando dicas sobre como conseguir trabalho. Sugiro dar uma lida e fazer perguntas pontuais.
Também escrevi um artigo sobre vistos, por favor procure na categoria Dinamarca.
No momento o país possui um governo de extrema direita que está restringindo as possibilidades para imigração, porém há o esquema de Green Card com o qual se pode vir e buscar por trabalho já estando no país, desde que a pessoa tenha condições financeiras para tal. Porém eu devo alertar que nesse programa não há garantias de se conseguir um trabalho, ele tem um custo elevado e só vale mesmo a pena se você começar a prospectar ainda estando no Brasil.
Uma ferramenta muito importante para os dinamarqueses e que eles usam bastante no recrutamento é o LinkedIn. Tenha um perfil atualizado em inglês e por lá mesmo tente fazer contato com pessoas da sua área de interesse. É interessante se conectar com as pessoas e tentar produzir conteúdo no site que seja do interesse da área onde pretende atuar, assim você ganhará visualização e se tornará conhecida, o que ajuda bastante já que é quase uma regra no país contratar pessoas por indicação.
O curso de Relações Internacionais não tem equivalência na Dinamarca. O mais próximo que se pode chegar é equiparar com o curso local de Economia e negócios, entretanto as disciplinas da grade curricular são diferentes e pode ser necessário voltar ao banco da universidade por aqui. A Dinamarca não dá visto para estudantes de idiomas ou cursos profissionalizantes, conforme você poderá ler no meu texto sobre vistos.
Peço gentilmente que leia os demais textos indicados e caso apareçam dúvidas mais específicas, escreva de volta.
Abraços

Resposta
Vanessa Gisele Novelli Maio 18, 2017 at 2:39 am

Obrigada por responder!
Sim, vi quase todos os outros artigos daqui do site, realmente eu estava em dúvida, mas mais vingando para o Green Card.
Eu agradeço a sua atenção!
Gostei sobre a parte de networking, sei que é essencial.
Sobre indicações para emprego, vou começar a ver isso!
As dúvidas, mesmo sem ser muito específicas, estavam me deixando meio confusa, por isso perguntei sobre e, também, comentei que eu lia, mas estava meio perdida. Agradeço de qualquer forma! Vou continuar as buscas e leituras!
Abraços!!!

Resposta
Cristiane Leme Maio 19, 2017 at 3:19 pm

O esquema de Green Card foi infelizmente cancelado esse ano na Dinamarca, eu preciso atualizar a publicação, desculpe.

Resposta
Guilhehrme Junho 5, 2016 at 5:44 am

Eu sou jogador de poker online profissional, posso morar la permanentemente e jogar sempre?
vejo que não ha tributos para o poker online, mas no sei se posso morar como se isos foosse um emprego la.

Resposta
Cristiane Leme Junho 5, 2016 at 7:29 pm

Prezado,
Obrigada por seu comentário.
Para morar na Dinamarca é preciso ter visto que permita que você more no país.
Se encontrar uma empresa que o contrate como jogador profissional e que possa lhe fornecer o visto de emprego para viver na Dinamarca, acredito que será possível. Sem visto você não poderá morar aqui. Consulte o meu texto falando sobre os diferentes tipos de visto, ele está disponível aqui no blogue.

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Maria Dias castro Junho 19, 2016 at 9:51 pm

Cristiane, sempre que se você for dar as dicas, que aliás ajudam bastante, não se esqueça de comparar a moda com o Real, como se sabe o valor real de um aluguel aí, comparo com dólar americano, mais razoável pensar, em fim, não sei quanto custa a moeda dinamarquêsa

Resposta
Cristiane Leme Junho 20, 2016 at 2:41 pm

Maria, obrigada por ler e comentar.
É mais sensato dar uma ideia dos valores na moeda corrente do país porque quem se mudar pra cá vai ganhar em coroa dinamarquesa, portanto, fica sem sentido dar referências em outra moeda, mesmo que seja para leitores do Brasil. Outra coisa a ser considerada é que quando se dá referências em moeda diferente a gente perde a noção de realidade local – apesar de se ter salários mais altos se comparados com os recebidos no Brasil, o custo das coisas também é mais alto. O bom senso me cutuca pra manter as referências em coroa dinamarquesa, em se tratando de Dinamarca, assim meus leitores podem ter um panorama mais realístico. Quem tiver interesse de saber o câmbio certamente pode consultar online em diversas fontes, mesmo porque esse valor pode variar dependendo da época consultada. A minha preferida é essa aqui: http://valutaomregneren.dk/
Abraços e continue nos acompanhando!

