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EUA – Havaí e a Vida de Chinelo de Dedo

Pode até parecer trocadilho, mas levo a vida no Havaí, de havaianas… (e infelizmente não sou patrocinada pela empresa para falar sobre isso rsrs). É chinelo para tudo! Os moradores locais dizem até que têm chinelo para sair, chinelo para ficar em casa e outro para andar na vizinhança. E acho que mais do que tudo, isso traduz perfeitamente o jeito de levar a vida nessas ilhas do Pacífico.

Desde que vim morar aqui, minha paixão por sapatos e saltos ficou até um tanto adormecida, já que quase não uso. Claro que nas festas arrisco ainda o saltão, mas aí olho para o lado e o marido está de calça jeans e … chinelo. Sem falar nas roupas. Agora, até que mudei um pouco, mas acho que todo o meu primeiro ano aqui, acordava e colocava por baixo da roupa (que geralmente é shorts e camiseta)….. biquíni. Just in case… vai que dá um tempinho de passar na praia né? Como tenho como álibi o fato de trabalhar em casa, sem nenhum colega de trabalho do lado, sempre dá essa liberdade, de figurino e horário. Aliás, esse foi um dos motivos que nos fez fugir do frio, para de preferência nunca mais encontrá-lo: viver a vida mais à vontade possível, com o pé no chão, literalmente.

flipflop

Além disso, sou obrigada a contar também – espero que não me odeiem para sempre -, mas, um pouquinho de férias, a cada dia, deixa a vida com um gostinho delicioso. Já explico. Moro em Waikiki, uma das praias mais famosas do mundo e que está sempre ‘atrolhada’ de turistas. Muita gente olha de lado para isso, acha insuportável chegar em restaurantes lotados, ter que disputar um lugar na areia ou passar pelos bares cheios de gente que não tem muito o que fazer a não ser pedir o próximo Mai Tai, o drink mais famoso daqui. Eu já vejo de outra maneira… Acho que me misturando com as pessoas que estão de férias, me sinto uma delas. Jantar em um restaurante com nenhum local – claro que pode ter o preço mais salgado, mas dá aquela leveza que só as férias nos proporcionam…

Bom, e já que o papo chegou à cozinha, vou aproveitar para dar um gostinho daqui. Alguns dos mitos a serem quebrados:

1 – Esse papo que as pessoas comem mal nos Estados Unidos é lenda! Ok, há várias franquias daqui que vendem sanduíches gordurosos, batatas embanhadas e calorias fritas sem nutrientes, mas quem come isso? Só quem não se importa com a saúde. Na maioria das grandes cidades há restaurantes de todos os lugares do mundo e a maior onda natureba que eu já vi, e adoro os dois casos. Aqui em Waikiki é possível viajar pelos pratos de vários países do mundo, principalmente da Ásia, devido à proximidade. E melhor: as comidas tailandesas, vietnamitas, chinesas, japonesas… são geralmente feitas por pessoas desses próprios países, o que dá ainda a sensação de viajar sem sair de casa. A cada esquina, um sabor diferente.

2 – Preço – outra lenda é que é tudo caríssimo. Isso porque eu estou falando de uma das cidades mais caras dos Estados Unidos. Vamos aos números! Se você quiser pagar 150 dólares o prato, claro que vai achar lugares assim, mas vamos falar da média, de restaurantes do dia a dia, pratos pra comer num almoço qualquer… De 8 a 12 dólares é possível sair satisfeito, sem falar que eu particularmente sou fã de dividir prato para não exagerar no garfo. Sempre prefiro repartir o primeiro e ver se a fome continua para pedir o segundo. Recentemente estive no Rio e fiquei mais do que assustada com o preço de tudo que encontrei por lá… Então se for para comparar cidades turísticas, não há dúvidas de que aqui é tudo mais barato… sem falar nos outlets, mas isso é papo para outro post.

Outra coisa que adoro, são os caminhões que vendem comida com culinária de todos os cantos do planeta. Tem para todos os gostos e a qualidade é incrível.

