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Workshop na Holanda: “Quem é você no seu corpo?”

Se mudar de emprego às vezes vira a vida da gente de cabeça pra baixo, imagina o que uma mudança de país pode fazer.

A gente sabe que vai ter que se adaptar a um novo idioma, possivelmente a um emprego numa área diferente, um clima que muitas vezes é o oposto do que estamos acostumados, toda uma nova geografia e arquitetura, amigos novos no lugar daquela galera de longa data que falava com a gente só pelo olhar, uma cultura toda nova. Sem falar nos detalhes do dia-a-dia, como descobrir onde comprar o quê e entender a disposição dos produtos no supermercado.

Mas é muito comum a gente se esquecer que uma das maiores mudanças vai ser ter que conviver com uma pessoa estranha 24 horas por dia: a gente mesma.

É isso aí, morar num novo país significa que a gente também vai mudar. Algumas coisas serão pro bem, já outras nem tanto, mas uma coisa é fato, uma mudança dessa mexe com a gente.

A parte de abrir a cabeça, se tornar mais forte, vivenciar novas experiências, melhorar a qualidade de vida é o positivo dessa mudança, mas e quando as coisas mudam tanto que você não se reconhece dentro de você mesma?

Na Holanda é comum encontrar mulheres que se mudaram pra cá por causa de um amor, seja porque se apaixonaram por um holandês ou porque o parceiro recebeu uma proposta de emprego e elas resolveram topar a mudança.

Leia também: Tudo que você precisa saber para morar na Holanda

E aí muitas vezes você passa de profissional, filha, amiga a dona de casa. Pode ser por opção ou temporariamente até encontrar um emprego, mas a verdade é que de certa forma você perde um pouco da sua identidade.

Ainda mais nós, brasileiros, que costumamos nos definir pela profissão que temos. Eu deixei o Brasil como publicitária e, nesse meu quase um ano e meio de Holanda, fui estudante, freelancer, hostess, vendedora de loja de queijos e só depois de mais de 6 meses voltei a ser publicitária (mas confesso que morro de saudade da loja de queijo).

E foi com base nessa experiência que um trio de brasileiras em Roterdã se juntou pra criar o Projeto Mulher 360 e um workshop focado nas brasileiras que estão por aqui chamado “Quem é você no seu corpo?”.

A última edição foi em novembro e eu fui convidada pra participar e ver a Ju, a Dai e a Josi falarem pra um grupo de brasileiras incríveis, todas dividindo essa loucura que é morar fora.

Cada uma aborda um aspecto diferente de ser expatriada e essa última edição começou com a Ju: psicanalista, astróloga, budista, com cursos de ayurveda nas costas, experiência morando na Espanha e nos Estados Unidos (além do Brasil e da Holanda, claro).

A Ju começa mexendo com a gente, falando como mudanças são importantes, como se encontrar nessas mudanças faz toda a diferença e, principalmente, como temos que aceitar essas mudanças e encaixá-las no que faz sentido pra gente. Ensina a olhar pra dentro, procurar se entender antes de absorver o ambiente e que a evolução só vem com bagunça, com transgressão.

Se o workshop acabasse por aí, com a meditação guiada incrível que a Ju dá no final, já valeria a tarde, mas na sequência vem a Dai: exportada do Brasil pra Holanda com passagem pela França, ela é fisioterapeuta especializada na região pélvica e instrutora de pompoarismo.

A Dai vem pra lembrar a gente da importância de estarmos bem com o nosso corpo, de aceitarmos nossos estilos e formas e de cuidarmos da gente. Falamos de anatomia feminina, de melhores práticas pra saúde da mulher, de atração, libido, filmes pornôs voltados pro público feminino e por aí vai. E botar um grupo de brasileiras pra falar de sexo é pra gente cair na risada, né?

E pra completar entra a Josi: estilista e consultora de imagem, com experiência morando no Brasil, na Itália e na Holanda.

Leia também: Indonésia – A luta pelos direitos das mulheres

A Josi vem pra ajudar a gente a encontrar nosso próprio estilo e, principalmente, pra lembrar que a gente tem que ser a gente. Holandesa não usa muita maquiagem, prefere a praticidade na hora de se vestir, prioriza jeans e tênis em vez de vestido e salto alto, mochila no lugar de bolsa chique e unha feita é artigo de luxo por aqui.

Mas não é porque as holandesas são assim que a gente tem que ser também! Se você se sentir confortável com isso, ótimo, mas não deixe pra lá aquela vontade de usar uma estampa mais florida ou um olho esfumado mais caprichado se isso fizer você se sentir bem.

Eu confesso que aderi bem o estilo holandês, mas comprando suéteres mais coloridos e sem abrir mão da base e do blush antes de sair de casa. E mesmo me sentindo à vontade com o look casual, botar um vestido arrumadinho e um salto alto me faz falta de vez em quando.

Então esse post vem em forma de dica, mas também de agradecimento a esse trio que se esforçou pra montar um workshop com conteúdo super relevante pra gente, que está aqui tentando se achar num mundo totalmente novo e desafiador, mas sem querer perder a nossa essência.

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2 comentários

Josi Kasteller Janeiro 14, 2019 at 7:38 am

Obrigada Gi, pelo esforço em vir participar conosco desta tarde de trocas de informações, porque sei que seu caminho foi longo até chegar até nós e também muito obrigada por pulverizar nosso evento para suas leitoras. Nosso intuito é justamente esse, resgatar quem você é no seu corpo independente de onde você esteja. Teremos agora dia 26 de janeiro a próxima edição, que é novo mas também como um complemento deste workshop que você participou e você é nossa convidada de honra! Esperamos você dia 26 janeiro as 13hs! Beijão com muito carinho Josi Kasteller

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Giovanna Prata Janeiro 15, 2019 at 8:22 am

Foi um grande prazer estar com vocês, Josi! Vou tentar me programar pra ir dia 26, obrigada pelo convite :))))

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