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Clenilson Julho 1, 2016 at 4:42 am

Olá Cristiane tudo bem?

Queria que você tirasse umas duvidas a respeito de estudar fora do Brasil, depois da graduação fazer um mestrado.
Estou fazendo a graduação de ciências contábeis 4º semestre e falta 2 anos para a formação.

Queria saber de você e fácil conseguir uma vaga nas universidades da Dinamarca para estrangeiros cursar mestrado?
E na área de ciências contábeis conhece alguma disciplina ou alguem que estudou sobre o curso que poderia indicar uma universidade especificas na Dinamarca?

Agradecido.

Clenilson.

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Cristiane Leme Julho 1, 2016 at 9:38 pm

Clenison, obrigada por ler e comentar o meu artigo.
Acho que nada na vida é fácil… Mas esse é meu ponto de vista.
Em breve devo escrever sobre esse assunto aqui no blogue. Enquanto isso, vou tentar ajudar. Primeiramente, saiba que estrangeiros têm que pagar para estudar na Dinamarca e custa caro. Se essa parte estiver resolvida, é preciso pensar em traduzir o diploma do Brasil e o histórico de disciplinas. A tradução tem de ser juramentada na maioria dos casos, entretanto isso varia de universidade pra universidade e há algumas que aceitam uma tradução simples, que pode ser feita por você mesmo. Há muitos cursos oferecidos em inglês e há os em dinamarquês.
O curso de contabilista (revisor, em dinamarquês) é oferecido em várias universidades, dentre elas a Universidade de Aalborg, CBS em Copenhague, SDU e Universidade de Aarhus. Eu acredito que o seu diploma obtido no Brasil não terá validade na Dinamarca devido ao sistema contábil daqui ser diferente do sistema brasileiro, mas você poderá tentar conseguir créditos com as disciplinas já cursadas no Brasil. Você tem que ter certificado TOEFL ou IELTS para poder se inscrever no curso em inglês.
Consulte o http://www.studyindenmark.dk para mais informações a respeito do sistema de ensino dinamarquês e requisitos para ingressar em universidades locais.
Abraços e continue nos acompanhando!

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Marcio Walter Setembro 9, 2016 at 3:01 am

Olá, Cristiane!

Estou entendendo melhor a Dinamarca com suas dicas! Obrigado!

Peço uma dica para você. Minha sobrinha mora em Copenhague e está grávida pela primeira vez. A princípio mandaria presentes daqui do Brasil, mas depois pensei em comprar algo em um site aí e pedir para entregar. Pode me indicar uns sites no estilo Submarino, que venda de tudo? Outra coisa: acha que eu vou conseguir comprar algo pelo site? Temo que possa ser obrigatório informar um documento, tal como o CPF do Brasil. Valeu!!!

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Cristiane Leme Setembro 9, 2016 at 9:01 pm

Marcio, obrigada por ler e comentar.
Se você quer comprar presentes para ela e para o bebê, aconselho buscar em lojas desse nicho. Há diversos sites especializados em artigos para mães e bebês, porém todos são em dinamarquês e na verdade eu não tenho certeza se aceitam pagamento com cartão de crédito internacional, mas você pode fazer uma tentativa.
http://www.hm.com/dk
http://www.babysam.dk
http://www.babyshower.dk
http://www.onskeborn.dk
http://www.mammashop.dk
http://www.jollyroom.dk
http://www.babyhome.dk

H&M, Baby Sam e Ønskebørn possuem lojas físicas para o caso de trocas que se façam necessárias.
Na Dinamarca não se pede número de documentos pessoais para transações financeiras, bastando apenas fornecer os dados do cartão de crédito, porém se ele for internacional pode ser cobrada uma taxa extra no pagamento, que nem sempre é mencionada no site. Verifique a política de vendas da loja onde for efetuar sua compra.