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Uma noite por mês, na última sexta-feira, os caminhões se encontram em um grande terreno para um brinde à gastronomia. Acho esse evento genial, é o Eat The Street, que reúne uns 50 caminhões com as mais variadas comidas. Eles sempre escolhem um tema e cada caminhão precisa servir pelo menos um prato com o ingrediente: já fui no alho, bacon, chocolate… E uma carne, com molho de chocolate meio amargo, me deixou babando.

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É em um desses caminhões que mato minha saudade dos pastéis, das coxinhas e brigadeiros brasileiros. É o caminhão da japa-brasileira Cris Jensen, o Crispy Grindz, que está sempre está estacionado pertinho da badalada Pipeline. Mais do que recomendado!

Aloha from Hawaii e até o mês que vem!

 

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17 comentários

Camila Luik Maio 14, 2014 at 9:00 am

Amei o post!
Tenho uma imploração a fazer!
Será que da pra trazer a van da coxinha aqui pra Estônia ???
Necessito todas essas coisas!

Resposta
Cleide klock Maio 15, 2014 at 4:55 pm

hahahahaha Camila! Vou repassar o pedido 🙂 beijos

Resposta
Tati Sato Maio 14, 2014 at 9:15 am

Cleide, acho que ambas somos patrocinadas pelas Havaianas (SQN)… Eu não tiro as minhas do pé e me identifiquei super com a parte de que há flip flops para sair e para ficar em casa – as minhas top, de tira mais larga e mais confortáveis (não que existam Havaianas desconfortáveis! Hehe) uso em casa!

Eu sempre quis conhecer esses caminhões de comida que existem nos EUA. Em uma das minhas passagens pelo Brasil, vi sobre eles em Miami e surtei! Cara, que ótima idéia! Quero dizer, claro que é preciso que o país tenha regulamentos rígidos sobre higiene e talz, mas achei fantástica a idéia porque é um investimento relativamente baixo se comparado a um restaurante. E as comidas podem ser gourmets! Yummy! (ah, sou taurina… Amo comida!)

Aloha para você também! Beijos

Resposta
Cleide klock Maio 15, 2014 at 4:54 pm

Pois é menina!! É boa essa vida né? Acompanho teus textos e as Filipinas estão nos meus planos, já que estamos consideravelmente perto….. Aliás, aqui no Havaí tem muitos filipinos!!!
Uma coisa que vi e achei interessante esses dias: vi que em Floripa uma pessoa tentou abrir um desses caminhões de comida, mas o caminhão tem que ficar parado, pois a vigilância sanitária lá exige que um restaurante tenha endereço fixo… ou seja, o melhor que seria poder circular, não vai acontecer….aí nem adianta se caminhão né? Uma pena! Aloha sempre 🙂

Resposta
Filipe Maio 14, 2014 at 10:09 am

Olá, Cleide!

Sou editor de um blog/podcast cujo tema essencial é brasileiros no exterior. Li seu texto sobre o Havaí e gostaria de convidá-la para uma entrevista. Você está disponível?

Obrigado.

Resposta
Evelyse Eerola Maio 14, 2014 at 1:09 pm

Adorei o seu texto, descontraido como o Havaí. Que delícia!!

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Gabriela Maio 14, 2014 at 1:56 pm

Muito bom!! Adorei saber um pouco mais sobre esse lugar que parece mágico!!

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Cristiane Leme Maio 14, 2014 at 2:56 pm

Adoro quando vem alguém que quebra estereótipos e seu texto faz exatamente isso ao falar da gastronomia e da informalidade, amei! E essa moça nipo-brasileira de sobrenome dinamarquês e que faz quitutes, hein? Conta mais… hehehe
Beijos e aloha, até o próximo texto – sem esquecer as havaianas no pé… !

Resposta
Cleide klock Maio 15, 2014 at 4:46 pm

🙂 obrigada Cristiane! Pois é, você precisa provar esse quitutes!!! Já até pedi pra ela abrir uma filial pra ficar mais perto de mim e eu ter minha dose diária de coxinha :)…. ou açaí 😉

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marco scarduelli Maio 14, 2014 at 5:08 pm

