Malta – Custo de vida

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(fonte: Pixabay.com)
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Ao descrever o lugar onde atualmente resido, utilizo o país inteiro como referência, pois, por tratar-se de uma ilha de apenas 300 km quadrados, onde as cidades são separadas e diferenciadas por uma placa de boas vindas, ou pelo anúncio nos pontos de ônibus, fica quase impossível considerar e escolher apenas uma. É claro que há particularidades, mas tratando-se de custo e qualidade de vida, posso e vou generalizar.

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Resido em St. Julians, estudo em Swieqi, vou ao supermercado em San Gwann, visito amigos em Gzira, me exercito na orla de Sliema e adoro almoçar em Valeta. Assim é Malta! É como residir em uma grande cidade e circular por seus bairros, com a vantagem de poder fazer inúmeros passeios, caminhando.

A região de St. Julians e Sliema são as mais modernas e também as mais procuradas por concentrar o comércio, os negócios, o turismo e a vida noturna e também a maioria das escolas de inglês, razão pelo qual Malta se tornou bastante atrativa.
Assim, essas cidades, agregadas a Swieqi, concentram o maior número de estrangeiros e oferta de acomodações, obviamente com valores mais elevados. Em Malta, como em outros países europeus, é comum estudantes e trabalhadores estrangeiros dividirem apartamentos e quartos para baratear as despesas.

Os valores dependem da localização, da quantidade de pessoas que lá residem e do espaço físico, mas variam entre 250 e 400 euros mensais (média de 320 euros). Nesses valores geralmente estão incluídos os custos de água, energia e internet. É claro que na alta temporada esses valores são reajustados, podendo chegar a 700 euros por um quarto privativo. No entanto, Malta não deixa de ser um refúgio de verão.

As cidades de Bugibba, St Paul e Mellieha, costumam ter preços menores, mas apesar de serem turísticas, e com uma grande oferta de restaurantes e atrações, ficam mais distantes do polo comercial e educacional, o que acaba não sendo muito atrativo. Gzira, San Gwann e Imsida, esta última onde está localizada a Universidade de Malta e o maior hospital público, também são bastante procuradas e podem ser mais em conta; no entanto, a variação é pequena.

A formalidade e a burocracia para se alugar um imóvel aqui não é o empecilho. Como este é, para muitos estrangeiros, uma fonte de renda, a oferta e a facilidade é tamanha. Há vários grupos no Facebook especializados em anúncios de imóveis e quartos, além das inúmeras imobiliárias espalhadas pelo país.

Exemplos de grupos fortes no Facebook:

Quanto aos outros custos básicos como mercado e refeição diária, é sempre importante ressaltar que Malta produz apenas 20% de suas reservas alimentares, sendo uma economia de dependência externa e de importações. Assim, a oferta de produtos nos supermercados e restaurantes é menor que em outros países, principalmente comparados ao Brasil, e os preços são maiores. Mas ainda assim, não considero alto o custo de alimentação. Existem bons restaurantes acessíveis, onde come-se bem por 20 euros, incluindo a bebida e com um custo média semanal no mercado de 100 euros para uma pessoa. O que mais encarece são as carnes, principalmente bovina e os vegetais (frutas e verduras).

Sobre os meios de transporte em Malta, vou me restringir ao transporte coletivo, pois é a forma mais fácil de circulação pela ilhota. Os malteses, assim como os brasileiros, são apaixonados por carros, então há uma concentração imensa de veículos pelas estreitas e curvilíneas ruas do país. Acreditem, há muito engarrafamento, principalmente nos dias chuvosos.

A rede de transporte público é única em Malta, e abrange todas as cidades e atrações em um curso de tempo razoável. No entanto, algumas rotas são menos frequentes, com espaçamento de uma hora ou mais. Sendo  assim, vale sempre conferir com antecedência os horários dispostos em todos os pontos de ônibus e também no aplicativo/site da companhia Tallinja (Malta Public Transport  ou app Tallinja ). Em relação às tarifas, estas também possuem uma variação sazonal. Na alta temporada (a partir de meados de junho a meados de outubro), o valor da passagem é de 2 euros; no restante do ano, 1,50 euro, com duração de 2 horas, ou seja, você pode utilizar seu ticket durante 120 minutos em rotas e ônibus diferentes. (dados 2015/2016). Os ônibus noturnos (4 linhas diferentes identificadas por um N ou pela cor cinza nas placas dispostas nos pontos de ônibus) que circulam entre aproximadamente 23:30 e 3:00 da manhã são mais caros – 3 euros. Uma forma econômica é adquirir os cartões de transporte, que podem reduzir em até 50% o valor da passagem.

Malta tem uma longa história de prestação de cuidados de saúde de qualidade, e o sistema de saúde publica do Estado é gratuito para os malteses e para os cidadãos da Comunidade Européia (com Cartão Europeu de Seguro de Doença). Todos os cidadãos não comunitários que possuem a documentação de residente e pagam os seguros e impostos nacionais também tem direito a saúde publica gratuita. Apenas os atendimentos de emergência são fornecido gratuitamente para todos, incluindo os nacionais de países terceiros sem seguro de saúde do estado e da UE.

Uma consulta médica particular custa em média € 50, mas é possível realizar consultas em farmácia, dependendo da disponibilidade e do expediente médico, e os valores variam de € 9 a € 15 €.

Mater Dei Hospital
B’Kara By-pass
B’Kara MSD 2090
Tel: 356 25450000
Email: [email protected]

Quer saber um pouco mais sobre outros custos? Deixe seu comentário abaixo que responderei com o maior prazer.

1 COMMENT

  1. Marcela, a forma como você escreve e descreve suas experiencias em Malta é tão gostosa de ler que fica impossível não ter o desejo de conhecer este pequenino país! Adoro seus textos e a maneira objetiva, porém rica em detalhes como descreve Malta. Obrigado por mais esta aula de conhecimento! Nada como o aprendizado in loco!

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