Porte de armas de fogo nos EUA

E os desafios da sociedade americana

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Foto: pixabay.com
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A questão do porte de armas nos EUA é um assunto cada dia mais polêmico e complexo. Os EUA possuem o maior índice de mortes por armas de fogo quando comparados a qualquer outro país considerado desenvolvido. São mais de 283 milhões de armas portadas apenas por civis ao redor do país. A cada novo massacre ou caso de homicídio o debate sobre a implementação de leis mais rígidas para o porte de armas de fogo é reaberto. Atualmente, de cada 100 pessoas residentes nos EUA, 98 vivem a pelo menos 15 km de uma loja que comercializa armas de fogo. Essas lojas podem variar de tamanho e vão de pequenos outlets até grandes redes como o Walmart, maior vendedor de armas do país.

A lista de massacres é grande: Virginia Tech (32 mortes), Escola de Sandy Hook (27 mortes), Cinema de Aurora (12 mortes e 70 feridos), Igreja em Charleston (9 mortes), dentre muitos outros exemplos. Depois de mais de 180 tiroteios em massa nos últimos 10 anos, o tiroteio dessa semana novamente na Virgínia, onde uma repórter e um cameraman foram assassinados por um ex-colega de trabalho em transmissão ao vivo na TV americana, reabriu o debate em relação à ampla disponibilidade de armas nos Estados Unidos. Atualmente é muito fácil comprar armas de fogo em praticamente todos os 50 estados norte-americanos.

Fonte: Campanha Brady
Fonte: Campanha Brady

Há mais de 50 mil lojas licenciadas para comercializar armamentos ao redor de todo o país, de acordo com o relatório anual de 2014 do Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms (Bureau de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo), órgão que controla a questão da compra e venda desse tipo de produto. Isso é equivalente a 14% mais lojas de armas que em 2009, ano em que o presidente Barack Obama foi eleito pela primeira vez. Além disso, também é possível comprar armas em lojas de penhores, feiras de exibição, colecionadores e até mesmo através da Internet.

Fonte: Campanha Brady
Fonte: Campanha Brady

De acordo com a Lei Brady Handgun Violence Prevention, criada em 1993, compradores de armas devem passar por uma verificação de antecedentes. Há 10 tipos de pessoas que seriam rejeitadas por uma verificação de antecedentes: criminosos, fugitivos, toxicômanos, imigrantes ilegais, doentes mentais, pessoas que renunciaram à cidadania norte-americana, pessoas sob ordens de restrição, pessoas condenadas por violência doméstica e qualquer pessoa acusada de um crime que poderia trazer mais de um ano na prisão não são elegíveis. No entanto, a qualidade das informações apresentadas ao banco de dados nacional varia por estado e muitas vezes os registros criminais não são avaliados da forma que deveriam ser.

Além disso, a indústria que produz armas de fogo gera um lucro imenso todos os anos e patrocina um lobby político fortíssimo para que leis mais rigorosas não sejam aprovadas no Congresso. Isto é, quanto mais rígidas forem as leis, menos armas serão comercializadas, e menos lucro será gerado nesta indústria.

Mas como é possível que a maior potência mundial, país tão cuidadoso com a questão da segurança internacional, permita-se encontrar com um problema doméstico desses? A resposta está nas raízes da Constituição Americana, na história e na cultura do país.

A Constituição

A segunda emenda da Constituição americana protege o direito do povo de manter e portar armas. A emenda foi adotada em dezembro de 1791, como parte das primeiras dez emendas contidas na American Bill of Rights (Carta de Direitos). A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o direito pertence aos indivíduos. Ao mesmo tempo, determinou que o direito não é ilimitado, portanto, não proíbe a regulamentação de armas de fogo. Assim, os governos estaduais e locais estão limitados na mesma medida em que o governo federal de infringir este direito pela incorporação da Carta de Direitos.

E o que isso quer dizer? Quer dizer que o indivíduo recebeu o direito de comprar e portar armas para se defender, mas que o Estado ao mesmo tempo tem direito a regulamentar tal porte de armas e restringi-lo. Foi aí que surgiu o problema, pois de um lado há quem diga que de acordo com a Constituição, o cidadão americano (ou residente permanente) tem o direito de portar armas, e quem argumenta isso está argumentando de maneira correta! Mas também há quem diga que o Estado tem o direito de controlar a questão do porte de armas e restringi-lo. Quem argumenta isso também está correto! Em decorrência dessa emenda, atualmente, a sociedade americana se encontra em uma encruzilhada. Mas por quê? O governo sendo soberano não pode mudar isso? Pode! Mas é aí que entra o fator histórico-cultural.

