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E a tal da vacina?

E a tal da vacina?

Que a pandemia causada pelo Covid-19 mudou a vida de todos nos EUA e no mundo, isso não é novidade. Apenas nos EUA o número de vidas perdidas já ultrapassou a casa dos 225 mil, de acordo com dados da Universidade John Hopkins.

Em Washington, DC, seguimos uma vida cautela, de estado de emergência e ainda na fase 2 de reabertura. No centro da cidade, que em um passado não muito distante burbulhava com seus milhares de funcionários públicos, lobbystas, turistas e curiosos, hoje segue quase que como um bairro fantasma de tão parado.

Não há o corre corre próximo a Suprema Corte, as longas filas para comprar um café no Starbucks antes do trabalho ou o empurra-empurra do metrô comumente cheio de turistas perdidos e estagiários afoitos da Casa Branca.

Saiba como foi o começo da pandemia nos EUA

Há exatos 8 meses o teletrabalho se tornou uma realidade diária para muitas das pessoas que vivem aqui na capital americana, assim como em diversas outras cidades do país.

As festas passaram a ser virtuais, assim como o ensino em muitas das escolas e universidades americanas. O e-commerce nunca foi tão usado e correio nunca esteve tão spbrecarregado.

A gente até tenta voltar a vida como conhecia antes da pandemia, mas visitas a estádios esportivos, centros comerciais, cinemas, salões de beleza e academias se tornaram coisa do passado para muitas pessoas.

Até mesmo uma simples ida a lavanderia ou ao supermercado requer toda uma logística de uso de máscaras, álcool em gel, luvas, medição de temperatura, dentre outras coisas mais. Mas vai ser sempre assim?

Bem, espera-se que não. A esperança segue sendo a criação da “tal da vacina”.

O que tem sido feito pelo governo americano?

Há 8 meses seguimos os noticiários e jornais americanos, acompanhando os desdobramentos das pesquisas sobre a vacina contra o Coronavirus.

Mas o que exatamente vem sendo feito pelos EUA, país que já investiu mais de US$ 13 bilhões em pesquisas? O goveno norte-americano criou uma força tarefa, liderada pelo atual Vice-Presidente, Mike Pence, para coordenar a chamada Operação Warp Speed.

Essa operação visa entregar milhões de doses de uma vacina segura e eficaz contra o COVID-19 até janeiro de 2021, como parte de uma estratégia ampla para acelerar o desenvolvimento, fabricação e distribuição de vacinas contra COVID-19.

Inúmeras agências do governo estão envolvidas e seguem cooperando e financiando grandes empresas do setor farmacêutico, como Pfizer, Johnson & Johnson, Moderna, Novavax, dentre outras.

Tudo isso, com o intuito de auxiliar na criação daquilo que se tornou a esperança para voltarmos a “vida normal”.

O que sabemos sobre ela?

Sabe-se que várias empresas americanas estão em diferentes fases de estudo, algumas já realizando testes em seres humanos que se voluntariaram como cobaias.

A empresa americana Moderna Inc. anunciou, em nota à imprensa divulgada em 22/10, que estaria realizando testes da fase 3 com a vacina “mRNA-1273”.

De acordo com especialistas, a pesquisa da vacina mRNA-1273 é o estudo científico em estágio mais avançado nos EUA relativo ao tratamento da Covid-19.

Essa será possivelmente a última etapa do estudo sobre a vacina antes do início de sua potencial comercialização.

Apenas para vacina da Moderna, o governo americano já investiu, até o momento, mais de US$ 500 milhões. A Moderna espera anunciar resultados até o fim de 2020 e acredita que poderá dar início a produção em larga a partir de 2021.

A corrida pela vacina

O governo americano também possui acordo com a Pfizer, para produzir 100 milhões de doses de sua vacina.

Em agosto, os EUA ainda fecharam acordo semelhante para 100 milhões de doses com a Janssen, o braço de vacinas da Johnson & Johnson, para sua vacina candidate, que assim como a Moderna, já se encontra na fase 3 de testes.

Além disso, o país investiu em pesquisas com a GlaxoSmithKline, Sanofi Pasteur, Novavax, Emergent BioSolutions, AstraZeneca e BioCryst.

Vacina para todos?

Após a confirmação da criação de uma vacina eficaz, o governo americano já declarou publicamente que, em um primeiro momento, pretende iniciar o processo de imunização da população dando prioridade a pessoas do grupo de risco, profissionais de saúde e militares.

O United States Health and Human Services Department (HHS) declarou que pode adquirir até 700 milhões de doses de vacinas em um primeiro momento.

Para atingir essas metas, o Congresso deve atuar no sentido de fortalecer a coordenação federal da cadeia de abastecimento e garantir aumentos suficientes na produção nacional de suprimentos necessários, com seringas, agulhas e todo o material necessário para vacinar a população.

E enquanto a vacina não vem…

Dito tudo isso, o que resta a nós, cidadãos comuns, é seguir aguardando e torcendo para que a tal da vacina seja criada o mais rápido possível.

Enquanto isso, aqui nos EUA, vamos (sobre)vivendo, mantendo o distanciamento social, usando máscaras, lavando as mãos com frequência e tentando focar em desafios que vão muito além da pandemia, como explicado no texto da minha colega Aline Oliveira. 

Antes de ir, me resta uma curiosidade, então deixa o seu comentário aqui embaixo pra gente: como você acha que será a vida quando a tal da vacina chegar? Seria esse o nosso segundo novo normal?

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