Quais dificuldades enfrentei na Nova Zelândia?

O lado bom das dificuldades!

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Foto: Pixabay
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Quando planejamos uma mudança de vida pensamos em tudo, tentamos prever problemas e, muitas vezes, fazemos de coisas simples, grandes tempestades. O conselho é simplificar. Acreditar que é simples e que podemos tudo. Que nenhum problema ou dificuldade será maior do que nossa vontade de vencer e TUDO vale a pena para estar na Nova Zelândia.

Hoje estou com minha vida estável, organizada e plena. Sou feliz, realizada, moro em um país digno, trabalho com o que amo, meu filho está feliz e a magia desse lugar aumenta o amor em um relacionamento. Incrível como caminho da melhor forma, mais do que eu imaginava.

Sim, e os problemas? Não são problemas, são etapas que temos que passar e vencer, fazendo parte de todo o processo. Se você analisar uma situação como um problema, ela vai se tornar um grande problema e atrapalhar seu sucesso. Se alguma dificuldade surgir, respire, pense e resolva. Da forma mais simples e, principalmente, de uma forma feliz.

Aqui é tão bom, tudo é tão perfeito, então aproveite esse clima e se contamine. Quando achar que está difícil, olhe para rua, para os parques, aves, limpeza, segurança. Pense no seu filho aprendendo inglês. Qual problema consegue ser maior do que tudo isso? NENHUM!!!

Mas, afinal, quais dificuldades terá que se preparar para enfrentar?

Dificuldade com o inglês

Esse não temos muito como resolver de forma rápida. É estudar, conversar, se expor e com paciência ir aprendendo. Não existe milagre e, muito menos, será rápido. Pagar micos, não saber pedir as coisas, não entender os professores da escola, tudo isso faz parte do aprendizado. Portanto, não sofra, apenas estude.

Leia também: tudo que você precisa saber para morar na Nova Zelândia

Sotaque

Pessoas reclamam muito do sotaque kiwi mas não entendo o porquê. Moro em um país aonde o mundo todo mora. O kiwi é o menor de nossos problemas. Temos o sotaque indiano, chinês, coreano, russo, alemão, tailandês. Cada local que chegamos falamos com uma pessoa de um lugar diferente do mundo. São tantos sotaques, tanta dificuldade de entender que nos acostumamos a ouvir, nem sempre a entender e, com milagre, simplesmente respondemos. É incrível! Se prepare emocionalmente para, ao mesmo tempo, ouvir sotaques diferentes e ter amigos de nacionalidades diferentes falando juntos. Reclamar? Claro que não! Oportunidade única de conhecer culturas que provavelmente jamais iria conhecer. Logo, agradeça.

Comida

Me preocupava muito antes de vir. Será que vou saber fazer compras? Saber cozinhar? Claro que sim. É tudo igual. O que vende no Brasil vende aqui: carne, ovo, leite, queijo, pão, frutas, aipim, farinha, feijão. Portanto nem perca tempo se preocupando com isso. Se dê a oportunidade de experimentar sabores diferentes, misturar comidas, inventar, tudo faz parte desse processo de aprendizado de uma nova vida.

Carne

Cheguei na minha MAIOR dificuldade. Essa, sim, até hoje olho, olho, olho e não sei o que comprar. Algumas já gravei e sei que são boas, mas quero variedade, então tem vezes que pego umas opções que não gosto, mas isso também não é um problema. No início, o mais fácil é frango e carne moída. Aqui vende picanha, coração, fígado, filet especial, carne de porco, mas a carne típica é a LAMB, carne de ovelha. Apesar de ser gordurosa, eu adoro. Com tempo, vai pegando dicas, experimentando e conhecendo. Processo natural e sem traumas.

Estilo de vida

Apesar de ser baiana e falarem que somos relaxados, eu sou bastante elétrica. Estou acostumada a muito trabalho, pressão, trânsito louco. Aos 35 anos, me considero viciada em stress, adrenalina. Aqui é tudo muito calmo, pessoas muito educadas, no trânsito todos se respeitam. É tudo tão perfeito que temos que nos adaptar, é um choque para a nossa cultura e temos que aprender a ser assim. Não é fácil deixar de lado uma personalidade acelerada e morar em um país onde pessoas parecem que estão à beira do mar, tomando agua de coco. Acho que a Bahia é aqui!

Jeitinho Brasileiro

ESQUEÇAM que isso existe. Aqui é tudo muito correto. Não existe favor, prioridade, amizade e, muito menos, quanto custa. Não tente tirar vantagem em nada. Até pedir desconto não é bem visto. Uma realidade bem diferente da nossa. Não se preocupe que ninguém vai te pedir dinheiro para agilizar algo. Pessoas são tratadas todas iguais, respeito pelo próximo é o maior valor que tem nesse país.

Dirigir

Realmente, muito diferente do que estamos acostumados. Não só por ser mão inglesa, acho que essa é a parte mais fácil de dirigir, nosso cérebro se adapta de uma forma bastante rápida e, na primeira vez que dirigir, vai parecer que sempre dirigiu na contramão. Considero difícil as sinalizações, rotatórias, baixa velocidade. A dica é, ao chegar, estudar o código de trânsito ou pelo menos pedir dicas, sair com alguém que more aqui e que te ensine as principais particularidades. O trânsito é bastante fiscalizado, a polícia controla MUITO e terá que entrar no padrão neozelandês.

Frio

Irá sobrevier. Realmente é algo que incomoda, principalmente no início. Temos que dar um prazo para nosso organismo se acostumar. A dica é usar as roupas corretas. Roupas de frio são super baratas, vende nas grandes lojas, então não economize. Aquecedor, lareira, cobertor elétrico, são outros recursos que podem ajudar. No início sentia muito frio, colocava várias roupas de uma vez, mas me acostumei. Não temos opção, não dá para ficar reclamando, moro em um país que tem inverno, quero estar aqui, logo tenho que aceitar e conviver da melhor forma.

Não tenho do que reclamar da Nova Zelândia, até os maiores problemas que encontrei são simples. Dependem só de mim para solucionar.

A vida aqui é assim, sem maiores preocupações. Minha maior preocupação é escolher qual opção de lazer gratuito, são muitas, ir no próximo final de semana! Chato, não é?

4 Comentários

  1. Boa tarde. Gostaria de saber se há terremoto, furacão e vulcão na Nova Zelândia e se isso é corriqueiro e um grande problema. Obrigada.

    • Olá Juliana,
      A Renata Abu Chacra parou de colaborar conosco, mas temos outras colunistas na Nova Zelândia que talvez possam te ajudar.
      Você pode entrar em contato com elas deixando um comentário em um dos textos publicados mais recentemente no site.
      Obrigada,
      Edição BPM

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