A Cultura das Armas

O culto americano às armas vem da época dos cowboys, passa pela Guerra Civil americana e ainda encontra origem na caça esportiva. O norte-americano sempre nutriu paixão pela caça esportiva, que se iniciou na época em que os Estados Unidos eram uma nação agrária, nação de subsistência onde a caça era uma profissão para algumas pessoas, fonte de alimentos para outras, e também uma forma de se proteger de animais predadores. Até hoje a caça esportiva sobrevive como um componente central de uma cultura de armas, como uma forma de controlar as populações de animais em todo o país, independentemente do país ter se desenvolvido ou não. Os estados do meio-oeste e sul americanos são os locais onde essa cultura é mais acentuada. É comum vermos nessas áreas pessoas em locais públicos com armas na cintura. Isso faz parte do dia a dia americano na “terra dos cowboys”.

Além disso, a sociedade americana se baseia na liberdade. Não é por acaso que a famosa Estátua da Liberdade é um dos símbolos do país, ou que parte do hino americano faça referencia à “Land of the Free” (terra dos homens livres). Os americanos realmente acreditam que tem liberdade e vivem em país onde o Estado deve intervir o mínimo possível em suas vidas, e se a Constituição permite algo, tenha certeza de que eles irão brigar para manter esse direito até o fim dos tempos. Por isso, restringir o uso de armas para muitos americanos não é visto como uma questão de segurança, mas sim como o fim de um direito – o fim do direito à caça esportiva e fim da liberdade de se proteger e proteger a sua propriedade por conta própria.

O problema é que com toda essa liberdade o governo não tem sob controle pessoas que estão tendo acesso a armas de fogo e não deveriam ter, pois claramente não possuem estabilidade emocional para lidar com um artigo tão letal. Com isso, criou-se uma tensão geral em várias partes do país. Muitas pessoas não se sentem mais seguras durante as atividades corriqueiras do dia a dia. Os tiroteios e massacres viraram parte do dia a dia da sociedade americana e se tornam cada vez mais e mais comuns a cada dia que passa.

No Brasil temos medo de sermos baleados durante uma troca de tiro, um assalto ou até mesmo uma bala perdida. Nos EUA temos medo de ir à igreja, à escola, ao cinema, ao supermercado ou ao trabalho. Temos medo de estarmos no lugar errado na hora errada. Temos medo de sermos atacados por um ex-colega de trabalho ou ex-aluno mentalmente instável. Temos medo de sermos alvejados por sermos brancos, negros ou imigrantes. Temos medo de cruzarmos o caminho de um desconhecido que possui uma arma e está disposto a puxar o gatilho a qualquer momento e por qualquer razão. Temos medo de ir e não voltar.

Quer saber mais sobre a questão do porte de arma nos EUA? Clique aqui.

36 Comentários

  1. Lorrane, a farta literatura sobre o tema indica que desarmar a população de bem é o caminho para a explosão nos homicídios justamente com uso de armas de fogo. Aparente contradição, não? Recomendo a leitura do excelente livro Mentiram para mim sobre o Desarmamento de Bene Barbosa e Flavio Quintela – sucesso de vendas aqui no Brasil.

    • Olá Rafael,

      Obrigada por acompanhar o BPM e pela sugestão do livro.
      O texto que escrevi não faz referência a desarmar a população de bem, mas sim ao fácil acesso a armas de fogo nos EUA. Acredito que deve haver sim um maior controle no que diz respeito ao acesso. Como você sabe, controle não quer dizer desarmamento, mas sim apenas um forma mais rígida de averiguar quem está comprando armas de fogo para evitar que aqueles que não são estáveis o suficiente para possuir o porte, não tenham acesso devido ao risco que apresentam à sociedade.

      Continue nos acompanhando.

      Abraço

  2. Ola os índices Brasileiros são alarmastes mesmo aqui que o cidadão. Comum não pode portar uma arma de fogo sendo maior que os do EUA então realmente acho que você deveria ter um pouco mais de informação sobre o assunto para comentar sobre ele pois o brasileiro deveria ter vergonha de se deixar levar por uma mídia desarmamentista que nem sabe o que fala.