Talvez uma solução eficiente para você evitar transtornos com o idioma seria mandar uma quantia em dinheiro para ela via Western Union e deixar que ela escolha o que comprar.

Boa sorte e continue nos acompanhando!

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MARIA MARCIANO Setembro 9, 2016 at 9:51 pm

MINHA LINDA VOCE ESTA SEMPRE DANDO BOA DICAS MUITO OBRIGADO
BEIJO GRANDE

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Mailson Moraes Maio 28, 2017 at 1:48 am

Eu queria morar air so que numa cidade tranquila e que não me custasse muito dinheiro A senhorita sabe me indicar uma por favor e que me de pra me viver bem ?

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Cristiane Leme Junho 1, 2017 at 8:38 pm

Obrigada por seu comentário.

A Dinamarca é um país caro. Embora haja cidades mais caras que outras, o custo da vida em geral é alto em todos os lugares. Sem saber de seus planos ou de sua condição financeira fica difícil aconselhar, desculpe.

Antes de pensar em custo de vida, sugiro pensar primeiro em como conseguir o visto para morar aqui, que é o maior obstáculo para quem sonha com a vida por esses lados do mundo. Tendo um plano realista, pode ser que dê certo, mas é bom lembrar que há muitas regras a se respeitar e que as coisas por aqui são completamente diferentes do Brasil em todos os aspectos. A Dinamarca pode ser um país um tanto espinhoso, sobretudo para quem sonha com o “El Dorado”. Leia outros textos para seguir amadurecendo a ideia e tente visitar o país como turista em algum momento, antes de se decidir pela mudança.
Boa sorte com seus planos.

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Mario hein Novembro 19, 2017 at 10:56 pm

Muito bom o artigo, gostaria de saber sobre sites de imobiliarias que tenham opcoes de casas pra venda e alugueis em varias cidade nao so na capital..desde ja agradeço

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Cristiane Leme Novembro 21, 2017 at 8:19 pm

Mario, tem várias imobiliárias regionais e é preciso procurar pela municipalidade ou região para achar algo dentro do que você procura. Eu desconheço plataformas que ofereçam aluguel ou venda com ofertas em todo o território nacional dinamarquês. Fique atento ao fato de que para poder comprar casa na Dinamarca é preciso que você tenha direito/visto para morar aqui ou esteja legalmente em território nacional por um prazo mínimo de 5 anos.

Resposta
Ivone Bühler Abril 27, 2019 at 9:18 pm

Cristiane Leme,
parabens pelo seu Blog, você é muito atenciosa para todos que estao a lhe escrever, e parabens por mostrar o lado real da vida aí na Denamarca, tendo uma grande sensibilidade de nao desmanchar os sonhos do EL DORADO – você é correta em suas imformacoes, sem desfazer as ilusoes de viver na Europa, o que eu nao entendo, é que as pessoas fazem uma volta enorme para nao irem no consulado ou na embaixada do país em que desejam morar – nunca entendi isto – eu vi tambem que alguem escreveu sobre a boa situacao no Brasil, mas isto em 2015, atualmente você deve saber no caós que o Brasil está, com este atual presidente de extrema direita, um racista em todos os sentidos, eu achei seu blog por acaso, quiz tirar uma duvida sobre aluguel, nao para mim, pois vivo na Alemanha já há 34 anos, e já estou aposentada, tenho duas filhas e 4 netos, em Weimar e em Potsdam, e netos já na faculdade, e creia, cancei de tentar mostrar a alguma brasileira que para vir morar aqui, se Precisa de um visto – e digo vai na embaixada ou no consulado, daí admiro a sua paciência aqui . Acho Copenhagen linda, mas só estive de passagem para a Suecia. Um forte abraco e tenha um lindo tempo de Primavera. Ivone

Resposta
Cristiane Leme Maio 15, 2019 at 9:28 pm

Obrigada Ivone! Eu sou de São Paulo e embora goste de Copenhague, moro no interior, a mais de 300 km da capital. Conheço bem a Alemanha, principalmente a parte da Baviera perto da Schwaben e Baden-Württemberg, mas adoro Berlim e Potsdam. No ano passado nessa época estive em Stuttgart.

Bis bald!

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