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Palavras e expressões da Costa Rica

Palavras e expressões da Costa Rica.

Eu cheguei na Costa Rica com “espanhol zero”, lembro que eu falava um “pero que si, pero que no” sem contexto algum, e isso era todo o meu espanhol. Contei sobre como aprendi espanhol no meu primeiro texto no Brasileiras pelo Mundo, você pode lê-lo aqui.

O tempo passou e o espanhol foi melhorando… Hoje eu consigo fazer apresentações no idioma sem problemas, e quando não sei uma palavra, eu ainda uso um “portunhol” que pode ser a porta de entrada para o espanhol.

Eu aprendi o espanhol com a gramática, tive aulas por um ano, 6 horas por semana, e o dia a dia me deu a “malandragem”. Ainda tem muitas expressões para eu aprender, mas já me sinto mais confortável com os dizeres daqui, apesar de ter um par de colegas de trabalho que quando conversam nos corredores da empresa eu ainda faço minha cara de “que les pasa?”

Falar pachuco é quase um dialeto, os professores de espanhol vão dizer que o pachuco é o espanhol mal falado.

Quero trazer neste texto algumas expressões e/ou palavras do espanhol da Costa Rica e quem sabe elas te ajudam a entender melhor o que as pessoas estão falando por aqui.

Pura Vida – Bom, “pura vida” é tudo… pode ser uma saudação, um agradecimento, um jeito de viver. É tanta coisa que até mereceu um texto só para explicá-lo.

Mae – É o nosso “cara”, ou o “meu” dos paulistanos. Por exemplo: Ese mae es buena nota. Significa que o cara é gente boa. Normalmente não se usa mae para se referenciar a uma mulher, mas eu já vi pessoas falando la mae. Os costarriquenses usam um mae a cada 2 palavras e não estou exagerando.

Este – Tem o mesmo significado do nosso este, mas eu notei que eles usam como se fosse o nosso “né”. Quando uma pessoa está explicando alguma coisa e tem aquela pausa na fala, aí normalmente se escuta um “esteeeee”.

Está camote! – Significa: está louco. Alguns historiadores costarriquenses indicam que essa expressão nasceu nos anos 60, no hospital psiquiátrico Chacon Paut, onde, como parte do tratamento, surgiu a ideia de fazer uma horta que começou com a plantação de camotes (batata-doce). A produção foi tanta que os internos comiam camote dia e noite, e se criou a crença que camote era bom para a mente. Assim, nasceu a expressão: “Lo vamos a mandar a comer camote”, que significa “Vamos mandá-lo ao psiquiatra”.

Brete – Significa ocupação e a sua origem está em El Salvador. “Está breteando” é o mesmo que “está trabalhando”.

Bombeta – É o nosso “arroz de festa”, aquela pessoa que gosta de aparecer em eventos, principalmente ao lado de pessoas importantes na sociedade, mas ela como tal não tem expressão na sociedade.

Tuanis – Equivalente ao nosso “que legal”. Alguns defendem que veio da expressão em inglês “too nice”. “Qué tuanis eso!” (Que legal isso!)

Chunche – É uma maneira de se referir a qualquer coisa, seja porque não sabe o nome, seja porque não quer dizer o nome. É o nosso “o coiso em cima da coisa”. Exemplo: “Traeme los chunches que estan ahi.” (Traga-me aquelas coisas que estão ali.)

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Birras – Cerveja! Essa semana saímos depois do trabalho para alitas y birras (asas de frango e cerveja).

Está pal tigre – Quando alguma coisa não funciona, está deteriorada. Aprendi essa expressão quando um colega se referiu a um documento dizendo que “aquello estava pal tigre”.

Vara – Também tem um significado de “coisa”, mas não físicas e sim situações, problemas. É parecido com perguntar: “Como vão as coisas?” Exemplo: “Mae, cual es la vara?” (Qual é o problema, cara?)

Vina – São as pessoas fofoqueiras. “No sea vina!” (Não seja fofoqueira!)

Que galleta – Algo com muita qualidade.

Codo – Pessoa que não gasta seu dinheiro para nada, o nosso “pão duro” ou “mão de vaca”.

Carajo – O significado que eu encontrei diz que  é uma maneira de se referir a um homem quando você não tem apreço por ele e quer desvalorizá-lo. Mas eu já vi as pessoas se referindo aos filhos pequenos de companheiros de trabalho que eles não sabem o nome como carajillos, ou mesmo quando eles querem dizer “quando eu era uma criança” e dizem “cuando yo era carajillo”. Além disso, no trabalho alguns colegas usam para dizer que a pessoa não sabe nada: “No sabe un carajo.”

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Bocas – São petiscos, aquelas comidas que servimos antes de uma refeição para as pessoas petiscarem. Petiscar aqui é picar.

Se cagar de la risa – Dar muita risada.

Hacer un ride – É a maneira de pedir uma carona por aqui. “Me puede hacer un ride?”

Que carga! – Quando alguém faz coisas admiráveis. É como o nosso “Que da hora”.

Que chiva/chuvo – Quando alguma coisa é muito boa, bonita, bacana, você pode dizer: “Que chiva ese chunche!”

Diay – Não encontrei um significado. É uma “muleta” na hora de falar, acredito que está na mesma categoria do este (né).

Jugar de vivo – Pessoa arrogante.

Mejenga – Partida informal de futebol, no Brasil chamada de pelada.

Mucho rinrin y nada de helados – É a expressão equivalente a “muito barulho por nada”. Rinrin é o som que fazem os carros de sorvete por aqui.

Musica de plancha – São as músicas conhecidas por todos. Chamam-se assim porque enquanto as pessoas passavam roupa, colocavam música para distrair.

No hay de piña – Quando não tem alguma coisa que você está procurando, a pessoa responde que “no hay de piña”. Literalmente quer dizer: não tem de abacaxi.

Sapa – Pessoa que fala demais. “Por ser sapa siempre está con problemas.”

Vacilon – Algo divertido, legal. A professora do meu filho dizia: “Que vacilon cuando él habla portugués.” (Que legal quando ele fala português.)

Querida – É querida, mesmo, mas tome cuidado com a frase porque também é uma maneira cínica de se referir a amante de um homem.

Há muito mais palavras, inclusive as que no Brasil não dizem nada, mas aqui podem ser ofensivas e vice-versa, entretanto, essas ficam para outro texto.

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