    • Olá Maicon,

      Obrigada por acompanhar o Brasileiras Pelo Mundo.

      Seu comentário é válido, assim como o de qualquer outro leitor do blog. No entanto, acredito que você não tenha prestado atenção no que eu escrevi. Não fiz comparação alguma com os índices de violência entre Brasil e EUA, mas sim entre EUA e outros países desenvolvidos. O Brasil, por ser considerado um país ainda em desenvolvimento, política, econômica e socialmente falando, não foi incluído na comparação. Além disso, os números apresentados no meu artigo são os números oficiais do próprio Departamento de Controle de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo, orgão do governo norte-americano, logo, nenhum dos números apresentados no texto foi retirado de informações providas por uma “mídia desarmamentista”. Houve bastante pesquisa antes do artigo ser escrito e as fontes estão citadas no próprio texto.

      Também gostaría de ressaltar que a única comparação feita com o Brasil se refere à questão do medo que parte da população sente ao sair de casa se expondo à potenciais incidentes com armas de fogo, sejam estes por assalto, troca de tiro ou atentado como ocorre com frequência nos EUA. Esta foi a única comparação com o Brasil. E digo por experiência própria e segura de minha afirmação, pois conheço muito bem ambas as realidades dos dois países.

      Agradeço mais uma vez seu comentário e peço, gentilmente, que leia com um pouquinho mais de atenção os próximos textos para que o debate sobre o assunto em discussão seja positivo e acima de tudo construtivo para todos que acompanham o blog.

      Grande abraço,

      Lorrane

  3. No meu ponto de vista desarmar ou restringir o uso e acesso as armas de fogo é um problema, porque eu, cidadão comum, assim como qualquer criminologista sabe que o bandido vai estar armado com ou sem restrições quando ele for abordar ou fazer massacres como estes acontecidos nos EUA. Na Suíça também é assim todos tem pelo menos 3 metralhadoras em casa, fruto do serviço militar obrigatório e lá a maioria dos crimes são cometidos com arma branca. Nos EUA existe a permissão e um bom acesso a cultura, são bem organizados, mas não ao ponto de criar uma sociedade livre dos problemas sociais. Penso que é a forma de interferência estatal quase nula é que dá esse livre acesso ao caos. A Suíça é pequena e mais fácil de administrar, ações simples resolvem bastante, mas num país grande as pessoas possuem mais formas de escapar da lei e do respeito, em lugares pequenos as pessoas são mais conhecidas e mais fáceis de serem encontradas e isso restringe a capacidade de ser mau de uma pessoa, as pessoas pensam mais antes de agir.
    Se o país está armado, ele está preparado para problemas com a violência das guerras e de problemas sociais com a violência lunática, mas aonde se conhece a existência destas violências lunáticas como estas dos EUA nas escolas a saída é criar estes treinamentos que eles tem criados e colocar os detectores de metal em ação. Visto que ambientes públicos podem ser alvos de terroristas câmeras e especialistas nestas ações precisam observar mais estes lugares. É um fato que os EUA virou alvo disso, só que não dá para restringir o cidadão de bem em sua capacidade de se defender.
    O correto é aumentar as ações de vigilância nos lugares públicos em que podem ser alvo de ação terrorista, mas não uma vigilância leiga, uma vigilância treinada nestes comportamentos sociais vingativos e nos comportamentos terroristas.

  4. A anulação , restrição não é o caminho para se conter a violência , pois o elemento violento fará o caos e dará ação a sua intenção em posse de arma própria e ou imprópria, já que este conforme artigo na maioria goza do estado de inimputabilidade .Creio que o controle é sim um fator que restringe estatisticamente incidentes falando do ser que goza dos atributos mentais e dispõe de técnica e adestramento para utilizar tal artefato , como a exemplo ocorre com condutores de autos. De prache tem que gozar de sanidade mental , técnica e autorização para se dirigir pelas autoestradas. No Brasil o estatuto do desarmamento causou um grande ,caos pois coibiu o cidadão do poder de portar arma de fogo de forma legal para que assim possa repelir uma injusta agressão , porém a fiscalização e controle das armas ilegais é quase que nulo o que estimulou e alavancou o comércio ilegal é o número de latrocínio;roubos;homicídios. Nossa população sente medo de sair da cama e ja ser agredida por um meliante armado! Conforme a BBC.com (2012), “Com menos armas, Brasil tem tres vezes mais mortes a tiro do que USA “.São poucas as lojas que comercializam armas aqui no BR e diga se de passagem ,armas custam uma fortuna, vários calibres são restritos as forças armadas e policiais, porém as facções e narcotráficantes detém um poderio bélico enorme. Cito o BR só para ilustrar o medo que vivemos aqui no meio de uma zona de guerra onde só um lado detém armas.
    Não favoreço a proibição da venda e do porte de armas de fogo , mas reconheço que um controle rigoroso seria ideal para ambos os países , tanto aqui no BR quanto aí no USA . O extremo concerteza não soluciona .Se um cidadão tem condições mentais atestada ,não possuí antecedência criminal , tem certificação técnica apurada para manuseio, possui meios para cautelar e manter arma de fogo , residência fixa …….. Acredito que tenha condições para portar uma arma de fogo . O que acha Lorrane ?

