Voluntariado pode virar trabalho remunerado?

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Foto: Arquivo pessoal - Trabalhando numa fazenda orgânica na Coréia do Sul
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Voluntariado pode virar trabalho remunerado?

É muito comum, hoje em dia, pessoas pensarem em voluntariado durante as viagens. O que está mudando é a possibilidade de virar trabalho com remuneração.

Trabalho voluntário barateia os custos:

Você consegue prolongar a sua estadia e faz da sua viagem uma experiência mais rica do que apenas visitar os pontos turísticos.

Possibilita entrar na dinâmica de vida de quem vive na região e ajuda a se conectar com uma rede incrível de viajantes com todos os tipos de histórias.

São experiências que você tem a sensação de ter vivido uma vida inteira em poucas semanas.

Porém, percebi que a maioria das pessoas que realizam o trabalho voluntário não o fazem direcionando para a sua habilidade específica.

Conheci uma fotógrafa que estava fazendo um voluntariado para ficar na recepção de um hotel. Um compositor e DJ que passavam os dias fazendo os check-ins e check outs, de madrugada, num hostel.

Se a busca por um voluntariado seguisse a sua própria carreira, eles, além de melhorarem seu portfólio, teriam mais chances de conseguir um retorno financeiro e ter o seu trabalho divulgado por pessoas do mundo todo.

É claro que existem casos em que trabalhar em uma área oposta a sua é proposital. No entanto, se a escolha do voluntariado for consciente e estudada, você poderá tirar muito proveito dessa oportunidade.

Alguns padrões se repetem em todos os lugares:

Existem as pessoas que se dedicam ao trabalho, mesmo sendo voluntários; e outras que só estão querendo um lugar para dormir sem precisar pagar.

Você pode escolher ser uma dessas duas pessoas; porém, escolhendo se dedicar, portas poderão se abrir pelo simples motivo de que é difícil encontrar alguém comprometido e com vontade de trabalhar.

Quando algum gerente (ou equivalente) percebe que encontrou uma pessoa confiável, a tendência é fazer com que essa pessoa permaneça mais tempo ou, de fato, seja remunerada, já que vale a pena para o negócio.

O que também pode acontecer é:

Após a sua saída, o estabelecimento convidá-la para retornar ao trabalho.

Tenho uma amiga que está trabalhando numa ilha paradisíaca na Tailândia. O dono do estabelecimento que ela trabalhou gostou tanto que a contratou.

Bem, acredito que tenha ficado claro que as oportunidades existem; e para as portas se manterem abertas depende muito do seu comportamento e da forma como enfrenta o trabalho.

O próximo passo para ter sucesso no voluntariado e transformá-lo numa fonte de renda é fazer uma lista das suas habilidades.

Não se prenda, apenas, no que você trabalha formalmente. Pense sobre seus hobbies, cursos que já tenha concluído ou aquilo que possua certa afinidade.

A maior parte dos lugares que viajamos são turísticos e, por isso, pensar quais são os profissionais que os lugares turísticos precisam pode ajudar na construção da sua lista.

Leia também: Como o trabalho voluntário pode te ajudar a conseguir um emprego remunerado

Para dar alguns exemplos e impulsioná-la:

Artistas em geral, social medias, publicitárias, filmakers, fotógrafos, mergulhadores (se for praia), ensinar línguas, administração, yoga, pilates, meditação, etc.

Para lugares específicos:

Terapia com foco em arte terapia, escritoras, bartender, cozinheiras, músicos, programadoras (T.I.), desenvolvedoras de site, massagistas, acupunturistas, professores de dança, etc. A lista é longa e não acaba por aqui.

Depois que você encontrar seu nicho…

Seja na área da fotografia, cozinha ou sala de aula, pense: “o que eu preciso para desenvolver essas funções?”

Por exemplo:

Uma das habilidades de quem leciona é ser bem articulado, falar claramente, saber gerenciar várias pessoas ao mesmo tempo, ser uma pessoa organizada, etc.

Mais do que conhecer a sua profissão é interessante passar para o seu futuro chefe as habilidades que fazem de você uma boa profissional.

Sabemos que não se pode julgar um livro pela capa; porém, convenhamos, uma capa atraente é capaz de direcionar nossos olhos e ainda projetar um pré-conceito sobre o livro.

Portanto, por ser espontâneo do ser humano esse primeiro julgamento é que o primeiro contato e a forma como você se apresenta são tão importantes.

Estou falando sobre montar um portfólio:

Coloque as experiências mais marcantes da sua vida com fotos, um layout interessante e um texto bem redigido com informações em ordem cronológica, etc. Os detalhes e o capricho mostrarão um pouco de você para quem lê.

Feito isso,

Procure o lugar dos sonhos para trabalhar:

Não se limite, não se inferiorize; apenas tente! Pergunte-se: para onde eu iria se tivesse bastante dinheiro e não precisasse pagar para me hospedar?

Dica: procure um lugar que tenha alguma relação com o que faz.

Estude esse lugar:

Olhe no site, nas redes sociais como Facebook e Instagram (principalmente nas fotos marcadas), feedback do Google e TripAdvisor.

Com isso, conseguirá entender a vibe e, quem sabe, encontre um nicho em que eles estejam precisando de pessoas qualificadas, assim como você.

Procure informações sobre voluntariados:

Algum tipo de programa similar ou se em algum momento eles já ofereceram essa troca.

Se tiver de encontrar no site, ótimo! Prepare um bom corpo de e-mail, mostrando que já estudou o lugar e sabe quais são as necessidades.

Caso não tenha encontrado, não desanime:

Organize um e-mail mostrando que esse formato pode funcionar para eles e pergunte se estão dispostos a fazer uma troca de trabalho por hospedagem e alimentação.

Assim, caso eles entendam que é uma boa ideia perante o seu portfólio, sua desenvoltura e proatividade, as chances de uma resposta positiva aumentam.

Consegui! E agora?

Você fez o passo a passo, encontrou um contato e a resposta foi sim. Chegou o momento de começar o voluntariado. Uma coisa que nunca devemos esquecer é que o desempenho adequado é a chave para um bom relacionamento e, assim, quem sabe, se transforme numa fonte de renda.

Foto: Arquivo pessoal – Trabalho voluntário que virou remunerado em Taiwan

Não consegui, e agora?

Se você não se encontrou em nada do que eu tenha exposto até aqui, calma, não desanime! Ainda tenho uma informação que poderá acender a luzinha da esperança.

Em todos os lugares que aceitam voluntários, principalmente hostels, uma função muito importante é a de gerenciar essas pessoas: entrar em contato, explicar como tudo funciona, supervisionar, tirar dúvidas etc.

Quem desempenha esse papel é o gerente de voluntário que, em muitos lugares, é um ex-voluntário com bastante experiência.

Esse é um cargo de confiança e por isso é pago. Todos os gerentes que conheci eram voluntários excepcionais que foram convidados para esse trabalho.

Outro recurso é fazer dinheiro de forma criativa enquanto estiver trabalhando como  voluntário. As melhores dicas você encontra aqui!

E, por fim…

O importante é sempre oferecer o seu máximo, sem que isso seja um peso para você.

Apenas tentar fazer as coisas com a dedicação que elas merecem. Oportunidades surgirão para quem está com o coração aberto e procura fazer o seu melhor.

Não estou falando de meritocracia. Refiro-me à vida fluir satisfatoriamente, com excelentes chances de trabalho para quem tem força de vontade.

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