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Opções para o verão no norte de Portugal

Opções para o verão no Norte de Portugal.

Cheguei em Braga no fim do outono passado, então ainda não vivi um verão aqui para compartilhar com vocês em maiores detalhes as atrações. Mas como sou trilheira, já andei explorando um pouco os arredores, mesmo durante o inverno e primavera. Braga tem essa peculiaridade, de estar a meio caminho entre a montanha e o mar, ambos a menos de 1h de carro, e eu simplesmente amei isso.

O inverno aqui no norte chove muito e tive pouquíssimas oportunidades de sair para trilhas mais longas, de meio dia ou dia inteiro, nesse período. Mas o verão aqui é bem seco, e o que não faltam são oportunidades. Bem, vamos lá.

Esposende

Esposende é uma cidade com cara de balneário, a menos de 1h de carro de Braga. Imagino que agora no verão esteja bem cheia, mas quando fui estava bem vazia. Há uma longa orla, toda acompanhada por uma ciclovia super bem marcada. Para mim foi o ponto alto! Andei de bike ali me esbaldando, embora sofrendo um pouco no fim de inverno com o vento muito forte que vinha do mar. No verão esse vento todo deve proporcionar um refresco mais que bem-vindo. Além da ciclovia, a orla está cheia de quiosques de sorvete, um museu, o antigo farol, o farol atual, o forte com partes da muralha que podem ser vistas, tanto da praia como da ciclovia. E claro, há a areia muitos pontos para banho. A cidade é também charmosinha, com muitas casas de veraneio, lojinhas e restaurantes. O foco maior parece estar na orla e na praia, embora haja muitas opções.

Viana do Castelo

Também na praia, Viana do Castelo é uma cidade muito charmosa! O centro é histórico, muito bonitinho, e desde a estação de comboios (trem), até a orla, o passeio é um charme, cheio de lojinhas, restaurantes e muitas placas indicando os pontos de interesse turísticos e históricos. Há, acompanhando a orla, mais afastado do centro, um forte, que pode ser visitado gratuitamente, um excelente parque infantil, e uma praia para banhos, com algo que nunca tinha visto antes, piscinas feitas de pedra dentro do mar, próximas da areia, que criam áreas mais seguras para banho, cheias da própria água do mar. Com o vai e vem das ondas, as bordas de pedra são cobertas e descobertas. Há bandeiras sinalizando o local e até mesmo escadinhas de metal para facilitar sair das piscinas. Convém tomar cuidado com as pedras por serem escorregadias, apenas. A marina também é muito bonitinha, e conta com alguns barcos grandes, inclusive há uma imitação de um famoso barco local no parque infantil na orla, e as crianças (e os adultos) amam ver o real e o de brinquedo depois.

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Há também o Santuário de Santa Luzia, no alto, com uma belíssima vista da cidade, e do ponto onde o Rio Limia deságua no mar. Bem próximo ao Santuário há também a Citânia de Santa Luzia, umas ruínas romanas, que podem ser visitadas. É necessário consultar o horário. Quando fui estavam fechadas, para desespero do meu marido que ama ruínas romanas.

Viana do Castelo – piscinas naturais (arquivo pessoal)

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Peneda-Gerês

Esse para mim é a estrela local! Eu que sou mais fã de montanha do que de praia, fiquei muito satisfeita de saber que estaria morando a cerca de 1h de um parque nacional tão cheio de locais lindos para passear. O Parque Nacional do Peneda-Gerês ocupa toda a parte nordeste da fronteira entre Portugal e Espanha, estando o Gerês mais a leste e o Peneda mais ao norte. Lá existem muitas opções de cachoeiras, trilhas, vilas, parques de águas termais, mirantes, campings, passeios a cavalo, arvorismo, entre outras opções.

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Uma trilha que me cativou por ter sido uma experiência única até agora, foi a Fenda da Calcedônia.  Essa não é uma trilha para iniciantes e nem para claustrofóbicos. Exige um preparo físico um pouco maior, pois há trecho um tanto quanto verticais, onde é preciso se puxar e elevar nos braços, mas nada impossível e nem para profissionais. Com um bom tanto de garra, se chega ao topo da montanha, indo por dentro da Fenda. Fiz essa trilha com meu marido, nosso cão e dois amigos, um deles foi nosso guia e nos ajudou a passar com o cão nos trechos mais verticais. Mas não recomendo levar animais. Meu cão é pastor de montanha, faz trilhas conosco e é muito capaz nesse sentido e ainda assim foi difícil em trechos.

Fenda da Calcedônia (arquivo pessoal)

A Cachoeira do Arado, e trilhas ao redor são um ponto de parada obrigatório no Gerês, e estou louca para voltar lá no verão. A cachoeira é alta, e serpenteia entre as pedras, mas há pontos para banho.

Gerês, trilha para a Cachoeira do Arado (arquivo pessoal)

A Vila de Gerês é muito charmosa, têm um belo parque (pago, 1,50 euro por pessoa) que serpenteia junto ao rio) e vários locais para banho de águas termais.

O Miradouro da Pedra Bela pode ser acessado de carro e tem uma vista incrível da região, além de ser próximo da Cachoeira do Arado.

Recomendo também o povoado de Lindoso. Lá há um castelo (forte) bem preservado, já que é praticamente fronteira com a Espanha, a visitação é paga, mas o preço é entre 1,00 e 1,50 euros por pessoa. Entretanto o mais curioso do povoado de Lindoso não é o castelo, são os espigueiros. Uma estrutura muito típica de Portugal, os espigueiros são pequenas construções de madeira e pedra, que mantém os grãos no alto, para que sequem e durem os meses de inverno. Eles estão presentes em quase todos os pequenos povoados, mas em Lindoso se encontram muito bem preservados e em enorme quantidade, além de irem ladeando o caminho até o Castelo, o que facilita visualizá-os bem.

Espigueiros e Castelo ao fundo em Lindoso (arquivo pessoal)

Praias Fluviais

As praias fluviais também são comuns nos principais rios da região norte. Aqui próximas de Braga, as mais abundantes estão no Rio Cávado. Passei por algumas já e elas variam bem de estilo. Algumas possuem estruturas de clube, inclusive com entrada restrita para sócios ou pagantes do convite diário, e contam com as mesmas estruturas de clubes em outros locais, mas à beira do rio. Outras possuem pequenos parques abertos à população, trechos de ciclovias, moinhos e bancos. Infelizmente, a maioria dessas não permite cães, mesmo que presos (lembrando que aqui coleira é trela). Há também os pontos mais selvagens das margens, sem as tais praias, mas que é possível tomar banho e estar mais em contato com a natureza. Já vi também muitos senhores pescando nesses trechos.

Certamente há muito ainda para ver e conhecer na região, mas já ficam essas dicas, que vão do mar à montanha, para você se animar com o verão no norte e não sonhar apenas com as praias do Algarve (que são maravilhosas mesmo)!

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