    • Prezado Anderson,

      Obrigada pelo seu comentário.

      Como colunista do BPM me reservo a apenas expor fatos nos textos que escrevo. Prefiro me posicionar de forma neutra.

      Continue nos acompanhando.

      Att,

      Lorrane

  5. Convém citar aqui nos comentários que os ataques citados acontecem quase que unanimemente nos chamados “free guns zones’. Ou seja, atacar uma multidão desarmada numa Igreja, numa escola ou num cinema, e mais recente numa boate, num local onde é proibido estar armado, é garantia certa de muitas mortes.
    Prezada Lorrane, se você tem medo de ir à igreja, ao supermercado, ao trabalho por recear topar com um individuo armado disposto a atirar em qualquer pessoa, inclusive você, peço que reflita sobre a famosa expressão bem popular por aí: “”Abe Lincoln may have freed all men, but Sam Colt made them equal.”
    Abraços!!

  6. esse negocio de desarmar a população é um fato bem interessante ate por que Brasil foi um país q adotou o desarmamento e olha so onde chegamos,42416 pessoas mortas em 2012, isso por que não encontrei dados de 2013,2014,2015. mas tem uma reportagem do uol com data de 13 de maio de 2015,onde o titulo é (Números de assassinatos com arma de fogo é o maior desde 1980) então ta ai a prova q desarmar a população não é a solução. Agora ter uma pesquisa de antecedentes dos futuros clientes ai sim.

  7. Olá Lorrane!
    Parabéns pelo texto. Acho muito interessante esse debate com relação ao armamento (principalmente nos EUA, país que muitos aqui usam como exemplo). É muito interessante também o debate sobre aramento aqui no Brasil, visto que muitos aqui (inclusive eu) gostariam de poder ter uma arma em casa para proteção pessoal. Porém, para que isso seja realidade, é preciso que tenhamos leis mais severas e um judiciário mais atuante, visto que impunidade reina por aqui. Provavelmente teríamos “cidadãos de bem” matando outros “cidadãos de bem” por conta de uma furada na fila do supermercado ou de uma ultrapassagem no trânsito e depois esses mesmos pagariam uma fiança de 5 mil e estariam soltos enquanto a família da vítima continuaria procurando por justiça. Sei que nos EUA as leis já são muito rígidas com relação aos assassinatos por motivo fútil e mesmo assim estes acontecem seguidamente, então vale a pena darmos uma pensada não só na questão do porte e posse de armas, mas também na questão da legislação e da punição com relação aos que iriam usar as armas.

  8. Lorrane,

    Concordo com a restrição e uma analise mais detalhada de quem irá portar uma arma, acho que ajudaria. Mas com relação a dados, a grande maioria dos atentados com armas nos EUA foram realizados em estados em que era proibido ter armas. No Brasil é proibido e os índices de assassinatos por arma de fogo só aumentam. Acho que um caminho realmente é tentar de alguma forma restringir as vendas, melhorar esse processo e nunca proibir, que só gera vendas em mercado negro e aumento de violência.

  9. Mt bom seu texto, só queria entender melhor o último parágrafo.Vc disse que o porte é um direito do cidadão de proteger a si e à propriedade. Então, como que, oq serve para garantir maior segurança, te gera mais medo?

    • Prezado Juan,

      Obrigada por acompanhar o Brasileiras Pelo Mundo.

