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10 características empreendedoras que ajudam na hora de imigrar – Parte 2

Empreendedorismo e Imigracao Parte 2

No meu post anterior, falei sobre o curso que fiz no SEBRAE, o Empretec, um seminário desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (a ONU) e aplicado em mais de 30 países, visando desenvolver atitudes empreendedoras, agrupadas em 10 características empreendedoras.

O que isso tem a ver com imigração? Eu fiz um paralelo entre estas 10 características empreendedoras e o quanto eu acredito que elas possam auxiliar na hora de imigrar.

No primeiro post, falei sobre 5 delas: Busca de Oportunidade e Iniciativa, Busca de Informações, Estabelecimento de Metas claras, Persistência e Correr Riscos Calculados.

Leia antes: 10 Características Empreendedoras que ajudam na Hora de imigrar – Parte 1

Dando continuidade, neste post eu falo sobre as outras 5 características empreendedoras que podem ser muito importantes para praticar e passar por todo este processo de imigração.

Exigência de Qualidade e Eficiência

Imigrar não é brincadeira. Para se provar numa nova cultura, como imigrante, você terá que estudar e trabalhar (e se dedicar) muito, mas muito mesmo. Muitas vezes mais do que as pessoas do próprio país, até para compensar a pouca ou nenhuma experiência local, ou uma certa dificuldade com a língua que possa existir, ou ainda, para vencer alguns pré-conceitos (quando não for “preconceito” mesmo).

A sua dedicação em entregar projetos, trabalhos e serviços com qualidade e eficiência irão te dar um retorno a curto, médio ou longo prazo e podem se tornar o seu grande diferencial.

Comprometimento

Se tiver que escolher um item para levar para sempre consigo, eu sugiro este aqui, pois se trata de uma lição de vida.

“Traga para si a responsabilidade sobre o sucesso e o fracasso”. Isso machuca, sangra, arde, incomoda, mas posso dizer que foi a coisa mais importante que eu já aprendi em minha vida.

Quantas vezes não nos pegamos (ou vemos pessoas que amamos) procurando nos eximir das próprias responsabilidades e jogando a culpa pelo fracasso nos outros? Isso equivale a tomar a sua vida pelas rédeas e assumir as consequências das suas escolhas (ou da falta delas) e encará-las de frente, sem “terceirizar” e colocar a culpo no outro, no destino, na sorte, no azar, na inveja, ou seja lá mais onde ou em quem.

Ao assumir erros, fracassos e dificuldades, e estar comprometido com um bem maior, é possível aprender, construir novos caminhos e buscar o sucesso, legítimo (valorizando ainda mais cada conquista).

Da mesma forma, quase sempre esse comprometimento envolve outras partes (parceiros, clientes, fornecedores, equipes) e dependemos deles para atingir o que pretendemos. Assim, também é fundamental trabalhar em conjunto e colocar essa relação de longo prazo acima de resultados imediatos e superficiais.

Está mais difícil para você? Não jogue a toalha, aceite suas dificuldades e aprenda com seus erros. Olhe à sua volta, arregace as mangas e pense em possíveis solutções para contornar, enquanto isso, coloque em perspectiva e simplestment foque em suas metas, uma hora as soluções chegam e você precisa estar trabalhando em prol delas para a conquista.

Leia também: Tudo sobre a Nova Zelândia no BPM

Planejamento e Monitoramento Sistemáticos

Planejar, fixar metas, arregaçar as mangas e colocar tudo em prática, tudo isso é importante, mas é preciso, ainda, que você revise seus planos e atitudes com uma certa frequência, para não se desviar dos objetivos e metas que precisa alcançar.

Por exemplo, se você decidiu imigrar para estudar e aprimorar o seu inglês, e deixar de estudar para ficar trabalhando casualmente e com brasileiros, pode acabar não concluindo aquilo que te levou a imigrar: o aprendizado da língua. Portanto pense bem nas escolhas que faz a coloque elas em perspectiva ante a suas metas. Se elas não te ajudarem a atingí-las, talvez seja o caso de rever suas escolhas.

