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10 características empreendedoras que ajudam na hora de imigrar – Parte 1

Empreendedorismo e Imigracao Parte 1

Alguns anos antes de me mudar para a Nova Zelândia, eu tirei um sonho que guardava e alimentava há anos na minha gaveta: o de empreender. Criei um novo modelo de negócio para uma agência de viagens com cafeteria e serviços, numa área comercial de São Paulo.

Para me preparar para o novo empreendimento, fiz alguns cursos, entre eles, o famoso Empretec, um seminário estudado e desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (a ONU) e aplicado em mais de 30 países, visando desenvolver atitudes empreendedoras. No Brasil, o SEBRAE é quem ministra o seminário em diversas de suas unidades espalhadas pelo país (onde já capacitou mais de 250 mil pessoas).

Apesar de ter vendido o café e fechado a agência de viagens, para poder seguir com outro grande sonho, o de imigrar, carrego comigo muitas experiências e aprendizados. Entre eles, o tema deste post: 10 características empreendedoras que ajudam (e me ajudaram muito) na hora de imigrar. Nesta primeira parte, exploro 5 delas.

Empreendedorismo e Imigração

Muitas pessoas devem estar se perguntando “Mas o que Empreendedorismo tem a ver com Imigração?”. Para mim, tem tudo a ver. Explico. Basicamente, o seminário explica e traz vivências para que possamos aprender e desenvolver características apresentadas por empreendedores.

Segundo o próprio SEBRAE define no seu site sobre o seminário, “São 60 horas de capacitação em seis dias de imersão em que o participante é desafiado em atividades práticas, cientificamente fundamentadas que apontam como um empreendedor de sucesso age, tendo como base 10 características comportamentais“.

Busca de Oportunidades e Iniciativa

Tudo que a gente faz depende de muita dedicação, isso inclui até a imigração. Você tem que tomar a iniciativa de agir e buscar aquilo que sonha, porque se você não suar muito, e se preparar para isso, quando o momento certo e até a sorte (ou chame de oportunidade) baterem à sua porta, você não vai saber como lidar com isso. Além disso, em muitos momentos (antes e durante o processo), muita coisa vai depender de sua mente aberta, de sua busca por oportunidades e a sua própria iniciativa.

Se você não estudar outras línguas, se não contar para seu chefe e seus colegas do seu sonho de morar fora, se não juntar dinheiro para estudar e comprar passagens, como espera que isso possa acontecer em sua vida sem uma dose quase milagrosa de sorte?

Sempre que algo estiver te segurando, lembre-se disso: na hora de propor ao chefe uma mudança de país, ao dar as caras para pedir emprego, ou até na hora de puxar assunto com aquele “amigo do amigo” que poderia te dar muitas dicas, tome a iniciativa, esteja sempre um passo adiante.

Busca de Informações

As redes sociais, grupos, o Google e os apps de mensagens não poderiam deixar de ser alguns dos mais valiosos aliados para quem quer imigrar. Mas plataformas colaborativas com o Brasileiras Pelo Mundo, e alguns blogs, também podem ser uma ajuda valiosa, para não dizer “fundamental” no processo de imigração.

Informação é uma das partes mais importantes deste processo. O quanto mais você souber, mais estará preparada para o que irá enfrentar. Isso pode significar a grande diferença entre ganhar ou perder tempo, economizar ou gastar dinheiro à toa, viabilizar ou inviabilizar seus planos, colocar tudo a perder por erros que poderiam ser evitados.

Leia também: Tudo o que você precisa saber para morar na Nova Zelândia

Estabelecimento de Metas

Ter um sonho não basta. A vida de de imigrante exige muito mais do que um mero sonho, algo irreal e que fica numa esfera quase intocável das nossas vidas. Para imigrar, assim como para realizar qualquer coisa que se queira nesta vida, é imprescindível ter uma meta.

A meta é um objetivo que se deseja atingir. Ela deve ser clara, específica, daquelas que a gente sabe dizer em poucas palavras e que não deixa dúvidas. Além disso, ela requer que você estabeleca um prazo para que ela seja atingida, uma data. Ela tem que ser “SMART”:

S = específica (o que se quer atingir)

M = mensuravel (quanto?)

A = atingível (porque é preciso saber como fazer para atingir, escrever um passo a passo)

R = relevante (deve ter um significado para a sua vida, um porquê)

T = tempo (quando você irá atingir: data)

Reserve um tempo para escrever as suas metas, sobretudo no final ou começo do ano. É impressionante como esse exercício traz resultados. Se você não traduzir os seus sonhos e desejos para metas bem claras e definidas, passando pelo exercício do SMART acima, e não traçar um caminho para chegar até a sua realização, as chances são grandes de que nada vá acontecer.

Seu tempo irá passar e você verá seu sonho ficar engavetador por um longo tempo (senão para sempre).

Até algumas decisões que fazemos em nossa vida ficam mais fáceis quando se visualiza a meta que se quer atingit (ou as metas, é sempre bom ter mais de uma), e colocar seus esforços, seus focos, seus recursos, a trabalho do atingimento delas. Antes de negar, que tal tentar?

Quer receber uma proposta para gerenciar uma área internacional na sua empresa em alguns anos? Que tal estabelecer um prazo, checar sua fluência no idioma, incluir alguns cursos e vivências no exterior, fazer contatos com outros profissionais da área em outros países e se preparar para isso? Lembre-se de buscar oportunidades e tomar iniciativa para conquistar suas metas.

Persistência

Muitas vezes a vida te dará muitos ‘nãos’, assim como a imigração poderá negar um visto, ou um curso para o qual você aplicou pode não aprovar a sua matrícula. Isso não significa o fim da linha, mas sim, um aprendizado para buscar outras soluções e caminhos. O importante é não desistir (sempre respeitando seus limites, claro).

É o que eu sempre digo: a gente pode olhar um problema como um bloqueio, ou como a oportunidade de rever suas escolhas e seus caminhos. Se há uma coisa que todos os imigrantes (brasileiros ou não) que eu conheci têm em comum é sua persistência e perseverança.

Correr Riscos Calculados

A todo momento lidamos com riscos: cada decisão tem suas probabilidades e uma infinidade de caminhos possíveis. Se nos fechamos tentando minimizar todos os riscos possíveis, por um lado, ficamos limitados a uma zona controlada, de conforto, sem conhecer, testar e expandir nossos limites.

Por outro lado, não podemos sair por aí fazendo loucuras sem medir as consequências. O caminho está no meio termo, na capacidade de avaliar a situação, analisar o que pode acontecer e assumir os riscos conhecendo mais a respeito, ou seja, riscos calculados.

Um exemplo? Você não vai pedir as contas do trabalho, comprar uma passagem e imigrar. Não é assim que funciona. Cada país tem uma regra, uma cultura, características culturais e geográficas, os quais devem ser levados em consideração durante o planejamento. De maneira alguma devemos nos colocar em situações de riscos desnecessários e que tenham potencial prejudicial nossa vida presente ou futura (um visto negado, pode ter consequências muito negativas em aplicações futuras, por exemplo.

Já arriscar um intercâmbio ou um curso diferente, primeiramente, para avaliar um país ou abrir um potencial caminho para a imigração no futuro, podem valer a pena. O importante é analisar, prós e contras, e assumir os riscos necessários para te tirar da zona de conforto e abrir seus horizontes.

Estas foram as 5 primeiras das 10 características empreendedoras que acredito que ajudam muitona hora de imigrar. No próximo mês falo sobre as demais.

Leia também: Intercâmbio pelo Mundo

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