      Não fui eu quem “disse” que o porte de armas é um direito de proteção, isso está na Constituição norte-americana. A questão aqui nos EUA é que qualquer pessoa desequilibrada tem uma facilidade enorme em ter acesso à armas. Eu, particularmente, e agora sim digo minha opinião pessoal, não acredito na teoria de que armas de fogo gerem mais segurança, pois nem todos sabem manusear uma arma da forma correta, ou sabem guardá-la da forma correta, ou deixam fora do alcance de quem não deveria ter acesso (como crianças, por exemplo). A chance dessas armas caírem em mãos erradas ou de haver um acidente é enorme. Não acho que qualquer pessoa deveria ter direito ao porte de armas nem aqui nem no Brasil. É para isso que existem pessoas treinadas para usar armas e fazer a segurança da população, como policiais e militares.

      Pense da seguinte forma: um médico passa anos estudando para ser médico. Ele é treinado para isso. Ele está apto para dar diagnósticos, realizar cirurgias, etc. Quando uma pessoa que não é treinada para fazer cirurgia ou diagnosticar um remédio faz isso, muitas vezes o resultado pode ser fatal, certo? Com armas o pensamento é o mesmo. Uma pessoa que não foi treinada e não está apta a utilizar armas de fogo não deveria ter acesso a elas, muito menos direito ao porte. E quando digo apta, não estou me referindo apenas a capacidade técnica de uso, mas também a capacidade emocional de saber a hora de usar a arma, como usá-la, contra quem usá-la, etc, do contrário os riscos se tornam muito maiores.

      Espero ter respondido a sua pergunta.

      Continue nos acompanhando.

      Lorrane

  10. Concordo plenamente com a restrição de porte e posse de arma, pois a argumentação que valida a facilitação do acesso ao porte e a posse de arma, é o direito individual de se proteger, mas esse direito passa ser violado quando envolve orgulho na ação da proteção individual, como seria isso?, Um cidadão foi exposto ao assalto e na hora do acontecimento ele reage porque ele não queria perder o bem que conquistou com muito esforço. agora eu deixo uma pergunta: se o cidadão fica doente, ele procura aprender medicina para se curar?. Porque sua vida está em risco!

  11. Embora estados unidos tenha mortes pelo uso legal de armas de fogo a maioria dos dados não mostra que as mortes foram também por armas ilegais ou legítima defesa e sim só número de mortos.
    O desarmamento civil é um afronta ao cidadão de bem que não tem o direito de se proteger igual ao Brasil que mata mais que o dobro dos estados unidos mesmo sendo praticamente ilegal portar uma arma de fogo, hoje o homicídio no Brasil mata mais do que países em gueras.
    Por isso sou contra o desarmamento.

  12. Boa tarde,

    Não obstante os acidentes que ocorrem com armas de fogo, bem como, os demais argumentos apresentados por quem é contra ou a favor, permanece a lógica. Recentemente em minha cidade, uma família teve a revidência arrombada, com os moradores dentro. Hora do acontecimento: 1:00h da madrugada. A esta hora não tem policiamento nas ruas. E mesmo supondo (total absurdo) que o policiamento estivesse presente em todas as ruas da minha cidade, poderia ser que não estivesse exaltamente no local do evento. E portanto, não se pode cobrar do Estado proteção aos indivíduos em toda hora e lugar. E assim sendo, é necessário pois que o indivíduo tenha o direito de se defender e tenha os meios de se defender. Voltando ao caso concreto (a ação de arrombamento acima citada), vale destacar que o direto de se defender e os meios de se defender atuam em muitos casos na prevenção da violência. É aqui que retomo a expressão acima “PERMANECE A LÓGICA”. E o que significa? Usemos a LÓGICA: Se os arrombadores tivessem pelo menos dúvida quanto a se os moradores daquela residência poderiam ter alguma arma de fogo será que promoveram o arrombamento? Analogamente, se o marginal que – a despeito dos carros com vidro escuros – tivesse dúvidas sobre os ocupantes estarem armados, será que promoveria assalto no trânsito?
    Veja, não é preciso de fato usar a arma para se defender. Muitas vezes o simples fato de ter já é suficiente.

  13. Complementando o comentário anterior:

    No Brasil, face o Estatuto do Desarmamento, o criminoso tem quase que 100% de certeza de que o cidadão de bem está desarmado. Bem… o resto nós já sabemos.

