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Primeiras impressões de Mascate

Primeiras impressões de Mascate.

Como disse em meu último texto sobre a Malásia, meu marido foi transferido para Mascate e a partir de hoje começarei a contar para vocês um pouquinho mais sobre essa cidade que muitas pessoas ainda não conhecem.

Mascate está situada em Omã, um país do Golfo, que faz fronteira com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes (Dubai) e o Iêmen. Mascate é a capital do Sultanato de Omã. Sultanato, pois, Omã tem um regime de monarquia absoluta. Desde 1970, o líder hereditário de Omã é o sultão Qaboos bin Said Al Said.

A economia do país gira em torno do petróleo e do turismo. Possui uma classificação de economia de alta renda, além de ocupar o 74º lugar no ranking de acordo com o Índice Global da Paz dos países mais pacíficos do mundo.

A primeira vez que vim a Mascate foi no início do ano, a turismo, o que foi ótimo quando recebi a notícia que iríamos mudar para cá. Apesar de ser muito diferente ir a um país a passeio e viver o dia a dia, o fato de já conhecer Mascate me deu certa segurança.

O meu maior medo, mais uma vez, foi o Billy. Mascate é um país muçulmano e conforme já citei em alguns textos anteriores, os muçulmanos não gostam muito de cachorros, pois os mesmos são considerados impuros.

Felizmente, não tivemos problema em importar o Billy para Mascate e fiquei, inclusive, muito surpresa e feliz quando descobri que Billy não precisaria ficar em quarentena. Escreverei um texto explicando o processo de importação de cachorros para Mascate, pois senti falta de ter acesso a essas informações quando pesquisei para saber como teria que fazer com Billy.

Leia também: 5 Motivos Para Morar em Mascate

Hoje, completo dois meses que estou morando aqui e como texto de estreia de Mascate, gostaria de compartilhar com vocês quais foram as minhas primeiras impressões.

Vestuário

Tenho que confessar que na primeira semana que estava aqui fomos ao supermercado Lulu e me senti um peixinho fora d’água. Por ser um supermercado famoso entre os locais, eu era a única mulher que não estava vestindo uma abaya. Omã não é um país tão rígido, como por exemplo, a Arábia Saudita. Em Omã, mulheres estrangeiras podem andar com as suas roupas, não é necessário vestir a abaya.

Segurança

Mascate me transmite uma sensação de segurança e tenho que admitir que nunca senti isso em nenhuma outra cidade em que vivi. Conversando com um local, ele me explicou que o país, por ser fundamentado na lei islâmica, qualquer tipo de crime praticado, além de ser um pecado gravíssimo, é punido severamente. Muitas vezes, inclusive, com pena de morte.

Culinária

O que não falta em Mascate são opções de restaurantes locais e internacionais. Como Omã é um país muçulmano, os únicos restaurantes que vendem bebida alcoólica são os restaurantes que estão situados dentro dos hotéis. Todos os restaurantes que estão nos bairros, na praia e inclusive no shopping são proibidos de comercializar qualquer tipo de bebida alcoólica.

Idioma

Apesar de ser um país árabe, todo mundo fala inglês. Até hoje não tive nenhum problema de barreira linguística.

Transporte

Mascate, infelizmente, é uma cidade que você precisa ter um carro. Aqui não existe transporte público e nem andar a pé. As ruas não são preparadas para pedestres e os lugares são distantes. Como o preço do táxi é um absurdo e não existe Uber, aqui é imprescindível ter um carro.

Clima

Mudamos para Mascate em agosto, no final do verão. Nos primeiros dias foi difícil acostumar, estava muito quente, cheguei a pegar dia onde a sensação térmica era de 48 graus. Conversando com o pessoal do hotel em que ficamos hospedados, eles me informaram que isso nem se compara às temperaturas que irei pegar, aqui, no verão. O lado bom é que de novembro a março os dias ficam mais frescos, principalmente à noite, tendo dia que inclusive é preciso colocar um casaquinho.

Custo de Vida

Comparado com a Malásia, as minhas primeiras impressões de Mascate são que aqui é uma cidade onde o custo de vida é caríssimo. Claro, estou só há dois meses, então, ainda é um pouco cedo para falar. Mas no dia a dia, o que já pude perceber, comparando com KL, as coisas são, pelo menos, duas vezes mais caras do que estava acostumada, lá.

Essas foram as primeiras impressões que tive nesses dois meses morando aqui. Desde que saí do Brasil, esse foi o primeiro país que realmente considero que tive um choque cultural, o que tem tornado a experiência ainda mais interessante.

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