Olá menina.
Aproveito para dividir com vc minha paixão tbem pelo simples e a vontade, mesmo no Brasil e na ocupação que desenvolvo como havaianas sandálias não são bem vindas me viro com minhas alargadas da mesma marca. Tbem como vc hj vivo em Fpolis e aqui tem muito está coisa de tudo caro, cuidado de minhas filhas que moram comigo encontramos alguns opções de alimentação a um preço muitas vezes até injusto pelo baixo preço. E claro que não tenho um calor continuo nem as opções mais diversas mas temos outras compensações. Abraço e bom trabalho

Resposta
Cleide klock Maio 15, 2014 at 4:45 pm

Marquinho!!! Que bom ter notícias tuas, acompanho tuas corridas :). Sim, o Hawaii muito me lembra Floripa e o jeito que eu levava a vida aí, cidade que amo. Também conseguia ter uma sensação de férias diárias na Ilha da Magia, nem que fosse por alguns minutos. Mas, cada vez que vou praí fico apavorada com o preço de tudo, incrível! E sem dúvida, o melhor da vida é nosso poder de adaptação e conseguir ver ao redor da gente o que tem de melhor, sempre! E, assim construir nosso modo de vida 🙂 Aloha!

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Gi Maio 16, 2014 at 12:24 pm

Cleide, que delícia de texto (e não digo isso apenas pelo falatório gastronômico…rss).
Parece que o estilo de vida ‘in flip flops’ ficou bem clara na leveza e humor da matéria.
Espero pelos próximos posts 🙂

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Cleide klock Maio 19, 2014 at 9:17 pm

que bom que gostou 🙂 beijos

Resposta
Monica Bateman Maio 19, 2014 at 6:31 pm

Muito bom seu texto, a cultura dos food trucks aqui também eh grande, eu ainda vou escrever sobre isto. Agora eu acho que o americano “medio” come mal sim….como vc disse, porque quer, ja que as opcoes sao enormes, princilpalmente nas cidades grandes. Mas fico impressionada com o tamanho das porcoes – que alem de caloricas, sao um desperdicio – e tambem com o tipo de comida que eh servida nas escolas – eles ate contam o molho de tomate da pizza como vegetal!!! Bem, aqui em Houston meu chinelinho havaiana impera tambem (os que nao foram comidos pela minha cachorra haha). Bjs

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Cleide klock Maio 19, 2014 at 9:24 pm

Sim Monica, comem mal mas por uma questão cultural. As porções realmente são gigantes, por isso sempre divido prato, ou levo pra casa e garanto o almoço de amanhã 😉 Pelo menos ninguém aqui tem pudor de levar pra casa o que restou, o que eu acho que acontece no Brasil. Aí sim é desperdício. Os lanches nas escolas, pelo que vejo – de longe, pois não tenho filho – são realmente horríveis. Vai de pizza à batata frita…. A Michelle Obama está tentando mudar…mas vamos ver até onde vai isso. Tem uma pesquisa que acho muito interessante aqui: que mostra que nos Estados Unidos a população obesa é a de baixo poder aquisitivo, que é quem geralmente come nos fast foods de hamburger a 1 dólar… Já no Brasil, a população que está hoje com sobrepeso é a população de melhor aquisitivo (ironicamente, quem pode pagar o preço do McDonalds no nosso Brasilzão!!!). beijos

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Joy Matta Maio 19, 2014 at 8:01 pm

Só eu que fiquei com fome??? Que delícia de post!!! Parabéns!

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Ana Cristina Kolb Maio 26, 2014 at 6:00 pm

Cleide adooooooro esta vida de poder trabalhar em casa, pois também sou viciada em havaianas, e pra saídas mais chiques, me viciei nas Melissas! rsrsrsr Este estilo de vida é maravilhoso, e concordo com você que é maravilhoso poder dar uma paradinha na praia nem que seja um pouquinho todos os dias, eu não tenho praia, mas o lago L;eman me basta como mineira rsrsr a energia do Hawaii é maravilhosa, mas sejamos sinceras que existe também o reverso da moeda existe né? mas tenho certeza que você ainda falara sobre o tema. rsrsr Eu comi super bem por ai, e adorei oq ue você disse sobre jantar em meio aos turistas e se sentir de ferias, eu adoro este sentimento, aqui em Montreux também me sinto assim, moro onde os outros passam ferias, de forma que fico de ferias o ano todo! rsrsrsr namasté e ALOHA linda!!!!! 🙂

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