  14. Lorrane, bom dia!

    Voce esta de parabéns pelo texto e demonstra ser uma pessoa muito inteligente ao responder a todos comentários.. Virei seu fâ.

    Abraços

  15. Seria bom falar do Canadá, desarmamentistas não falam do Canadá. Lá também não existe muita restrição as armas, o governo até tentou, mas só gastou dinheiro e não conseguiu fazer o povo cadastrar suas armas. Cabe ressaltar também que onde ocorre esses massacres nos EUA são geralmente em áreas livres de armas, as chamadas gun free zones. Desarmar ou proibir armas, só restringe a quem cumpre as leis, pois o marginal( pessoa que anda as margens da lei) já não a respeita as leis vigentes, por que ele respeitaria mais uma lei? Proibir armas é tudo que um criminoso quer, assim ele tem o monopólio da força.

    • Leandro,

      Se seguirmos essa lógica, logo logo teremos uma população armada até os dentes e completamente despreparada pra utilizar estas armas. Não vejo isso como solução para o problema.

      Quanto ao Canadá, irei sugerir para minhas colegas que residem no país, escreverem um artigo sobre o tema lá.

      Att,

      Lorrane

  16. Prezada Lorraine,

    Como investigador de polícia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de São Paulo, posso opinar sobre o assunto com algum conhecimento de causa.

    Temos, desde 2003, uma legislação extremamente rígida, e o número de crimes não para de crescer. A propósito, dispararam após o Estatuto do Desarmamento.

    Concordo que há a necessidade de dois tipos de preparo para utilização de arma de fogo: o técnico e o psicológico.

    Pouca gente se dá conta disso, mas a Constituição brasileira, em seu artigo 143, de forma indireta, obriga todo brasileiro adulto a adquirir conhecimento técnico básico sobre emprego de armas de fogo – já que isso faz parte da instrução prevista no Serviço Militar obrigatório, previsto naquele artigo. Se o serviço militar fosse levado a sério, a questão do conhecimento técnico não seria problema.

    O problema está em controlar o cidadão pelo aspecto psicológico. Paradoxalmente, muitas pessoas que apresentam problemas nesse sentido são justamente policiais (em tese, mais protegidos contra medidas desarmamentistas), devido à carga emocional decorrente do exercício da profissão.

    Na prática, se fôssemos afastar das ruas, por critérios absolutamente técnicos, todos os policiais que apresentam problemas como depressão e outros transtornos, teríamos uma brutal redução do efetivo, embora não saiba estimar a porcentagem.

    O cidadão comum que sofre de depressão, por exemplo, procura se tratar. O policial tende a esconder o problema, pois, se tiver a arma recolhida, não poderá sequer fazer seus “bicos” (uma triste realidade), comprometendo, inclusive, sua renda familiar. E as Instituições fazem vista grossa para isso, não disponibilizando acompanhamento obrigatório periódico para TODO o efetivo (quando ocorre, é só de forma corretiva) e não divulgando, por exemplo, estatísticas de suicídio de policiais.

    Os EUA tem um grande contingente de veteranos de guerra, que, não raro, passam pelo mesmo problema que os policiais brasileiros.

    Na nossa vizinha Argentina (que possui uma legislação de armas bem mais liberal do que o Brasil, e índices muito mais baixos de criminalidade), o número de veteranos da Guerra das Malvinas que cometeu suicídio supera o número de mortos em combate naquele conflito.

    O amparo psicológico a combatentes – sejam militares ou policiais – é um tabu nas instituições, em qualquer parte do mundo. O problema não é o acesso às armas, mas o número de pessoas expostas com stress pós-traumático de combate e que não são tratadas.

    O segundo problema no controle psicológico – talvez o mais grave – é o uso de tais dados, por governos autoritários, como instrumento para usar internações compulsórias para prender opositores políticos. países comunistas são “experts” nisso.

  17. Tivemos e temos pessimismos exemplos de ditadores como Hitler, Mussolini, Joseph Stalin e atualmente os ditadores Nícolas Maduro da Venezuela e Kim Jong-Un da Korea do Norte, todos eles implantaram seus estatutos do desarmamento justamente para obter total controle sobre a população. A população deve estar armada: 1° para um eventual governo tirano, 2° porque a policia não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, 3° aqui no Brasil mesmo com o estatuto do desarmamento em vigor tem gerado muito mais homicídios do que em países onde as armas são liberadas. 4° No Brasil os traficantes andam livremente com armas de guerra (fuzil) e ainda são tratados como vitimas da sociedade recebendo toda assistência dos direitos humanos e políticos ligados ao Narco Estado. Desarma a população é uma farsa, literalmente uma farsa.