Ao mesmo tempo, é importantíssimo ter flexibilidade para ajustar o curso do caminho que você traçou. Para ser sincera, é bem provável que tenha que mudar o curso das coisas, já que a vida não fica parada e vários fatores vão influenciar positiva ou negativamente o seu plano, como mudanças nas políticas de vistos ou de trabalho. Mantenha os olhos abertos e adapte-se a eles. Nada de “empurrar com a barriga” para ver onde vai dar. É melhor estar preparada para o que vier.

Persuasão e Rede de Contatos

A vida de um imigrante pode ser bastante solitária, até porque perdemos muitas amizades, a família e todo aquele círculo que deixamos atrás no Brasil, mas isso não significa que você está totalmente sozinha. Existem grupos de mulheres brasileiras em vários países, a própria rede do Brasileiras Pelo Mundo, e grupos de imigrantes (como o ARMS, em Auckland, e outras entidades citadas pelo governo da Nova Zelândia).

Além disso, você pode procurar grupos no seu bairro e na sua cidade, grupos nas igrejas locais, nas associações profissionais da sua área de atuação e até grupos de mães ou de mulheres feministas brasileiras (sim, existem isso aqui na Nova Zelândia).

Esta rede de contatos, é extremamente importante para fazer amizades e compartilhar experiências, descobrir aquela lojinha que vende farinha de mandioca na sua cidade, ou ainda receber uma dica de emprego. Isso tem um valor incrível.

Portanto a rede de contatos é extremamente importante na hora de imigrar, seja para pegar algumas dicas antes, trocar uma ideia, aprender com os erros e experiências dos outros (economizando tempo e dinheiro), obter suporte, ter acesso a uma pessoa ou informação crucial para seus objetivos e até para socializar (afinal, a gente precisa descontrair).

Leia também: Empreendendo na Nova Zelândia

Independência e Autoconfiança

Por fim, e não menos importante do que as demais características empreendedoras, é importante confiar em si mesma. Tenha orgulho da sua herança cultural brasileira, extremamente rica, das suas experiências e da sua capacidade.

Não espere a vida abrir as portas, corra, você com sua força, atrás delas e com muito suor, persistência, perspicácia e confiança, você encontrará os caminhos que precisa percorrer. Se der errado, sacuda a poeira e reveja seus planos. Não se deixe abater pelas derrotas e opiniões contrárias, nem tão pouco tenha dúvidas quanto à sua capacidade. Mas, sobretudo, seja realista e tenha amor próprio, nada de se colocar em situações de risco. Mais vale ser feliz do que correr riscos desnecessários. Isso significa conhecer-se e saber do que é (e não é) capaz.

Também, não fique esperando aquela amiga que talvez faça tudo isso com você, ou aquele namorado que talvez um dia largue o trabalho dele e viaje com você, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Não precisa jogar tudo para o alto, mas é importante colocar-se em primeiro plano, compartilhar seus sonhos e metas e estabelecer seus prazos para a realização deles.

Seja qual for o seu plano, a sua meta, o seu destino, tenha em mente as 10 caractersíticas empreendedoras que podem te ajudar a viabilizar seu sonho no curto, médio e longo prazo. Bom trabalho!

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2 comentários

William Oliveira Outubro 29, 2019 at 12:15 pm

Excelentes dicas, Gabriela!

Estou me preparando para passar alguns meses (ou poucos anos) na NZ com minha esposa. O objetivo é aprimorar o inglês e, talvez, minha esposa fazer um mestrado. Estamos decidindo… enfim, se Deus quiser, estaremos por lá em breve (2020).

Seus textos são muito inspiradores e escreves incrivelmente bem. Parabéns!

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Gabriela Nunes Novembro 5, 2019 at 6:20 am

Que legal, William. Espero que gostem tanto quanto eu gosto. Boa sorte na sua jornada!

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