    • Prezado Seiichi,

      Obrigada por acompanhar o Brasileiras Pelo Mundo.

      Sugiro que você releia o texto. Em momento algum sugeri o desarmamento completo da população, mas sim um controle mais rigoroso de quem tem acesso a estas armas. Além do mais, o texto não trata de Venezuela, Coreia do Norte ou Brasil, e sim da realidade norte-americana, a sociedade de um país completamente diferente dos exemplos citados acima.

      Continue nos acompanhando.

  18. Lorrane, parabéns pela forma elegante como respondeu aos participantes. Vou deixar a minha opinião. A discussão é polêmica e todos têm argumentos para defender os seus pontos de vista. Eu particularmente, entendo que, no caso do Brasil, o Estado falhou no que diz respeito à segurança do cidadão, razão pela qual acho que existe uma necessidade de o indivíduo ter o direito a auto defesa. O desarmamento provou que não é o cidadão sem arma que garante a não violência no país, que continua aumentando a cada dia. É importante que tenhamos o direito defesa, é o Estado que está ausente. Não significa dizer que devemos armar a POPULAÇÃO mas os que possam ter sua arma para defesa pessoal.

  19. A lei 10.826/2003, (lei do desarmamento aqui no Brasil) funciona para desarmar o cidadão de bem. E os criminosos, são desarmados também?

    No Brasil, as pessoas morrem mais por armas de fogo, do que por qualquer outra arma e as pessoas que matam, não são cidadãos de bem, e sim criminosos. São poucos os casos de cidadão de bem, por algum motivo fútil ou torpe matando outro cidadão de bem.

    Criminoso nenhum vai obedecer lei nenhuma. Criminoso não vai entregar suas armas para o governo. O que adiantou a lei do desarmamento?

    Os criminosos estão “se lixando” para as leis.

    Aqui no Brasil, mesmo com a existência da lei 10.826/2003, todos os dias temos MASSACRES E TIROTEIOS a todo o momento. Na cidade de São Paulo ou Rio de Janeiro, morrem muito mais pessoas por tiro, do que em todos os Estados Norte Americanos. Isso devido os cidadãos de bem não poderem portar armas de fogo, pois as coisas seriam sim diferentes. Se o Brasil defendesse com “unhas e dentes” o cidadão de bem e punisse, também com “unhas e dentes” os criminosos, nos dando o direito de proteger a nossa família, nossa propriedade e nos dando o porte de arma, o Brasil seria um dos países mais seguros para viver.

    Os brasileiros também andam com medo da violência. Quem pensa que podemos andar livremente pelas ruas sem sermos vítimas, não passam de idiotas, que vivem em um mundo de ilusões.

    Tenho amigos brasileiros, que moram nos Estados Unidos e que não querem voltar para o Brasil. Eu também já morei na “Terra do Tio Sam”. Durante os 18 meses que estive lá a trabalho, nunca fui vítima e nem presenciei nenhum crime. Não estou dizendo que não existe crimes lá, pois em qualquer local do mundo estamos sujeitos a violência e nunca estaremos 100% seguros, mas as coisas nos EUA funcionam muito melhor do que no Brasil.

    É necessário morar lá para realmente conhecer e saber o que falar.

      • Prezados,

        obrigada por acompanharem o Brasileiras Pelo Mundo.

        Sugiro que vocês releiam o texto. Conforme já explicado inúmeras vezes, em momento algum o texto sugere o desarmamento completo da população, mas sim um controle mais rigoroso de quem tem acesso a estas armas NOS ESTADOS UNIDOS. O texto NÃO fala sobre porte de armas no Brasil e sim nos EUA, logo falar de legislação brasileira aqui fica um tanto fora de contexto.

        Continuem nos acompanhando.

  20. Lorrane,aqui como ja vimos as pessoas não sabem ler um texto que expõe um ponto de vista bem claro ,e ainda querem dar suas opiniões ? é lastimável,e ainda se acham capazes de portar uma arma seja la qual for o ambiente sendo que não sabem expor suas opiniões ,agora imagine você se eles estivessem armados em frente a você com toda essa gana de mostrar que estão corretos?

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